Warabi Mochi

“Warabiii mochi, warabiii mochi, tsumetakute, oishii desu yo.” Eu ouvia essa toada no final das tardes de verão do Japão, no bairro de Nakano machi, em Hamamatsu (Shizuoka). Uma caminhonete passava vendendo esse doce. No inverno, trocava de guloseima: vendia batata-doce assada.

Também podia comprar no supermercado, em  bandejas pequenas, medida boa para quem mora sozinho.

Há muito estou para escrever sobre esse doce, mas este verão anda tão frio que nem anima a fazer algo gelado. Hoje fez calor e corri para prepara-lo antes que chovesse e o tempo mudasse. Comemos no almoço. Pelo que li, antigamente era feito com amido de raiz de samambaia. Pelo que sei, a samabaia é tóxica e não produz muito amido. Hoje em dia usam amido de batata-doce. Ainda é difícil de encontrar por aqui, só vi na Liberdade, vendida como “Sweet Potato Starch”. A receita tradicional exige que se cozinhe a massa no vapor por 1 hora. Bem, estamos no em 2011 e usei o microondas. Foi bem mais rápido e fiquei satisfeita com o resultado.

100 gramas de amido de batata-doce

200 gramas de açúcar granulado

70 gramas de açúcar mascavo

270 ml de água

Kinako (farinha de soja torrada)

Misture o amido, a água e os dois tipos de açúcar. Passe por uma peneira. O açúcar mascavo costuma ter uns grânulos.

Leve ao microondas em um refratário. Cozinhe por cerca de 9 a 10 minutos. Mexa a cada 3 minutos. Nos últimos minutos, confira a consistência com maior frequência. Prove. Se estiver com gosto de amido cru é sinal de que precisa cozinhar mais ainda.

Curiosamente, essa massa, depois de fria, não fica muito mais dura que quando quente. Portanto, se preferir mais mole, adicione um pouco de água quente, mexa e leve ao microondas por mais 1 minuto.

Despeje em uma assadeira pequena, polvilhada com bastante kinako. A farinha de soja torrada não deixará que a massa grude na forma. Polvilhe mais kinako e espalhe a massa com as mãos. Cuidado, vai estar quente. Abra até ficar com cerca de 2 cm de espessura. Deixe esfriar e leve à geladeira. Sirva cortado em cubinhos, polvilhado com bastante kinako.

Essa quantidade serviu 2 pessoas que comeram muito. Na verdade, renderiam 4 porções ou mais, se não for muito “formiga”…

PS: Consuma no mesmo dia em que fizer. É que depois de algum tempo ele perde a textura.

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8 Comments

  1. Aline

    Ola marisa, eu gostaria de tirar uma duvida…pois no japao qdo eu comprava via que ficavam guardados na agua e o vendedor retirava com uma escumadeira…e passava no kinko!! Essa receita tbem poderia ser reservada na agua??? Desde ja agradeço qualquer informaçao..

  2. Gabriela Mayumi Arakaki

    Marisa,

    Minha batchan fazia um mochi que ia amendocrem na massa, era despejado quente sobre algumas folhas que pareciam de gengibre e quando frio, ela salpicado de gergelim preto emc ima. conhece alguma receita assim?
    Ela era de okinawa, não sei se por isso nunca mais vi esse mochi.
    Obrigada

  3. Marisa Ono

    Gabriela, o que você descreveu se parece com muchi, doce de Okinawa, embrulhado em folhas de sassa. Só que eu nunca comi, só ouvi falar.

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