Sakagura A1

Ontem foi um dia feliz. É sempre um prazer encontrar-me com o chef Shinya Koike, que admiro e com quem gosto de conversar. Por outro lado fiquei muito lisonjeada com o convite para conhecer o seu novo restaurante, o Sakagura A1 (Rua Jeronimo da Veiga 74 – Itaim). É um espaço amplo, com dois ambientes – um no térreo e outro no subsolo – e uma proposta diferente do Aizome. Não tem menu degustação, são oferecidas porções de pratos frios, vegetais, carnes, peixes, refogados e até sanduíches. O Ban (pãozinho no vapor) com panceta agradou muito (R$23,80).

Eu gostei muito do croquete de okara (resíduo de soja) (R$14,00).

Para os fãs das frituras (como eu), satisfação garantida com os tempuras (35,00), karaagues (coxinhas de frango frita) (20,00), harumaki (inclusive harumaki de rabada !).

Para quem prefere algo mais leve, refogados como lulas com hana-nirá (talos dos botões da flor de nirá, que tem um sabor próximo do alho) (26,00), ou com pimentões e cebola, saladas (de tofu, de batata), carnes (inclusive o porco char-shu) (entre 28 a 32 reais), udon, soba, bifun (entre 24 a 28 reais). E se quiser fazer disso tudo uma refeição, basta pedir uma porção de arroz e misoshiru (R$5,00 cada). E café Illy para finalizar.

No salão do andar de baixo tem o balcão de sushis, com a equipe preparando sushis e sashimis. Confesso que de todos, só conhecia o Celso Amano, que veio do Aizome. Fui apresentada ao Katsuhiro Kobayashi (primeiro, à direita); ele havia acabado de desembarcar no Brasil, vindo de Sapporo (Hokkaido).

No salão principal funciona o bar. A casa também conta com uma carta de sakes, opela Ana Toshimi Kanamura, que era do Itigo. Garrafas decoram a parede da escada.

A decoração remete um pouco a uma fábrica de sake (pé-direiro alto e muita madeira) e isso é intencional, já que sakagura significa adega de sake. Imagens femininas que lembram posteres de propaganda da década de 20 ou 30 enfeitam as paredes.

E também tem sobremesa, todas muito leves, frescas. Esse é o mousse de tofu com frutas vermelhas. Eu provei a taça de frutas exóticas com uma calda aromatizada com alguma especiaria (creio que cravo) e uma bola de sorvete. Tem também dorayaki com sorvete de chá, sorvete de rapadura com gelatina de café, todos a R$18,00.

Sim, sou suspeita, porque gosto muito de tudo que o chef Shinya Koike faz, por conta do equilíbrio de sabores, detalhes, cuidados. Não posso dizer que sou isenta.

O restaurante abrirá oficialmente no dia 1 de outubro, dia do sake. Os clientes receberão uma taça da bebida no jantar.

Horário de funcionamento:

Almoço: de segunda a sexta das 12 h às 15 h; domingo, das 12 h até 22 h (funciona direto); sábado, fechado. Menu executivo a partir de R$40,00

Jantar: de terça  a sábado, das 18h às 0h

 

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3 Comments

  1. Nelson Kuroda

    Marisa, publique a receita do croquete de okara, por favor. para quem faz o seu tofu caseiro, os residuos da soja dá aquele desespero. moitanai!

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