Semana Mesa SP – Parte 1

Esta semana não escrevi nada nem aqui e muito pouco no Facebook por um bom motivo: estive no Senac Santo Amaro acompanhando os eventos Mesa Tendências e Mesa ao Vivo, da Prazeres da Mesa.

O tema deste ano foram “Raízes”. Videos foram produzidos pelo Slow Food, apresentando depoimentos de descendentes de índios, africanos, italianos, portugueses, árabes e, claro, japoneses. Esses videos ainda não estão disponíveis no site do Slow Food nem no Youtube. Espero que subam com eles em breve, foram produções bem-feitas, independentemente do fato da autora deste blog aparecer em um deles.

Não pude acompanhar todas as palestras do Mesa Tendencias, tanto por conta do trânsito – nesses dias gastei em média 6 horas dirigindo – quanto pelo fato que aulas no Mesa ao Vivo aconteciam também nos dias 6, 7 e 8. Recomendo que comprem a próxima edição da revista Prazeres da Mesa.

Roberta Sudbrack falou da experiencia de trabalhar sem energia elétrica no restaurante, no foco no trabalho artesanal, manual.

Ana Luiza Trajano contou um pouco da trajetória de seu restaurante (Brasil a Gosto) e do trabalho para o livro Cardápios do Brasil. Ela acredita que a pesquisa é fundamental e chegou a passar um mês em uma tribo indígena para conhecer os hábitos, o modo de vida, ingredientes e pratos.

Felipe Schaedler falou de um assunto que me interessa muito: cogumelos. Ele não é pesquisador, os cogumelos que ele coleta já foram pesquisados e classificados pela Noemia K Ishikawa, do INPA. Por enquanto, são 34 cogumelos comestíveis só na Amazônia. Mais animador ainda é que existem espécies que poderão ser cultivadas, desidratadas e comercializadas dentro de poucos anos.

A Lentinula raphanica tem um aroma bem intenso. Pena que não pude provar. É forte candidato para ser cultivado em madeira de debaste de castanheiras.

O phallus já existe seco, vindo da China, na Liberdade. Vi, mas não comprei. É algo que vou experimentar um dia desses.

Cogumelo da família das tremellaceaes também foi identificado e também pode ser desidratado.

Mas gostaria de saber mais, gostaria de saber quais cogumelos poderíamos encontrar e consumir aqui mesmo e na região da mata atlântica.

Manu Buffara falou da relação dela com produtores  paranaeses e dos esforços que estão sendo feitos para legalizar mel de abelhas nativas. Ela partiu para uma prática até que comum no Japão: paga para um agricultor produzir seus vegetais e ela ou alguém da equipe vai buscar na horta o que precisa.

Voltei para casa com um vidrinho de mel (desculpem-me, esqueci o nome da abelha que produz). Por via das dúvidas, está na geladeira, já que contem mais água que o mel de abelha comum.

E assim foi o que pude ver no primeiro dia.

 

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2 Comments

  1. DIULZA ANGELICA DOS SANTOS

    Adorei foto sua e de sua mãe, já ouvi falar dos estudos destes cogumelos da Amazônia esta pesquisadora Ishikawa foi pro Japão para aperfeiçoar os estudos dos cogumelos. saiu tb reportagem na Globo em canelas RS o pessoal colhendo cogumelos no bosque.

  2. Marisa Ono

    Pois é, Diulza, ela está em Tottori, defendendo uma tese e provavelmente fará parte do grupo que tentará cultivar cogumelos na Amazônia.

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