Semana Mesa SP – Soma das Partes

Confesso que passei mais tempo fora do auditório e das salas de degustação que deveria. Porquê? Porque preferi conversar. Encontrei amigos, perguntei, ouvi, falei.

A gente costuma se ver como indivíduo, não? Mas num momento confraternização e troca de informação me dou conta que sou um pouco de muitos. Aprendi e continuo aprendendo ouvindo relatos, experiências, dicas. Ou vou atrás de informação quando me perguntam algo. A curiosidade é o combustível.

Não assisti à palestra do Tiago Castanho com o pesquisador de abelhas nativas Giorgio Cristino Venturieri porque cheguei tarde naquele dia. Mas encontrei esse último mais tarde e ele explicou sobre a produção de mel em caixas de madeira, sobre uma bancada rústica com o pé dela protegido com óleo queimado para evitar o ataque de formigas. Não sabia que existiam tantas abelhas nativas e que eram tão bonitas.

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Com a Tanea Romão do Kitanda Brasil aprendi a fazer o peixinho ou lambari da horta.

 

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Eu tenho alguns pés dessa planta peluda (também chamada de orelha-de-lebre) mas não sabia como preparar. A única vez que tentei fritar, virou uma esponja cheia de gordura. Com as dicas dela, consegui come-las. Basta não lavar (por isso é bom que sejam cultivadas em casa, sem uso de pesticidas) e passar em ovo batido e fubá. E não frite por muito tempo, porque secam demais e ficam duras.

 

 

 

 

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A Antonia Padvaiskas do Empório Poitara me apresentou a fava de Aridan, que nunca havia visto. É bonita, lembra um pouco banana com rum, melaço.

 

 

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E eu nem imaginava que a barra de guaraná era ralada em uma língua de tucunaré. Fiquei impressionada com a dureza e a quantidade de “dentes”. Ela tem uma lista enorme de coisas boas para vender, desde Abricó do Pará, Cará Roxo,  até farinha ovinha. É um mundo de coisas, sempre fico impressionada com tudo, são tantos ingredientes que não conheço!  O contato dela é: Tel. 11-7310-5024 ou 8344-4040  toni.ginger@gmail.com

 

 

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E fui apresentada ao hidromel. Creia, é produzido em Ibiúna e não sei onde vende por aqui. Eles também têm um mel suave, muito bom. Soube que o apiário fica bem, bem longe daqui de casa, bem longe da rodovia e da Raposo Tavares. Temi pela suspensão da minha Paraty velha, ainda não fui visita-los. Ah, quanto ao sabor, achei forte e doce. Imaginava que fosse menos alcoólico. Eles têm um site:

http://www.apiariogiancoli.com.br/

E, bem, conversei com tanta gente interessante sobre assuntos idem que não caberiam no post e é bem provável que irei esquecer de alguém. Com medo da saia justa, termino aqui, dizendo que foi um prazer reencontra-los. Agora, para muitos, infelizmente, só no ano que vem, já que muitos vieram de longe.

 

 

 

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4 Comments

  1. Maria Carolina

    Marisa, muito bacana sua postagem, muitas novidades!
    Mas esta daí é a língua óssea do pirarucu, que os índios sateré-mawé usam para ralar o guaraná em bastão. 🙂

  2. Marisa Ono

    Oi, Maria Carolina. Eu nunca havia visto a língua do pirarucu (nem um inteiro, para ser sincera, só em partes) e não imaginava como era a estrutura dela. Fiquei impressionadíssima.

  3. Sandra

    Marisa, sempre que posso viajo pra Roraima e me surpreendo com as maravilhas do povo da Amazonia. Pra ralar essa barra de guaraná não é mole não!! Já participei (só olhando) kkkkkk de pescaria em igarapés e o peixe mais pescado era piranha cajú. Dá um caldo delicioso e a cor fica linda (ela é meio vermelha). Que privilégio né? Você então com tanta coisa maravilhosa ai, dá invejinha! kkk Bjs

  4. Marisa Ono

    Gostaria muito de conhecer Roraima. Me disseram que a comunidade japonesa é bem grande, tenho curiosidade em saber como vivem, o que comem, o que adaptaram da cozinha japonesa, Sandra. Talvez na próxima encarnação…

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