Hamu-Poteto Katsu e Gratin Fry

A maioria das pessoas tem uma ideia de que a cozinha japonesa é leve, elegante, delicada. Espere. Há uma diferença entre a cozinha tradicional e a contemporânea, a comida dos restaurantes estrelados e o B-kyu Gourmet.

Japonês gosta de fritura. Ponto. E pode ser muito inventivo.

Por exemplo, eles pegam uma fatia de apresuntado (não, não é presunto, é um embutido sabor presunto e muitos insistem que tem que ser do tipo bem barato), recheiam com salada de batata (sim, com maionese), empanam e fritam.

Para empanar, uso um massa feita com ovo, água e farinha. Funciona melhor que apenas ovos, fica mais espessa e o panko (farinha de pão ralado) adere melhor.

E o gratin fry é um macarrão curto (pode ser pene, gnochi, aquele caracol pequeno, por exemplo) cozido, misturado com molho branco espesso (e pode juntar ervilha, presunto, o que gostar) e tudo vai para dentro de meia folha de massa para harumaki. É a massa de harumaki que vai proteger e segurar tudo. Depois é só empanar e fritar.

Conceitualmente é horroroso. Chamam pratos que misturam duas coisas de “híbridos”. Mas cozinha é algo que está em constante movimento. Hoje existem fãs desses pratos estranhos, daqui uns anos pode ser que sejam clássicos. Ah, não ficam ruins, não, é só vencer a estranheza inicial.

 

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Um comentário em “Hamu-Poteto Katsu e Gratin Fry”

  1. Olá Marisa.
    Meu nome é Miyuki e tenho 20 anos.
    Vim deixar os meus agradecimento pelo seu blog de culinária.
    Desde 2013 venho acompanhando seu blog e nunca fiz um prato seu, apesar de sempre ler as receitas. Quando minha batian faleceu em 2017, fiquei com um vazio no coração e senti falta das comidinhas feitas por ela.
    Outro dia fiz a sua receita de nishimê e me senti realizada, haha.
    Me trouxe de volta o carinho da batian em um prato de cozido e isso não há preço que se pague.

    Muito obrigada.

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