Produtos Orientais no CEAGESP? Tem!

Você pode comprar alguns produtos orientais nas barracas do Varejão do CEAGESP aos sábados e domingos. Creio que são 3, se não me engano.

No meio da semana e aos sábados, depois das 10 horas, ainda tem a opção de dois boxes:

Agro Nippo (Pav. AMA Box 11-12; fica à esquerda de quem vem pela Galvão Vidigal). Aproveite para comprar os produtos que eles produzem, como o tofu, konnyaku, o leite de soja saborizado (Muppy). Vendem também arroz, alguns temperos, algas.

Takaki (Pav AMA Box 66; fica na mesma quadra da Agro Nippo, é só dar a volta, são opostas). Lá tem muita coisa mas talvez precise de ajuda para encontrar, já que é mais um atacadista e não vai encontrar o preço no depósito. Aproveitei para comprar arroz para mochi (mochigome) a um preço melhor que nas mercearias da Liberdade. Tem também muito biscoito, temperos, algas, farinha panko e para tempura. Pode pedir a lista de produtos para o e-mail takaki.filial@uol.com.br

O preço dos dois é bom? Em muitos itens, é. E tem a vantagem extra: aos sábados, a entrada é livre, não cobram estacionamento e com alguma sorte, vai conseguir parar em frente. E antes ou depois, uma passadinha na feira do Varejão, com direito a pastel e caldo de cana. Antes de sair, siga em direção da Gastão Vidigal e vá aos boxes que comercializam cereais, temperos. Eu costumo pegar pimenta do reino, sementes de coentro e outras coisas na “Deus Proverá”. Fica na região dos boxes que comercializam ovos e coco. Fico devendo o número do box.

 

 

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Goiaba Gigante e Abóbora Ebisu

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Encontrei essa goiaba gigantesca na feira do produtor de Mogi das Cruzes. Já havia ouvido falar dela mas nunca havia visto. Garantiram que ficam até maiores, chegando a 1 kg. Sobre ela, pouco sei porque não pesquisei. Um vendedor de mudas disse que chamam de “goiaba filipina”.

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Por dentro ela é vermelha e até que não tem muitas sementes. Minha mãe disse que não tem muito cheiro ou gosto. Eu não sei, não como goiaba crua nem morta, só em doces ou goiabada.

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Ebisu kabocha é de origem japonesa. Diferente dos kabochas que encontramos no mercado, a casca desta abóbora é lisa e o formato dela é ligeiramente achatado. Quanto ao sabor, é mais doce e a textura, muito mais lisa, sem fibras, quase um purê. É apreciadíssima no Japão e aqui na minha horta cresceram algumas poucas. Mas em Mogi das Cruzes há quem plante, talvez possa ser encontrado nas feiras livres e mercearias orientais de São Paulo.

 

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Forma Para Assar Bolo na Boca do Fogão

Há tempos que ando ensaiando para comprar uma forma dessas. Vejo no supermercado, ensaio e não levo. Desta vez levei (por R$26,00). A ideia de assar um bolo na boca do fogão, gastando bem menos gás que o forno é atraente. Mas será que funciona? A Neide Rigo já testou um modelo parecido aqui: http://come-se.blogspot.com.br/2011/07/assando-na-boca-do-fogo.html

Fiz um bolo de fubá cozido,  bem simples, sem coco, sem queijo, sem nada. Untei a forma com farinha e despejei a massa.

A forma vem com uma chapa de alumínio mais grossa, para ser colocada por debaixo, em contato direto com a chama do fogão, para distribuir melhor o calor.

O buraco no centro da forma funciona como uma chaminé, forçando a subida do calor, que vai aquecer a tampa, para que o bolo doure também na parte de cima. Os buracos na tampa são para permitir a circulação do calor e a saída da umidade. O bolo desenformou bem.

Assei em fogo baixo, deveria ter tirado um pouco antes. Infelizmente ele dourou mais no centro que nas laterais. No mais, o bolo ficou assado e gostoso. Fez a alegria da minha vizinha, que levou metade (em casa não comemos tanto bolo assim) e disse que iria comer so-zi-nha.

Se a aparência não fica 100%, a economia é 10. Uma boca de fogão, na chama mínima gasta bem menos gás que um forno com aquele queimador enorme.

Ah, para terminar, a forma que comprei é da Ramos, chamada de “forma americana”.  O site é este aqui:

http://ramos.com.br/assadeiras.php

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O Café

Estava para falar desse livro já há algum tempo. O livro O Café é de Cristina Ruiz, da Biluma Cultural. O livro foi lançado há pouco tempo (dia 25 de janeiro, no museu do café, em Santos). Conta com prefácio de Ensei Neto.

Bebo mais café que chá. E o café é tão frequente e há tanto tempo que esqueço o valor que tem. Ou valores. Na maior parte do tempo o café, para mim, é para acordar, para animar, um sinal de hospitalidade. Mas o mundo todo quer café. Ele é cobiçado, negociado, abriram-se vias para que sua safra fosse escoada.

E assim como muitas famílias de imigrantes japoneses, a minha também esteve envolvida no cultivo de café, que fez a fortuna de uns, nem tanto de outros. Cresci ouvindo histórias de cascavéis encontradas em covas dos pés de café e de gente que sofreu com a intoxicação dos pesticidas utilizados na época (hoje, felizmente, proibidos). No livro há um capítulo sobre a imigração e a relação dos imigrantes com o café.

Cristina traça toda a história do café. Apresenta a importância dele no desenvolvimento do país, as cidades que surgiram por causa dele, os altos e baixos do ciclo do café, mas de uma maneira bem mais interessante do que vimos na escola. E tem muito mais, em dois idiomas (português e inglês) e com lindas fotografias.

E pensou que era só? Não, também tem receitas de bebidas quentes e frias e sobremesas feitas com café.

Enfim, foi um livro que li em uma sentada, seguindo o desenrolar da linha do tempo e da sequência dos fatos e suas consequência.

Para quem se interessou, entre em contato com a Biluma Cultural através do e-mail:  editora@bilumacultural.com.br

 

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Gemas Pasteurizadas

Há muito tempo leio que o Brasil produz ovos (e gemas e claras) de ovos pasteurizados, que até exporta, mas nunca encontrei para comprar. Finalmente encontrei (no Assaí da av Jaguaré, faz parte do meu caminho eventual). Também tinham claras e ovos, tudo em embalagem Tetrapack e refrigerado. Comprei para testar.

Muita gente não faz maionese em casa por medo de intoxicação. De fato, o risco dos ovos estarem contaminados existe, assim como a possibilidade de até morrer por salmonelose. No caso dos ovos pasteurizados, esse risco não existe. Experimentei fazer maionese com essas gemas (batendo sempre, adicionando óleo e azeite aos poucos, um pouco de vinagre, sal e pimenta do reino no final). Funcionou, o sabor não é estranho nem o cheiro é tão terrível.

O problema é que 1 kg de gemas de ovos é muita coisa. E na embalagem há a recomendação de usar em um dia, depois de aberto. Resolvi dividir em porções de 50 gramas e congelar. Vou usar aos poucos, seja para pincelar tortas, empadas, pães, etc, como em cremes e sorvetes. Depois de descongelada ela continua fluida, não há alteração significativa.

Se vale a pena comprar? A não ser que você tenha uma padaria, confeitaria ou outro comércio, não. Como disse, é muita gema para ser utilizada. O preço talvez até compense (se não me falha a memória, custou R$14,00). Mas, no geral, continuo preferindo ovos de galinha caipira mesmo.

 

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Matcha Kakigori

Nem vou dizer que está fazendo muito calor, todo mundo sabe disso. Mas calor me lembra raspadinha (kakigori). No Japão, durante o verão, encontramos gelo raspado servido com xaropes coloridos em todos os cantos. Aparecem da noite para o dia, junto com os sinos de vento (furin) e as cigarras. Este ano não resisti. Ontem estive na Liberdade e comprei uma máquina de raspar gelo.

É um equipamento bem simples. Vem com 3 tigelas para congelar água, do tamanho certo para caber dentro da raspadeira. Uma lâmina afiada faz o trabalho enquanto que o gelo gira lá dentro impulsionado pela manivela. Não é elétrica, não, é trabalho braçal.

Funciona com cubos de gelo também, mas o resultado não é tão fino como este. Ficam pedacinhos de gelo quebrado dentro. A máquina me custou R$79,00 na Galvão Bueno, não me lembro o nome da loja, mas fica na esquina da Américo de Campos. Cada pote de gelo rende umas duas porções generosas de raspadinha.

Depois é só despejar um pouco de xarope (groselha ou outro) e se divertir. No caso, polvilhei um pouco de matcha e leite condensado. Sim, combina. Aliás, fica ótimo. Matcha tem no Marukai e na loja Made in Japan (que fica na Brigadeiro, em uma galeria) em latinhas. E no Teakettle (Chácara Santo Antonio).

E também dá para fazer raspadinha diet. É só pegar um desses preparados para refresco diet e diluir em um pouco de água e usar no lugar do xarope.

E por fim, raspadinha é mais fácil de fazer que o sorvete, tem menos calorias, pode ser divertido brincar com combinações de sabores e é muito gelada. E eu até hoje não entendi porque no Brasil não há tantos lugares que vendam raspadinha no verão.

 

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Za-sai

Perguntaram-me (não me lembro onde, se no blog ou no Facebook) sobre o za-sai. No Japão é o nome de uma conserva de origem chinesa. As que eu provei eram picantes e aromatizadas com óleo de gergelim. Confesso que nunca pensei muito nessa conserva. Por um tempo achei que era feita com chuchu, por conta da textura. Não tinha ideia do formato do vegetal, já que vinha cortado em fatias finas.

Depois, conversando com um, lendo aqui e ali, descobri que se trata da Brassica juncea Var. tumida, um vegetal que não vejo por aqui. Para quem quiser ver a foto dele, encontrei uma boa aqui:

http://www.plant.csdb.cn/details?guid=photo:ppbc@488328

O Za-sai que comia, na verdade, é resultado de uma fermentação. Esse vegetal é ligeiramente desidratado, salgado e posto para fermentar com pimenta e talvez alguma coisinha a mais.

Felizmente (para quem sente saudades dessa conserva) é possível encontrar esse fermentado já enlatado, nas lojas da Liberdade. Essa eu comprei no Gordo Wu, mercearia da Conselheiro Furtado 119, por R$3,00).

Vem dentro da lata, sem caldo, coberto por pimenta e é absurdamente salgado.

Para transformar essa conserva no tsukemono que os japoneses consomem, precisei fatiar e deixar de molho em água para retirar o excesso de sal, até que ficasse ao menos suportável. A pimenta também se foi, mas o sabor levemente ácido e o aroma continuou presente. Temperei com um pouco de pimenta (no caso, pasta de pimenta coreana gochujang e óleo de gergelim.

E como é o sabor? Bem, é um pouco ácido e tem um aroma peculiar, que lembra algo fermentado. A textura é um pouco borrachuda, que faz pensar em nabo ou chuchu em conserva.

 

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Missô, missô de grão-de-bico e Shio-koji

Para quem andou me perguntando sobre missô e shio-koji: deixei uns potes e pacotes de missô de soja (uns 6 meses de fermentação), de grão-de-bico (o sal não é tão marcante) e shio-koji (bom para marinados e tsukemonos) na Adega de Sake (Alameda dos Nhambiquaras 1089, Moema, quase esquina com a avenida Jandira). É só perguntar para o Alexandre ou a Cecília.

E aproveitem para conferir a variedade de sakês, shochus e licores que eles têm.

 

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Shopping da Roça – Eu Indico

É, apesar dessa cara, gosto de massas italianas. E como quase todo mundo da minha geração, também gosto de sanduíches e hamburguer. Aliás, eu não como comida japonesa todos os dias, não. Tenho meus dias de feijoada, de angu e até mesmo dia de almoçar pastel.

O Edson me passou um gnocchi que uma conhecida dele faz. Trouxe para casa para experimentar. Bastou jogar em água fervente e aquecer a massa, que é firme mas macia, boa mesmo. As ranhuras fazem o molho (de tomate com uns pedacinhos de carne) aderir melhor à massa. Fiz meio pacote para duas pessoas e sobrou um pouco. O resto do pacote foi para o congelador. Ele também está vendendo rondeli, canelloni e outras massas, tudo muito bom.

Bom também foi o queijo provolone de búfala que experimentei lá. Salgado, sim, temperado com ervas e alho, bom como aperitivo, com aquele gostinho levemente defumado.

E nem falo do hamburguer de wagyu que de vez em quando dá para achar lá. Digo de vez em quando porque tem gente que chega a levar 10 kg! Cada hamburguer tem 250 gramas, ou seja, é coisa para quem realmente gosta de carne. Apesar de ser uma carne rica em gordura, ela não é tão indigesta, não. Aliás, fico me perguntando que tipo de gordura tem uns hamburgueres industrializados, o cheiro é tão estranho…

E também tem cortes de wagyu, linguiças, doces, facas, temperos, tábua de carne de madeira maciça, cachaças, pimentas, um Elvis rebolante e uma vitrola Telefunken ainda funcionando lá na loja. E se você não entende nada de carne ou churrasco, não se acanhe, o Edson e a Val explicam tudinho.

Mudaram-se há pouco tempo para a  Estrada Fernando Nobre 810, loja 22, do lado da padaria, em frente ao posto de gasolina. A Estrada Fernando Nobre é a que leva ao templo Budista Zu Lai, em Cotia. Quem vier ou morar por estes lados, passem lá.

A página do Facebook deles é:

https://www.facebook.com/shopping.roca?fref=ts

 

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Produtos – Resumo dos Últimos Dias

Encontrei há algum tempo, na Liberdade, esses mini pimentões. Não são pimentas, são pimentões em tamanho reduzido, mesmo. Devem de ficar bonitos recheados. Fora isso, nenhuma diferença com o outro. Também tinha amarelo. Na Mercearia Oriental, na rua dos Estudantes. Custou R$3,90 a bandeja.

Também na Mercearia Oriental encontrei esse chá verde em pó de Shizuoka. Não, não é matcha. É apenas chá que foi triturado. A gente faz chá com ele, o pó acaba assentando no fundo da xícara. Ao contrário do que muita gente pensa, nem todo chá verde é amargo ou taninoso. Sou suspeita, morei muito tempo na província de Shizuoka. Os chás que consumia por lá costumavam ser delicados, aromáticos. Fico pensando se não funcionaria em um bolo. Provavelmente ficaria amarelado, chás verdes não costumam resistir muito ao calor.

Sementes de milho doce da Embrapa. Dando uma pesquisada sobre variedades de milho doce, encontrei uma página da Embrapa sobre 3 variedades. Diziam que poderiam oferecer amostras se houvesse disponibilidade em estoque. Escrevi e me enviaram um quilo de sementes de milho Superdoce e Doce Cristal. Veremos no próximo verão. Para quem não sabe, as variedades de milho doce são… doces. Possuem pouco amido e não prestam para fazer pamonha. Normalmente são produzidas para serem consumidas verdes, mesmo, cozidas ou assadas. Costumam ser mais macias (exatamente por conta de terem menos amido). A página da Embrapa é esta:

http://www.cnph.embrapa.br/paginas/produtos/cultivares/milhodoce_doce_ouro.htm

Batata-doce de polpa amarela, casca vermelha quase roxa. Encontrei no Varejão do Ceagesp. Para quem está de frente do relógio, fica na ala esquerda, quase no final da feira. Tem da outra batata, chamada de “japonesa”, com casca mais rosada e também tinha batata-doce roxa (polpa roxa). Essa, para mim, é novidade. Muito, mas muito doce, cremosa, sem fibras. Ficou boa cozida no vapor e também assada. Estava a R$4,00/kg.

 

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