Testes Com Massas de Gyoza (Guioza) e Wantan

Passei os últimos dias testando massas para gyoza e wantan industrializadas. Já escrevi um bocado sobre bolinhos de origem chinesa, tão populares no Japão e no mundo. Mas como nem todo mundo tem a disposição de modelar os discos de massa e atendendo a pedidos, resolvi testar as massas que encontrei na Liberdade. A boa notícia é que tem massa boa, sim.

As massas para gyoza e wantan são até parecidas. As para gyoza são mais grossas, precisam ser. Já a massa de wantan eu prefiro bem fina, quase uma pele, principalmente se for para ser utilizada nos shumai, almôndegas no vapor. Posso dizer que é uma questão de gosto e porque comi assim no Japão.

A que menos gostei de todas é esta aí acima. da Dim Sum King, comprada na mercearia Meishin (praça da Liberdade). Seca, dura, grossa. Mesmo depois de cozida continuou muito dura. Como está escrito “Sui-gyoza”, pode até ser que funcione nos gyozas cozidos em água, como os raviolis. É uma coisa para eu conferir. Já na chapa, como costumam fazer os japoneses, não agradou.

Um pouco, mas pouca coisa melhor é essa, da Huang Guiyao (a etiqueta descolou), também comprada na Meishin. O mesmo problema, muito seca, pouco maleável e depois de cozida, ficou borrachuda.

Outra um pouco melhor, mas ainda não tão satisfatória: Taichi, comprada na mercearia Marukai (rua Galvão Bueno). Um pouco rígida demais também, embora tivesse uma espessura melhor que as outras duas. O sabor dela é bom.

Satisfatória, mas não a melhor, foi a Mitsuba. Depois de descongelada, estava maleável. Depois de cozida, ficou macia.

A que mais gostei foi da PJ, creio que comprei na mercearia Bueno, também na rua Galvão Bueno. Depois de descongelada (todas são comercializadas congeladas), estava maleável e rendeu gyozas macios. A diferença entre ela e a Mitsuba é pequena, mas voto nela como a melhor. E de todas, foi a mais barata (se não me falha a memória, R$2,90, com preços chegando a R$3,20 o pacote com 20 folhas).

Agora as massas de wantan: a que menos gostei foi a da Dim Sum King. Muito grossa. Não serviu para fazer shumai, era difícil modelar. Talvez se fosse fazer sopa de wantan, talvez desse certo. Frito, nem pensar.

Empatado com o da Dim Sum King ficou a Huang Guiyao. Muito semelhantes: grossas demais, pouco maleáveis, ficou dura depois de cozida.

Da PJ a massa é menor de todas, o que achei bom para os shumai, rende bolinhos menores e mais delicados. Mas, mesmo sendo mais fina que as duas anteriores, preferia que fosse uma fração de milímetro mais fina.

A da Mitsuba é a mais fina de todas. Rendeu shumais com uma pele fina em volta, quase translúcida. Pena que é muito grande. Os shumais ficam enormes, a não ser que eu corte no tamanho que prefiro. Creio que também funcionaria bem em wantans fritos. Não testei ainda. Cortada em quatro rende mini bolinhos, bem delicados.

Como esses testes geralmente acabam causando uma certa polêmica, aviso: é minha opinião. As melhores massas, por enquanto, são as que faço eu mesma. Têm mais sabor, textura que eu gosto e a cor fica melhor, além de ser muito, muito baratas. Mas se fosse para usar algo industrializado, optaria por essas.

 

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Eu Indico: Vegetais em Vaso, Pastel, Gyoza e Cogumelos

Que tal ter um vaso produzindo pepino?

Ou um pé de berinjela que cabe na varanda do apartamento? No Varejão do Ceagesp, sábado e domingo  pela manhã, com dona Maria Maruyama.

A pastelaria Yoka, premiada pela Veja (rua dos Estudantes 37, Liberdade). É fato: a massa é mais fina que a dos pastéis de feira, crocante e sequinha.

O pastel japonês (tofu, shiitake, kamaboko e cebolinha) vale por uma refeição. Uma pena, porque eu queria experimentar um outro item do menu… O casal que estava do meu lado (o lugar é apertadinho, as mesas são coladas) comeu uma empada e um pastel cada um e a senhorinha riu de mim quando eu me surpreendi pelo peso do pastel. Disse: “Comendo um desses não dá para comer mais nada.” Espertinha…

Sui gyoza congelado. Não sei dizer o nome do lugar, fica na Conselheiro Furtado 226. Tem gyoza de massa grossa, para ser cozida, recheada de porco com nirá ou porco com salsão. O pacote vem com 25 e custou R$12,00. O dono é taiwanês, fala um pouco de português e japonês. Recomendou: coloque em água fervendo, espere voltar a ferver, junte 1 copo de água fria, deixe ferver de novo e coloque outro copo de água fria. “É de porco, tem que cozinhar bem”. Pois bem, experimentei o de salsão. Cozinhei os pasteis ainda congelados. A massa fica “mochiri” (aquela textura que é entre o “al dente” e o pegajoso), o recheio é saboroso e o gyoza fica com um caldinho gostoso dentro. Menos de R$0,50 cada um, uma pechincha.

Não estranhe se ele oferecer estômago cozido, pé de porco, tripa. Eles também vendem porco char-siu e pato assado. O pato parecia bom, mas ficou para outra vez.

Já falei da Akemi e do Paulo, que produzem cogumelos. Esses portobelos peguei lá, a R$3,00 a bandeja.

Comprei também um potão de palmito (1,2 kg) pupunha, por R$25,00. Achei barato. Para quem acha a quantidade exagerada, eles também tem potes menores. E vinagre de caqui. E licor de ume. Pode ter alcachofra, tomatinhos e outras coisas, dependendo da produção local.

 

 

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