Teste de Cilindro Manual Chinês Para Massas

Talvez seja a primeira vez que alguém testa esse cilindro no Brasil

Eu vi há um tempo em uma novela do canal japonês NHK e me encantei por ele. Como as engrenagens são aparentes, a manutenção é fácil. Para quem já tentou desmontar o cilindro italiano alguma vez na vida, é uma maravilha. A roda da manivela é grande, o que faz o cilindro rodar sem esforço. Vem com dois cortadores que são muito fáceis de trocar.

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Shoyu Na Medida Certa

Muitas pessoas reclamam do teor de sal do shoyu, que é alto. Vou dizer uma coisa: o brasileiro usa shoyu em excesso. Seja em um molho de salada, seja no sashimi ou sushi, é sempre a mesma coisa. Muito shoyu, até afogar. Assim, claro que tudo fica muito salgado. Um bom shoyu deixa a comida ainda mais gostosa, mas é preciso moderação.

Para não errar na dose e evitar desperdício, uma opção é usar um spray, daqueles parecidos com os que se usa para colônias, vejo em lojas de utilidades. Duas apertadas no botão acima geralmente são suficientes e qualquer um pode desfrutar de sabor sem exagerar no sal.

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Eggmeter

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Ou ovômetro. Não é nenhuma novidade mas fiquei surpresa que algumas pessoas ainda não conhecem esse item que ajuda a você acertar o ponto do ovo cozido. Esse eu tenho há uns 20 e tantos anos, creio eu (e acho que está novo, estou para completar 50 anos…)

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Funciona assim: Você coloca o Eggmeter na panela, junto com os ovos que quer cozinhar. Conforme vai esquentando, a parte vermelha vai ganhando um anel escuro, que vai crescendo, crescendo. Retire os ovos quando o anel cinza atingir a marca (soft para ovos com a gema bem mole, medium para os ovos com gema ainda um pouco cremosa e hard para ovos bem cozidos). Esse da foto ficou totalmente cinza porque continuou na panela por algum tempo depois de eu retirar os ovos.

Vi em lojas de utilidades domésticas, não deve de ser difícil achar. Não é um item essencial, mas é bem conveniente para quem não quer marcar o tempo de cozimento e ajuda os cozinheiros mais distraídos.

PS: Minha câmera está com mofo na lente, preciso levar à uma oficina. Esta que estou usando tem sérias restrições. Mas é o que tenho para o momento.

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Fispal – Equipamentos

Confesso que fiquei um tico desapontada com a Fispal. Havia muito mais equipamentos que alimentos. Não que eu deteste tecnologia, muito pelo contrário. Mas eram soluções para indústrias de alimentos e que eu provavelmente nunca terei a oportunidade de usar, testar ou ter. Muito equipamento para açougues, embalagens de todos os tipos, refresqueiras, balcões frigoríficos, câmaras frias, aquecedores de ambiente, fogões industriais, churrasqueiras e até caminhões refrigerados.

Dentre tantos stands, o da Rational chamou muita atenção. É o tipo de equipamento que eu veria na cozinha de um hospital, por exemplo, com a necessidade de produzir mais de 200 refeições por dia. Vi prepararem arroz, salmão, batata frita no forno sem óleo, grelhados, vegetais no vapor. Realmente impressionante. Conversando mais um pouco, soube do sistema de limpeza automática, economia de espaço, facilidade de operação, isolamento térmico que proporciona um certo conforto térmico à equipe da cozinha e o treinamento oferecido. E o pernil pururucado, no balcão, não me saiu da cabeça.

Os fornos combinados da Pratica até que seriam mais “possíveis” em uma cozinha doméstica. Mas certamente seriam melhor aproveitados em um restaurante ou padaria.

Há muito que não via de perto um equipamento desse tamanho. Essa batedeira (ou masseira, confesso que não sei o nome correto) é para uma quantidade absurda de pão. Eu caberia dentro e ainda sobraria espaço…

Eu já tinha visto uma modeladora parecida com essa, fazendo mochi recheado com anko (pasta de feijão) em funcionamento. Essa faz até 3.500 coxinhas (ou bolinhas, quibes, croquetes, brigadeiros) por hora. Outro modelo é capaz de fazer salgadinhos maiores. A Indiana também apresentou uma linha contínua, com modeladora e empanadora.

E essa máquina me deu saudades. Durante anos consumi de 2 a 3 bebidas compradas em máquinas automáticas, diariamente. Elas são parte da paisagem da maioria das cidades japonesas. Elas estão nas ruas, próximos à fábricas, em frente de lojas de conveniência e até dentro de refeitórios. E não vendem apenas bebidas geladas; o café em lata (horroroso, na maioria das vezes) vem quentinho.

E ainda pude experimentar o IPad de um amigo, durante a feira. Para quem ainda não me conhece, sou essa velhota de cabelo dessarrumado que engordou alguns quilos nas últimas semanas, por conta da distenção que me impediu até mesmo de andar.Share This Post

Fispal

Esta é a primeira vez que visito a Fispal, que está sendo realizada no Center Norte, até o dia 10.  Recebi o convite da FMB Alimentos.  Não é uma feira voltada ao consumidor final. São produtos alimentícios na linha Food Service, ou seja, para indústrias, restaurantes, padarias, confeitarias, lanchonetes, sorveterias.

A FMB é distribuir exclusivo da MEC 3, fabricante de bases, pastas e pastas para marmorização (variegatos) feito com produtos naturais e voltado para a produção de sorvetes premium.

Bem, a maioria de nós não vai comprar uma lata de pasta com 2,5 kg, mas muitos, sem saber, já provaram um sorvete de pera ou pistache feito com pastas desse fabricante. Eu testei uma pasta de morangos não em sorvete, mas em mousse e em um bolo (que não fotografei, mas foi devidamente devorado).

Outra coisa que me impressionou foi o fato de que a MEC 3 enviou um mestre sorveteiro, para preparar os “gelati”. E ele deu conta de encher o balcão em umas 2 horas…

Outro produto que apresentaram foram os xaropes Torani. Alguns são melhores em bebidas quentes, como café ou chocolate. Outros, para drinques e sodas. Mas também podem ser usados em sobremesas.

Eles também produzem o Chocon’up, chocolate cremoso quente. Eu vi os sachês para fazer em casa na Central do Sabor, na Paula Souza. Também comercializam o equipamento para manter aquecido e servir.

Também produzem o mix para a bebida à base de yogurt Yogomais, que pode ser feita em uma granizadora, além de um preparado para frozen yogurt, frozen capuccino, ice chocolate, ice tea e chai latte.

E, por fim, a linha de mixers da Vita Mix. O modelo mais potente tem 3 cavalos de força. Obviamente tritura gelo, grãos secos, o cartão de crédito, o celular…

Por fim, não, este não é um post pago. Mas como fui convidada por eles e porque foram gentis em terem dado amostras de produtos para testar (e que gostei), acho natural escrever sobre a presença deles na Fispal.

Amanhã conto mais sobre o que vi na feira.Share This Post

Potes para Conservas

Potes para Ume-shu e umeboshi

A Andrea do Superziper me perguntou que potes uso para fazer ume-shu. Uso um comprado no Japão, com tampa de plástico e alça. Na foto acima, ele está com umeboshi, já que o licor que fiz foi sendo consumido e acabou sendo transferido para um pote menor.

Pote para Ume-shu

A vantagem desse pote é que ele tem uma outra tampa interna, transformando-o em um garrafão. Assim fica mais fácil retirar o licor sem usar uma concha, por exemplo.

No entanto, não é um item indispensável. Um pote de boca larga funciona bem não só para o licor de ume como para a maioria das conservas. Dependendo da conserva, prefiro as tampas plásticas ou de vidro com borracha. As de metal estão sujeitas à corrosão, sobretudo quando uso sal ou ácido acético.

E tanto no caso do umeboshi quanto no licor de ume, fechamento à vácuo não é necessário. Tenho essas conservas há pelo menos dois anos e não desenvolveram fungos ou bactérias estranhas.Share This Post

O Básico – Parte 2

espatulas

Continuando a série sobre itens básicos em uma cozinha: Eu simplesmente não sei viver ser uma espátula. Pode ser de borracha, plástico, silicone. Cara ou barata, não importa muito. As de silicone aguentam calor, é verdade. Mas para misturar massas ou raspar o restinho de uma massa da tigela, pode ser a de plástico mesmo. A menor é boa para tirar o finalzinho de maionese, mostarda ou outra coisa de um pote de boca mais estreita.

peneiras-e-escorredores

Peneiras e escorredores. As peneiras de nylon são baratas e funcionam bem. Só não resistem a altas temperaturas. Escorredores não precisam ser de metal, os de plástico cumprem a função e aguentam água fervente. Eu já escorri muita comida usando a tampa da panela e um pano de prato atravessado sobre ele. Garanto, até que funciona, mas já me queimei dezenas de vezes também. Usar um escorredor evita que eu encha de macarrão a pia e algumas queimaduras. O coadorzinho de chá também serve como peneira, uso para polvilhar açúcar sobre alguns doces. Para fazer anko (pasta de feijão doce) uso uma peneira de metal, que não consta na foto, que aguenta o tranco de amassar e espremer feijão e segurar a casca (pele, película) do grão.  E como é grande, uso também para peneirar amendoim torrado e tirar a pele (bem, faço isso umas duas vezes por ano).

cortador

Cortador de legumes: sim, dá para cortar tudo com uma faca afiada, mas eu não faço isso há décadas. O cortador de legumes fatia pepinos, rabanetes fininho para as conservas (asazuke). Prefiro o Benrinder, que uso há muitos anos (o primeiro modelo que tive era de madeira, há quase duas décadas). O modelo acima tem regulagem para espessura e vem com 3 lâminhas para cortar em tirinhas. Fácil de usar e de limpar. Não é o mais barato do mercado, mas dos modelos que usei, é o que é mais funcional e eficiente. Bem, nunca usei aquelas mandolinas caríssimas… Para obter tiras finas e não forçar os dentes das lâminas, é melhor ir trabalhando sempre na diagonal, girando a cenoura (por exemplo) e formando “pontas”, obtendo tiras não muito longas.

batedeiras

Não sou romântica na cozinha. Não acredito que um bolo batido à mão vai ser melhor que um batido na batedeira. Há 30 anos eu batia suspiros à mão e sei que não é uma tarefa agradável. Hoje, na maioria das vezes, uso a batedeira de mão. A batedeira com pedestal é útil quando vou fazer maria-mole ou algumas massas pesadas (usando o gancho para pão). A minha favorita é a branca, da Braun. Comprei em uma loja de usados e paguei, na época, apenas 10 dólares. Eu a tenho já há quase 10 anos.Share This Post

O Básico – Parte 1

LP teve a idéia, mas começo escrevendo eu. Nos próximos dias vamos listar itens que consideramos básicos em uma cozinha, além do fogão, geladeira e colher de pau.

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Uma balança digital faz falta. As medidas-padrão (xícaras, colheres) não são precisas. É um equipamento que mantenho sempre por perto. Não é garantia de receita perfeita, mas o risco de errar é bem menor. A mais barata que encontrei é parecida com a minha e custa R$50,00: http://www.quebarato.com.br/classificados/balanca-digital-5kg-cromada-graduacao-1g-kc-01-western__3404063.html

Mas certamente LP sabe de algum lugar que venda mais barato…

Batedor de arame ou fouet. Outro utensílio barato, durável e indispensável. Para bater alguma massa, misturar o molho branco, preparar o molho da salada (uso o menor). Existem dois formatos: o redondo e o em pêra. Eu prefiro o redondo, mas é uma questão de gosto.

Pincel. Sim, eu já usei os dedos para pincelar empadinhas. Mas o pincel faz menos bagunça e sujeira, é barato, dura muito e cumpre a função muito bem.

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Descascador de legumes. Existem vários modelos e preços. Alguns perdem o fio em pouco tempo. Outros são desconfortáveis. O meu favorito é o de baixo. Tenho-o há pelo menos 7 anos (ou seria mais?)  e ainda descasca coco.

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Tesoura: É bom ter uma na cozinha, seja para abrir um pacote, separar os gomos de linguiça ou cortar as pétalas de uma alcachofra. Conheço uma senhora que aderiu às tesouras e corta as cabeças e tira as vísceras dos peixes com elas.

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Pedra para amolar facas: Se você tem facas, um dia terá que refazer o fio. Existem vários tipos de pedras. Algumas, como as japoneses, precisam ser hidratadas antes de usar. Outras usam óleo para lubrificar a superfície. Informe-se na hora da compra. As japonesas costumam não ser baratas mas mesmo assim levam anos para gastar. Mesmo assim, talvez seja necessário mandar as facas para um amolador profissional de vez em quando.Share This Post

Máquina de Mochi e Pão

SPM-MP2 Sanyo

A que temos é uma Sanyo. É elétrica e serve tanto para fazer mochi quanto pão. Eu ainda não assei um pão nela, prefiro só fazer a massa e modela-la à mão e assar no forno convencional.  A mãe usa para fazer mochi (massa feita com arroz glutinoso). Para quem gosta de ambos, vale a compra. Antigamente fazíamos mochi pelo método convencional: cozimento no vapor e em seguida, era amassado no pilão de madeira. Isso exigia força, espaço e muita disposição. Por isso, só fazíamos mochi uma ou duas vezes por ano.

Quanto aos pães, garanto, a máquina sova a massa muito bem, deixando-a lisa e elástica, sem fazer sujeira. Melhor ainda que a batedeira. Deixei de ser romântica e parei de sovar à mão. Ligo o aparelho e ele faz todo o serviço pesado por mim.

Para quem estiver interesse em comprar uma, creio que vi na Liberdade, em São Paulo.Share This Post

Otoshi-buta

Otoshi-buta

Eu comentei a respeito do otoshi-buta no artigo anterior. Agora explico do que se trata. Tradicionalmente, é feito de madeira, mas o que eu tenho é esse modelo, adaptável a panelas de 14 a 23 cm de diâmetro (há um modelo que serve para panelas maiores, de 26 a 36 cm de diâmetro). A função dessa peça é simplesmente afundar o alimento enquanto ele é cozido. Estranho? Não. É que, se não submergidos, os pedaços que ficam na superfície tendem a ficar mais secos e não absorver bem o sabor do caldo onde são cozidos. No caso de um cozimento com pouco caldo, mas em fogo alto, as bolhas formadas na fervura explodem, batem no otoshi-buta e regam a superfície, mantendo-a úmida…

Mas, se não quiser compra-lo, pode usar, dependendo da receita, uma tampa de outra panela menor, uma folha de papel impermeável (ou alumínio) ou até mesmo um prato. A da foto está à venda no site Rakuten. Mas creio que é encontrável em lojas de produtos orientais.Share This Post