Mauá da Serra

Confeitaria Holandesa

No fim da Serra do Cadeado, em Mauá da Serra, existe uma confeitaria e lanchonete na beira da estrada (BR 376 -Rodovia do Café, km 297). Dentro, delícias como jujubas (a mãe é viciada por elas), geléias, doces, biscoitos, pães e tortas de frutas. Eu já conhecia a de maçã e de banana, mas desta vez comprei um pedaço de pêssego e outro de abacaxi. A massa é macia, quase um bolo, grossa e, para minha alegria, pouco doce (confesso que tenho uma certa birra com o excesso de açúcar da maioria dos doces brasileiros). Simples, mas gostoso. Vale a pena a parada.

Torta de Pêssegos

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Padarias Japonesas

Muto

Há um certo tempo me perguntaram a respeito de pães e padarias no Japão. Morei lá por 16 anos e posso dizer que elas evoluíram muito. O público também mudou. Antes, a procura era por baguettes e pães de fôrma. Agora a procura por pães feitos com fermento natural, grãos integrais e sem ovos (por conta de alergias) tem aumentado.  O horário de funcionamento de muitas também mudou. Antes, a maioria abria às nove ou dez da manhã, junto com todo o comércio regular. No entanto, visando atender aqueles estão a caminho do trabalho, muitos abrem às seis ou sete da manhã. A foto acima é de uma revista, falando do Tomu, em Hamamatsu (Shizuoka). Abre às sete da manhã, oferecendo pães recheados, croissants. Os pães de forma e baguetes costumavam sair mais tarde.

Levure

A foto acima fala do Levure, também em Hamamatsu, que atendia a partir das seis horas. No entanto, o conhecido pão de arroz (!) deles, só saía depois das dez da manhã. O pão de campagne deles é feito com fermento natural de passas (havia um jarro enorme, com o fermento borbulhando, no fundo da loja).

Ah, sim, na maioria deles encontramos o an-pan, cada um com sua versão.

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Aya Kakisawa e Seus Doces de Vegetais

Gobo Chocolat Fondant

Aya Kakisawa é dona do Patisserie Potager, uma das poucas confeitarias vegetarianas. E não é só isso. Ela teve a ousadia de criar doces com vegetais que a maioria de nós jamais sonharia em usar como doce. Como no caso da foto acima, um bolo de chocolate com… bardana!

Torta de rúcula, com café e avelãs, biscoito de cebola e amêndoas, bolo de bardana e açaí (brasileiro, claro), de amêdoas, misso (pasta de soja) e milho, rocambole de queijo, manjericão e tomate… Segundo ela, frutas são melhores comidas cruas. Já vegetais podem ser cozidos, assados, grelhados e as possibilidades de usa-los em doces é muito maior.

Eu confesso, estou curiosa para fazer algo do gênero. Doces com misso não são novidade por lá. Mas bardana com chocolate me parece uma combinação muito original, que segundo a crítica, lembra o sabor de um brownie com avelãs.

A moça é bonita e o site está recheadinho de fotos. Em japonês: http://www.potager.co.jp/ 

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Pela Liberdade

 Yamasa shoyu

Passei rapidinho pela Liberdade. As dicas são o shoyu Yamasa – usukuchi, no Marukay, a R$9,80 e o comum na Casa Bueno a R$9,40, ambas na Galvão Bueno. Na praça da Liberdade, logo na saída do metrô, cogumelo shiitake seco, a R$22,00, meio quilo.

E na Galvão Bueno, 469 (acho), um gomuku lamen bom, com camarão, frango, porco, ovos de codorna e broto de feijão a R$16,90, com caldo à base de shoyu e frango.

E por fim, refresco de pêssegos, do tipo que eu costumava comprar nas máquinas de venda automática.

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Bairro da Liberdade

yakiimo

Fui algumas vezes lá. Poucas, é verdade. Mas é um lugar bom para compras e passeio. Mas nem tudo é japonês, muitos comerciantes são chineses. Garimpando, encontro pechinchas (da última vez voltei para casa com um pacotão de cogumelos shiitake desidratado e outras coisinhas por um preço muito bom).

Mas procurem por uma velhinha com uma caixa de isopor. Ela costumava ficar numa esquina, mas me disseram que agora ela faz ponto na ponte da Galvão Bueno. É a única pessoa que conheço, no Brasil, que vende batata doce assada na pedra, “ishiyaki imo”. A batata doce assada na pedra é mais doce, devido à amilase, temperatura exata e outras coisinhas das com as quais não tenho a menor intimidade (sempre fui péssima em Química). O fato é que japonês ama batatas doces assadas e toda semana passava uma caminhonete pelo meu bairro, tocando uma musiquinha: “Ishiyaaaaki imo, yaki imo, yaki imoooo”. Se quer ter um contato com uma parte da culinária japonesa pouco conhecida, procurem essa senhorinha e comprem uma batata dela. Juro que não é parente e não estou ganhando comissão!

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O pior da Piorlândia.

Reconheço. Fico muito, muito irritada quando leio uma crítica boa num jornal ou revista, vou conferir e me decepciono.

Hoje fui em uma confeitaria de Londrina. Peguei meia dúzia de trufas para experimentar

Na primeira dentada, aaaaargh! As trufas eram feitas de chocolate fracionado, socorro!!! Por 45 reais o quilo, eu queria algo melhor, com certeza!

E estou pensando se digo ou não o nome da loja…

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Yoshinoya

Cada vez mais as pessoas passam menos tempo na cozinha. Isso é fato. As indústrias oferecem hoje muito mais opções congeladas, refrigeradas, enlatadas, desidratadas, liofilizadas, pronta ou semi-pronta. A seção de congelados, em alguns supermercados, pode ocupar quase um terço do estabelecimento! Sem falar nos serviços de entrega a domicílio, nas opções para se levar para casa ou comer fora. No Japão não é diferente. Existem muitos lugares onde se pode ter uma refeição quente e rápica (e esse lugar pode ser uma porta e um balcão ou uma loja grande, bem iluminada, funcionando 24 horas por dia). Ou levar para casa. Ou ambas.

Bem, de tantos lugares, acho que não sei de nenhum que tenha despertado tanta paixão e revolta quanto o Yoshinoya. A rede existe há muito tempo e até aquela época, só serviam um prato: o gyudon. Arroz coberto com tiras de carne e cebola cozidas. Simples, quente, satisfatório. Eu mesmo levei para casa várias porções, que comia com ovo cru, fresco, pimenta vermelha e gengibre. Era muito barato, acho que 380 ienes. As lojas ficam abertas 24 horas por dia. Sempre tem alguém comendo lá, do café da manhã ao jantar, de madrugada, no meio da tarde.

Então detectaram a doença da vaca louca no gado americano. O Japão parou de importar carne americana e aumentou a importação de carne australiana. O Yoshinoya não poderia vender as refeições por aquele preço e nem queria comprar a carne australiana, mais magra e mais rija. Decidiram parar de vender o único prato que faziam e passaram a oferecer pratos à base de porco ou frango.

Clientes faziam fila para comer o último gyudon. Muita gente reclamou, claro. Não queriam ficar sem a tigela de arroz e carne. Mas a empresa manteve a posição e disse que só voltaria a vende-lo quando o país liberasse a importação de carne americana. Virou notícia em todo o país. E o Yoshinoya passou a oferecer outros pratos, à base de carne de porco ou frango. Ainda hoje mantém essas opções. Em março deste ano voltou a vender seu famoso gyudon, com carne americana, australiana e mexicana. Para felicidade dos clientes. (http://www.yoshinoya-dc.com/brand/menu/gyudon.html)

Eu gosto de gyudon. Aliás, gosto de muitos domburis, uma refeição em uma tigela. Existem várias receitas desse prato. E não fica ruim se feito com porco – no caso, seria o butadon.

Gyudon

Ingredientes:
60 ml de sake
60 ml de vinho branco suave
50 a 60 ml de shoyu (varia um pouco de marca para marca, algumas são mais salgadas)
20 ml de mirim
160 ml de água
2 colheres (chá) de açúcar
1 colher (chá) de caldo de carne em pó
1 colher (chá) de hondashi ou kombudashi (pó)
1 colher (chá) de gengibre ralado
meia cebola em fatias
300 a 400 gramas de carne fatiada bem fino
Arroz branco em uma tigela

Refogue a cebola em um pouco de óleo até ficar transparente. Junte o sakê, o vinho, o mirim e o açúcar. Deixe ferver. Junte a água, o shoyu e os caldos. Espere ferver e adione a carne, mexendo eventualmente. Não cozinhe demais, para que ela não resseque. Junte o gengibre no último instante. Verifique o sal.
Cubra o arroz com uma porção de carne e um pouco do caldo. Sirva acompanhado de gengibre em conserva e pimenta vermelha em pó.

PS: Já fiz também utilizando apenas vinho branco doce, no lugar do vinho branco e mirim. Ficou muito bom, também. Acrescentar cebolinha verde em pedaços também não é crime. Ou shiratake – uma gelatina fibrosa modelada como fios, parecida com o konnyaku.

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