A Pedidos…

Pediram para que publicasse as fotos dos doces que faço.
Atendendo a pedidos. Alfajores aromatizados com baunilha e essência de amêndoas, recheados com doce de leite e cobertos com chocolate meio-amargo, pequenos, pouco maiores que um bombom.
Duram cerca de um mês, mas são melhores nas primeiras semanas. A embalagem pesa cerca de 170 gramas.
O Sedex para Curitiba, até 2 quilos: R$11,60
Para São Paulo, até 2 quilos: R$26,50
Para Rio de Janeiro, até 2 quilos: R$ 36,20


O logo aí do lado quem fez foi o Fábio.
Eu gostei.
Cada caixa de 1 kg tem, em média, 37 unidades e custa R$30,00 o quilo.

Encomendas: marisaono@gmail.com

E os bem-casados recheados com doce de leite escuro e claro, coberto com fondant ou calda de açúcar cristal.

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Novamente Sobre o Shoyu

Encontrei no site da Soysauce Information Center, fotos dos diversos tipos de shoyu. Notem que mesmo os do tipo mais escuro ainda apresentam alguma transparência.

Koikuchi – O mais consumido no Japão.

Usukuchi

Tamari – mais utilizado em sushis e sashimis. Caro e mais difícil de ser encontrado.

Saishikomi – Típico da província de Yamaguchi


Shiro – O mais claro de todos, originário da Província de Aichi

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Aproveitando o Gari

Sabe aquele vinagre que sobra do shoga gari? Não jogue fora. Fica ótimo em saladas em sunomonos. Eu fiz hoje, com repolho, nabo e cenoura. Bastou cortar a cenoura e o nabo em tirinhas, rasgar folhas de repolho e escalda-las (joguei sobre água fervente, misturei e escorri, depois passei em água fria), salgar e deixar na geladeira. Na hora de comer, escorri a água que se formou, temperei com o vinagre adocicado e pronto. Sem óleo, sem trabalho. Geladinho, completa uma refeição que foi arroz e peixe.

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Ajinomoto


Obrigada pela Carla, da Ajinomoto do Brasil, que telefonou e confirmou a utilização das imagens dos produtos da Ajinomoto no meu blog!

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Sunomono

Sunomono significa, literalmente, “coisas de vinagre”. Essas saladas japonesas são servidas em pequenas porções, complementando refeições ou como aperitivos ou entrada (zensai) , acompanhando sake. As combinações são praticamente infinitas. Vegetais crus ou branqueados, frutos do mar (que podem ser crus, aferventados, cozidos, grelhados e, depois esfriados) e algumas frutas são utilizados nesse tipo de prato. Não existe uma regra fixa. Mas o consenso geral é de usar ingredientes gelados e toda a água deve ser escorrida para não diluir o molho. A quantidade de molho empregada fica a critério de cada um, mas certamente, pouco vinagre resultará em um prato sem personalidade. Demais, o sabor dos ingredientes se perderá.

Na minha opinião, é um prato que pode ser feito e muito bem-feito no Brasil. Temos uma variedade muito grande de vegetais e frutas. A fusão de elementos brasileiros e japoneses pode resultar em pratos ótimos, mas é preciso manter a simplicidade e o sabor de cada um e, claro, sempre usar produtos frescos e de qualidade.

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Mudanças.

Estou pensando em transformar o Delícia em uma página da Web.
Ainda não sei se manteria o formato blog, se organizaria tudo em tópicos, se… se…
O que vocês acham?
Espero decidir isso nas próximas semanas.

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Molhos para Sashimi

Hoje começo uma série de molhos tradicionais da culinária japonesa. São muito simples de fazer, todos eles.
Muita gente acredita que sashimi só deve ser consumido apenas com wasabi. Não é verdade. Acima de tudo, é uma questão de gosto, diponibilidade e de região. Aliás, antes de existir o shoyu no Japão, era comum servir sashimi com molho feito com ume-boshi.
Normalmente, molhos mais suaves acompanham peixes com menos gordura e de carne branca, sobretudo se o corte é feito em fatias finas. Peixes gordos recebem molhos mais intensos. No caso do karashi-su-miso, costuma acompanhar peixes de rio e polvo.
Apenas alerto que, dependendo da qualidade do shoyu ou miso, o resultado pode ser muito diferente do esperado.
Abaixo, alguns:

Tosa-Joyu

Este é o mais popular. Restaurantes preparam o seu, diferenciando do industrializado.

5 colheres de sopa de sake
3 colheres de sopa de mirim
Um pedaço de kombu com cerca de 5 cm
1 xícara de shoyu
10 gramas de flocos de bonito seco (hana-katsuo)

Misture o sake e o mirim. Queime o álcool (aqueça ligeiramente e incendeie) ou aqueça em fogo baixo por alguns minutos para que perca o álcool.
Deixe esfriar e adicione os demais ingredientes. Deixe em repouso por 24 horas.
Coe em pano fino e guarde na geladeira por 30 dias (ou outro local frio e escuro).
Pode ser usado no dia seguinte, mas o sabor tende a melhorar com o passar dos meses.
Conserva-se na geladeira durante 2 anos ou mais.

Bainiku-joyu

2 colheres de polpa de ume-boshi (tire as sementes de alguns umes curtidos e passe pela peneira, obtendo uma pasta)
1/2 xícara de Tosa-joyu

Misture todos os ingredientes.

Wasabi-joyu

Misture 1 colher de sopa de wasabi fresco ralado(ou a gosto) com 1/2 xícara de Tosa-joyu ou shoyu escuro. Empregue imediatamente.
Como o wasabi fresco não é facilmente encontrável, use pasta de wasabi industrializada, de acordo com seu gosto. Mas aviso que o wasabi em pasta é muito diferente do fresco.

Shoga-joyu

Misture 1 colher de sopa de gengibre ralado fresco a 1/2 xícara de Tosa-joyu ou shoyu escuro. Empregue imediatamente.

Goma-joyu

Toste 2 colheres de gergelim branco em uma frigideira seca, tendo cuidado de não queimar. Triture as sementes no suribachi (pilão de cerâmica), até formar uma pasta. Acrescente 1/2 xícara de Tosa-joyu ou shoyu escuro.

Karashi-su-miso

3/4 de xícara de miso branco
2 gemas de ovos batidas
2 colheres de sopa de sake
2 colheres de sopa de açúcar
1/2 xícara de água
1 colher de sopa de vinagre de arroz
1 colher de sopa de mostarda em pó, misturada a 1/2 colher de sopa de água. Descanse durante 1 hora, bem coberta.

Misture o miso com as gemas, o sake, o açúcar e a água.
Leve ao fogo em banho-maria, misturando até que engrosse ligeiramente.
Retire do fogo e deixe esfriar. Guarde em recipiente bem fechado na geladeira, durante até 3 semanas.
Quando for empregar, misture 6 colheres desta pasta com a 1/3 de colher de sopa da mostarda preparada(ou a gosto) e o vinagre.

Outra opção para o molho acima é apenas misturar miso com vinagre, água e pasta de mostarda (karashi), a gosto.

Claro que nada impede usar esses molhos para outros pratos. Eu, por exemplo, gosto de comer tofu com shoga-joyu e verduras com o goma-shoyu.

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Refresco de Vinagreira

Já falei dessa planta, o hibiscus ou vinagreira no Pará Ume. No entanto, não é a única maneira de usar as cápsulas vermelhas dessa planta. Fiz também geléia. Acrescentei o mesmo peso de açúcar, levei ao fogo, apurei, envasei e guardei.
Com essa geléia ando preparando refrescos. Simplesmente dissolvo a geléia em água. Bato ou não no liquidificador. O sabor é ácido e a cor ficou vermelho-arroxeada.
Refrescante e diurético.

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Cocadas

Outro dia fiz cocadas, com coco frescos que estava na promoção do supermercado. A parte chata de tudo é descascar e rala-los. Já fazer as cocadas, exige pouco tempo e um pouco de prática. A receita abaixo pode ser feita tanto com coco ralado ou com coco cortado em fatias finas (conhecidas como cocada de fita). Antes de tudo, deixe pronto uma assadeira ou superfície untada com manteiga. Essas cocadas são muito úmidas, macias.

Cocada Branca

Para cada 300 gramas de coco ralado, uso 500 gramas de açúcar e um copo de água.

Levo ao fogo o açúcar e a água, fervendo sem mexer. Testo a calda, colocando um pouco dela morna, entre os dedos. Deve formar um fio que se rompe com certa facilidade.
Junto o coco e deixo que apure. Misturo com frequência, até aparecer o fundo da panela. O ponto é quando a calda (pouca) se tornar leitosa, o doce, espesso e sentir que nas bordas da panela se forma uma crosta açucarada.
Imediatamente despejo colheradas do doce sobre a assadeira untada. Não toco, não mexo até que esfriem. Elas começam a endurecer praticamente assim que tocam a superfície fria, por isso, trabalhe com rapidez.

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Tori no Karaage

karaage

Esqueça o frango frito. Tori no karaage é frango, é frito, mas fica suculento por dentro e crocante por fora. Um ligeiro sabor de gengibre e alho, sutil. Pimenta do reino ou vermelha moída, para quem gosta (eu adoro). Nesta, usei cebolinha verde, mas poderia também ter feito sem. Pode ir no “bento” ou acompanhando uma cerveja. E a vantagem é que pode ser feita com horas de antecedência e finalizado poucos minutos antes da refeição.

Tori no Karaage

500 gramas de coxa e/ou sobrecoxa de frango, com pele, sem ossos, cortada em bocados “do tamanho da boca”. Algo em torno de 3 a 4 cm de lado.
3 colheres de sake
1 1/2 colher de shoyu (prefiro o claro)
sal, pimenta do reino a gosto
3 folhas de cebolinha picada
1 colher de chá de gengibre ralado
1 dente de alho pequeno, espremido
1 ovo
5 colheres (ou pouco mais) de fécula de batata ou polvilho

Misture o sake, o shoyu, a cebolinha, gengibre, alho, sal e pimenta. Deixe o frango marinando nessa mistura durante 20 a 40 minutos. Não deixe mais, porque a carne do frango vai ficar demasiada escura. Menos, ficará sem sabor.
Junte o ovo, misture, e adicione a fécula. Vai formar uma massa viscosa, cobrindo os pedaços de frango

Aqueça o óleo e frite porções de frango. Retire quando dourar.

Reserve. Pouco antes de servir, aqueça novamente o óleo e frite em fogo alto, até ficar crocante. A segunda fritura, em temperatura alta, formará uma casquinha estaladiça.

Sirva com o molho de sua preferência. Pode ser só com fatias de limão, shoyu com limão, tonkatsu, molho inglês.

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