Hakusai Beekon Itame (Refogado de Acelga e Bacon)

Só hoje percebi que não falei sobre o bacon na culinária doméstica japonesa. Sim, os japoneses comem bacon. E presunto. E salsicha. É algo que relativamente recente, claro, coisa que surgiu depois da Segunda Guerra. Também lembrei que a cidade de Shizuoka é a a maior consumidora de bacon do Japão, sem motivo especial.

O bacon de lá é menos salgado, de sabor mais suave e magro. Mas dá para fazer com o que temos aqui também, escolha um pedaço magro e vai ficar tudo bem.

O refogado de acelga e bacon entra na refeição como aperitivo (para quem gosta de beber) ou como mais um item em uma refeição. Se preferir, troque a acelga por repolho, espinafre japonês (horensô) ou couve chinesa (bok choi, chingensai).

Doure bacon em tirinhas. Não precisa fritar até ficarem crocantes, é só até começar a ficar com uma cor e “soltar cheiro”.

Junte a acelga cortada em pedaços de uns 4 cm de comprimento (lembre-se, na cozinha japonesa não se usam facas à mesa, pense em pedaços que caibam na boca sem esforço). Refogue. Vá juntando um pouco de água aos poucos, para cozinhar mas sem formar muito caldo.

Você pode temperar com um pouco de shoyu ou com tsuyu. O tsuyu é uma mistura de shoyu com caldo (no caso, à base de alga kombu, mas pode também ser com bonito seco). Vende em mercearias orientais. Depois de aberto, mantenho na geladeira.

Adicione uma colherzinha de açúcar para acentuar o doce da acelga. Sirva quente.

 

 

 

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Carbonara do Chef Tsutomo Ochiai

Eu estava assistindo à NHK há alguns dias e vi o chef Tsutomu Ochiai preparar um espaguete à carbonara. Explicou o porquê de cada ingrediente e como preparar o prato de maneira tão descomplicada e gostosa, que fiquei com vontade de experimentar. Até a mãe, que não gosta muito de massas, aprovou.

Segui a receita (que também está disponível no site da NHK, em japonês):

Para 2 pessoas

2 ovos

2 gemas

30 gramas de queijo parmesão

1 colher de chá rasa de pimenta do reino

140 gramas de espaguete

80 gramas de panceta

1/2 colher de sopa de azeite

20 ml de vinho branco

Pique a panceta fatiada em pedacinhos (segundo ele, se não for possível encontrar panceta, pode substituir por bacon ou presunto cru).

Rale o queijo parmesão.

Bata os ovos com as gemas (poderia ser feito só com ovos, mas com uma gema extra por pessoa, segundo o chef, o sabor é bem melhor) até desmanchar bem as claras. Junte o queijo parmesão e a pimenta do reino. Diante da surpresa de ver tanta pimenta do reino em um prato, ele disse que era para ficar como se o prato tivesse sido polvilhado com pó de carvão.

Leve a panceta ao fogo, em uma frigideira, com o azeite, até dourar. Adicione o vinho. Desligue o fogo, junte 50 ml de água do cozimento do macarrão e uma ou duas colheres de água. Deixe a mistura amornar.

Enquanto isso, cozinhe o espaguete, usando 1 colher de sopa de sal para cada litro de água. Cozinhe até faltar um pouco para ficar “al dente”. Segundo ele, como a massa vai ser finalizada e aquecida, era melhor cozinhar meio a um minuto a menos que o recomendado.

Escorra o macarrão e adicione à frigideira. A mistura de panceta e vinho deve estar morno, suportável ao toque. Misture. Adicione os ovos batidos. Misture. O Chef explicou que se os ovos fossem adicionados ao molho quente, coagulariam e o molho passaria do ponto. Depois de tudo misturado, ligue o fogo (baixo), misture até que o creme fique mais encorpado.

Sirva imediatamente.

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