Chiffon Cake de Cenoura, Canela e Azeite

Ganhei uma garrafa de azeite Serra Que Chora e fiquei pensando como usa-lo. Há pouco comecei a olhar os azeites com mais interesse. Hoje temos azeites com diferentes características: herbal, picante, frutado, etc. E melhor, produzidos aqui mesmo, no Brasil. E percebi que harmonizar azeites com receitas é mais difícil do que parece. E por aqui não temos o hábito de usar azeite em doces.

Resolvi testar em um chiffon cake, bolo leve e não muito doce.

5 claras

60 gramas de açúcar cristal

5 gemas

60 gramas de açúcar cristal

150 gramas de cenoura

50 ml de água

50 ml de azeite ou óleo

120 gramas de farinha de trigo

1 colher de chá de fermento em pó

Canela em pó a gosto

Bata as claras em neve. Adicione 60 gramas de açúcar e bata até dissolver todo o açúcar. Pegue um pouco do merengue entre os dedos e não vai sentir nenhum grão. Reserve

Bata as gemas com os 60 gramas de açúcar restante até que fique claro e leve. Junte o azeite aos poucos.

Se tiver um mixer, triture a cenoura com a água. Senão, rale a cenoura na parte fina do ralador e adicione a água.

Junte a cenoura à mistura de gemas e misture bem.

Adicione a farinha, o fermento e a canela peneirados e misture bem.

Adicione as claras em 3 vezes, misturando para incorporar, mas sem bater. Tenha certeza que a mistura está bem homogênea, para que não fiquem pontos brancos na massa.

Leve para assar em uma forma de chiffon sem untar, forno aquecido médio, até dourar bem.

Tire do forno, deixe de ponta-cabeça até esfriar. Com uma faca fina ou espátula, solte da forma.

Bem, o azeite não apareceu tanto quanto eu queria, com seu sabor herbal. Talvez devesse adicionar mais. Ou em outra combinação. Ou omitir a canela. Enfim, apesar de não ter chegado ao resultado que eu queria, o bolo ficou fofo, macio, úmido e bem gostoso.

 

 

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Bolo Salgado de Milho Verde

Por aqui tem tido muito milho. Compro tirado do pé na hora, aqui perto, uma das vantagens de morar na zona rural. E ainda troco uns dedos de prosa com os vizinhos.

Então resolvi experimentar fazer um bolo salgado de milho verde, para aproveitar a safra. E o resultado foi bem bom. Não iria ficar fofo só com milho verde, então precisei usar farinha e fubá pré-cozido (Milharina e afins).

2 xícaras de milho debulhado (eu simplesmente cortei com uma faca, do sabugo)

2 ovos

1/2 xícara de leite

1/2 xícara de creme de leite (pode ser o de caixinha)

Suco de meio limão

3 colheres de sopa de óleo (ou manteiga, se preferir um sabor amanteigado)

1 xícara de farinha de trigo

3/4 de xícara de fubá pré-cozido

2 colheres de chá de fermento químico em pó

1/2 colher de chá de bicarbonato

Eu usei bacon picado e queijo ralado na cobertura mas, pensando bem, sem nada ficaria muito bom. Ou com um pouco de salsa ou cebola refogada, apenas. Fica a critério.

Bata os ovos, o milho, o leite, o creme , o suco de limão e o óleo no liquidificador até formar um creme um pouco granuloso.

Peneire a farinha com o fubá pré-cozido, o fermento e o bicarbonato.

Adicione o creme de milho, misture e despeje em uma assadeira untada. Leve ao forno pré-aquecido até dourar.

Ele fica macio e bem saboroso. Como tinha cobertura, comi assim mesmo. Mas sem, ficaria bom com requeijão, manteiga e até goiabada.

PS: Eu não usei sal porque o bacon já é salgado. Se não for usar bacon, sugiro adicionar 1 colher de chá de sal ou à gosto.

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Bolinho de Chuva de Banana

Outro dia publiquei uma foto de bolinho de chuva de banana. Algumas pessoas pediram a receita, que é bem simples. Usei bananas nanicas bem maduras.

2 bananas médias amassadas

2 ovos

1/2 xícara de açúcar

2 1/2 xícara de farinha de trigo

1/2 xícara de fécula de batata

2 colheres de chá de fermento em pó

3 colheres de sopa de óleo

Óleo para fritura

Açúcar e canela para polvilhar

Bata os ovos com o açúcar até dissolver, junte a banana e misture

Peneira a farinha, a fécula, o fermento e o bicarbonato e adicione à mistura de ovos.

Junte o óleo e misture. Não bata a massa.

A massa fica um pouco firme. Se estiver muito seca, adicione um pouco de leite.

Aqueça o óleo e pingue porções com uma colher de chá. Frite até dourar.

Controle o fogo para que os bolinhos não queimem.

Escorra em papel absorvente e, ainda quentes, passe pelo açúcar com canela.

 

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Magic Cake de Milho

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Há muito tempo que não escrevo algo. Não vou gastar tempo falando de problemas e aborrecimentos. Esse período fora da rede valeu boas conversas, leitura, horas de sono. Numa conversa com o Luiz Paulo, ele comentou sobre o Magic Cake, um tipo de febre “bolística”: trata-se de um bolo que depois de assado, forma 3 camadas distintas. A base mais firme, um centro cremoso e uma superfície fofa, aerada.

Fui ver umas receitas e se parecem com as receitas de bolos cremosos daqui, só que as claras de ovos são batidas. Ou seja, é um bolo, só que com uma massa mais líquida. Como hoje comprei milho verde (aliás, estão me acompanhando no Instagram?Estou lá como marisatono), aproveitei para testar uma receita de “bolo mágico” com milho verde. Ficou bom mas da próxima vez, usarei uma forma menor (usei uma retangular, de uns 40 centímetros de comprimento por uns 25 de largura), para que o bolo fique mais alto e as camadas mais distintas.

3 xícaras de milho verde cortado da espiga (cerca de 3 espigas grandes)

500 ml de leite

4 gemas

4 claras

1 1/2 xícara de açúcar

100 gramas de manteiga amolecida

70 gramas de farinha de trigo

2 colheres de chá de fermento em pó

Bata o milho com o leite no liquidificador e passe por uma peneira, espremendo bem. Descarte o bagaço, guarde o líquido.

Bata as claras em neve. Junte aos poucos 1/2 xícara de açúcar, sempre batendo, até formar um suspiro firme. Reserve.

Bata as gemas com a xícara de açúcar restante, até formar um creme claro. Junte a manteiga amolecida e bata mais um pouco.

Junte a farinha e o fermento e misture.

Adicione o líquido do milho verde triturado aos poucos, mexendo com cuidado.

Junte as claras batidas e misture com cuidado, até que não se veja nenhum ponto de suspiro branco mas não bata, para não perder muito ar.

Despeje em assadeira untada e enfarinhada e leve ao forno pré-aquecido em temperatura média para alta, até dourar. Só corte depois de frio.

 

 

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Pound Cake

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Ou bolo inglês. É a receita de bolo mais fácil de decorar. Ovos com as cascas, manteiga, açúcar e farinha, tudo no mesmo peso. É um bolo que eu gosto. Alguns reclamam que é pesado, seco. Já eu acho rico, denso e ótimo com um chá ou um café com leite. E permite muita variação.

Pese ovos. No caso, foram 4 ovos, com as cascas. Digamos que tenha dado 225 gramas. Pese a mesma quantidade de açúcar, de manteiga e de farinha.

Bata a manteiga com o açúcar até formar um creme claro. Junte os ovos – sem as cascas, claro – um a um, batendo sempre. É importante bater bem nessa etapa, para dissolver o açúcar e deixar o bolo mais leve. E se você não dissolver bem o açúcar, o bolo irá ficar com pontinhos escuros na superfície e não com uma cor dourada uniforme.

Peneire a farinha e adicione à massa, misturando sem bater. Aromatize à gosto. No caso, usei raspas de limão e um pouco de sementes de papoula mas poderia ser essência de baunilha, raspas de laranja ou frutas cristalizadas, nozes moídas, etc.

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Unte uma forma para bolo inglês e polvilhe farinha. Despeje a massa e alise. Esse bolo cresce pouco mas cresce. E tende a trincar a superfície. Como culinária também leva em conta a aparência, o jeito é controlar essa rachadura. Marque com uma faca ou espátula o centro do bolo, formando um sulco. Nesse sulco, coloque pedacinhos de manteiga gelada. A manteiga vai manter esse sulco mais úmido e macio que o restante, permitindo que a massa se expanda aí.

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Leve ao forno médio pré-aquecido, até dourar e estar seco no centro.

 

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Pound Cake de Banana

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Ou bolo inglês, como preferir. Pensei que já havia publicado essa receita. É um bolo mais denso, com pedaços de banana (e pode acrescentar umas nozes ou pedaços de chocolate, se preferir). Uso banana prata porque ela não escurece e porque solta menos água, além do fato de que é a que tenho aqui no meu quintal.

120 gramas de manteiga

90 gramas de açúcar

2 ovos

120 gramas de farinha de trigo

1/2 colher (de chá) de fermento em pó

Baunilha à gosto

2 bananas-prata em rodelas

Nozes picadas (opcional)

Bata a manteiga com o açúcar até que fique de cor bem clara e fofa. Junte os ovos um a um, batendo bem a cada adição.

Peneire a farinha de trigo com o fermento e adicione à mistura.

Misture com uma espátula, com movimentos de baixo para cima, até que esteja bem misturado.

Junte as rodelas de banana.

Coloque em um forma para bolo inglês untada e enfarinhada e leve ao forno pré-aquecido a 180°C por cerca de 40 minutos. Se dourar demais, abaixe a temperatura do forno e cubra com uma folha de papel alumínio.

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No caso da foto acima, fiz 3 receitas e dividi em 4 formas descartáveis, para presentear.

 

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Chiffon Cake de Chocolate

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Chiffon cake é um bolo leve, muito macio, não muito doce, e que leva óleo e algum líquido na massa. É muito popular no Japão. Exige uma forma própria, com buraco no meio e paredes retas. A forma não pode ser untada, a intenção é que a massa grude nas paredes e não colapse (no popular: “sole”) já que é tão leve e aerada. Depois de assada, a forma é posta de ponta-cabeça e deixada para esfriar – só um pouco – antes de desenformar.

A minha forma é de 18 cm de diâmetro e a receita é para esse tamanho de forma.

4 claras

70 gramas de açúcar cristal

60 gramas de chocolate meio amargo, picado

50 ml de óleo

4 gemas

70 gramas de açúcar cristal

80 ml de água

80 gramas de cacau em pó

80 gramas de farinha de trigo

4 gramas de fermento em pó

Bata as claras até que fiquem bem leves mas não secas. Adicione o açúcar e bata até obter um merengue brilhante e muito leve. Reserve.

Leve o chocolate e o óleo para derreter em uma tigela sobre uma panela com água quente (não fervente). Mexa até que derreta, retire do banho-maria e reserve.

Bata as gemas com os 70 gramas de açúcar até ficar bem claro e leve. Adicione o chocolate derretido com o óleo e bata mais um pouco. Junte a água e misture.

Peneire o cacau, a farinha e fermento e adicione à mistura anterior, mexendo bem.

Junte as claras e misture com movimentos de baixo para cima, com uma espátula. Misture até que toda clara esteja bem incorporada.

Despeja na forma, sem untar e leve ao forno aquecido a 180 graus. Depois de 10 minutos abaixe um pouco, até assar. Evite abrir o forno.

Tome cuidado para não queimar o bolo, chocolate tende a queimar com mais facilidade.

Retire do forno e inverta-o, deixando de ponta-cabeça. Eu encaixo em uma garrafa de vidro. Espere amornar.

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Passe uma espátula fina em torno do bolo e solte o centro com uma faca estreita. Retire o aro externo e passe a espátula por debaixo do bolo, para soltar o fundo. Espere esfriar bem antes de cortar em fatias e servir.

 

 

 

 

 

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Brownie de Matcha e Chocolate Branco

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Outro dia ganhei um pacotão de 400 gramas de matcha. Matcha é chá verde em pó mas não um chá qualquer. É um chá de qualidade superior, tratado de maneira distinta, de maneira a preservar a cor verde vibrante e o aroma delicioso. Nos últimos anos o Japão aumentou a exportação de seus chás de maneira bem significativa. Ou seja, o chá japonês e o matcha estão na moda.

Tradicionalmente esse chá em pó é utilizado na cerimônia do chá. Mas logo perceberam que rende doces incríveis. Rende bolos, biscoitos, mousses, sorvetes verdes e aromáticos.

Eu acho que matcha combina muito bem com leite e com chocolate. Juntei os dois em um brownie que ficou muito, muito bom. E apesar de estarmos acostumados a comer um doce assim que fica pronto, garanto: no dia seguinte, ficou ainda melhor, com uma umidade boa, melhorando a textura.

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120 gramas de manteiga sem sal

150 gramas de chocolate branco

2 ovos

150 gramas de açúcar

2 colheres de sopa de água quente

3 colheres de chá (cheias) de matcha

120 gramas de farinha de trigo peneirada

1 colher de chá de fermento químico em pó

Ganache

100 ml de creme de leite fresco

200 gramas de chocolate meio amargo (ou ao leite, se gostar de doce bem doce)

Aqueça a manteiga em uma panela, em fogo baixo, até derreter. Desligue o fogo

Adicione o chocolate branco picado e misture até derreter. Se necessário, leve ao banho-maria para derreter completamente.

Espere amornar um pouco e adicione os ovos, um a um, misturando bem.

Junte o açúcar e misture.

Dissolva o matcha na água quente. Passe por uma peneira para eliminar qualquer grumo e adicione ao creme e misture.

Por fim, junte a farinha e fermento em pó.

Despeje em uma forma retangular pequena (uns 30 e poucos centímetros de comprimento por uns 22 cm de largura), untada e polvilhada com farinha.

Leve ao forno aquecido, forno médio, até dourar levemente nas bordas, mas sem secar demais.

Espere esfriar e cubra com a ganache.

Aqueça o creme de leite em fogo baixo até quase ferver. Desligue o fogo. Adicione o chocolate picado e misture até derreter bem.

PS: Gostei do resultado mas acho que ficaria ainda melhor com algumas macadâmias, pela textura. Pode adicionar mais matcha mas acho que 3 colheres de chá cheias são suficientes.

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Ichigo Short Cake

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É uma receita que muitos leitores já me pediram e nunca fiz porque nunca me senti muito confiante para isso. Sou especialista em bolos feios. Alisar cremes, decorar, são coisas das quais eu fujo. Não sou muito hábil e suponho que nem para pedreira serviria. No entanto, aí está, o bolo que é o queridinho dos japoneses. Trata-se de um bolo fofo, partido ao meio, recheado com chantilly e morangos. É o bolo que está nas mesas no dia do aniversário e no Natal (apesar de boa parte da população não ser católica, eles costumam comprar um bolo no Natal e não são poucos que enfeitam a casa, dizem que é porque as crianças gostam).

Já aviso que é um bolo suave, pouco doce. leve. Mas é melhor que seja consumido fresco, por conta do creme fresco, da fruta, perde o viço logo.

E, bem, ficou bom, sim. Não é o melhor ichigo short cake que já comi, ainda preciso melhorar e arrumar um forno bom. O melhor que já comi é do Rue Saule, em Hamamatsu, no bairro de Watase. É uma confeitaria de bairro, tocada por um chinês. O dele era leve como pluma e se desmanchava na boca.

Ah, e porquê um bolo de aniversário agora? É que fiz aniversário recentemente e nem comemorei.

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5 ovos médios em temperatura ambiente

150 gramas de açúcar

110 gramas de farinha de trigo

40 gramas de amido de trigo (ou, se não encontrar, 150 gramas de farinha de trigo; por aqui não temos farinha própria para bolos, com menos glúten)

30 gramas de manteiga derretida, ainda mais quente que morna

3 colheres de sopa de leite

Manteiga e farinha para untar e polvilhar uma forma redonda de 20 cm de diâmetro

Para o recheio:

!/2 xícara de água

1/4 de xícara de açúcar

Morangos

500 gramas de creme de leite

Açúcar de confeiteiro à gosto

Gotas de essência de baunilha

Bata os ovos com o açúcar em uma tigela sobre água quente, mas não fervente.

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Bata até a mistura crescer muito, ficar clara e, de tão leve, é possível fazer desenhos com o fio que escorre das pás. Retire do banho-maria.

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Peneire a farinha com o amido de trigo (ou só a farinha) e acrescente à mistura de ovos. Nesse ponto, é preciso ter paciência e misturar bem, para que não fique nenhum grumo, bolinha de farinha sem misturar. Acrescente a manteiga derretida e o leite e misture bem.

Asse em uma forma redonda com 20 cm de diâmetro, untada e polvilhada, em forno quente (cerca de 180°C) até dourar e soltar das bordas.

Desenforme sobre uma grelha e espere esfriar bem antes de partir ao meio com uma faca serrilhada e longa.

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Enquanto o bolo esfria, ferva a água com o açúcar. Deixe esfriar. Coloque uma fatia de bolo em um prato e, com a ajuda de um pincel, molhe o bolo.

Bata o creme de leite bem gelado com um pouco de açúcar de confeiteiro, até formar picos moles. Confira a doçura, o chantilly não deve ficar muito doce. Aromatize com baunilha e bata mais um pouco.

Espalhe uma camada fina de creme batido sobre o bolo, disponha fatias de morangos sobre ele e cubra com um pouco mais de creme.

Regue o outro disco de massa com a calda e coloque a parte cortada sobre o creme.

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Use o restante do chantilly para cobrir o topo e as laterais do bolo. Se tiver talento para decoração de bolos, divirta-se. Normalmente ele não recebe muita decoração, não, tirando uns morangos em cima, que podem ser inteiros ou fatiados.

PS: existem variações com outro aromas, como laranja, licor, etc. E, infelizmente, os morangos daqui são muito mais duros e azedos que os japoneses. Usei ovos caipiras e, por isso, o bolo ficou mais amarelo, não é um excesso de contraste do editor de imagens.

 

 

 

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Bolo Fofo de Matcha

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Sentiram falta de receitas? Fiz um bolo de matcha, que é um tipo muito especial de chá. As folhas são colhidas em um momento certo, secas e trituradas até virar um pó. O resultado é um produto aromático, levemente amargo, muito bom. Infelizmente ele ainda é bem incomum aqui no Brasil. E custa caro. Esse que usei comprei na Liberdade, uma latinha pequena. Infelizmente alguns matchas perdem a cor quando submetidos ao calor. Foi o que aconteceu com esse, que ficou ligeiramente amarelado, uma pena. Esse bolo fica fofo sem ser farelento. Use uma faca bem afiada para conseguir fatias bonitas. Eu usei uma forma para chiffon, que é com buraco no meio mas com as bordas retas.

5 gemas

7 claras

1 pitada de sal

150 gramas de açúcar cristal

3 colheres de chá (rasas) de matcha

150 gramas de farinha de trigo

100 ml de óleo

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Bata as claras até espumar. Adicione o sal e bata até que fique bem leve, formando picos macios. Junte aos poucos metade do açúcar, até formar um merengue. Deixe de lado

Bata as gemas com o açúcar restante até formar um creme claro, leve. Junte o matcha e bata até misturar. Adicione às claras batidas, misturando com delicadeza. Vá com calma, tentando manter a mistura bem aerada.

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Junte a farinha peneirada e misture com cuidado. Por fim, o óleo, misturando sempre com calma.

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A massa ficará leve, formando fitas largas quando derrubada da espátula.

Asse em forma de chiffon. A minha não tem revestimento anti-aderente portanto, gruda. E isso não é ruim, não. Untei levemente e polvilhei com farinha, mesmo sabendo que iria grudar. Assei em forno pré-aquecido quente nos primeiros 5 a 10 minutos e depois abaixei um pouco, até dourar.

Depois que tirei do forno, deixei de ponta-cabeça, com o buraco encaixado em uma garrafa. O bolo grudou no fundo e não desenformou. Se a sua forma é “boazinha”, ao contrário da minha, não unte. Depois de frio, passe uma faca em torno do bolo e nos fundos, para conseguir desenformar.

Eu gostaria que meu forno fosse melhor, o bolo ficou “bicudo”.

PS: Se não tiver matcha, experimente com raspas de limão, de laranja, baunilha.

 

 

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