Asazuke de Nabo e Kimchi

Muitas vezes eu preparo pratos praticamente a partir do zero. Mas, como todo mundo, também uso produtos industrializados. São práticos, alguns são muito bons e, muitas vezes, mais baratos do que comprar diversos ingredientes e fazer em casa.

Para essa conserva, usei um preparado pronto. Conserva-se muito bem, mesmo depois de aberto, na geladeira. Este tem um sabor pronunciado de algas e, claro, pimenta vermelha. Mas não é tão picante quanto outros preparados prontos.

O preparado acima, da Momoya, costuma aparecer nas lojas de produtos orientais. A minha mãe prefere esse. Esses preparados não servem apenas para fazer kimchi. Também podem entrar em marinadas, temperar carnes, ensopados.

Asazuke de Nabo e Kimchi

Usei um nabo grande e redondo. Ele foi cortado em bastões de 1 cm de espessura. Ele foi salgado e deixado descansar até ficar bem macio e perder uma quantidade considerável de água. Enxaguei rapidamente, escorri e adicionei o preparado à gosto. Tive cuidado com o sal – o preparado já contém um tanto de sal. Deixei curtir por mais algumas horas e fui comendo com arroz branco.

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Hortaliças de Inverno

Hoje, na feira, encontramos nabos redondos, folhas de crisântemo e nabo branco do tipo “oden daikon” (da esquerda para direita, na foto acima).

O nabo grande, redondo, pode ser consumido tanto cozido quanto em conservas. É macia e suculenta. As folhas de crisântemo (que estão comercializando aqui com o nome de shin kiku na), são consumidas cozidas ou em tempuras. Apesar de não possuirem um aroma muito intenso, na boca, possuem um sabor pungente, que lembra a flor. Já o nabo do tipo “oden”, é gordo e é próprio para cozinhar. As sementes dessa variedade vieram do Japão, segundo me informaram.

E do nabo não se perde nada. Os talos podem ser cozidos e consumidos com molho, como uma salada, ou em sopas e cozidos. A parte externa, mais dura, é retirada e fatiada fino. Refogada com shoyu e pimenta, ganha o nome de “daikon kimpira” (já que o kimpira, originalmente, é feito com bardana).

Confesso que fiquei emocionada em encontrar folhas de crisântemo. Há muito que não as vejo e, apesar do sabor inusitado, é algo que aprecio em meus cozidos de inverno… 🙂

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Otoshi-buta

Otoshi-buta

Eu comentei a respeito do otoshi-buta no artigo anterior. Agora explico do que se trata. Tradicionalmente, é feito de madeira, mas o que eu tenho é esse modelo, adaptável a panelas de 14 a 23 cm de diâmetro (há um modelo que serve para panelas maiores, de 26 a 36 cm de diâmetro). A função dessa peça é simplesmente afundar o alimento enquanto ele é cozido. Estranho? Não. É que, se não submergidos, os pedaços que ficam na superfície tendem a ficar mais secos e não absorver bem o sabor do caldo onde são cozidos. No caso de um cozimento com pouco caldo, mas em fogo alto, as bolhas formadas na fervura explodem, batem no otoshi-buta e regam a superfície, mantendo-a úmida…

Mas, se não quiser compra-lo, pode usar, dependendo da receita, uma tampa de outra panela menor, uma folha de papel impermeável (ou alumínio) ou até mesmo um prato. A da foto está à venda no site Rakuten. Mas creio que é encontrável em lojas de produtos orientais.

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