Bolinho de Chuva de Banana

Outro dia publiquei uma foto de bolinho de chuva de banana. Algumas pessoas pediram a receita, que é bem simples. Usei bananas nanicas bem maduras.

2 bananas médias amassadas

2 ovos

1/2 xícara de açúcar

2 1/2 xícara de farinha de trigo

1/2 xícara de fécula de batata

2 colheres de chá de fermento em pó

3 colheres de sopa de óleo

Óleo para fritura

Açúcar e canela para polvilhar

Bata os ovos com o açúcar até dissolver, junte a banana e misture

Peneira a farinha, a fécula, o fermento e o bicarbonato e adicione à mistura de ovos.

Junte o óleo e misture. Não bata a massa.

A massa fica um pouco firme. Se estiver muito seca, adicione um pouco de leite.

Aqueça o óleo e pingue porções com uma colher de chá. Frite até dourar.

Controle o fogo para que os bolinhos não queimem.

Escorra em papel absorvente e, ainda quentes, passe pelo açúcar com canela.

 

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Salada de Caqui

Já pensaram em usar caqui na salada? Por aqui não é muito comum, mas no Japão come-se com frequência. Em tirinhas, assim, ou em fatias. Uma colega de trabalho dizia gostar muito do caqui (daquele firme), cortado em gomos, com maionese. Eu gostei muito com acelga em tirinhas e um molho simples, à base de shoyu, vinagre e um pouco de óleo. Aproveitem a safra, o caqui anda bom e barato.

 

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Marinada para Yakiniku com Kiwi

No Japão, confesso, não me dava ao trabalho de fazer essa marinada. O motivo é que haviam molhos prontos e muito bons, carnes já pré-marinadas prontinhas para ir para a grelha e, claro, restaurantes especializados em carnes que serviam carnes saborosas a preços confortáveis. Mas por aqui não tem nada disso e a vontade de comer uma carne suculenta, macia e temperada daquele jeitinho veio. Não dá muito trabalho, na verdade. No Japão eu comeria sobre uma grelha à gás ou carvão mas por aqui, acabei fazendo na churrasqueira que funciona na boca de fogão. Nada impede de fazer esta receita na próxima churrascada com amigos. Só achei que uma refeição para 2 pessoas não justificava tanta bagunça.

E o kiwi, onde entra? Como amaciante. Sim, assim como o mamão, o abacaxi e outras frutas, o kiwi possui uma enzima que quebra a proteína da carne. Traduzindo, irá romper as fibras da carne. No caso do kiwi, a actinidina é uma enzima um pouco menos agressiva que o abacaxi, o que quer dizer que mesmo que marine por 2 horas ou até mesmo 6 horas, não vai transformar sua carne em uma papa. Mas não exagere no tempo. Experimentei congelar e deixar por vários dias e o resultado foi uma carne sem sabor, que perdeu muita água na hora de grelhar e ficou com um gosto de carne meio digerida… Se for marinada por poucas horas, o resultado é uma carne bem mais macia e ainda suculenta.

O corte que escolhi foi a bananinha. É uma porção de carne que fica entre as costelas do boi, na altura do contra-filé. É um corte saboroso e gorduroso, o que garante que não ficará muito seco na grelha. Costumava ser mais barato mas, infelizmente, parece que descobriram que é bom para um churrasco…

Para cada kg de bananinha você vai precisar de:

80 gramas de polpa de kiwi

25 gramas de alho descascado

100 gramas de cebola picada grosseiramente (opcional; eu gosto do sabor da cebola)

25 gramas de gengibre picado

50 ml de sake (ou vinho branco não muito ácido)

50 ml de mirim (ou vinho branco meio doce ou nem use, aumente um pouco a quantidade de açúcar)

50 gramas de açúcar

100 a 150 ml de shoyu (varia muito, dependendo do teor de sal que varia de marca para marca

12 gramas de sal

Um punhado de gergelim branco e um fio de óleo de gergelim (ambos opcionais)

Bata tudo no liquidificador e despeje sobre a carne

Eu prefiri colocar em um saco plástico e fechar. Poderia ter usado um pote plástico, não faria diferença.

Deixe marinar por 2 horas mas não muito mais que isto.

Na hora de ir para a grelha, retire o excesso da marinada. Pode salpicar um pouco de cebolinha, se gostar. Asse até estar bem dourado de todos os lados, com uns pontos tostados. Sirva com arroz branco.

Outros cortes bons para esse tipo de grelhado são: contrafilé em bifes, fraldinha, barriga (panceta) de porco. Alguns fazem com alcatra, coxão duro.

 

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Yuzu de Várias Formas

Yuzu é um limão que tem cheiro entre limão, tangerina e grapefruit. Como só produz uma vez por ano, há uma corrida nesta época para garantir o suficiente para o resto do ano e conserva-lo.

Comecei ralando as cascas de um tanto. Foram empacotados e congelados. Poderia misturar ao sal, assim teria um sal aromático. Mas como não decidi o que fazer, congelei para ganhar um tempo.

Espremi e separei o suco, que foi também congelado. Conserva bem no congelador e poderei usar aos poucos em molhos como o ponzu, saladas, etc.

A parte branca cortei em tiras finas, deixei de molho em água, troquei algumas vezes, deixei passar uma noite assim, escorri, aferventei, escorri novamente e cozinhei com açúcar (mesmo peso das cascas escorridas) e cozinhei até formar um doce mais denso. Fica bom com pão mas tem outras aplicações.

Outro tanto, cortei as cascas em tiras, juntei as polpas sem sementes .

Coloquei em um pote, intercalando com açúcar (usei o Cristalçúcar porque ele é mais claro, grãos maiores). Usei o mesmo peso das cascas e polpas em açúcar. Guardo em um lugar escuro. Depois de uma semana já está aromático, fica melhor com mais tempo.

Depois de algum tempo o açúcar irá se dissolver e formar uma calda.

A maneira mais simples é dissolver um pouco dessa calda em água quente. É uma bebida perfumada, doce, ácida. Também é usado em drinques, misturado a shochu ou outro destilado e club soda.

E, por fim, pode ser congelado inteiro. Para quem tem uma banheira ou ofurô, pode perfumar o banho com esse limão. Eu nunca experimentei.

Muitos me perguntam onde encontrar yuzu. Ouvi falar de um produtor em Atibaia e outro em Piedade, mas não sei o nome nem o contato deles, nem se comercializam a produção com alguma mercearia. Tive a impressão que fornecem mais para restaurantes.

A Ciprest possui mudas para comercializar.

https://www.ciprest.com.br/citricas

 

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Bavaroise de Baunilha, Cupuaçu e Chocolate

Porquê não vejo muita gente fazendo bavaroise? Bem, talvez eu não esteja vendo as páginas certas, as revistas certas, enfim. O fato é que acho bavaroise uma sobremesa relativamente fácil e versátil. Desta vez juntei doce de cupuaçu e montei em uma tigelinha de cerâmica japonesa. O doce de cupuaçu é o doce mais doce que o paladar brasileiro tanto gosta e é perfumado, um pouco ácido, muito gostoso. Gostei do resultado.

2 gemas

40 gramas de açúcar

150 ml de leite

8 gramas de gelatina em pó

4 colheres de sopa de água

250 ml de creme de leite fresco gelado

40 gramas de açúcar

Para o doce de cupuaçu

250 gramas de polpa de cupuaçu (vende congelada, a que usei é do Empório Poitara )

150 gramas de açúcar

Cobertura de chocolate

100 gramas de chocolate meio amargo, picado

200 ml de creme de leite

Primeiro prepare o doce de cupuaçu.

Passe a polpa de cupuaçu no processador de alimentos. Junte o açúcar e leve ao fogo até engrossar e ficar brilhante. Reserve.

Bata o creme de leite com 40 gramas de açúcar até formar picos firmes. Reserve.

Bata as gemas com o açúcar até ficar claro. Junte o leite, misture bem e passe por uma peneira.

Polvilhe a gelatina sobre a água em uma tigela de vidro ou plástico. Espere hidratar bem e leve ao microondas por 30 segundos,mais ou menos, até dissolver.

Prepare uma tigela com cubos de gelo.

Leve a mistura de gemas com leite e leve ao fogo baixo, mexendo sempre até engrossar um pouco. Tire do fogo, junte a gelatina derretida e misture bem.

Coloque a panela diretamente sobre o gelo, misturando sempre, até que engrosse um pouco, com uma textura parecida com a de claras de ovos cruas. Retire do gelo.

Adicione o creme de leite batido, misturando bem.

Despeje um pouco da bavaroise no fundo de tigelinhas. Coloque um pouco de doce de cupuaçu no centro (pouco mesmo, 2 colheres de chá, mais ou menos).

Complete com o restante de bavaroise.

Leve a geladeira para terminar de firmar.

Para a cobertura, aqueça o creme de leite até quase ferver. Junte o chocolate picado e mexa até derreter. Reserve.

Retire as bavaroises da geladeira e decore com um pouco da cobertura de chocolate e um pouco de doce de cupuaçu.

A receita rendeu 7 porções, em tigelinhas pequenas. Poderia ser feita em forminhas de alumínio e desenformadas.

Não pode ser congelada e não recomendo guardar na geladeira por muito tempo. Não gosta de cupuaçu? Tudo bem, use outro doce de sua preferência.

 

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Chiffon Cake de Yuzu

Esta é a receita de número 700. 700! É um número considerável, não?

Yuzu é um limão de origem japonesa. Tem um aroma peculiar e é bem ácido. Os meus ainda não estão maduros e o aroma ainda não está pleno mas, mesmo assim, fiz o bolo. Chiffon cake é um bolo muito leve, leva óleo ao invés de manteiga e precisa de uma forma especial para ser assada, com bordas altas e buraco no meio. A minha é pequena, de 16 cm de diâmetro.

É um bolo que é bom para ser comido com chá, pode até ser servido como sobremesa, com uma boa colherada de creme batido ou uma compota de frutas.

6 claras

60 gramas de açúcar

6 gemas

45 gramas de açúcar

75 ml de óleo

75 ml de água

Raspas de 1 yuzu (ou limão)

Suco de 1 yuzu (ou limão)

120 gramas de farinha de trigo

1 colher de chá de fermento em pó

Bata as claras em neve. Adicione os 60 gramas de açúcar aos poucos e bata até formar um merengue bem firme. Reserve

Bata as gemas com o açúcar restante até ficar bem claro e fofo.

Junte o óleo, a água, as raspas de limão e o suco. Misture.

Peneire a farinha com o fermento e adicione à mistura de gemas, misturando sem bater.

Junte 1/3 do merengue e misture com cuidado. Adicione mais 1/3 do merengue e torne a misturar. Adicione o merengue restante e misture com cuidado, de baixo para cima. Tenha certeza que todo merengue esteja incorporado.

Despeje em uma forma de chiffon cake de 16 cm de diâmetro, sem untar.

Leve ao forno a 170°C, até dourar e estar cozido.

Retire do forno, vire de ponta-cabeça e espere esfriar bem.

Passe uma espátula em toda a volta, uma faca fina em torno do cone e solte do fundo.

 

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Sorvete de Pitaya

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Gosto de congelar frutas. Sempre tenho mamão congelado que vira um frapê (hoje acho que chamam de smoothie), basta bater com leite e açúcar (ou adoçante).

A fruta da vez foi a pitaya (pitaia, fruta do dragão) comprada na feira a 4 unidades por R$10,00. Cortei em fatias e espalhei em uma bandeja pequena duas pitayas, uma branca e outra vermelha, já descascadas. Coloquei no congelador e deixei endurecer bem (na verdade, esqueci e lembrei depois de 2 dias).

Para fazer o sorvete, foi só bater em um processador de alimentos com um pouco de mel. Voltei ao congelador em um pote, para firmar mais um pouco. A cor é vibrante, o sabor é delicado, a textura é um pouco viscosa, sim e é por isso que o sorvete não empedra.

Também funciona trocando o mel por adoçante (creio que seja melhor usar um líquido ou um em pó diluído em um pouco de água) e pelo pouco que li, pitaya é uma fruta rica em fibras, vitamina C, antioxidantes, ácidos graxos (nas sementes), cálcio e… poucas calorias.

 

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Semifreddo de Manga

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Semifreddo é gelado mas dá para ser chamado de sorvete? Para mim, está mais para uma mousse congelada. É uma sobremesa aerada, feita com ovos (vi algumas versões só com claras) e muito creme de leite batido, por isso não fica duro, como um picolé.

3 ovos

2 gemas

220 gramas de açúcar

500 ml de creme de leite fresco

2 colheres de sopa de açúcar

1 1/2 xícara de purê de manga (descasque, pique e processe a polpa manga madura, usei do tipo Tommy; a quantidade vai depender do tamanho das mangas).

Prepare uma tigela com água fria e deixe de lado.

Bata os ovos e as 2 gemas com 0 açúcar em uma tigela de metal até espumar.

Coloque essa tigela sobre água quente, quase fervente e continue batendo até formar um creme claro e engrossar um pouco.

Imediatamente coloque a tigela dentro da outra tigela com água fria, para esfria-la e evitar que a mistura de ovos talhe.

Enquanto a mistura de ovos esfria, bata o creme de leite.

Junte as 2 colheres de açúcar e continue batendo até virar chantilly.

Misture o creme de ovos com o purê de manga, com a ajuda de uma espátula, sem bater.

Adicione o creme de leite batido e misture novamente, com movimentos de baixo para cima, sem bater.

Despeje em uma forma de bolo inglês ou uma forma retangular.

Leve ao congelador até que fique bem firme. Se utilizar uma forma de bolo inglês, sirva em fatias. Numa forma retangular, pode servir em quadrados.

Rende umas 12 porções.

PS: Não testei, mas creio que funcionaria com outras frutas ou com pedaços de frutas.

 

 

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Omelete Doce ou Panqueca de Pão-de-ló

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Há trinta e tantos anos eu era a primeira a acordar em casa. Fazia o café, tomava uma xícara, comia algo e ia para a escola. Normalmente entrava às 7:30 da manhã, o ônibus demorava 40 minutos para fazer o percurso. Duas vezes por semana eu precisava acordar mais cedo, a aula de educação física era às 6:45.

De vez em quando queria comer algo diferente. Batia uma clara em neve com uma colher de açúcar até formar um merengue meio molengo (batia com um garfo, naquela época não existia batedeiras portáteis), juntava a gema, uma batida leve, uma colher cheia de farinha de trigo peneirada e uma pitada de fermento em pó. Levava ao fogo em uma frigideira untada de leve, fogo sempre baixo, até dourar de um lado. Virava, dourava de outro e comia com manteiga ou sem nada.

Desta vez ganhou umas fatias de morango, um pouco de creme de leite batido e um açúcar de confeiteiro por cima para enfeitar. Virou sobremesa.

A receita tem 35 anos. Na época achei que tinha inventado algo novo, pão-de-ló de frigideira. Não, tenho dois livros com receitas parecidas. Mas me dêem um desconto, aos 15 anos eu pouco sabia sobre cozinha e não havia internet.

 

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Goiaba Gigante e Abóbora Ebisu

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Encontrei essa goiaba gigantesca na feira do produtor de Mogi das Cruzes. Já havia ouvido falar dela mas nunca havia visto. Garantiram que ficam até maiores, chegando a 1 kg. Sobre ela, pouco sei porque não pesquisei. Um vendedor de mudas disse que chamam de “goiaba filipina”.

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Por dentro ela é vermelha e até que não tem muitas sementes. Minha mãe disse que não tem muito cheiro ou gosto. Eu não sei, não como goiaba crua nem morta, só em doces ou goiabada.

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Ebisu kabocha é de origem japonesa. Diferente dos kabochas que encontramos no mercado, a casca desta abóbora é lisa e o formato dela é ligeiramente achatado. Quanto ao sabor, é mais doce e a textura, muito mais lisa, sem fibras, quase um purê. É apreciadíssima no Japão e aqui na minha horta cresceram algumas poucas. Mas em Mogi das Cruzes há quem plante, talvez possa ser encontrado nas feiras livres e mercearias orientais de São Paulo.

 

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