Kombus, No Plural

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Costumamos falar em alga kombu, de maneira genérica. Mas são “kombus”. Confesso que, durante anos, não dei muita atenção a isso. Sabia que existiam kombus para fazer caldo e para cozinhar e até achei que a diferença estava na parte da alga que era utilizada. Não é bem assim.

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Este comprei como “Kombu para lamen”, simplesmente. Sim, ele tem anos e foi preservado no congelador, apesar de muitos especialistas dizerem que ele se conserva muito bem e por anos em local bem seco e protegido da luz. Como é bem largo, suponho que seja um Rausu-kombu, mas não posso garantir.

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Esse é um Ma-kombu, tido como o melhor para caldos. Tem um tom amarronzado e é bem largo e coberto dos preciosos sais que conferem todo o umami que procuramos em um caldo de algas.  É bem largo, pode ter uns 20-25 cm de largura.

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Aqui comercializam “dashi kombu”, algas para caldo, sem especificar que espécie é. Por ser bem mais estreitas que o Ma-kombu, penso que possa ser o Hishiri-kombu

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Costumam ser grossos, como uma folha de papelão.

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O Hidaka Kombu é mais estreito e fino e costuma ser utilizado para cozinhar. Com ele fazemos cozidos, enrolamos pedaços de bardana ou cenoura e colocamos em ensopados, etc.

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Este também é um Hidaka-Kombu, comercializado como “Haya-ni Kombu”, ou seja, como uma alga que cozinha rápido.

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Este é uma alga que minha mãe ganhou, chinesa. Não sei sobre a espécie.

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Ela é bem larga e fina, mas não tem muito sal sobre a superfície. É para cozinhar.

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E esta é a parte da base do kombu, chamada de Ne-kombu. Não é uma variedade, é só uma porção dela. Tem gente colocando um pouco disso na água e bebendo ou colocando 3 ou 4 pedaços dentro da panela e cozinhando arroz. Alegam que oferecem sais minerais e aminoácidos extras.

No Japão ainda existem o Hosome-kombu, o Naga-kombu e o Saomae-kombu. Das espécies que listei acima, ainda podem receber nomes diferentes devido à classificação. Tirando o único chinês e um Hidaka-kombu, todos os outros são japoneses, embora hoje sejam cultivados na China e Coréia. Também são encontrados na Tasmânia, Austrália, África do Sul, Canadá e Península da Escandinávia.

E por fim, ninguém precisa ter tanta alga assim em casa. Eu provavelmente levarei alguns anos para dar conta disso tudo. Felizmente não estragam com facilidade. Tenho porque escrevo sobre comida japonesa, preciso pesquisar e também ganho de amigos e porque não dizer, mentores? Gente que está me estimulando a conhecer e aprender mais.

 

 

 

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Matcha Latte

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Chá está na moda. É fato. E o matcha saiu da cerimônia do chá e foi parar nas confeitarias, em cafés e até nas xicaras domésticas.

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Matcha latte é só matcha (um chá verde muito especial, colhido na época certa, triturado em moinho de pedra até se transformar em um pó fino, verde e muito aromático) com leite e açúcar. Mas ele fica bem melhor com um pouco de espuma. O ar dentro da bebida aumenta a percepção do aroma. Para isso, esse pequeno batedor para fazer espuma de leite é ideal.

Basta dissolver o matcha (mais ou menos 1 colher de chá por pessoa) em um pouco de leite quente e bater para dissolver bem. Complete a xícara com mais leite quente e misture. Para a espuma, bata um pouco de leite em uma caneca funda até formar uma espuma bem densa. Ela quadruplica de volume!

Esse batedor encontrei em uma mercearia de produtos orientais e custou 12 reais. É muito eficiente para isso e talvez outras coisas. Funciona à pilha.

E o matcha latte? Muito aromático, saboroso e estimulante.

 

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Ao-nori: Uma Alga Que Tempera

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Há muito que não encontro essa alga nas mercearias orientais. É bem comum no Japão. Apesar do nome (nori), não se parece com a alga que é utilizada para envolver sushis. A cor é verde, vem em flocos e não em folha e o aroma e sabor são bem intensos. Enquanto as folhas de nori podem ser comidas como petisco, o ao-nori costuma mais ser utilizado com um tempero. Vai salpicado sobre o okonomiyaki, takoyaki, yakisoba (macarrão frito à japonesa) e pode ir até na massa do mochi (arroz glutinoso cozido e pilado).  Tem um sabor mineral e marinho muito distinto, pode não agradar a todos.

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Hoje fiz tempura de chikuwa com ao-nori. Não é um prato elegante; está mais para algo rápido e fácil e que pode ir na marmita (obentô). Por aqui essa massa de peixe em formato de tubo é cara. No Japão alguns são bem baratos (feitos com restos da indústria pesqueira, creio eu…). O ao-nori confere um aroma e sabor a mais. E satisfaz, já que é um prato que tem proteína, carboidrato e gordura.

 

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Para fazer, basta ter a mistura pronta para tempura (sim, eu costumo usar; é prático, funciona bem e me permite fazer uma quantidade pequena de massa), ao-nori e chikuwa cortado em pedaços com mais ou menos 5 cm. Usei 1/2 xícara de preparado, adicionei água até formar uma massa que não fosse muito espessa mas que cobriria os rolinhos de massa de peixe. Adicionei um pouco de ao-nori à massa e misturei. Depois foi só passar o chikuwa na massa e fritar até ficar levemente dourado. Servi com um pouco de sal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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O que sobrou da massa, fritei. Formaram grânulos de tamanho irregular. Essas bolinhas de massa podem ser guardadas em um pote, no congelador e depois servidas sobre uma tigela de massa (udon).

 

 

 

 

 

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Calpis Water Industrializado Caseiro

Há muito tempo publiquei uma receita de uma bebida fermentada que lembrava o Calpis. Para quem não conhece, é muito popular no Japão. Existe a versão em garrafas PET e o concentrado, que a gente dilui em casa. Não costuma agradar a todos, não. É ácida, leva leite e alguns dizem que tem gosto de mamadeira lavada. Para mim, é uma bebida refrescante, que lembra verão.

Há uns dois meses bebi a versão do Calpis da Carolina Ishizaki. Como ficou bom! E a surpresa maior é que é muito, muito fácil de fazer. Como tem feito muito calor por aqui, lembrei de fazer. Aqui vai a receita como me foi passada:

Ingredientes

1.

400 ml de leite

500 g de açucar

2.

2 colheres de chá cheias de ácido cítrico

1 colher de café rasa de essência de limão

1/2 copo de água morna

Coloque o leite no fogo e, antes de levantar fervura, coloque o açúcar e deixe no fogo até que o açúcar se dissolva. Deixe esfriar um pouco.

Misture o 2. e coloque no 1. mexendo bem.

Coloque rapidamente num recipiente fechado (pode ser garrafa de refrigerante) e chacoalhe bastante para ficar uma mistura bem homogênea.

Quando for consumir, dissolva o conteúdo em 1 parte para 3 a 4 partes de água e está pronto para ser consumido. Dissolva apenas a quantidade que irá consumir. O restante poderá ser guardado na geladeira por aprox. 1 mes.

Bem, eu fiz uma pequena modificação: substituí o açúcar por adoçante, em quantidade equivalente (no caso, era um adoçante 50%, usei 250 gramas de adoçante). E usei um mixer para misturar tudo.

Vendo a página da Calpis vi que fazem em sabores diversos (na época que morei lá, havia o sabor “clássico”, pêssego e laranja, se não me engano). Agora fazem com os sabores morango, abacaxi, manga e uva.

E se quiser uma bebida gasosa, dilua em água mineral.

Para quem quer uma versão mais “natural”, aqui tem a receita da bebida à base de leite fermentado:

http://marisaono.com/delicia/?p=977

E para quem não quiser ter nenhum trabalho, tem na Liberdade para comprar.

 PS: o “industrializado caseiro” é uma piada interna, a história é um pouco longa, amigos entenderão.

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Macarrão Instantâneo Com Apenas 65 Calorias

As indústrias japonesas estão investindo na produção de produtos prontos e semi-prontos com menos calorias, sem corantes, sem conservantes, com menos sódio, etc. A Kanesa é uma dessas empresas. Ela produz um miso granulado, sem adição de aditivos, de boa qualidade. Outro produto são as sopas. No caso, a sopa de macarrão harusame, sabor galinha, com vegetais e alga wakame. E com apenas 65 calorias por porção (cada pacote tem duas porções).

Outro motivo para a entrada desse produto no Brasil é que muitos comerciantes dizem que o público brasileiro ainda não sabe como preparar diversos ingredientes asiáticos, como o harusame. Algo semi-pronto ou de preparo rápido atrairia esse consumidor que ainda não está muito familiarizado com ele.

O preparo é similar ao macarrão instantâneo: adicione água quente, misture por uns 10 segundos (para que o macarrão harusame fique soltinho), abafe e espere 3 minutos. Provei e aprovei, a sopa é saborosa, leve, o harusame dá uma sensação de saciedade e o gergelim perfuma e deixa tudo mais rico. Para quem está preocupado com a quantidade de sódio, é de 980 mg/porção, o que é aproximadamente 37% menor que um macarrão instantâneo sabor galinha.

E a Kanesa tem página em português, para quem quiser conhecer outros produtos da empresa.

http://www.kanesa.co.jp/portuguese/products/index.html

Pelo que sei, já estão disponíveis em mercearias orientais.

 

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Produtos Japoneses no Alimentaria

A vantagem de ir a uma feira de produtos é ter contato com coisas novas e obter mais informações. A Jetro (Japan External Trade Organization) e a MAFF (Ministery of Agriculture, Forestry and Fisheries) montaram stands para divulgar produtos e a gastronomia japonesa.

Uma das coisas curiosas que vi lá foi a máquina Nespresso para chá. O chá já vem em cápsulas e basta apertar o botão. Foi lançada no Japão mas ainda não há previsão para lançamento no resto do mundo. É algo que depende muito do mercado, do consumidor.

Não costumo beber, deixou de ser um hábito há alguns anos. Pelas mãos do Alexandre Tatsuya Iida (Adega de Sake) fui apresentada a alguns sakes que já estão no mercado brasileiro. Nos stands provei outros e fiquei feliz em ver que estão trazendo muita coisa boa, de diferentes províncias. E é fabuloso perceber que, apesar de todos serem feitos de arroz maltado (koji), água e fermento, podem ser tão distintos entre si.

Provei sakes frizantes, que são fáceis de beber, diria divertidos. Também provei um sake muito gostoso com yuzu (fruta cítrica muito apreciada no Japão) que era refrescante, levemente adocicada e ácida, algo que gostaria muito de beber no verão. E, claro, sakes mais secos, alguns com aroma frutado, outros com um aroma que remetia mais a especiarias. Segundo ouvi por lá, são sakes que costumam agradar pessoas que já o hábito de beber sake e, sobretudo, o público masculino.

Aparentemente, o público feminino prefere os licores (acima, o de ume, um tipo de ameixa ácida), que pode ser utilizado em drinks ou bebido puro. Fico devendo a foto de um licor de yuzu, muito aromático, que gostei.

A Zendai está trazendo produtos da Nagatanien, que é uma marca muito conhecida por lá. O misoshiru liofilizado foi meu companheiro durante anos. Trabalhava em um lugar que não dispunha de uma cozinha, propriamente dita. Eu mantinha uns pacotes dessa sopa instantânea no armário e fazia uma porção para acompanhar meu almoço, já que havia um pote de água quente. Cada porção já vem com temperos, miso e pedacinhos liofilizados de cebolinha, tofu ou tofu frito, wakame. É uma opção para quem tem pouco tempo para o almoço ou mora sozinho, por exemplo. Outros produtos conhecidos dessa marca são os furikakes e mix para arroz (para fazer onigiri e tirashi-zushi, por exemplo). Eles também estão trazendo condimentos da S&B, outra marca bem conhecida por lá, principalmente por conta dos curries e condimentos à base de wasabi.

Há uma série de produtos que achei interessante e vou escrever sobre eles mais tarde, com mais calma.

A MAFF vai ter apresentações sobre chá e comida japonesa todos os dias, a lista eu publiquei no post anterior. Quem puder ir, vá, são apenas 24 lugares em cada aula. Hoje o chef Shinya Koike (Aizomê, Sakagura A1) estará lá a tarde toda, amanhã contará também com o Flavio Miyamura (Miya), mostrando aspectos da culinária japonesa, tanto tradicional quanto contemporânea.

Ontem assisti o chef Carlos Watanabe (Sushi-Kiyo) falar da comida dos imigrantes. Eu desconhecia a história dos primeiros restaurantes japoneses da Liberdade, por exemplo. Durante muito tempo os imigrantes não tiveram contato com o que acontecia no Japão, nem tiveram acesso a ingredientes japoneses. A comida dos imigrantes é diferente da que se faz no Japão. Eu confesso que fiquei bem surpresa com uma série de diferenças, até entender que a cozinha japonesa também evoluiu desde os tempos dos meus pais, meus avós. E há algumas coisas que são bem típicas dos nikkeis daqui: feijão com goham e tsukemono de rakkyo ou gengibre, por exemplo.

E também fiquei sabendo que haverá um grande evento em torno no chá em Shizuoka, no dia 7 de novembro. Morei nessa província por muito tempo, é uma região de grandes belezas (a maior é bem evidente, o monte Fuji) e grandes produtos (chá, arroz koshihikari, wasabi, melões, morangos, pescados). O link para o World O-cha Festival é este:

http://www.ocha-festival.jp/english/

PS: Costumo evitar colocar muitas fotos no blog para não ficar uma página carregada. Vou publicar o resto no Facebook:

https://www.facebook.com/pages/Blog-Delicia/311021185608224

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Alimentaria e Jetro

A Jetro (Japan External Trade Organization) terá um pavilhão na Alimentaria. O evento ocorre do dia 16 até o dia 19, no Pavilhão Oeste – Parque Anhembi (Rua Olavo Fontoura, 1209, São Paulo, SP ), das 13 às 21 horas. O Pavilhão do Japão  ocupará o estande I550 entre as Ruas I e J.

As empresas que exporão lá são:

Equipe Ltd. (geleia, condimento)
Hakutsuru Sake Brewing Co., Ltd. (saquê)
Japan Prestige Sake Association / Okanaga Co., Ltd. (saquê, licor)
Kanesa Co., Ltd. (condimento, sopa instantânea, molho)
Ninki Inc. (saquê)
Worldlinks Company Inc. (sopa instantânea, curry, saquê)
Yamato Comercial Ltda. (shochu, umeshu, alga wakame)

http://www.jetro.go.jp/brazil/topics/20130907557-topics

Além disso o visitante poderá assistir palestras sobre sake, fermentados, etc no pavilhão, além as aulas no palco do Alimentaria.

http://www.alimentariabrasil.com.br/Eventos-Simultaneos/Arena-Gastronomica/

Eu ainda não estou sabendo de toda programação de palestras e aulas, só sei que na terça-feira (dia 17) o Alexandre Tastuya Iida (Adega de Sake) falará sobre sakes. Eu estarei lá também.

PS: Recebi a pouco a informação dos chefs palestrantes convidados pela Jetro e aqui vai a programação:

PALESTRAS
Dia 16/09 – 17h
Chef Kenji Shiroma (Killa)
Tema: Tempero japonês na culinária nipo-peruana
Degustação: Ceviche

Dia 17/09 – 17h
Chef Carlos Watanabe (restaurante Sushi Kiyo)
Tema: A gastronomia da colônia japonesa
Degustação: Berinjela frita com missô

Dia 17/09 – 18h
Chef Daisuke Takao
Tema: Temperos fermentados japoneses
Degustação: a definir

Dia 18/09 – 16h
Chef Shin Koike (Sakagura A1 e Aizomê)
Tema: Umami (quinto sabor) na culinária japonesa
Degustação: Kabuzime de pargo

Dia 18/09 – 17h
Chef Shin Koike (Sakagura A1 e Aizomê)
Tema: Alta gastronomia japonesa
Degustação: não tem

Dia 18/09 – 18h
Chef Shin Koike (Sakagura A1 e Aizomê)
Tema: Harmonização de saquê na culinária japonesa
Degustação: 3 tipos de Ae (pastas) mono

Dia 19/09 – 15h
Chef Flavio Miyamura (Miya)
Tema: Matéria-prima japonesa na culinária contemporânea
Degustação: Salada de vieira com missô desidratado e Espuma de wasabi doce

Dia 19/09 – 17h
Chef Shin Koike (Sakagura A1 e Aizomê)
Tema: Alta gastronomia japonesa
Degustação: não tem

Dia 19/09 – 18h
Sushiman Katsuhiro Kobayashi (Sakagura A1)
Tema: O verdadeiro sushi
Degustação: sushi

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Salada de Rosbife, Mizuna, Daikon e Wasabi

A primeira vez que comi salada de mizuna e daikon foi com tofu. Confesso que achei meio sem-graça. Com rosbife virou um prato único, que satisfaz. Aproveitei para usar o wasabi (o verdadeiro, não a mistura de raiz-forte e corante que é comercializado em tubos ou em pó que costuma ser encontrado por aí) ralado congelado que ganhei do chef Adriano Kanashiro do Momotaro.

Vem em um sachê em formato de manga de confeiteiro. As instruções mandam manter congelado e, depois de descongelado, usado em 5 dias. Eu preferi cortar um pedaço e voltar com o precioso para o congelador. É comercializado pela Yamato, mas não vi nas mercearias da Liberdade.

Para o rosbife, usei um pedaço de mignon. Dourei em fogo forte numa frigideira com um pouco de óleo. Depois levei ao forno por cerca de 30 a 40 minutos. Deixei esfriar, levei à geladeira. Depois de bem frio, fatiei fino. Uma parte usei na salada, a outra fica para amanhã ou depois.

A salada nada mais é mizuna e nabo (daikon) cortado em tirinhas. Comentei sobre essa verdura aqui:

http://marisaono.com/delicia/?p=6418

Se não encontrar mizuna na feira, usei alface ou outra folha que goste. O daikon do tipo “aokubi” (que tem a parte de cima esverdeada) é mais macia e com menos cheiro, além de ter um sabor mais suave.

Para o molho:

1 colher de chá de wasabi

2 colheres de shoyu

1 1/2 colher de vinagre

3 colheres de óleo

Misture tudo. Como o wasabi estava congelado, piquei com uma faca para que misturasse melhor. Faça o molho só na hora de servir, porque o aroma do wasabi fresco se perde rapidamente. Se não encontrar esse wasabi congelado, uso o de tubo.

 

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Pavilhão do Japão na Sial 2013

Hoje fui à Sial, no Expo Center Norte, visitar o pavilhão japonês. Recebi o convite da Jetro – Japan External Trade Organization. Fui bem recebida pelo Lauro Tsuyoshi Suzuki, coordenador de alimentos.

A NPO Aidensha trouxe um leite de soja em embalagem tetrapack, com alto teor de soja. Tanto que vira tofu, basta adicionar o coagulante. Provei e aprovei. Também trouxeram sais especiais, aromatizados com pimenta, gengibre, yuzu e wasabi.

A Nihon Shurui Hanbai Co Ltda trouxe sakês. Bem, eu não bebo mais e confesso que sou uma ignorante completa…

A Futaba trouxe produtos ricos em umami: caldos concentrados prontos (em alguns pratos recomenda-se a diluição de uma porção para 50 de água!): katsuo-tsuyu (caldo feito com bonito desidratado), Shiro-tsuyu (caldo claro, feito à base de shoyu branco, bonito, cavala e sardinha secos), que recomendam muito para o preparo do arroz para sushi e o kappo dashi, um caldo intenso no estilo de Kansai. Também trouxeram kombu cortado em tirinhas e raspado (parecem fios enrolados), além de pacotes para caldo, parecem-se com sacos de chá gigantes. Também gostei muito do Hiden Hongaeshi, um molho para os grelhados como yakitoris e unagui kabayaki.

A Equipe, de Gifu, trouxe uma pasta maravilhosa de yuzu com pimenta verde, muito aromática, além de sansho, geléia de caqui e o shichimi togarashi, uma mistura de pimentas muito gostosa e que eu gosto muito com udon.

A Honda Shoten Co Ltda trouxe soba orgânico e soba aromatizado com chá, cerejeira e yuzu. Fazendo par, os men tsuyus, ou seja, caldos à base de shoyu, próprios para serem usados com massas como soba, udon ou somen. Detalhe: as massas são do tipo “nama”. Não são exatamente frescas, mas também não são secas. Têm uma consistência um pouco borrachudas quando cruas, mas depois de cozidas parecem-se muito com a massa fresca.

A Igeta Shoyu Co trouxe Ponzu, molho para yakiniku e shoyu. O ponzu é um molho cítrico, fresco, que vai muito bem com carnes e frutos do mar. Eu gosto com shabu-shabu.

A Kanesa trouxe missô liofilizado, sopas (misoshiru) liofilizadas (inclusive com redução de sódio) e um molho à base de missô, o misotchup (mistura de miso e ketchup). As sopas liofilizadas são uma mão na roda: basta diluir uma colher de chá em uma porção de água quente. Ideal para quem mora sozinho ou para aquele momento em que se quer algo leve. Já vem com cebolinha, wakame.

A Masakiya Confectionery trouxe vários petiscos e doces. Destaque para o biscoito de konnyaku. Sim, aquele da dieta da Nigella. Eu pensei que usavam o pó misturado à uma massa. Não, foram muito mais além: trata-se de gel de konjac saborizado, desidratado e frito. Tem a textura de pururuca, bem crocante, só que com muito menos calorias e, se acompanhado de um copo d’água, dá uma sensação de saciedade. Vem nos sabores queijo, tomate ou wasabi. Alguns doces com o momiji manju (bolinho em formato de folha de maple) vem congelado e, depois de congelado, ainda aguenta 45 dias na prateleira. E o surpreendente é que tem sabor e textura de uma coisa fresca.

A Yamasa, fabricante de shoyus resolveu investir em embalagens para food service, no molho teriyaki e dashi em pó (que eu confesso, de vez em quando uso por ser prático e mais barato que um dashi feito com lascas de bonito e alga kombu). Disseram-me que molho teriyaki diluído cai bem em uma salada. É algo que preciso conferir…

No painel, o chef Shinya Koike (Aizome, Sakagura A1) falava do umami que é extraído de bonito seco, alga kombu e alguns vegetais.

Esqueci de tirar foto do chá de natamame, chamado de “feijão espada”. É uma vagem gigantesca. O chá tem um sabor tostado. Preferi gelado, creio que por hábito, sempre tomei chá de trigo, arroz tostado gelados. Não contém cafeína e pode ser tomado sem restrições.

E, por fim, uma coisa que acho que vai pipocar no Brasil: flores comestíveis desidratadas. São cultivadas sem pesticidas, não desbotam, aguentam ser levadas ao forno (a temperaturas abaixo de 180°C e por menos de 20 minutos).

São verbenas, violas, pentathlons, cravos, pétalas de rosas ou cosmos, com cores vivas e delicadas.

Eu já tinha ouvido falar de biscoitos decorados com flores no Japão, o máximo em delicadeza e elegância. Bem, também podem ser utilizados em chocolates, decoração de pratos ou em peças de artesanato. A página da empresa é esta:

http://momoca-def.com/

Bem, por fim, a boa notícia é que alguns produtos já se encontram à venda em mercearias e empórios. E em breve muitos outros irão estar nas prateleiras em breve. Se eu souber dos importadores e distribuidores, vou publicando.

 

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Chá Pu-erh do Teakettle

Semana passada, durante o evento da Jetro e Comitê Umami encontrei o Toshi Akuta. Ou melhor, ele me encontrou. Conheço-o pelo Facebook. E, para minha surpresa, ganhei dele um pote com chá.

Para quem não conhece o Pu-erh ou Pu’er (vi as duas grafias, fico na dúvida qual é a correta), é um chá chinês que passa por um processo de envelhecimento. É estocado por um longo tempo (em alguns casos, vários anos), depois de prensado em bolos ou placas. Com isso sofre ação de bactérias que fazem dele um chá com aroma terroso, mas menos tanino (ou seja, “amarra” menos na boca). Li em algum lugar que contém traços de lovastatina, que é um medicamento utilizado por quem precisa abaixar o índice do colesterol e teanina que dizem diminuir a ansiedade e ajudar contra a insônia. Mas pode atrapalhar o sono de uns, já que é diurético também, então não estranhe de sentir necessidade de levantar no meio da noite para ir ao banheiro. Eu gosto de tomar esse chá à noite, depois do jantar.

Outra característica interessante desse chá é que ele “abre” muito. Explico: na Ásia costuma-se usar chaleiras pequenas. Vai-se adicionando água e tirando porções pequenas de chá. E adiciona-se mais água quente, tira-se outra porção e pode-se ficar nessa brincadeira por horas. O pu-erh aguenta pelo menos 6 tiradas.

Uma curiosidade: esse chá precisa ser escaldado. Pelo menos foi essa orientação que recebi há algum tempo, quando ganhei esse chá pela primeira vez, da Nice. Parece estranho, mas é o que fazem na China com alguns chás. Despeja-se um tanto de água quente (nunca fervente), deixa-se alguns segundos e descarta-se essa água. Repita. Por fim, adicione água quente até encher a chaleira, espere um tempo até o chá atingir uma cor viva.

Para quem ficou interessado com esse chá e outros (são cerca de 150 chás diferentes, incluindo o matcha), vá ao Teakettle. Não se preocupe se ficar confuso, tem gente para orientar na escolha.

E lá não tem só chá, não, tem comida também. Fica na Rua Alexandre Dumas 1049, Chácara Santo Antonio, São Paulo. A página deles é esta aqui;

http://www.teakettle.com.br/

 

 

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