Video: Asinhas de Frango Doce-Picantes ao Estilo Coreano (Tebasaki ama-kara Kankoku-fu)

Tem vídeo novo no canal do Youtube: São as asinhas de frango picantes, que fazem sucesso em muitos izakayas. Combina bem com cerveja. Eu usei o meio da asa, porque é, cá entre nós, a parte mais gostosa, mas você pode usar a asa inteira ou só a coxinha também. Sirva junto com muitos guardanapos porque é para comer com as mãos e o molho é pegajoso.

Para o molho, você vai precisar de:

40 gramas de ketchup
40 gramas de pasta de pimenta gochujang (encontrada em mercearias orientais em potes que parecem de margarina, vende também pela internet)
100 gramas de glucose (ou 50 gramas de mel ou de açúcar; prefiro a glucose porque dá mais brilho e fica mais pegajoso)
100 ml de suco de laranja, tangerina ou água
1 colher de chá de alho ralado
1 colher de chá de gengibre ralado
1 colher de óleo de gergelim
Gergelim branco torrado para enfeitar.

Leve tudo ao fogo até engrossar ligeiramente.
Essa quantidade de molho dá para 4 a 6 porções (cada porção é de 5 asinhas)

Ah, é comida japonesa, sim. Desde a Copa de Futebol de 2002, a cozinha coreana se tornou bem popular por lá e começaram a surgir pratos que juntam elementos dos dois países. Digamos que é um prato de fusão ou japonês contemporâneo.

Share This Post

Hayatouri no Ume Su-zuke (Conserva de Chuchu no Vinagre de Ume)

Vocês sabiam que tem chuchu no Japão? Bem, não é chamado por esse nome, claro. Chamam de Hayatouri. Isso quando conhecem, porque vi na cidade de Matsumoto (Nagano), onde eles costumam fazer uma conserva com ele. Em Shizuoka, só aparecia pelas mãos de brasileiros. Uma senhora disse-me que comiam durante a Guerra, mas “o pessoal de hoje é enjoado, não quer saber dessas coisas”.  Mas continuo achando que é um hábito de algumas regiões apenas.

Fiz essa conserva que comi uma vez, foi-me servida junto com um tonkatsu (porco empanado). O sabor e cor são dados pelo “caldo” da conserva de ume (umeboshi).

1 chuchu descascado, sem semente e fatiado fino

Caldo da conserva do umeboshi

Coloque água em uma panela média. Deixe ferver. Junte o chuchu já fatiado e misture. Cozinhe por alguns segundos, apenas até ele passar da cor pálida para um esverdeado. Escorra e coloque em água fria para parar o cozimento.

Coloque em um pote, cubra com o caldo da conserva de ume e deixe descansar por algumas horas. O chuchu ficará rosado.

Escorra e sirva em porções pequenas. Coma como acompanhamento ou petisco antes da refeição. É melhor fazer porções pequenas, não tenho certeza de que duram muito tempo na geladeira.

 Share This Post

Shimeji No Quintal

Quem acompanha o blog já está acostumado com a idéia de que eu e a senhorinha que mora comigo gostamos de ter comida no pé, literalmente. A horta não é grande, mas conta com uma certa variedade, mérito mais da minha mãe que meu.

Mas nem sempre foi assim. Quando morávamos no Rio de Janeiro, a comida vinha principalmente da feira e do supermercado. Na Ilha do Governador ainda comi algo tirado da praia, não muita coisa, é verdade. Principalmente porque eu achava que siris eram brinquedos e não comida.

Tivemos uma horta em Londrina. Tiramos batatas-doces, chuchu e cebolinha, que nos alimentaram em tempos bicudos dos quais não tenho saudades. Depois nos acostumamos a ter gengibre sempre fresco, salsa, alguns carás.

Quando fui morar no Japão, tentei ter algumas plantas na sacada dos apartamentos. Nem sempre tive muito sucesso. O frio, o sol excessivo, o calor irradiado pelo concreto às vezes matavam minhas plantas. Tive manjericão, alecrim, menta.

E cogumelos? Bem, não sou louca de arriscar a vida e comer um cogumelo selvagem. Existem muitos  cogumelos tóxicos e saber quais são comestíveis é coisa para especialistas. Mas não resisti à idéia de ter um saco de composto cheio de micélio no meu quintal.

Tudo começa com um saco plástico cheio de palha tratada, descontaminada. As “sementes” do cogumelo são colocadas lá e o cogumelo se desenvolve, formando uma rede, uma trama por dentro. É preciso manter na sombra, livre de correntes de ar e é regado, para manter a umidade.

Depois de algum tempo (não sei quantos dias) o cogumelo começa a brotar.

A partir de certo momento, eles crescem numa velocidade espantosa.

Dependendo das condições do clima, a colheita chega a ser diária.  O “buquê” de cogumelos que colhi hoje tinha 200 gramas! É o que aparece na foto. Ontem à tarde, ainda estava pequeno.

Resolvi fazer um clássico: shimeji bata-yaki. Quem costuma frequentar izakayas e restaurantes orientais, já deve ter visto, é muito popular até mesmo aqui no Brasil. É muito, muito fácil. Basta dividir o cogumelo em pequenos ramos, eliminando a parte mais dura da base, que é muito fibrosa. Refogue em um pouco de manteiga. No começo, vai parecer muito seco, o cogumelo age como uma esponja. Mas depois que começar a cozinhar, vai soltar um pouco de líquido. Quando estiver cozido, cheirando bem e com alguns pontos dourados, junte um pouco de molho de soja, misture e sirva. Como alguns molhos são mais salgados que outros, vai variar a quantidade.

Servindo em porções individuais em uma tigela bonita fica ainda mais charmoso.

 

 

 

 Share This Post