Mentirinhas ou Esquecidos

Ainda sobre food service. Não gosto de pão-de-ló feito com esses preparados. E muitos bolos e rocamboles são feitos com essas misturas, tanto em supermercados, quanto em padarias e, pelo que constato quando faço compras em atacadistas, por doceiras. Bem, tenho que reconhecer que é algo que não exige técnica e reduz o risco de dar errado para quase zero. Mas não gosto pelo gosto, mesmo. Mas funciona para fazer uns biscoitinhos. Claro que poderia fazê-los com farinha, ovos e açúcar. Mas ganhou a praticidade de só pesar os ingredientes e bater tudo.

Para fazer esses biscoitinhos, usei um décimo da receita que constava na embalagem, algo como 500 gramas de preparado, 350 gramas de ovos e 150 ml de água. Peneirei a pré-mescla (porque ela estava encaroçada), bati e despejei porções de massa sobre papel vegetal.

A massa se espalha imediatamente.  Levei ao forno quente e deixei até corar. Mas é preciso cuidado, porque eles queimam com facilidade. Deixei que esfriassem na assadeira mesmo. Descolam do papel com facilidade. Depois é só guardar em um pote bem fechado.Fiz alguns com gergelim preto por cima e outros com um pouco de suco de gengibre. O de gengibre ficou melhor, salvou o cheiro meio estranho da essência que usam.

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Mousse de Iogurte e Morangos

Quando eu era criança queria ganhar um conjunto de Quimica de presente do dia das crianças. Como nasci próximo a essa data, nunca ganhei presente do dia das crianças. Bem, também não ganhei o tal conjunto no Natal. Hoje me divirto transformando minha cozinha em um laboratório. Na verdade, tem uma aparência bastante normal, exceto pela quantidade de elementos mantidos em hibernação na geladeira e umas coisas que andam evoluindo debaixo do balcão ou na dispensa. Se as experiências derem certo, publico. Senão, vão virar adubo.

Bem, o que a mousse tem com tudo isso? O iogurte foi feito a partir de umas cepas liofilizadas. Mas pode ser substituído por iogurte industrializado. O chantilly é industrializado, até que cumpre bem o seu papel e vem em caixas tetrapack, dispensando geladeira para armazenamento. E o purê de morangos também é industrializado, ganhei outro dia um copo de requeijão cheio dele. A calda que servi junto também é industrializada…

Aliás, alguém tem algo contra produtos industrializados? Claro que tenho ressalvas a uma série deles, como umas mistura para pão de queijo sem queijo, iogurte de beber sem iogurte (confira na etiqueta: se não for leite fermentado, não é iogurte, é bebida láctea), refrescos à base de soja quase sem soja, chocolate que parece que estou comendo a vela do sétimo dia. Bem, a lista é longa.

Por outro lado, admito que uso algumas coisas que simplificam a vida de qualquer mortal: alguns caldos industrializados (dashi, caldo de frango oriental – o torigara soup), melhoradores para pães, emulsificantes, alguns molhos prontos (maionese, ketchup, mostarda, molho hoisin, preparado para kimchee, etc).

Agora, entre os industrializados, há a categoria do food service. Geralmente não são encontrados no varejo, só no atacado. Vão para as cozinhas, lanchonetes, padarias, sorveterias. A gente só consome depois do produto pronto. Pois bem, esta pasta de morangos, importada, é dessa categoria. Originalmente desenvolvida para sorvetes, ela pura não é doce, tem um aroma forte e tem uma textura de geléia. Mas 20 a 30 gramas dela são suficientes para meio litro de líquidos. E quanto ao resultado final? Bom. Eu gostei, minha mãe gostou e até a gata, que é avessa à doces, aprovou e repetiu…

200 gramas de creme de leite para chantilly – a da Parmalat funciona bem, assim como o preparado da Fleischmann

200 gramas de iogurte natural

100 ml de água

4 gramas de gelatina em pó sem cor

Adoçante à gosto – eu prefiro usar um adoçante em pó, com redução de apenas 50% por cento das calorias, por conta do gosto; existem adoçantes culinários também

30 gramas de purê de morangos (bem, como é um produto que não se encontra no varejo, acho que poderia ser substituído por geléia de morango)

Bata o creme de leite em chantilly. Reserve.

Misture a gelatina com a água, deixe hidratar e leve ao microondas para que ela derreta. O tempo vai variar conforme o aparelho, entre 45 segundos a 1 minuto.

Misture a gelatina ao iogurte. Adoce à gosto, lembrando que sobremesas frias precisam de um pouco mais de doçura.

Despeje a mistura de iogurte sobre o chantilly, misture com cuidado e paciência.

Pegue umas colheradas dessa mistura e dilua o purê de morangos. Acrescente à mousse.

Despeje em forminhas untadas com algum óleo de sabor neutro. Leve para a geladeira até a hora de servir.

Para desenformar, precisei passar o fundo da forminha em água quente por alguns segundos.Outra opção seria já servir em tacinhas.

Servi com calda de chocolate meio amargo. Minha mãe e a gata preferiram sem.

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Frozen Yogurt

Ganhei uns sachês para preparar frozen yogurt, há algumas semanas. Hoje resolvi experimentar fazer no multiprocessador e usei polpa de fruta congelada (neste caso, amora). É muito simples: basta colocar o conteúdo do envelope na jarra com 100 ml de leite, a polpa de fruta ainda congelada, quebrada em pedaços e bater. Fui adicionando gelo e batendo até atingir a consistência cremosa.

O preparado para frozen yogurt é da FMB alimentos, que também comercializa preparados para chocolate quente e frio, Chai Latte, Frozen Capuccino. Quanto ao frozen yogurt, apesar de ser um preparado em pó, contém yogurte sim, liofilizado. Se não me engano, vi esses sachês na Central do Sabor. 1 dose rendeu 2 taças, na medida certa para 2 pessoas que andam tentando perder um pouco de peso…

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Ramune

Como resistir a uma bebida que vem em uma garrafa de formato diferente, de cor verde e nos sabores melão e kiwi?

Outra característica dos ramunes é a bolinha de vidro. Ela impede que a bebida escorra muito rapidamente.

Porquê dessa bolinha? Confesso que não pesquisei e aceitei a explicação dada pelo meu pai, há muitos  anos: essa bolinha era para impedir que o refresco escorresse de uma vez e alguma criança engasgasse com a bebida gasosa. Aliás, nem tão gasosa, assim. Pálida de sabor, com menos gás, adocicada é bem sem-graça.

Mas talvez outros sabores sejam mais interessantes, como o sabor curry ou wasabi, da Kimura:

http://www.kimura-drink.co.jp/index1/ramune-toku/

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Compras na Liberdade 2

Hoje encontrei feijão soja preto. Ao contrário do comum, não dá para fazer tofu com ele. Costuma ser consumido cozido, seja com açúcar, como amanato ou com açúcar, shoyu e pedacinhos de alga kombu. Já o feijãozinho verdinho do lado, é o feijão para fazer moyashi (feijão mungo, que também vai no fabrico do harusame, aquele macarrão oriental transparente). Deste, lembro que estava entre R$6 a R$7,00, o quilo, variando um pouco de loja para loja.

Já a mãe não fica sem Kombu-dashi (caldo industrializado à base de alga kombu). Costuma colocar uma pitadinha nos cozidos, na sopa de pasta de soja (misoshiru) e até em conservinhas. Embora tenhamos alga, lascas de bonito seco e até mesmo o extrato deles, é muito prático e, creio, no caso dela, é uma questão de hábito, também. Estava a R$38,00 o quilo, na Casa Bueno. Ao lado, discos de alga seca, parecidos com o nori, usado em sushis. Só que estas algas ficam ótimas em sopas, adicionadas no momento de servir. De quebra, um pouco de iodo extra na dieta. Também podem ser usadas para fazer uma conserva, o tsukudani, que ainda, um dia, vou publicar. Quando morava no Japão diziam que algas faziam bem à pele. Não sei se é há algum fundamento, mas acho bom consumir um pouco de tudo.Não me lembro o preço, mas foi comprado no Towa.

Zaruchasoba. Ou seja, macarrão com chá verde. Na etiqueta, diz que é feito com o chá de Shizuoka, província onde morei por mais de 10 anos. Ainda não provei, mas espero que seja, além de bonito, aromático.

Ban Pho ou talharim de arroz. Fiquei com saudade de um pho que comi em um restaurante vietnamita. O caldo era uma canja delicada, a massa de arroz é reconfortante. Vou guardar para um dia em que eu estiver meio indisposta ou precisando de algo leve.

Vamos falar a verdade: todo mundo usa um caldinho industrializado. É quase impossível fazer caldo em casa toda semana. E em momentos de desespero, a gente recorre a eles para dar uma incrementada no sabor. Eu também uso, com moderação. E nem é por conta do glutamato, não tenho muito trauma dele – afinal, shoyu, kombu, tomates, queijos e vários outros alimentos possuem ácido glutâmico naturalmente. Não uso com tanta frequência porque não quero sempre que tudo fique com o mesmo gosto. Esse caldo é um achado. Eu usava o da Ajinomoto, importado. Esse, da Lee Kum Kee, não tem cheiro de salsão, nem de louro. É um caldo bem básico, leve e que não atrapalha. Um quilo dele realmente é muito. Mas por R$35,00, vale a pena dividir entre amigos. Eu prefiro manter uma pequena porção em um vidrinho, na cozinha, e o resto vai para o congelador, que é seco e ele não corre o risco de empedrar com a umidade. Comprei no Towa.

Choco Pie da Lotte. É um bolinho com recheio cremoso e coberto com chocolate. Porquê? Porque de vez em quando eu gosto de uma “porcaria”. Aliás, confesso, comi muito deles nos primeiros anos de Japão. Levava para o meu lanche das 17:00 hs. Vem 6 unidades embaladas uma a uma.

Além disso, para quem costuma fazer sekihan ou mochi, o preço do arroz para mochi, produzido em Registro, está bem em conta em algumas lojas: variando de R$4,00 a R$4,50. Por aqui, mais no interior, já topei com preços que eram o dobro disso. E tinha muito gengibre novo, lindos, vendidos em maços. Perfeitos para fazer gari.

E, por fim, almocei um Mix Fry Teishoku: camarão, peixinho e porco empanados, com direito a arroz, sopa de pasta de soja, um pedaço de tofu, uma conservinha e uma porçãozinha de sunomono de harusame com alga wakame e pepino, além de uma porção boa de salada, repolho picado e ainda vinha  maionese e mostarda forte (karashi). Tudo regado com Coca-Cola, porque eu não sou de ferro e fico muito feliz quando não como minha própria comida.  A conta foi só R$25,50 e eles aceitam cartão. Mas o melhor do almoço foi a companhia da Nathy, da Dry, do LP e César. Sem fotos.

Outra surpresa foi conhecer uma leitora do blog, a Neide. Ela nunca comentou nada, o que é uma pena. Espero não tê-la assustado…

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Molho Char-Siu

Char-shu

Comprei na Liberdade e resolvi experimentar. Não tenho nada contra molhos prontos, na verdade, minha curiosidade sobre produtos novos é quase patológica. As instruções eram bem simples: besuntar a carne de porco com o molho e deixar marinar por algum tempo antes de grelhar ou assar. Usei algumas tiras de barriga de porco e assei no forninho elétrico.

Char Siu sauce

O molho é vermelho, doce e tem anis estrelado. A cor que dá ao assado é linda. Eu não abusaria na quantidade do molho para não errar na doçura e no aroma de anis. Mas acho uma boa opção para variar o churrasquinho.

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Rolinhos de Papel de Arroz

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Este é outro assunto sobre o qual estou para escrever há muito, muito tempo. Com o calor que tem feito nestes últimos dias, resolvi fazer essa salada enrolada. Não chamo de rolinho vietnamita por conta de tantas mudanças que fiz. Sim, eu já comi rolinho vietnamita, feita por vietnamitas e não gostei da enorme folha de oba (shiso) que colocaram dentro.

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O papel de arroz é encontrado em discos de tamanhos variados. Duram uma eternidade no armário, se mantidos em ambiente seco. Não me lembro do preço, mas da última vez que vi nas lojas da Liberdade, não achei caro, não. Também já vi em alguns supermercados e lojas de produtos orientais em cidades do interior.

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Eles são secos, parecem feitos de plástico e translúcidos. Não parecem apetitosos quando saem do pacote.

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O harusame, também chamado de vermicelli, é uma massa feita com um feijão pequeno, verde. O mesmo feijão que vira o broto chamado moyashi. Esse já veio convenientemente cortado em pedaços pequenos. Existe uma variedade grande de espessuras. Não tem sabor, mas tem uma textura interessante, firminho, parecendo alguma cartilagem. Ele tem que ser cozido em água fervente, até ficar transparente e amaciar. Em seguida, lave em água fria e escorra;
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Para fazer os rolinhos, hidrate os discos de papel de arroz em uma bandeja com água. Espere alguns segundos e retire. Coloque-o sobre um pano limpo e espere mais um pouco. Logo ele ficará maleável. Outra opção é pulverizar água com aqueles pulverizadores que encontramos na seção de jardinagem ou utilidades domésticas

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No recheio, usei harusame cozido, pepino cortado em tirinhas, alface e um embutido de peito de frango defumado. Não tinha cenoura, nem moyashi, camarão estava congelado. As opções são muitas; frango cozido ou assado, cortado em tiras ou fatias finas, presunto, rosbife, camarão cozido, broto de nabo, folhas de coentro ou shiso… enfim, use o que gostar.

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Enrole como um rocambole até mais ou menos a metade. Dobre as laterais para o centro e continue enrolando. Se quiser uma aparência melhor, lembre de colocar uma folha ou uns camarões na ponta final do rolinho. Ficará aparecendo por debaixo do papel.

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Quando comi no restaurante vietnamita, ofereceram dois molhos: um era picante e doce e outro era à base de uma pasta de soja escura, com amendoim. Acabei fazendo uma mistura dos dois molhos. Misturei em uma tigelinha miso (pasta de soja fermentada), açúcar, vinagre, pasta de amendoim, pasta de pimenta e água até chegar na textura e sabor que eu queria. Na falta de pasta de amendoim, poderia ter usado um pouco de pasta de gergelim ou amendoim picadinho
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Como eu tinha beliscado pão à tarde, isso acabou sendo meu jantar. Caiu bem, sem pesar muito. E ainda pude tomar um sorvete sem sentir-me culpada.

Gostou dessa receita? Talvez queira conhecer a versão frita:

Cha Gio ou Rolinhos Vietnamitas Fritos

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Montebello

Montebello

Juro que ainda não entendo certas taras nacionais. Experimentei o doce Montebello, da Cacau Show à temperatura ambiente e gelado. Nunca gostei de marshmallow. Doce demais, sem gosto e com uma textura pegajosa. Descobri que continuo não gostando, mesmo que venha dentro de uma casquinha de chocolate. Sei que muita gente gosta, tanto dele quanto dos similares produzido por outras empresas. Mas é uma coisa que não foi feita para mim.

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Bolo de Mandioca Puba

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Há muito leio sobre a mandioca puba ou massa puba. Trata-se de mandioca fermentada, esfarelada, lavada e espremida. É ingrediente do famoso bolo Souza Leão, um dos orgulhos da cozinha pernambucana. No entanto, nesta região do país, é pouco conhecido.

Encontrei a mandioca puba em uma loja de produtos típicos do nordeste e resolvi testar em uma receita de bolo. Não tentei o bolo Souza Leão com seus 18 ovos e meio quilo de manteiga porque pareceu-me uma receita para um enfarte. Este ficou parecendo um pudim, com uma crosta dourada e com uma linda cor amarela que lembra o quindim.

500 gramas de mandioca puba

400 ml de leite de coco

4 ovos

200 gramas de manteiga

500 gramas de açúcar

400 ml de água

Misture o açúcar e  a água em uma panela e leve ao fogo, sem mexer. Ferva por 3 minutos.

Enquanto isso, misture a mandioca puba com os ovos, acrescente o leite de coco e misture.

Adicione a manteiga à calda fervente, misture e espere que ela derreta. Despeje quente sobre a massa de mandioca. Misture tudo bem.

Despeje em uma forma redonda com 22 cm de diâmetro, bem untada. Leve ao forno moderado até corar. Sirva frio.

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