{"id":2736,"date":"2010-09-21T21:08:46","date_gmt":"2010-09-22T00:08:46","guid":{"rendered":"http:\/\/marisaono.com\/delicia\/?p=2736"},"modified":"2010-09-21T21:08:46","modified_gmt":"2010-09-22T00:08:46","slug":"batata-frita","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marisaono.com\/delicia\/2010\/09\/21\/batata-frita\/","title":{"rendered":"Batata Frita"},"content":{"rendered":"<div class=\"translate_block\" style=\"display: none;\">\n<a class=\"translate_translate\" id=\"translate_button_post-2736\" lang=\"en\" xml:lang=\"en\" href=\"javascript:show_translate_popup('en', 'post', 2736);\">[Translate]<\/a><img src=\"https:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/plugins\/google-ajax-translation\/transparent.gif\" id=\"translate_loading_post-2736\" class=\"translate_loading\" style=\"display: none;\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"\" \/>\n<hr class=\"translate_hr\" \/>\n<\/div>\n<div id=\"content_div-2736\">\n<p><a href=\"http:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/uploads\/chips.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-2737\" title=\"chips\" src=\"http:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/uploads\/chips.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/uploads\/chips.jpg 480w, https:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/uploads\/chips-360x270.jpg 360w, https:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/uploads\/chips-150x113.jpg 150w, https:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/uploads\/chips-400x300.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Quando comecei a frequentar a escola, no bairro do Catumbi, no Rio de Janeiro, conheci um novo mundo. At\u00e9 ent\u00e3o conhecia muito pouco al\u00e9m do p\u00e1tio da transportadora onde meu pai trabalhava. Tinha como vista da minha janela o movimento dos caminh\u00f5es, as oficinas e a garagem. Al\u00e9m, o morro. De vez em quando \u00edamos at\u00e9 a casa de meus padrinhos, na Penha, passeios na praia do Flamengo, frango frito nas cal\u00e7adas de Copacabana ou sorvete tomado perto do passeio p\u00fablico. Claro que naquela \u00e9poca a cidade era diferente. Para come\u00e7ar, chamava-se Guanabara&#8230;<\/p>\n<p>Bem, al\u00e9m de conhecer outras crian\u00e7as, via no caminho lojas, coisas, cores, sabores e aromas. Uma dessas lembran\u00e7as \u00e9 a de um senhor, que me esperava todos os dias com uma balinha. Chamava-o de &#8220;Vov\u00f4 da Bala&#8221;. Nunca soube o nome, mas sei que morreu repentinamente.<\/p>\n<p>Outra coisa que lembro era de uma f\u00e1brica de batatas fritas. Batatas fritas? Para mim era dif\u00edcil acreditar que aquela coisa que serviam-me, geralmente cozida (e pior, amassada) podia ser crocante. N\u00e3o vendiam em pacotes pequenos, creio que atendiam buffets, restaurantes, bares. As batatas sa\u00edam de l\u00e1 em fardos. Nunca entrei na f\u00e1brica, passava pela porta. E ser uma das poucas orientais na cidade tinha l\u00e1 suas vantagens. De vez em quando ganhava um punhado para comer voltando para casa. Defitivamente, algo na minha dieta foi corrompida naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>Ah, quem l\u00ea deve de pensar que eu era uma crian\u00e7a muito comunicativa. Pelo contr\u00e1rio, era quieta. Mais que isso, n\u00e3o falava mais que 15 palavras o dia inteiro. Observava, via, lia, fazia contas, mas n\u00e3o falava. Como \u00e9 que virei uma tagarela, n\u00e3o sei explicar.<\/p>\n<p>Neste final de semana resolvi fazer batatas fritas. Ora, n\u00e3o era melhor comprar? Bem, as batatas est\u00e3o baratas &#8211; j\u00e1 vi a R$0,85 o quilo. A vantagem de faz\u00ea-las em casa \u00e9 poder controlar o \u00f3leo em que s\u00e3o fritas: soja, milho, girassol, canola, azeite? Fica a seu crit\u00e9rio. E tamb\u00e9m d\u00e1 para controlar a quantidade de sal. Eu prefiro menos sal &#8211; e n\u00e3o \u00e9 por conta da press\u00e3o arterial, n\u00e3o tenho esse problema. \u00c9 pelo gosto, mesmo, acho que o sal demais atrapalha o gosto. Por fim, fritas assim t\u00eam gosto de antigamente.<\/p>\n<p>Para fazer as batatas, eu lavo, descasco e fatio fino. Uso um cortador de legumes. O meu tem uma regulagem que permite fatias finas ou um tiquinho mais grossinhas. As finas fritam mais rapidamente, j\u00e1 as grossas ficam mais durinhas&#8230; Depois de fatiadas, lavo com bastante \u00e1gua e escorro.<\/p>\n<p>O passo seguinte \u00e9 usar \u00e1lcool. Antes usava \u00e1lcool de cereais. Mas o fato \u00e9 que n\u00e3o encontro com tanta facilidade. Na falta, pus em pr\u00e1tica o plano B: usei vodka barata, mesmo. Despejei uma boa quantidade &#8211; n\u00e3o a ponto de afogar todas as fatias, mas que pudesse molha-las. Mexi, soltei as fatias. Fui escorrendo aos poucos e fritando. O resto ficava na bacia, com \u00e1lcool.<\/p>\n<p>Para fritar, usei uma panela grande e n\u00e3o enchi muito com \u00f3leo. Evitei colocar muitas fatias de cada vez. Um fog\u00e3o feioso com boca de alta press\u00e3o \u00e9 bem \u00fatil. Um fog\u00e3o dom\u00e9stico tem uma chama mais fraca e vai demorar mais. Neste caso, frite uma camada de fatias de cada vez, para que n\u00e3o grudem umas nas outras. Tamb\u00e9m evite mexer muito nelas at\u00e9 come\u00e7arem a ficar firmes, porque as fatias enrolam, grudam e podem virar uma massaroca. Quando come\u00e7ar a dourar, mexa com cuidado, para que corem de maneira uniforme.<\/p>\n<p>Eu preferi escorrer em uma peneira primeiro e depois passar para uma assadeira forrada com papel absorvente.<\/p>\n<p>Depois \u00e9 s\u00f3 salgar e comer. Ou guardar em um pote bem fechado.<\/p>\n<p>Classifiquei como &#8220;Tira isso da Boca, Marisa!&#8221; porque sei que \u00e9 junk, \u00e9 altamente cal\u00f3rico, por\u00e9m irresist\u00edvel.<\/p>\n<a href=\"https:\/\/www.freetellafriend.com\/tell\/?url=https%3A%2F%2Fmarisaono.com%2Fdelicia%2F2010%2F09%2F21%2Fbatata-frita%2F&title=Batata+Frita\" onclick=\"window.open('https:\/\/www.freetellafriend.com\/tell\/?url=https%3A%2F%2Fmarisaono.com%2Fdelicia%2F2010%2F09%2F21%2Fbatata-frita%2F&title=Batata+Frita', 'freetellafriend', 'scrollbars=1,menubar=0,width=617,height=530,resizable=1,toolbar=0,location=0,status=0,screenX=210,screenY=100,left=210,top=100'); return false;\" target=\"_blank\" title=\"Share This Post\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/plugins\/tell-a-friend\/button.gif\" style=\"width:127px;height:16px;border:0px;\" alt=\"Share This Post\" title=\"Share This Post\" \/><\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[Translate] Quando comecei a frequentar a escola, no bairro do Catumbi, no Rio de Janeiro, conheci um novo mundo. 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