{"id":28,"date":"2007-07-02T13:51:00","date_gmt":"2007-07-02T16:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/marisaono.com\/delicia\/?p=28"},"modified":"2012-10-23T20:30:57","modified_gmt":"2012-10-23T23:30:57","slug":"paes-japoneses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marisaono.com\/delicia\/2007\/07\/02\/paes-japoneses\/","title":{"rendered":"P\u00e3es Japoneses e o Melon Pan"},"content":{"rendered":"<div class=\"translate_block\" style=\"display: none;\">\n<a class=\"translate_translate\" id=\"translate_button_post-28\" lang=\"en\" xml:lang=\"en\" href=\"javascript:show_translate_popup('en', 'post', 28);\">[Translate]<\/a><img src=\"https:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/plugins\/google-ajax-translation\/transparent.gif\" id=\"translate_loading_post-28\" class=\"translate_loading\" style=\"display: none;\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"\" \/>\n<hr class=\"translate_hr\" \/>\n<\/div>\n<div id=\"content_div-28\">\n<p>A cada dia o consumo de p\u00e3es aumenta no Jap\u00e3o. Em 1992, era poucas as padarias, espalhadas pelo pa\u00eds. Embora p\u00e3o industrializado fosse encontrado com facilidade nos supermercados e lojas de conveni\u00eancia, p\u00e3o artesanal era ainda algo relativamente raro. N\u00e3o sei dizer o que impulsionou o crescimento nos \u00faltimos anos. Talvez a praticidade. O desjejum japon\u00eas requer certo tempo para preparar arroz, sopa e um peixe assado ou um ovo. E o n\u00famero de solteiros que vivem sozinhos tem aumentado, tamb\u00e9m. Por isso, creio eu, aumentaram o n\u00famero de padarias que abrem cedo &#8211; \u00e0s seis, sete da manh\u00e3 &#8211; e fecham cedo &#8211; \u00e0s quinze ou dezessete horas &#8211; exatamente para atender esse tipo de clientela. Aqueles que comem um p\u00e3o a caminho do trabalho e aqueles que voltam do turno da noite e compram algo para lanchar. Eu mesma desviava um pouco do meu caminho para comprar p\u00e3o fresco, de manh\u00e3. Geralmente p\u00e3es pequenos, com creme ou gel\u00e9ia, ou salgados, com pasta de atum ou queijo. Perto do hor\u00e1rio de almo\u00e7o sai a primeira fornada de p\u00e3es franceses, como o baguete e o batard.<\/p>\n<p>E quais s\u00e3o os p\u00e3es mais consumidos no Jap\u00e3o? Dos doces, p\u00e3es com pasta doce de feij\u00e3o ou creme de baunilha. Croissants cobertos com glac\u00ea branco ou chocolate, recheados ou n\u00e3o. P\u00e3es macios com passas, peda\u00e7os de ma\u00e7\u00e3 e o mellon pan, que \u00e9 um p\u00e3o macio com cobertura a\u00e7ucarada, chamado de mellon pan, que n\u00e3o tem, necessariamente, mel\u00e3o nem na massa ou cobertura. Dos salgados, o p\u00e3o recheado com pasta de curry, ou salsicha, ou cobertos com atum, com maionese, com queijo&#8230; O meu favorito era um p\u00e3o franc\u00eas enrolado com bacon magro e com cortes, formando galhinhos crocantes. Chama-se epi-pan. Para acompanhar uma refei\u00e7\u00e3o, p\u00e3o de forma, chamados de toast bread, shokupan ou english bread, al\u00e9m do butter roll, que \u00e9 um p\u00e3o pequeno e macio.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, os p\u00e3es feitos com fermento natural, farinha integral, receitas tradicionais como o p\u00e3o com nozes, p\u00e3es italianos, o nam indiano e at\u00e9 a tortilla de farinha e o p\u00e3o pita passaram a frequentar as prateleiras. O consumidor japon\u00eas \u00e9 avido por novidades. E empresas investiram na contrata\u00e7\u00e3o de padeiros estrangeiros. E alguns sa\u00edam do pa\u00eds para aprender. Eu esperava dar onze horas para comprar na padaria do Jusco de Irino-cho um p\u00e3o delicioso, de casca grossa, redondo. Sa\u00eda quentinho e eu avan\u00e7ava nele dentro do carro, no estacionamento. Gula sem limites. Os padeiros eram italianos &#8211; eu via 3 com frequ\u00eancia, mas eles falavam japon\u00eas. A padaria era envidra\u00e7ada e podia ve-los trabalhando a massa. Em outra padaria que eu frequentava, havia um pote grande com uma \u00e1gua meio turva e algumas passas. Era o fermento natural.<\/p>\n<p>O curioso nisso tudo \u00e9 que o p\u00e3o passou a fazer parte da dieta de um grupo de soldados durante a guerra sino-japonesa e russo-japonesa. Em uma tentativa de salvar seus homens da beriberi, um oficial chamado Takaki, realizou testes ocidentalizando a dieta: p\u00e3o, leite, carne com a tripula\u00e7\u00e3o do navio Tsukuba, em 1884. Com isso o p\u00e3o ganhou fama de energ\u00e9tico e saud\u00e1vel, embora hoje saibamos que o m\u00e9rito foi dos outros itens da dieta. Depois disso, em 1937, a Sanritsu de Hamamatsu, Prov\u00edncia de Shizuoka, passou a produzir p\u00e3o seco em lata, que abasteceriam as tropas japonesas(<a href=\"http:\/\/www.sanritsuseika.co.jp\/products\/kanpan.htm\">http:\/\/www.sanritsuseika.co.jp\/products\/kanpan.htm<\/a> ). Hoje \u00e9 item do kit de sobreviv\u00eancia no caso de terremotos. Dura dois anos, se n\u00e3o me falha a mem\u00f3ria, sem estragar. N\u00e3o, n\u00e3o diria que \u00e9 gostoso. Na verdade, tem um gosto meio estranho de gordura velha. Mas n\u00e3o precisei passar por um terremoto para provar essa iguaria! Na verdade, provei por curiosidade, mesmo.<\/p>\n<p>Melon Pan<\/p>\n<p>Esse p\u00e3o doce, muito popular no Jap\u00e3o, n\u00e3o leva, mel\u00e3o nem na massa nem na cobertura. O nome, talvez, se deva apenas \u00e0 apar\u00eancia, que lembra muito vagamente as ranhuras dos mel\u00f5es cultivados por l\u00e1&#8230;<\/p>\n<p>Massa:<\/p>\n<p>200 gramas de farinha de trigo<\/p>\n<p>6 gramas de fermento biol\u00f3gico seco<\/p>\n<p>1 pitada de sal<\/p>\n<p>45 gramas de a\u00e7\u00facar<\/p>\n<p>1\/2 x\u00edcara de leite morno ou uma mistura de leite e \u00e1gua<\/p>\n<p>1 ovo pequeno, batido<\/p>\n<p>20 gramas de manteiga derretida<\/p>\n<p>Cobertura:<\/p>\n<p>150 gramas de farinha de trigo<\/p>\n<p>70 gramas de a\u00e7\u00facar<\/p>\n<p>30 gramas de manteiga<\/p>\n<p>1 e 1\/2 ovo, batido.<\/p>\n<p>Para a massa:<\/p>\n<p>Misture todos os ingredientes, menos a manteiga.<\/p>\n<p>Sove e acrescente a manteiga, misturando bem. Deixe descansar em um tigela coberta, at\u00e9 dobrar de volume.<\/p>\n<p>Divida em dez por\u00e7\u00f5es, enrole e deixe descansar mais dez minutos.<\/p>\n<p>Cobertura:<\/p>\n<p>Misture todos os ingredientes, at\u00e9 formar uma pasta. Se ficar muito dura, junte uma ou duas colheres de \u00e1gua. Se preferir, aromatize com baunilha, lim\u00e3o ou ess\u00eancia de mel\u00e3o.<\/p>\n<p>Divida a massa de p\u00e3o em 10 unidades. Enrole, formando bolhas um pouco achatadas.<\/p>\n<p>Abra a cobertura entre as m\u00e3os, fino, e cubra cada p\u00e3o. Salpique a\u00e7\u00facar cristal e, com uma faca bem afiada, fa\u00e7a cortes quadriculares.<\/p>\n<p>Deixe fermentar at\u00e9 dobrar de volume. Leve ao forno pr\u00e9-aquecido, a 180 graus, por cerca de 10 minutos.<\/p>\n<p>Verifique o fundo, se estiver corado, est\u00e1 pronto. A cobertura costuma n\u00e3o ganhar muita cor.<\/p>\n<a href=\"https:\/\/www.freetellafriend.com\/tell\/?url=https%3A%2F%2Fmarisaono.com%2Fdelicia%2F2007%2F07%2F02%2Fpaes-japoneses%2F&title=P%C3%A3es+Japoneses+e+o+Melon+Pan\" onclick=\"window.open('https:\/\/www.freetellafriend.com\/tell\/?url=https%3A%2F%2Fmarisaono.com%2Fdelicia%2F2007%2F07%2F02%2Fpaes-japoneses%2F&title=P%C3%A3es+Japoneses+e+o+Melon+Pan', 'freetellafriend', 'scrollbars=1,menubar=0,width=617,height=530,resizable=1,toolbar=0,location=0,status=0,screenX=210,screenY=100,left=210,top=100'); return false;\" target=\"_blank\" title=\"Share This Post\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/plugins\/tell-a-friend\/button.gif\" style=\"width:127px;height:16px;border:0px;\" alt=\"Share This Post\" title=\"Share This Post\" \/><\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[Translate] A cada dia o consumo de p\u00e3es aumenta no Jap\u00e3o. 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