{"id":3185,"date":"2011-04-23T23:11:56","date_gmt":"2011-04-24T02:11:56","guid":{"rendered":"http:\/\/marisaono.com\/delicia\/?p=3185"},"modified":"2012-01-02T21:08:03","modified_gmt":"2012-01-03T00:08:03","slug":"arroz-de-bacalhau","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marisaono.com\/delicia\/2011\/04\/23\/arroz-de-bacalhau\/","title":{"rendered":"Arroz de Bacalhau"},"content":{"rendered":"<div class=\"translate_block\" style=\"display: none;\">\n<a class=\"translate_translate\" id=\"translate_button_post-3185\" lang=\"en\" xml:lang=\"en\" href=\"javascript:show_translate_popup('en', 'post', 3185);\">[Translate]<\/a><img src=\"https:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/plugins\/google-ajax-translation\/transparent.gif\" id=\"translate_loading_post-3185\" class=\"translate_loading\" style=\"display: none;\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"\" \/>\n<hr class=\"translate_hr\" \/>\n<\/div>\n<div id=\"content_div-3185\">\n<p><a href=\"http:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/uploads\/arroz-de-bacalhau-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3187\" title=\"arroz de bacalhau (2)\" src=\"http:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/uploads\/arroz-de-bacalhau-2.jpg\" alt=\"\" width=\"480\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/uploads\/arroz-de-bacalhau-2.jpg 480w, https:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/uploads\/arroz-de-bacalhau-2-360x270.jpg 360w, https:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/uploads\/arroz-de-bacalhau-2-150x113.jpg 150w, https:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/uploads\/arroz-de-bacalhau-2-400x300.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 480px) 100vw, 480px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Morei dos 3 meses aos nove anos de idade no Rio de Janeiro. Naquela \u00e9poca, pelo menos na regi\u00e3o onde eu morava, haviam muitos portugueses e ciganos. Os meus padrinhos e os da minha irm\u00e3 eram descendentes de portugueses. Para completar, a transportadora onde meu pai trabalhava carregava, entre outras coisas, ton\u00e9is de azeite e caixas de bacalhau. N\u00e3o era t\u00e3o raro um tonel se partir ou uma caixa estourar. Quem recebia recusava a mercadoria, o seguro cobria o acidente e o conte\u00fado era divido entre funcion\u00e1rios. Nos primeiros anos da minha vida, comia batatas fritas no azeite.<\/p>\n<p>Por outro lado, estranhava a manteiga, que ia s\u00f3 no p\u00e3o, quando ia. Ali\u00e1s, manteiga n\u00e3o era um item muito popular. Poucos devem ter visto a manteiga ser vendida a granel, em supermercados. E, naquela \u00e9poca, geralmente ran\u00e7osa. N\u00e3o era todo mundo que tinha geladeira, nem tv. Popular mesmo, era o r\u00e1dio de pilha.<\/p>\n<p>O arroz de bacalhau \u00e9 um prato da minha inf\u00e2ncia. Minha madrinha n\u00e3o costumava cozinhar muito. Lembro, al\u00e9m do arroz, da canja, do bolinho de bacalhau feito com bacalhau desfiado no pano e de um pudim de p\u00e3o com ameixas. Ali\u00e1s, n\u00e3o conhecia o tal do risoto. Em casa era s\u00f3 &#8220;arroz de&#8221;. Podia ser arroz de bacalhau,\u00a0 de frango,\u00a0 de mexilh\u00f5es, de tomates. Mas o arroz era bem cozido, sem ficar mole demais, um pouco \u00famido, por\u00e9m soltinho.<\/p>\n<p>Para fazer esse arroz de bacalhau, aferventei uns peda\u00e7os de bacalhau j\u00e1 dessalgado e sem pele, parti em lascas grandes e tirei as espinhas. Refoguei uma cebola cortada em p\u00e9talas at\u00e9 ficar dourada, mas sem queimar. Fiz o arroz refogando em azeite e alho, usei o caldo do cozimento do bacalhau junto com \u00e1gua fervente. No meio para o final do cozimento, juntei o bacalhau e as cebolas. Quando a \u00e1gua abaixou, coloquei por cima folhas de couve rasgada, tampei e diminu\u00ed o fogo, terminando de cozinhar no bafo. Na hora\u00a0 de servir, misturei um pouco, reguei com um pouco mais de azeite\u00a0 e pronto, comi com uma boca boa.<\/p>\n<p>Usei uma couve de folha bem escura, por\u00e9m macia. Ganhei um p\u00e9, n\u00e3o sei o nome. Lembra muito o sabor das folhas de br\u00f3coli. E acho que ficaria bem bom usar folhas novas de br\u00f3coli nessa receita. S\u00e3o gostosas e n\u00e3o seriam disperdi\u00e7adas.<\/p>\n<p>Como foi servido como prato \u00fanico, s\u00f3 recomendo fazer um quantidade um pouco maior do que seria de costume se fosse s\u00f3 arroz branco. Come-se mais, com certeza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<a href=\"https:\/\/www.freetellafriend.com\/tell\/?url=https%3A%2F%2Fmarisaono.com%2Fdelicia%2F2011%2F04%2F23%2Farroz-de-bacalhau%2F&title=Arroz+de+Bacalhau\" onclick=\"window.open('https:\/\/www.freetellafriend.com\/tell\/?url=https%3A%2F%2Fmarisaono.com%2Fdelicia%2F2011%2F04%2F23%2Farroz-de-bacalhau%2F&title=Arroz+de+Bacalhau', 'freetellafriend', 'scrollbars=1,menubar=0,width=617,height=530,resizable=1,toolbar=0,location=0,status=0,screenX=210,screenY=100,left=210,top=100'); return false;\" target=\"_blank\" title=\"Share This Post\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/plugins\/tell-a-friend\/button.gif\" style=\"width:127px;height:16px;border:0px;\" alt=\"Share This Post\" title=\"Share This Post\" \/><\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[Translate] Morei dos 3 meses aos nove anos de idade no Rio de Janeiro. 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