{"id":35,"date":"2007-07-08T17:18:00","date_gmt":"2007-07-08T20:18:00","guid":{"rendered":"http:\/\/marisaono.com\/delicia\/?p=35"},"modified":"2009-05-31T15:58:14","modified_gmt":"2009-05-31T18:58:14","slug":"feijao-doce","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/marisaono.com\/delicia\/2007\/07\/08\/feijao-doce\/","title":{"rendered":"Feij\u00e3o Doce"},"content":{"rendered":"<div class=\"translate_block\" style=\"display: none;\">\n<a class=\"translate_translate\" id=\"translate_button_post-35\" lang=\"en\" xml:lang=\"en\" href=\"javascript:show_translate_popup('en', 'post', 35);\">[Translate]<\/a><img src=\"https:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/plugins\/google-ajax-translation\/transparent.gif\" id=\"translate_loading_post-35\" class=\"translate_loading\" style=\"display: none;\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"\" \/>\n<hr class=\"translate_hr\" \/>\n<\/div>\n<div id=\"content_div-35\">\n<div>O feij\u00e3o faz parte da nossa dieta. No entanto, quase sempre cozido e salgado. Infelizmente, muita gente ainda abomina a id\u00e9ia de que feij\u00e3o possa ser doce, inteiro ou em pasta. E no Jap\u00e3o, o feij\u00e3o salgado e com carnes e gorduras, parece ser simplesmente nojento. H\u00e1bitos e cultura. <\/div>\n<p><\/p>\n<div> <\/div>\n<p><\/p>\n<div>Como filha de descendentes e nascida no Brasil, acho normal ambas. Gosto de uma feijoada e gosto de doce de feij\u00e3o. Em comum, \u00e9 que ambos d\u00e3o um certo trabalho para preparar. Para os brasileiros, o feij\u00e3o \u00e9 um alimento que nutre, que sustenta (e, infelizmente, dizem, est\u00e1 sumindo das mesas e sendo substitu\u00eddo por outros ingredientes de preparo mais r\u00e1pido&#8230;). Para os japoneses, tamb\u00e9m tem a fama de fortificante. Mas os japoneses n\u00e3o consomem apenas feij\u00e3o doce. Na verdade,  leguminosas est\u00e3o presentes quase que diariamente na mesa nip\u00f4nico. Porque o soja tamb\u00e9m \u00e9 uma leguminosa.  Tofu, age (tofu frito), natto (feij\u00e3o soja fermentado), yuba (pel\u00edcula que se forma na superf\u00edcia do leite de soja), okara (res\u00edduo do soja, depois que o leite \u00e9 retirado), edamame (soja verde, cozido, consumido muitas vezes como aperitivo), gammodoki (bolinho frito feito com massa de soja e legumes diversos, picados). <\/div>\n<p><\/p>\n<div> <\/div>\n<p><\/p>\n<div>A receita de hoje \u00e9 o Amanato, que antigamente era chamado de Hamananatto (existe um lago chamado Hamana a leste de Hamamatsu, mas n\u00e3o tenho certeza se o nome tem algo a ver com esse lago). Nada mais \u00e9 que feij\u00e3o, cozido lentamente, em calda a\u00e7ucarada. O interior dos gr\u00e3os se torna tenro e adocicado. Para alguns, a consist\u00eancia lembra jujuba. Para outros, lembra castanhas portuguesas. Um docinho bom para se beliscar e que dura algumas semanas na geladeira. <\/div>\n<p><\/p>\n<div> <\/div>\n<p><\/p>\n<div>Amanato <\/div>\n<p><\/p>\n<div> <\/div>\n<p><\/p>\n<div>1\/2 quilo de favas brancas<br \/>1 quilo de a\u00e7\u00facar<br \/>Deixei as favas de molho em \u00e1gua fria por horas (o tempo vai variar, favas novas, velhas, temperatura ambiente&#8230;). Depois levei para ferver por uns 10 minutos em fogo baixo. Joguei metade da \u00e1gua fora, cobri com mais \u00e1gua fria, tornei a cozinhar por mais 10 minutos e tornei a jogar metade da \u00e1gua e tudo novamente mais um a vez. Tudo para que o caldo do cozimento das favas n\u00e3o contivesse amido demais e nem cor. Tirei a espuma que se formou na superf\u00edcie com uma concha. A\u00ed deixei cozinhar em fogo brando &#8211; para que a pel\u00edcula dos gr\u00e3os n\u00e3o se rompessem e as favas mantivessem o formato.<br \/>Cozidas e macias, mas ainda mantendo o formato, juntei meio quilo de a\u00e7\u00facar, deixei levantar fervura e desliguei. Porqu\u00ea? Para que o a\u00e7\u00facar penetrasse no feij\u00e3o. N\u00e3o havia mais necessidade em cozinhar os gr\u00e3os. E depois de frio, tornei a juntar mais meio quilo de a\u00e7\u00facar, deixar romper a fervura, para logo em seguida desligar o fogo. Tornei a reaquecer  mais umas duas vezes, at\u00e9 que os gr\u00e3os estivessem impregnados de a\u00e7\u00facar. Para saber o ponto, partia um gr\u00e3o (na verdade, comia meio gr\u00e3o) e via se estava branco como uma batata no meio ou ligeiramente transparente.<br \/>Resista \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de ferver continuamente as favas. Eu experimentei e quando a calda engrossa, a \u00e1gua de dentro dos gr\u00e3os escapa e o feij\u00e3o fica duro. Mantenha a calda rala e os feij\u00f5es totalmente cobertos com ela.<br \/>Escorra. Sobrou bastante caldo e as favas n\u00e3o tinham muito brilho. Ent\u00e3o fervi a calda at\u00e9 engrossar ligeiramente. Testei o ponto entre os dedos. A calda deslizava,  um pouco mais branda que mel. Despejei sobre as favas e tornei a escorrer. <\/div>\n<p><\/p>\n<div> <\/div>\n<a href=\"https:\/\/www.freetellafriend.com\/tell\/?url=https%3A%2F%2Fmarisaono.com%2Fdelicia%2F2007%2F07%2F08%2Ffeijao-doce%2F&title=Feij%C3%A3o+Doce\" onclick=\"window.open('https:\/\/www.freetellafriend.com\/tell\/?url=https%3A%2F%2Fmarisaono.com%2Fdelicia%2F2007%2F07%2F08%2Ffeijao-doce%2F&title=Feij%C3%A3o+Doce', 'freetellafriend', 'scrollbars=1,menubar=0,width=617,height=530,resizable=1,toolbar=0,location=0,status=0,screenX=210,screenY=100,left=210,top=100'); return false;\" target=\"_blank\" title=\"Share This Post\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/marisaono.com\/delicia\/wp-content\/plugins\/tell-a-friend\/button.gif\" style=\"width:127px;height:16px;border:0px;\" alt=\"Share This Post\" title=\"Share This Post\" \/><\/a><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[Translate] O feij\u00e3o faz parte da nossa dieta. No entanto, quase sempre cozido e salgado. 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