Agenda de Janeiro e Fevereiro

Feliz 2020! Vamos trabalhar um pouco? Então, aqui vão as datas dos próximos cursos.

Quando: Dia 26 de janeiro, domingo, das 10 às 16 horas.
Onde: Aqui em casa, próximo ao Haras Setti e o campo de beisebol da Yakult em Ibiúna.
Receitas apresentadas: Massa, caldo à base de porco e frango, chashu (porco marinado) e os molhos à base de shoyu e miso. Instruções sobre insumos e técnicas. Almoço com shoyu lamen e Hokkaido miso lamen, com as massas feitas no dia, chá e uma sobremesa.
Valor: 200/pessoa.
Peço um depósito em conta corrente de 50% como sinal.
Gyoza, shumai, wantan e pão no vapor
Quando: 9 de fevereiro, domingo, das 10 às 16 horas
Onde: Aqui em casa, próximo ao Haras Setti e o campo de beisebol da Yakult em Ibiúna.
Receitas apresentadas: gyoza, wantan e shumai, massa e recheio. Pão no vapor (buns): massa e método de cozimento. Almoço com as receitas preparadas no dia, chá e sobremesa. Recomendo trazer um avental porque vamos modelar os pastéis durante a aula.
Valor: 200/pessoa.
Peço um depósito em conta corrente de 50% como sinal.

Ainda estou vendo se consigo encaixar uma data para uma aula sobre defumados.

Contato pelo e-mail marisaono@gmail.com para mais informações e reservas.


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A Polêmica do Queijo Furadinho

Que nem é nova. Volta e meia aparece nas redes sociais uma notícia sobre o fato do queijo minas “furadinho” ser cheio de coliformes fecais.

Bem, vamos começar pelo começo. O que são coliformes fecais? São bactérias que existem nos intestinos de animais. Não só de humanos, como muitos pensam. A quantidade deles é utilizada como parâmetro de higiene. Por exemplo, água que contém coliformes fecais não é considerada segura para beber, porque foi contaminada com esgoto e pode também conter parasitas.

No entanto, coliformes fecais podem ser encontrados em quase tudo. Pesquisas indicam a presença de coliformes fecais no dinheiro, no seu celular, no seu sapato e também na água da piscina. E também na sua mão, que pegou em tudo isso. Por isso é importante lavar as mãos com frequência (não, o álcool gel não substitui a água com sabão).

E nos alimentos, como a contaminação ocorre? Bem, vegetais são contaminados ainda na horta, entrando em contato com esterco (e nessa, os orgânicos estão mais sujeitos à contaminação). Também há a possibilidade de contaminação na sua cozinha, quando você usa a tábua para cortar carne e a usa em seguida para picar vegetais, sem higieniza-la. Sua geladeira provavelmente está contaminada porque nela você guarda verduras, ovos, etc. Carne é contaminada já na hora do abate. Mas não há motivos para pânico. Nem toda bactéria do grupo dos coliformes provoca doença. Mantenha bons hábitos de higiene e deixe o resto por conta do seu sistema imunológico.

Bem, então podemos falar do queijo. O problema é que leite, a não ser que seja pasteurizado, vai conter coliformes fecais. Mesmo que a ordenha seja feita de maneira correta, mecanizada, etc. É que leite sai da vaca morno, contém açúcar (coisa que muitas bactérias adoram comer) e os coliformes fecais se reproduzem muito rápido. Um indivíduo pode se multiplicar, dependendo da temperatura, e atingir a população de 12 bilhões em 24 horas. Em muitos laticínios o leite entra cru e acaba contaminando a massa do queijo. Claro que a contaminação também pode se dar por falta de higiene.

No caso do queijo “furadinho”, coliformes fecais produzem gases que provocam o estufamento precoce do queijo. É visto como um defeito, que se deve ao fato do fermento não ser ativo e eficiente o suficiente, salga tardia e outros fatores. Pode ser lido com maiores detalhes aqui:
https://cienciadoleite.com.br/noticia/2781/o-estufamento-precoce-nos-queijos

E, por fim, a legislação permite um certo número de coliformes fecais em alimentos (queijos inclusive), contanto que não apresentem organismos que provoquem doenças como a salmonela, por exemplo.
http://portal.anvisa.gov.br/resultado-de-busca?p_p_id=101&p_p_lifecycle=0&p_p_state=maximized&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=1&_101_struts_action=%2Fasset_publisher%2Fview_content&_101_assetEntryId=2855866&_101_type=document

Concluindo: o queijo “furadinho” é “sujo”? Sim. Como quase tudo o que você põe na boca. Os furinhos são considerados um defeito no queijo e não qualidade. Mas nisso tudo, me incomoda ver gente gritando por causa do queijo furadinho e querendo beber leite cru ou comer algo que colheu na calçada, ali, do ladinho do bueiro (se você sentiu cheiro de fezes, é porque respirou fezes, por conta do efeito spray).

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Mizu Shingen Mochi ou Raindrop Cake

Há um bom tempo vi essa sobremesa ser comentada nas redes sociais. Mas logo vi que seria difícil fazê-la por aqui. É que para obter essa meia-esfera cristalina, é preciso usar um tipo especial de gelatina de alga.


É, aqui a gente só vê gelatina de alga em pó ou barra, sem maiores especificações. Já no Japão existe uma variedade enorme de formulações. Umas são mais transparentes, outras são leitosas, a textura final vai variar bastante também. E geralmente só são vendidas em lojas especializadas para confeitaria ou pela internet. Mas há alguns dias eu ganhei um pouco dessa gelatina de alga de um amigo.

trando como é translúcida de brilhante

O resultado é isto: uma gelatina tão transparente que funciona quase como uma lente de aumento.

Fazer é simples: basta misturar 15 gramas dessa gelatina com 20 gramas de açúcar, adicionar 500 ml de água aos poucos, misturando bem e levar ao fogo, deixando ferver em fogo baixo por 3 minutos e despejar em moldes. Depois de frio, desenformar e servir com melado, calda de açúcar mascavo com ou sem um pouco de shoyu e farinha de soja torrada (kinako). Também experimentei com calda feita com caramelo e pasta de gergelim preto torrado. Ficou muito bom.

Quanto ao sabor? Bem, a gelatina em si não tem gosto. A graça está na textura entre gelatinosa e pegajosa (como uma tapioca). Gelada, vira um veículo para a calda e a farinha de soja. Como não derrete na boca, a gente tem o sabor mais prolongado e menos doce. Aliás, outro dia me dei conta que texturas são muito importantes para os japoneses. O idioma tem mais palavras para definir texturas que o português. Mas isso é uma conversa para outro dia. E vou testar uma versão com a gelatina de alga em pó que temos aqui, embora já saiba que vai ficar um pouco turvo.

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Encomendas De Fim De Ano

Pois é, o ano ainda não acabou.

Estou aceitando encomendas para retirada da Liberdade, no dia 30, das 10 às 14 horas.

Estarei com os seguintes itens:

Bacon 55/kg
Pernil defumado 45/kg
Pastrami de língua 40//kg
Sakura mochi 7 unidades/10
Dorayaki 3 unidades/10
Coxinha 10 unidades/30
Yokan de azuki ou matcha unidade/12
Miso branco ou tradicional em potes de 500 gr /15
Geleia de amora e de framboesa negra

Para pedidos, contato pelo e-mail marisaono@gmail.com

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Este Ano…

Escrevi pouco em 2019.

No entanto, fiz coisas que estava adiando há tempos, como cuidar da minha saúde, por exemplo. Também me dei ao direito de fazer coisas que há muito não fazia, como desenhar, ver um filme, ler, dormir bem. Há muitos tempo que não dormia 8 horas em uma noite.

Também trabalhei, dei aulas, participei de palestras, dei consultorias. E perto do final do ano, conversei. Conversei com muitas pessoas diferentes. De verdade, cara a cara.

O que quero dizer é que esse descanso do blog foi bom. Agora estou de melhor humor, com novas ideias, certamente com vontade de voltar a escrever sobre comida, mas com outro ponto de vista. Aguardem novos posts.

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As Receitas da Oficina do Sesc Pompéia

Na sexta passada falei sobre usos do miso. Aliás, vocês sabem que a pasta de soja japonesa é mais que tempero? É alimento, é conservante e é também amaciante para carnes.

Bem, para que o pessoal que foi não precisasse anotar, aqui vão as receitas que usei lá:

Pasta de miso multi-uso

500 gramas de miso
!/2 xícara de água 
1/2 cabeça de alho (mais ou menos, dependendo do seu gosto)
1 pedaço de gengibre do tamanho do dedão (mais ou menos, dependendo do seu gosto
3 colheres generosas de pasta de gergelim (tahine)
Açúcar à gosto
Pimenta (opcional)

Bata o alho e o gengibre picado na água. Eu prefiro usar um mixer de mão. 
Junte o miso e a pasta de gergelim e bata até que fique homogêneo. 
Leve ao fogo baixo, mexendo sempre e cozinhe por uns 5 minutos. 
O sabor mais picante do alho deverá ter ido. 
Tempere com açúcar e pimenta à gosto.
Esta pasta dura um mês na geladeira e pode ser congelada. 
Use com palitos de pepino, salsão ou cenoura. 
Dilua um pouco e junte vinagre para um molho de salada. 
Tempere vegetais refogados com essa pasta.
E até vira uma sopa para um dia mais frio, com ou sem uma massa 

Ketchup de Miso

É simples. Misture miso com melado, água, um pouco de suco de tomate. 
A quantidade vai variar conforme seu gosto, mais ou menos salgado   ou
doce. 
Leve ao fogo para cozinhar, ferva por uns minutos. 
Retire do fogo e bata no liquidificador, adicionando um pouco de  goma
xantana. Ela é encontrada em loja para produtos para confeitaria. 
Vá devagar, não é preciso usar muito, use meia colher de chá de cada vez. 
Sirva com batata frita, croquete, sanduíches. 
Se quiser, incremente com gengibre, cravo em pó, pimenta, etc. 
Pode ser congelado. 

E claro, não poderia terminar sem agradecer ao Sesc pelo convite e pela oportunidade de falar mais sobre esse ingrediente tão japonês mas também tão presente na cozinha nipo-brasileira. Também agradeço aos que foram (vou contar uma coisinha, esperava uns 20, vieram bem mais). E espero que usem o miso nas marinadas, nas saladas, nos petiscos e sanduíches.

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Jantar na Peixaria Mitsugi

Pois é, vocês estão acostumados a ler minhas receitas. Agora é vez de comerem. No dia 17 de outubro cozinho na Peixaria Mitsugi (rua São Joaquim 482, Liberdade). O jantar será servido em duas sessões, uma às 19h e outra às 21h30, por preço único de R$84 (antecipado pela FoodPass), sem bebidas. Pensei em pratos que gosto de fazer e que meus amigos gostam de comer, em coisas que tenho na horta no momento e em pratos relacionados à tradição nipo-brasileira. Coisas de batyan.

Vou servir:

Tori no karaage (frango frito)

Tamagoyaki

Cevice com molho de Yuzu

Croquete cremoso de milho

Croquete de batata e bacon

Berinjela com miso

Nishime (cozido de vegetais)

Onigiri (bolinho de arroz)

Conservas de vegetais

Sobremesa que ainda não decidi

Os ingressos estão sendo vendidos antecipadamente aqui:

https://foodpass.com.br/evento/peixaria-mitsugi-um-jantar-com-marisa-ono

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Arroz na Panela de Pressão?

Já fizeram arroz na panela de pressão? Pois é, funciona e era bem comum em outra época, quando a inflação era galopante e todo mundo tentava economizar de tudo quanto é jeito.

No caso, senti saudade de uma “jambalaya” que comia no Japão. Não, não era bem uma jambalaya, era um arroz com coisas dentro e temperada, mas era bom. Com arroz agulhinha e na panela de pressão, funcionou maravilhosamente.

Na verdade, é bem simples. Refoguei pedaços de frango temperado com sal, umas rodelas de linguiça calabresa, cebola picada, alho, pimentão picado na panela. Depois refoguei 3 copinhos de arroz (daqueles que vêm junto com a panela elétrica de arroz), medi 3 medidas e meia de água, temperei tudo com sal e uma colher da mistura de especiarias que fiz para o frango assado que publiquei outro dia. http://marisaono.com/delicia/2019/08/13/coxinha-de-frango-assada-com-algumas-dicas/

Uma colher de molho inglês, se quiser um toque extra e pronto.

Tampe, mantenha no fogo até chiar. Conte 5 minutos e desligue. Espere que a pressão diminua naturalmente, abra, afofe com uma colher ou garfo e sirva.

Também funciona com arroz branco, integral, etc.

Vai gastar bem menos gás, com um resultado bom e sem estresse. A única coisa que precisa é ficar de olho no relógio por 5 minutos.

Vai para categoria “Cozinha do Desespero” porque é uma refeição que fica pronta em menos de 20 minutos.

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Agenda

Dia 6 de outubro vai ter outra turma de lamen aqui em casa e já restam só 4 vagas.

Quando: Dia 06 de outubro, domingo, das 10 às 16 horas.
Onde: Aqui em casa, próximo ao Haras Setti e o campo de beisebol da Yakult em Ibiúna.
Receitas apresentadas: Massa, caldo à base de porco e frango, chashu (porco marinado) e os molhos à base de shoyu e miso. Instruções sobre insumos e técnicas. Almoço com shoyu lamen e Hokkaido miso lamen, com as massas feitas no dia, chá e uma sobremesa.
Valor: 200/pessoa.
Peço um depósito em conta corrente de 50% como sinal.

Dia 20 é dia de fazer miso:

Miso e fermentados à base de arroz

Quando: Dia 20 de outubro, domingo, das 10 as 16 horas
Onde: Aqui em casa, próximo ao Haras Setti e o campo de beisebol da Yakult em Ibiúna.
Programação: O que é koji, como produzir koji em casa. Como fazer e envelhecer miso, shio-koji, shoyu-koji e mirim. Sugestões de uso desses ingredientes. Almoço típico japonês, com água, chá.
Valor: 200/pessoa.

Para reservar uma vaga, por favor, entrem em contato pelo e-mail marisaono@gmail.com

No dia 25 falo sobre o uso do miso na Sesc Pompéia. A entrada é gratuita, mas é preciso chegar com antecedência para pegar uma senha. Vai ser das 19 às 21 horas e vou levar pratos para degustação. Mais informações no site do Sesc:
https://www.sescsp.org.br/programacao/205648_OFICINA+CULINARIA+MISSO

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Agenda: Miso e Fermentados À Base de Arroz

Estão me perguntado sobre como fazer miso em casa. Não é complicado, embora exija alguma atenção.

Quando: Dia 20 de outubro, domingo, das 10 as 16 horas
Onde: Aqui em casa, próximo ao Haras Setti e o campo de beisebol da Yakult em Ibiúna.
Programação: O que é koji, como produzir koji em casa. Como fazer e envelhecer miso, shio-koji, shoyu-koji e mirim. Sugestões de uso desses ingredientes. Almoço típico japonês, com água, chá.
Valor: 200/pessoa.

Para reserva de vagas, entre em contato pelo e-mail marisaono@gmail.com

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