Minchi Katsu com Bardana

Minchi Katsu é um hamburguer, geralmente feito com carne de porco moída e empanado no panko. Essa receita foi sugestão do meu pai, que não cozinhava, mas tinha um certo paladar. Ele afirmava que minchi katsu com bardana (gobo) era bom. E acabou virando um prato da família. Se é japonês? Bem, creio que posso dizer que sim, já que meu pai nasceu em Hokkaido. A bardana dá um aroma especial à carne. O minchi katsu feito só com carne de porco é suculento, macio.

Minchi Katsu com Bardana

350 a 400 gramas de carne de porco moída

1/2 cebola média, bem picada

1 colher de shoyu

10 cm de raiz de bardana (conhecida como gobo pela comunidade japonesa)

Sal, pimenta do reino

Ovo

Panko

Refogue a cebola em um pouco de óleo, em fogo baixo, até dourar ligeiramente. Deixe esfriar.

Raspe a bardana, corte em fatias finas e depois em tiras finíssimas (ou use uma mandolina).

Misture a carne, a cebola, a bardana. Tempere com sal, shoyu e pimenta do reino. Adicione 4 colheres de panko (ou um pouco mais) e misture. A massa deverá ser macia, porém fácil de modelar.

Divida em 4 porções. Arredonde e achate ligeiramente. Para que o minchi katsu não rache, jogue-o de uma mão para a outra, com certa força. A massa vai bater na palma da mão, perder bolhas de ar internas e ficar mais lisa no exterior.

Passe no ovo batido e no panko, apertando ligeiramente.

Frite no primeiro minuto em óleo quente e depois diminua o fogo, para que cozinhe bem. Não o perfure, pois o caldo irá escapar, manchar a crosta e comprometer o resultado. Deixe descansando 3 minutos antes de cortar. O calor irá terminar de aquecer o interior.

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Felicidade…

…é um balde de pipoca caramelada. Sério. Ontem à noite fiz cinco litros de pipoca caramelada, enchi um balde branco. O engraçado é que veio gente e a pipoca está acabando. Sem que eu tenha sentado em frente à tv e comido um bom punhado.

Usei quase um pacote de milho de pipoca e tripliquei a receita do caramelo desta receita.

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Bôlo “Nuvem de Côco”

Encontrei essa receita em na revista “Jornal das Moças” de 31 de agosto de 1950! Um dos meus passatempos tem sido juntar revistas antigas e, principalmente, propagandas. Naquela época, encomendar um desenho era bem mais barato que uma fotografia, vejam só…

Não fiz a receita, mas me parece boa:

Bôlo “Nuvem de Côco”

3/4 xíc manteiga ou qualquer composto

1 1/2 xícs açúcar

3 ovos

2 1/2 xícs farinha de trigo

4 1/2 colhs (chá) Fermento em Pó Royal

3/4 colh. (chá) sal

2 xícs leite

1/2 colh (chá) essência amêndoas

1 colh (chá) essência baunilha

1/2 xíc (chá) côco ralado

Bata a manteiga e o açúcar, junte as gemas e continue a bater. Adicione os ingredientes secos, peneirados juntos, alternando-os com o leite. Junte as claras em neve e as essências. Asse em duas fôrmas rasas. Forno regular. Deixe esfriar, cubra com uma glace branca e espalhe por cima o côco ralado.

PS: Quando fui alfabetizada, bolo, coco e forma eram acentuados. Fui até conferir o Michaelis. Bem, não sei quando caíram. E achei graça do… “manteiga ou qualquer composto”. Mas vale lembrar que manteiga não era produto fácil de ser encontrado em todo o Brasil, naquela época pré-geladeira.

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Creme de Ricota

Hoje o desafio era fazer uma sobremesa pobre em gorduras e sem açúcar. Fiz uma calda de morangos, que pode acompanhar iogurtes ou sorvetes e um creme de “ricota” (desculpe, mas a ricota brasileira é muito diferente da ricotta italiana, tanto no sabor, quanto na textura e até na maneira como é feita; prefiro chamar de queijo fresco). O resultado foi bom, substancioso e rico.

Para a calda de morango, limpei 3 caixas de morangos, parti os maiores ao meio e levei ao fogo com duas colheres de água. Naturalmente, começaram a formar uma calda. Deixei reduzir até diminuir para 2/3, ficar espesso e viscoso. Usei adoçante culinário que, ao entrar em contato com a calda, endureceu. Mas depois de alguns minutos, dissolveu por completo.

Para o creme, bati no multiprocessador o queijo com um pouco de iogurte, até que se transformasse em um creme liso e leve. Para equilibrar a acidez, adicionei um pouco de leite em pó e adoçante. O resultado foi um creme levíssimo, que não cai da colher. Servi em porções pequenas (apesar de não conter açúcar e ser pobre em gorduras, é uma sobremesa substanciosa; é bom não abusar) com um pouco da calda. A partir desse creme eu poderia brincar mais um pouco, juntar claras em neve e gelatina e fazer uma mousse mas.. Fica para outro dia, que boa parte das minhas tralhas de cozinha estão empacotadas.

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Folhas de Mostarda

No Japão, são conhecidas como karashi-na. Costumam ser consumidas cruas, curtidas com sal, ou seja, como asazuke.

Para prepara-las, separei as folhas dos talos e rasguei-as em pedaços irregulares. Como os talos são um pouco firmes, cortei-os em fatias finas. Salguei e deixei curtindo por 3 horas, em um pote bem fechado. Nesse período, a mostarda vai soltar água e amaciar. Esprema e consuma. Dura uns 3 dias na geladeira. Ou, se preferir, junte gengibre e pimenta (quase um kimchi), como eu fiz. Sirva em pequenas porções, acompanhando a refeição.

Para não perder a pungência (aquele ardor que sobe pelo nariz) é importante que se conserve em um pote bem fechado.

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Renkon Chips

Ou raiz de lótus fritas. Estas, da foto, são extremamente pequenas. As raizes não tinham 3 cm de espessura, mas funciona com as raízes gordinhas também. Basta tirar a pele com um descascador de legumes, fatiar fino e fritar em óleo quente. Demora um pouco para ficarem douradas e crocantes.

Pobres em sabor, crocantes e extremamente decorativas, as fatias fritas podem ser consumidas assim mesmo ou sobre uma salada, decorando um prato…

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Coleção Cozinha Larousse

Sinto, mas preciso ser sincera. Achei as fotos terríveis e o visual todo muito “Bom-Apetite-dos-anos-70”, com direito a pavê deformado e de cor medonha.

E quanto às receitas, tambem fiquei decepcionada. Quando se fala em Larousse, geralmente criamos na mente uma imagem de qualidade. Infelizmente, não é o caso.

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Carneiro

Eu tinha um certo receio quanto à carne de carneiro. Eu só havia provado em dois pratos: um curry e no Gengis Khan (em Hokkaido, é feito com carne de carneiro). Em ambos, embora deliciosos, os temperos fortes mascaravam um pouco o sabor.

Recentemente, comi um carneiro grelhado que foi uma surpresa. Apenas com alho e pimenta-do-reino. As bistequinhas do Kiberama (Rua Mato Grosso, 206 – Londrina) eram macias, suculentas, sem nenhum cheiro estranho que eu tanto temia. Os charutinhos de folha de uva de lá também valem a visita, apesar da região decadente. O restaurante existe de 1965.

Em tempos bicudos, com os preços das carnes subindo, comecei a olhar para a carne de carneiro com mais simpatia…

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Matcha Yokan

O chá verde em pó confere a esse doce uma cor, sabor e aroma únicos. Como o matcha não é um produto barato – na verdade, pode chegar a centenas de dólares o quilo – o yokan ganha status de iguaria. É feito com favas brancas, para garantir uma cor agradável e textura suave.

Matcha Yokan

8 gramas de kantem em pó (agar-agar)

300 ml de água

300 gramas de açúcar

660 gramas de anko, feito com favas brancas

15 gramas de matcha (chá verde em pó)

Leve a água, a gelatina e o açúcar ao fogo, misturando. Deixe ferver por 3 minutos em fogo baixo. Adicione o anko e misture, até que tenha se dissolvido. Continue cozinhando até que o doce ganhe em viscosidade e brilho.

Dilua o matcha em um pouco de água. Misture à gelatina e retire do fogo. Despeje em uma forma molhada com água e deixe descansar até esfriar. Corte em barras, envolva em papel celofane e mantenha na geladeira.

Dura mais de um mês. Sirva cortado em fatias, acompanhando chá.

PS: Se preferir a textura mais delicada, como do mizu yokan, aumente a quantidade de água para 500 ml.

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