Moedor de Carne

Moedor de Carne

Eu acho importante ter um moedor em casa. Não só para moer carne, mas usamos também para outras coisas, como fazer pasta de soja (miso). Em casa temos dois: um elétrico e esse, manual, já bem usado e antigo. Funciona muito bem. Alguns modelos vem com 2 ou 3 chapas (para moer grosseiramente, médio e fino). De qualquer forma, a carne que vai ser moída deve ser limpa, picada em pedaços e manuseada gelada, para evitar a proliferação de bactérias. E, se possível, use-a imediatamente, já que a carne tende a perder a cor com o tempo.

E por falar em perder cor, já ouvi falar que alguns açougues misturam salitre, para que a carne se mantenha com uma cor viva, mesmo depois de dias de exposição no balcão. Essa prática é proibida por lei e o consumidor tem o direito de comprar carne moída na hora. Não se acanhe em escolher a peça a ser moída, garantindo, assim, a qualidade do que vai consumir. O que é pouco provável é que o açougue aceite moer carne de porco ou frango, pois isso obrigaria a limpeza do moedor, tarefa que demanda certo tempo.

O aparelho ao lado é um pistola para encher linguiça. A massa de carne é colocada no tubo e o gatilho faz com que o equipamento empurre-a em direção do funil. Isso é uma opção para quem tem um moedor que não possui ou não existe maneira de fixar um funil na saída do moedor. Não sei bem o preço, nem do moedor manual, nem da pistola para encher linguiças, mas não é muito caro.

O moedor para grãos é ligeiramente diferente.

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Torta Rústica

Torta Rústica

Não é bem uma receita, é uma idéia, uma sugestão.  Uma porção de massa de torta, aberta em um círculo irregular. Uma camada fina de queijo fresco amassado, temperado com sal e azeite e polvilhado com zaatar (mistura de especiarias, entre elas o tomilho, o sumagre e gergelim), espalhada até uns dois dedos da borda da massa. Dobre as bordas da massa para dentro, s0bre o recheio, formando pregas. E então é só levar ao forno e assar. Simples, pobre em colesterol (se usar queijo light), satisfatório.

Também pode ser feito com massa de pão, no lugar de massa de torta. Nesse caso, basta deixar crescer um pouco antes de levar ao forno.

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Outono

Não escrevi nada porque estamos no outono. E outono-inverno é época de fazer misso.

E lá fomos nós triturar 10 kg de “koji” (fermento de arroz, feito a partir de arroz cozido, inoculado e mantido aquecido), 10 kg de soja (lavada, hidratada e cozida), 5 kg de sal e 3 litros de vodka.

Daqui seis meses teremos uma pasta de soja jovem. Daqui um ano, bem madura e de sabor acentuado.

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Cuca (ou Kuka?) de Maçã

Cuca (ou Kuka?) de Maçã

Para o Fábio.

Com metade da massa do pão doce (Veneziana Corrompida) de ontem, fiz uma Cuca. Apenas coloquei a massa em uma forma retangular, esperei crescer, distribui uns pedaços de maçã cozida com um pouco de açúcar e cobri com a pasta de amêndoas. O resultado? Muito bom. Nem parecia pão, estava mais para um bolo.

Aliás, posso estar errada, mas acho que a nossa Cuca vem do Kuchen alemão, que designa uma série de bolos…

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Veneziana Corrompida

Veneziana

No Japão de vez em quando encontrava nas padarias um pão chamado Veneziana. Era um pão muito macio, leve, aromatizado com laranja e coberto com açucar em grânulos. Não era muito doce, não era exatamente um panetone (na verdade, era um pão bem mais baixo).

Ontem resolvi fazer um pão doce usando o fermento natural que comentei outro dia.  No final, virou uma Veneziana corrompida, porque ficou mais alto que o pão que eu costumava comprar e coloquei uma cobertura de pasta de amêndoas. Mesmo assim, ficou muito bom, leve como um bolo, suave, bom para comer no café da manhã, com manteiga ou geléia.

600 gramas de farinha de trigo

300 gramas de fermento natural

200 gramas de manteiga

200 gramas de açúcar

4 ovos

1 colher de chá de sal

1 xícara de água

Raspas de laranja

Cobertura:

200 gramas de açúcar

200 gramas de farinha de amêndoas

2 ovos grandes

Baunilha a gosto

Misture o fermento com 300 gramas de farinha e a água, até formar uma bola. Deixe fermentar até dobrar de volume.

Na máquina de pão, coloque os ovos, o açúcar e o sal, mais o restante da farinha e a massa fermentada. Depois da massa ficar lisa, adicione a manteiga amolecida. A massa ficará bem pastosa. Coloque em duas formas, untadas ou forradas com papel manteiga, e deixe crescer até quase triplicar de volume (cerca de 6 horas).

Para a cobertura, misture tudo e aplique sobre o pão (eu usei um saco de confeiteiro). Leve ao forno pré-aquecido, quente, por 10 minutos e depois abaixe, até corar. Retire das formas e deixe esfriar antes de servir.  A cobertura endurece um pouco depois de fria.

PS: Já fiz a cobertura, em outra vez, usando castanha de caju moída. Também fica muito bom.

Apesar de eu ter usado fermento natural, acho possível que fique também bom, usando fermento para pão. No caso, eu faria primeiro uma esponja com um tablete de fermento fresco, cerca de 150 ml de água e 150 gramas de farinha. Deixaria essa mistura crescer e, a partir daí, seguiria a receita acima.

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Terra Bite

O que você acharia de ir a um Café que serve bebidas, sanduíches, lanches e sobremesas? E que também tivesse conexão wifi de graça? E consoles e jogos também de graça? E, na hora de pagar a conta, você pagasse o que acha justo ou simplesmente, não pagar nada? Absurdo? Pois existe um lugar assim, chamado Terra Bite, em Kirkland (Washington), fundado por Ervin Peretz, do Google.

O conceito é, sem dúvida, inovador. Mas será que a experiência daria certo em outros lugares?

E não é o único lugar do tipo. O One World Café (Salt Lake City, Utah) também não cobra pela comida, mas aceita donativos e voluntários.

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Donuts, novamente

Donuts

Publiquei a receita há quase um ano, aqui.  Fiz novamente, foto nova, receita velha. Continuam bons por alguns dias. O importante é sempre trabalhar com a massa gelada e não sovar muito. Fora isso é só tomar um pouco de cuidado na temperatura do óleo.

Donuts - Massa

Para facilitar, uso um cortador próprio, bem velhinho e bem usado…

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Biscoito de Polvilho

Biscoito de Polvilho

Este biscoito é feito com polvilho azedo e é salgado. Diferente do que compramos no supermercados e padarias, a textura desse biscoito é mais delicada e com sabor de ovos. Portanto, use ovos frescos!

2 xícaras de polvilho azedo

1 xícara de água

2 colheres de chá de sal

1 xícara de óleo ou metade óleo, metade manteiga derretida

3 ovos extra grandes

Ferva a água com o sal. Despeje sobre o polvilho. Misture e deixe amornar ligeiramente. Junte o óleo ou a mistura de óleo e manteiga.  Misture e adicione os ovos, um a um. Bata até que forme uma mistura lisa e pegajosa.

Com um saco de confeiteiro, faça tiras de massa com 4 cm de comprimento. Leve ao forno quente até que estufem. Abaixe a temperatura e deixe que sequem e ganhem uma cor dourada.

Guarde em pote bem fechado.

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Hina Arare (Pipoca de Arroz Seco)

Hina Arare

As pipocas de arroz são muito populares. No entanto, o arroz expandido é impossível de fazer em casa. Exige um equipamento caro, onde o arroz é submetido a pressão e súbita descompressão, fazendo com que ele se expanda. Esse equipamento é chamado de canhão de pipoca e comentei aqui.

No entanto, no Japão, existe um doce feito com arroz que se assemelha à pipoca de arroz expandido. A diferença é que o arroz é seco e frito. É chamado de Hina Arare porque costuma estar presente na festa das bonecas (Hina Matsuri), ou dia das meninas. A pipoca ganha cores alegres e variadas. Antigamente (trinta anos ou mais), fazíamos em casa. Mas, enfim, fiquei adulta, nada de crianças em casa e a quantidade de gordura me assusta.

A receita que segue é da All About.

1 porção de arroz branco, cozido

Óleo, o quanto baste

Calda de açúcar:

50 gramas de açúcar

30 gramas de água

Corante alimentício

Pegue o arroz cozido, coloque-o em uma peneira e lave-o, para que os grãos se soltem uns dos outros. Espalhe em uma peneira maior e seque, até ficar duro. Isso pode levar um dia ou mais. Esse arroz seco pode ser guardado em um saco plástico por um bom tempo, em local seco.

Aqueça o óleo a 180 – 190 graus (bem quente) e despeje uma pequena porção de arroz. Ele imediatamente vai se expandir. Retire com uma escumadeira e escorra. Tenha cuidado de não queimar a pipoca.

Coloque a água e o açúcar numa panela e leve ao fogo até engrossar ligeiramente. Junte de 2 1/2 a 3 xícaras de pipoca de arroz e misture,  até que ela fique solta e seca. Retire da panela, espalhe e deixe esfriar. Se quiser colorida, adicione um pouco de corante à calda.

Se não for consumir logo, mantenha em potes bem fechados.

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Iwashi no Suzuke (Sardinhas Curtidas no Vinagre)

Iwashi no Su-jime

Ou também chamadas de Iwashi no  su-jime.  Esta receita é o resultado de um pedido por e-mail.

Algumas pessoas chamam, aqui no Brasil, de “sashimi de sardinha”, mas é um termo incorreto, já que o sashimi não passa por nenhum processo de cura. O resultado é um peixe mais firme, ácido e esbranquiçado.

4 sardinhas, limpas, sem espinhas, abertas

2 colheres de sopa de sal

Vinagre o quanto baste

Lave bem as sardinhas, seque-as e salgue dos dois lados. Deixe por 30 minutos. Enxague rapidamente, para eliminar o excesso de sal. Enxugue (com papel toalha).

Coloque-as em uma bandeja ou travessa com vinagre suficiente para cobrir o fundo. Deixe 10 minutos e vire-as, deixando por 10 minutos. Se preferir, retire a pele das sardinhas. Corte em quatro e sirva com um pouco de gengibre ralado e shoyu a gosto.

Obs: Nesta receita, as sardinhas são pouco curtidas, pois a intenção é de servi-las também acompanhando pepino, em uma salada sunomono. Mas em casa, a mãe prefere deixar de um dia para outro, quando as sardinhas ganham uma cor esbranquiçada. Uma das maneiras preferidas dela é come-las, fatiadas, misturado a um pouco de misso e muita cebolinha verde picada. É mais uma questão de gosto. Já vi quem deixe 24 horas curtindo. Outra questão é o vinagre. Algumas marcas são muito ácidas e talvez seja uma boa idéia dilui-lo em um pouco de água.

A foto acima foi retirada do livro Imadoki no Okazu, de Keiko Ogawa.

Molhos básicos para sunomono. 

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