Croquete Cremoso

Koroke

No Japão, o croquete é um prato muito popular. O croquete cremoso tem como base o molho bechamel, ao qual adiciona-se frango, cogumelos, carne de caranguejo, camarão, legumes variados. A receita que publico é de frango. A foto não é minha, peguei aqui. Quando fiz, noutro dia, não resisti e comi todos.

Croquete Cremoso (Chicken Cream Koroke)

1 cebola pequena, bem picada

50 gramas de manteiga

80 gramas de farinha de trigo

2 xícaras de leite

200 gramas de frango cozido e desfiado (ou sobras de frango assado)

sal, pimenta do reino

Farinha, ovo e farinha de rosca grossa (panko) para empanar

Óleo para fritura

Refogue a cebola picada na manteiga, em fogo brando, até começar a dourar. Adicione a farinha, misture e junte o leite pouco a pouco, misturando bem (eu uso um batedor de arame) a cada adição. Deixe cozinhar por 3 a 4 minutos, em fogo baixo. Junte o frango, tempere com sal e pimenta e retire do fogo. Coloque em uma vasilha, deixe esfriar, cubra e leve à geladeira, até gelar bem. Se puder, deixe de um dia para outro.

Com uma colher, modele os croquetes, passe em farinha, ovo e farinha de rosca. Trabalhe rapidamente, porque a massa amolece quando aquecida. Deixe descansar por duas horas ou mais na geladeira, sem cobrir, para que firme mais um pouco e seque um pouco.

Frite em óleo bem quente, para que se forme a crosta antes que a massa amoleça e comece a escapar. Não se preocupe demais se ficar um pouco frio no centro. Depois de uns minutos, a temperatura do croquete se iguala e o centro fica morno.

Sirva com molho inglês, ketchup ou molho tonkatsu.

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Takenono

Takenoko

Takenoko

Estamos na época (novamente) do broto de bambu. Dessa vez, do tipo gigante. Gigante mesmo, conforme a foto acima (com a minha mãe servindo de modelo e de medida). Grande, carnudo, macio e muito apreciado pela comunidade local. Com tanto broto de bambu, perguntei como fazer para conserva-lo. A maneira mais prática sugerida pelos parentes foi de salga, prensa e conservação em salmoura, depois de retirado todo o amargor. Ou seja, praticamente o menma (broto de bambu salgado, comercializado em saquinhos, em mercados japoneses). Claro que antes de usa-lo, essa conserva passaria por uma dessalga, antes de ganhar sabor de shoyu e caldo.

Mas, para quem não mora no interior e não conhece ninguém que tenha um bambuzal, o melhor mesmo é ir à feira comprar.

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Pela Liberdade

 Yamasa shoyu

Passei rapidinho pela Liberdade. As dicas são o shoyu Yamasa – usukuchi, no Marukay, a R$9,80 e o comum na Casa Bueno a R$9,40, ambas na Galvão Bueno. Na praça da Liberdade, logo na saída do metrô, cogumelo shiitake seco, a R$22,00, meio quilo.

E na Galvão Bueno, 469 (acho), um gomuku lamen bom, com camarão, frango, porco, ovos de codorna e broto de feijão a R$16,90, com caldo à base de shoyu e frango.

E por fim, refresco de pêssegos, do tipo que eu costumava comprar nas máquinas de venda automática.

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Bolo de Amêndoas e Ameixa

Bolo de Amêndoas e Ameixa

Essa receita se perdeu no tempo. Não tenho certeza de onde tirei, provavelmente do Cozinha de A a Z. É um bolo rico e úmido, além de fácil.

4 colheres de sopa cheias de manteiga

11 colheres de sopa cheias de açúcar

5 gemas

200 gramas de amêndoas moídas

3 colheres de sopa cheias de farinha de trigo

1 colher de chá de fermento em pó

5 claras em neve

12 a 15 ameixas secas picadas

Modo de preparo:

Bata as gemas com o açúcar e a manteiga. Junte as amêndoas moídas, a farinha e o fermento. Adicione um terço das claras batidas e misture (não seja delicada, as claras irão amaciar a massa). Adicione outro terço de claras e misture com delicadeza. Por fim, outro terço de claras, com movimentos de baixo para cima. Junte as ameixas picadas e misture.

Leve ao forno em forma para bolo inglês, forrada com papel manteiga untado, forno pré-aquecido, a 220 graus, até que enfiando um palito no centro, ele saia seco.

Outras receitas com amêndoas:

Financier

Biscoitos de Amêndoas

Cookies de Chocolate

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Sardinhas Curadas

Vi uma receita em uma revista chamada Cucina Italiana que comprei em um sebo, chamada “Cured Sardines in Spicy Herbed Oil”, do chef Giuliano Matarese. A receita pedia sal grosso, acabei fazendo umas alterações. Preferi usar sardinhas sem pele e usar salsa em vez de orégano.

Sardinhas frescas, sem pele e sem espinhas, separadas em filés.

Sal o quanto baste (cerca de 1 colher de sopa bem cheia de sal para cada dez filés)

Vinagre branco

Azeite (como varia muito o aroma e sabor de marca para marca, não indico nenhuma; use a que preferir)

Pimenta calabresa

Salsa

Alho

Modo de Preparo:

Salgue as sardinhas. Deixe descansar por 4 horas. Escorra a água que soltar. Cubra os filés com vinagre branco. Deixe descansar por mais 4 horas. Escorra bem e enxugue os filés com um papel toalha. Acomode em um pote, com fatias de alho, pimenta calabresa e salsa fresca picada a gosto. Cubra com azeite. Guarde na geladeira e espere ao menos 4 dias antes de consumir. No primeiro dia, o sabor estava muito ácido. No sexto, a textura era firme. Sirva com um pouco de azeite em que foi curtido e pão.

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Tragédia!

Fiquei sem computador durante quase duas semanas!

Mas prometo responder em breve os comentários e contar as novidades desses dias que passei desconectada.

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Salada de Algas

kaiso

Nós, brasileiros, praticamente não consumimos algas. No entanto, no Japão, o consumo é quase quotidiano. As mais consumidas são a alga nori (que cobre os sushis enrolados, makizushis), o kombu (que pode ser de dois tipos, um duro, com o qual se prepara o caldo básico da culinária japonesa, o dashi; o tipo mais macio, consumido depois de hidratado e cozido, enrolado, em tirinhas, etc), o wakame (uma alga fininha, que pode ser encontrada tanto desidratada quanto salgada) , o hijiki, uma alga escura e, por fim, o tengusa, com a qual de produz a gelatina kanten (agar).

Kaiso Salad - Pacote

Para muitos, salada de alga pode soar estranho. A foto acima é de uma mistura de algas e tiras de gelatina kanten, tudo desidratado. Para prepara-la, basta hidrata-la por dez minutos em uma tigela com bastante água, escorrer e adicionar o molho de sua preferência. Também pode ser misturado a pepinos fatiados, nabos em tirinhas e outros vegetais.

É, eu tenho uma foto da última salada com algas e pepino que fiz mas ficou horrorosa e preferi não publicar, sabe? Prometo compor fotos melhores daqui pra diante.

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Peixe com Chocolate

Você tenta sempre a dieta da moda? Vou às bancas de jornais e toda semana tem alguma novidade. Dieta do chocolate, do café, do vinagre, do tofu… E os conselhos da cabelereira, manicure? Toma isso que faz bem para aquilo. Come aquilo que é bom para isso.

Eu sempre desconfio. Não acredito em superalimentos e, de tudo que perguntei para os médicos que me trataram, o importante é o equilíbrio. O corpo humano é complexo e precisa de muita coisa para funcionar bem. Quanto o assunto é remédio então! Eles sempre me alertam sobre o risco de sofrer efeitos colaterais e a auto-medicação ainda leva muita gente ao pronto-socorro.

O que eu como, como porque gosto. Se há algo nele que possa me fazer bem, melhor. Como tenho que controlar o colesterol, evito ou modero o consumo de outras.  Tudo sempre após conversa com médicos.

Mas porque estou escrevendo tudo isso? É que eu ganhei ontem uma folha de papel, cópia xerox de um texto escrito à mão, falando de um doutor japonês que indica o consumo de uma certa planta e que ela teria a capacidade de curar desde diabetes a sonambulismo e alergia. Muito bom para ser verdade. O doutor existe, mas não é médico, é químico. A planta tem, de fato, em seu extrato, elementos que podem fazer bem.  No entanto, consumida (qualquer parte dela) é tóxica, podendo causar alucinações e queda de cabelo. Quem escreveu e saiu distribuindo esse papelzinho? Ninguém sabe, ninguém viu. Assim, como as informações que rolam na internet, no mundo real, não custa dar uma pesquisadinha e ver se a fonte é confiável. Pergunte ao seu médico antes de sair engulindo, comendo ou bebendo qualquer coisa que a tia do vizinho do cunhado recomendou… E mesmo na internet, cuidado: procure informações em sites como de universidades, hospitais, ministério da saúde, por exemplo. É muito fácil publicar qualquer coisa na internet, hoje em dia.

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Obrigada!

A cada dia o números de visitantes desse humilde blog aumentam. Eu não sei onde estou acertando ou errando. Não sei quem são nem o que gostariam de ler aqui.

Bem, talvez seja a hora de vocês me conhecerem melhor. Sou fluminense, nascida em Itaguaí, de onde saí com poucos meses de idade. Até os nove anos, morei no Rio de Janeiro, depois Londrina (no Paraná), Hamamatsu, Iwata (província de Shizuoka), Matsumoto (provínicia de Nagano) e Kashiwa (província de Chiba).

Nesses 42 anos já fui escriturária, já fiz desenho arquitetônico,  fui bancária, no período em que morei no Japão (16 anos), trabalhei em indústria eletrônica, na indústria plástica, como controladora de qualidade, alguns meses em um restaurante e na indústria de alimentos – fazendo os tais obentos, marmitas, comida para levar para casa e esquentar no microondas – onde formam dois anos. Nesse emprego eu fiz um pouco de tudo. De lavar verduras a embalar o prato pronto. Trabalhei na máquina de fazer sushi (pois é, sushi robotizado, quem diria)  e na máquina de onigiri… Encarar a comida de um ponto de vista bem diferente, em larga escala e produção em massa foi uma grande experiência para mim.

Mas o meu começo na cozinha foi cedo. Aos quatro anos eu fazia ovos quentes para o meu café-da-manhã. Aos nove, fazia o almoço ou a janta ou os dois. Claro que comecei devagar, com coisas simples, como todo mundo. Arroz, feijão, carne moída. Acho que o meu primeiro bolo foi sair só lá pelos meus onze, doze anos. Mas apesar de tudo, quando fui ao Japão é que percebi o quão diferente poderia ser a comida de casa e a verdadeira comida japonesa… E dentro do próprio país, quantos sabores diferentes! Eu achava bacana morar em um lugar famoso por seu chá, seus morangos e melões. Aí já era outra fase e eu queria saber mais de qualidade que quantidade…

Ou seja, sou alguém que sempre gostou de cozinhar, mas que andou encarando a comida de perspectivas diferentes ao longo da vida…

E por hoje, chega de falar de mim mesma, porque estou me sentindo egocêntrica demais. Vamos falar de comida e outras coisas deliciosas na vida!

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Omuraisu

Esse prato é, no mínimo, curioso. Muitos pensam que é de origem ocidental, já que vai ketchup. No entanto, é criação japonesa, atribuída ao restaurante Renga-tei, em Ginza, Tokyo. O criador teria se inspirado no chiakin-zushi (um sushi envolto por uma fina omelete, em formato de saquinho). Trabalhando com elementos ocidentais e orientais, criou o prato em 1902 e, o nome, é a fusão de omelette e rice (arroz). O original, segundo vi na tv, era uma camada fina de ovos cobrindo um arroz frito com cebola, presunto e pimentão, temperado com ketchup. De lá para cá surgiram variações (com frango, ervilhas, cenoura, etc). O dono no restaurante Taimeiken, Masaaki Motegi, criou uma variação do prato, onde uma omelete cremosa é acomodada sobre o arroz e cortada diante do cliente. Os ovos se espalham sobre o prato. A maneira de faze-lo aparece no filme Tampopo e hoje, muitos restaurantes o servem. Eu nunca fiz, só comi. E achei engraçado que ele é comido com uma colher. Coisas de Japão.

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