Yukimi Daifuku

Outro dia me perguntaram no Orkut sobre esse sorvete recoberto com mochi (arroz glutinoso amassado), uma massinha muito fina e macia. Não sabia, fui pesquisar no site do fabricante, a Lotte.

A empresa lançou o “wataboushi”, um sorvete de creme coberto com marshmallow em 1980. No entanto, devido à popularidade do mochi, mudou a cobertura e o nome em 1981.

Existem hoje versões do doce, em porções pequenas, nos sabores chocolate, morango, chá verde e tiramissu, além da baunilha.

A Daichi também produz sorvetes semelhantes, como o da foto que ilustra este post. Mochi recheado com sorvete e morango! E também a versão com doce de feijão. Suponho que existem outros fabricantes.

Resolvi escrever sobre esse sorvete para dar uma outra visão da cozinha japonesa – e a fusão de elementos estrangeiros. Para muitos, pode parecer surpreendente que os japoneses amem sorvetes e a baunilha. E, na minha opinião, combinam muito bem com mochi, chá verde, gelatina de algas, por exemplo.

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Yakimesni

yakimeshi_1_1

Tenho receio em chamar esse prato de japonês, embora seja popular no Japão (com o nome de Cha-han). Em vários países da Ásia, existem receitas de arroz refogado com vegetais e carne, frango ou camarão. Com pimenta, sem pimenta, com óleo de gergelim ou não. Não existe uma receita de yakimeshi e sim várias. Portanto, não vou dar receita, só uma orientação.

2 porções de arroz cozido, branco (costumo usar sobras de arroz; não é raro eu congelar porções ao longo da semana e usar quando chegar a uma certa quantidade)

1 ovo

Tirinhas de pimentão, cenoura, presunto cozido. Também posso usar camarão miúdo, vieiras pequenas, tiras de carne temperada com shoyu, pimenta vermelha, sake. Cebolinha verde em rodelinhas. Alguns usam também ervilhas aferventadas.

Misturo o arroz com o ovo. O ovo vai cobrir o arroz e formar uma capa. Faço isso para que o arroz não empape.

Refogo carnes e vegetais, sempre cuidando para não cozinhar demais. Cenouras e carne eu frito primeiro, pimentão depois, por exemplo. Acrescento o arroz, misturo e deixo fritar de um lado. Viro e deixo fritar de outro. Tempero com sal, uma colher ou duas de shoyu, óleo de gergelim e cebolinha verde no final.

Para melhores resultados, recomendo o uso de uma frigideira grande, anti-aderente ou uma wok. Não faço muito de cada vez, porque a temperatura vai baixar muito e o arroz, em vez de fritar, vai re-cozinhar, perdendo a textura. É tudo muito rápido e muito simples.

PS: O arroz da foto ficou extra amarelo porque usei ovo caipira, com a gema quase laranja.

Outra receita de Yakimeshi, com alface:

http://marisaono.com/delicia/?p=1565

Outra versão, com arroz cozido e escorrido:

http://marisaono.com/delicia/?p=466

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Sunomono – Molhos Básicos

Nihaizu1/2 xícara de vinagre de arroz
2 colheres de sopa de shoyu claro
2/3 de xícara de dashi

Misture o vinagre com o shoyu e dilua com o dashi, a gosto. Pode ser guardado na geladeira, em recipiente fechado.

Sambaizu

1 1/2 colher de mirim ou açúcar

1/2 xícara de vinagre de arroz

2 colheres de shoyu

2/3 xícara de dashi

Leve ao fogo todos os ingredientes até ferver. Também pode ser mantido na geladeira por vários dias.

Com esses dois molhos, são possíveis diferentes variações, bastando adicionar gengibre, gergelim, cebolinha, pimenta vermelha, wasabi ou mostarda (karashi).

Ficam bons com pepino fatiado (salgue-o e deixe descansar um pouco antes de empregar. O pepino vai soltar água. Esprema e tempere com o molho escolhido), misturado a: wakame, cenoura em tirinhas e/ou carne de caranguejo cozida, desfiada. Também vai bem com polvo cozido, fatiado fino. Também já comi com acelga (também salgada e deixada murchar um pouco) com cenoura em tirinhas.

 

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Mais Sobre Tokoroten

tokoroten-de-matcha

Eu tinha comentado sobre o tokoroten há uns dias e perguntaram-me se era possível corta-lo à mão, no caso de não possuir um cortador próprio. Sim, dá. Não ficou tão bonito e nem tão fininho quanto com o cortador, mas o resultado não foi mau. Cortei em fatias finas e depois, em tirinhas, com certa paciência.

Este, da foto, está verde porque fiz com macha (chá verde em pó). Ficou com um perfume bom e comi um pouco com leite condensado. Pode parecer estranho, mas hoje em dia os japoneses adoram leite condensado. E o macha (ou matcha, como preferem grafar uns) combina muito bem com leite, creme ou chocolate.

E também comemos com um pouco de pepino cortado em tirinhas, vinagre e sal (nada de óleo!), como uma entrada leve e gelada. Ficou muito bom.

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Sorbet de Lichia

Tenho encontrado lichia na feira, a cinco reais o quilo. Lembrei de uma receita que fiz há tempos e tinha publicado no Multiply mas não tinha passado para cá. Infelizmente, sem foto.
Sorbet de Lichia

2 1/2 xícaras de lichia descascada, picada (e o suco que escorrer delas)
2 xícaras de água
2 colheres de chá de gelatina em pó
3 colheres bem cheias de açúcar
2 colheres de suco de limão

Leve ao fogo a lichia com a água e o açúcar. Deixe ferver por 2 minutos. Enquanto isso, hidrate a gelatina em um pouco de água. Desligue o fogo, acrescente a gelatina hidratada e misture. Junte o suco de limão e leve ao congelador até firmar. Com uma colher, raspe o sorbet e sirva em tacinhas.
Note que não é preciso triturar ou liquidificar as frutas. Na hora de servir, congeladas, elas vão se quebrar com a colher. Hiper fresco, muito verão.

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Jiro Ono

Esse homem fez História com H maiúsculo. Acabei de ver uma entrevista dele na tv japonesa, canal NHK. Segundo ele, começou a trabalhar aos sete anos de idade. Nascido em Shizuoka, jovem ainda mudou-se para Hamamatsu (cidade onde morei por mais de dez anos) e foi trabalhar em um restaurante, como aprendiz. Encontrou dificuldade para modelar os sushis, já que é canhoto e acabou criando uma técnica nova.

Depois de anos de trabalho e experiência, mudou-se para Tokyo, onde abriu seu próprio restaurante. Aos 82 anos de idade, sobrevivendo a doenças, é o dono do3 estrelas Sukiyabashi Jiro. Parte do serviço ele está passando para seu filho, mas ele ainda está lá, todos os dias, no balcão.

A mensagem que ele deixou? Sempre buscar algo acima…

Fabuloso para alguém que está trabalhando há 75 anos.

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Tokoroten

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Na verdade, esse espaguete feito com gelatina de alga é feito a partir da alga tengusa. No entanto, há muito que eu não encontro a alga. Então a saída e fazer a gelatina a partir do pó (kanten, ágar) industrializado.

tokoroten-1

Usei 11 gramas de kanten em pó para cada litro de água. Dissolvi o pó na água, levei ao fogo, mexendo sempre, deixando ferver em fogo baixo por uns dois minutos. Deixei esfriar até firmar. Depois, foi só cortar com um cortador próprio. Para isso, é preciso molha-lo, para que a gelatina pudesse escorregar. Se não for consumir logo, cubra com água para não secar e mantenha na geladeira por dois dias, no máximo.

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Para comer, é só servir com uma mistura de vinagre de arroz e shoyu. Há quem consuma como doce, com melado.

A gelatina de alga contém poucas calorias mas também é pobre nutrientes. Não engorda mas também não alimenta. Tampouco tem sabor, vai adquirir o sabor do molho. Mas é gelado, leve e muito comum na dieta japonesa, sobretudo no verão.

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Embora eu tenha utilizado um cortador, também é possível corta a gelatina com uma faca. Só que seria bem mais trabalhoso e o resultado poderia não ser tão bonito assim.

 

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Rayu (Óleo de Pimenta)

Falando em gyoza, lembrei que para acompanhar eu gosto de usar um molho feito com shoyu, vinagre à gosto e umas gotinhas de rayu, que é óleo de pimenta.

Fazer é muito simples. Aqueça algum óleo neutro (canola, óleo branco de gergelim cru) até ficar bem quente. Junte pimenta vermelha seca e moída. Desligue o fogo e deixe descansar. Coe e guarde bem tampado, na geladeira.

Há quem umedeça a pimenta com água, forme uma pasta e despeje óleo muito, muito quente e misture. Eu acho um pouco perigoso, o vapor da pimenta pode irritar os olhos e não tentei.

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A Natureza é Generosa

Não tenho muito a dizer. O pé de pimenta Tabasco (sim, existe uma pimenta com o mesmo nome que aquele molho engarrafado) está carregadinho, cheio de frutos verde-amarelados.

Este verão promete ser quente.

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Recheando Gyoza

 

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Já me perguntaram várias vezes como fechar esses pastéis (ou raviolis). Eu digo que é fácil, são só 3 movimentos mas… Sempre me pedem fotos.

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Coloque o recheio no meio do disco de massa. Não coloque muito, deixe uma boa borda, senão, na hora de dobrar, o recheio vai escapar.

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Em seguida, dobro ao meio e colo as duas pontas (no meio da meia-lua),fazendo um pouco de pressão com os dedos.

 

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 Faço duas pregas do lado esquerdo e aperto as duas juntas. A direção das pregas é sempre de fora para dentro. Há quem seja hábil o bastante fazendo esse movimento de uma só vez, com a mão esquerda.

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Repita o mesmo do lado direito.

Pronto. O resultado será um pastel recheado, meio gordo de um lado e que vai parar em pé, com a emenda para cima, na frigideira. 

E assim eles vão para a frigideira ou para a panela de cozimento no vapor (há quem cozinhe em água quente, como um ravioli). Aliás, gyoza é um nome para algo que pode ser feito de várias maneiras… Mas isso é outra história.

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