O molho de soja, presente na culinária japonesa e cada vez mais popular no Brasil, pode variar muito de marca para marca. Como já discuti em outra oportunidade, o processo de fabricação e ingredientes pode alterar em muito, o resultado.
Desta vez testei quatro marcas diferentes. Duas nacionais e duas importadas.

Da esquerda para direita:
Hinomoto, Tozan (nacionais), Kikkoman (Shingapura) e Morita (Japão).
Todas foram compradas na cidade e abertas na mesma semana.
O primeiro teste foi o da cor e transparência. Um shoyu de fermentação natural, dizem, é translúcido. E aí já tive a primeira surpresa. O shoyu da Tozan era o mais escuro e opaco dos quatro, seguido pelo Hinomoto. Talvez seja pela quantidade de caramelo empregada. Os importados eram semelhantes em cor.

Depois segui comparando o aroma. O Hinomoto tinha cheiro de fermentação, que lembrava o soja fermentado (natto). O Tozan, um aroma de álcool, lembrando o sake. O Kikkoman lembrava o miso e, curiosamente, o Morita era o mais sutil, com um suave perfume que não consegui definir.
Por fim, sabor. O Hinomoto é adocicado, ácido e a presença do glutamato é forte. O Tozan me pareceu ser o mais salgado dos quatro, com uma certa acidez. O Kikkoman também é adocicado, menos ácido e menos salgado (curiosamente, o shoyu da Kikkoman que eu consumia no Japão não era adocicado; talvez seja diferenças regionais, já que o que compramos aqui é de Shingapura) e o Morita me pareceu mais redondo, equilibrado no sal, no aroma e sabor.
Resumindo: Eu usaria o Hinomoto e o Kikkoman em pratos cozidos, refogados, etc. O Tozan eu achei mais próximo de alguns molhos de soja chineses, mais escuros e densos. E para usar em molhos de saladas ou para acompanhar pratos prontos, como um “dipping sauce”, ficaria com o Morita.
No entanto, isso é uma impressão pessoal. A recomendação que posso fazer é que cada um prove quantas marcas de shoyu possíveis e encontre a que mais agradar. O shoyu da Kikkoman é importada pela Zendai e o shoyu Morita é importado pela Yamato Comercial
