Kanten em Filamentos

Encontrei esses na Liberdade, creio que no Towa, a R$7,00 o pacote. A maioria só conhece o kanten (agar, gelatina de algas) em pó ou em barras que parecem uma esponja. Em filamentos, é a primeira vez que vejo no Brasil.

Assim, seco, não é apetitoso. Parece ser feito de plástico, tanto pela aparência, quanto pela rigidez.

Para usa-lo, é preciso picar em pedaços, hidratar, espremer e cozinhar em água quente. Enquanto o kanten em pó só precisa de 3 minutos de fervura para dissolver completamente, esse precisa de mais tempo, cerca de 8 a 10 minutos. Outro detalhe: também é preciso coar a gelatina ainda quente, para que fique mais transparente. Quanto ao uso, é o mesmo que o kanten em pó ou em barra. Use a mesma quantidade (em peso) na receita. Só acrescente um pouco mais de água (30 a 50 ml) para compensar a quantidade que irá se evaporar durante a fervura.

Outro uso é consumi-lo apenas hidratado, misturado a algas como o wakame (também hidratado), em saladas. Os filamentos não têm sabor, apenas textura. O bom é que não é absorvido pelo organismo, ou seja, zero calorias.


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Lost In Japan

Como todo mundo, meus olhos se voltaram para o Japão. O terremoto que ocorreu na região norte do país surpreendeu a todos. E não só os descendentes de japoneses é que estão preocupados. Conversei com várias pessoas e muitos estão preocupados com amigos, ex-vizinhos e ex-colegas de trabalho ou escola. Enfim, parece que quase todo mundo conhece alguém que está no Japão.

Como as notícias que chegam de lá são desencontradas e não faltam boatos, sugiro que acompanhem o blog do Alexandre Mauj Imamura Gonzalez, o Lost in Japan: http://lostinjapan.portalnippon.com/

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Bolo de Milho Verde e Coco

E como ganhei muito milho e uma dúzia de ovos caipiras dos vizinhos, fui fazer um bolo de milho para eles. A maioria dos bolos de milho verde ficam pesados, parecendo um pudim ou bom-bocado. Essa receita rende um bolo médio, úmido e macio. Mas não é nada leve, vai um bocado de manteiga.

4 gemas

200 gramas de manteiga

1 xícara de açúcar

1 xícara de milho verde cortado da espiga

3/4 xícara de leite

1 xícara de coco fresco ralado

4 claras 2 xícaras de farinha de trigo

2 colhere de chá de fermento em pó

Bata as gemas com a manteiga e metade do açúcar, até ficar bem claro.

Bata as claras em neve, adicione o restante do açúcar e bata até dissolver bem o açúcar. Reserve.

Triture o milho no liquidificador, junto com o leite. Adicione o milho triturado e o coco ao creme de manteiga, intercalando com a farinha peneirada com o fermento. Misture.

Incorpore as claras batidas em suspiro, em 2 ou 3 vezes, misturando delicadamente.

Leve para assar em forno médio, forma untada.

Se preferir um bolo mais doce, aumente a quantidade de açúcar. Eu prefiro com pouco açúcar.

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Sopa Paraguaia

Já fiz uma receita parecida com essa há algum tempo. Esta é outra versão. Ganhei um balde cheio de milho do vizinho e resolvi fazer para o lanche-jantar de ontem. Gostei dessa versão.

1 xícara de milho cortado da espiga

1 xícara de leite

3 gemas

1 cebola grande, picada

1/3 xícara de banha ou manteiga (usei banha)

1/2 xícara de água

Sal

6 colheres de sopa de fubá fino

Queijo parmesão ralado (confesso que não medi, coloquei um punhado, creio que umas 50 gramas)

1 colher de fermento em pó

Bata o milho com o leite e as gemas.

Refogue a cebola picada com a banha ou manteiga e um pouco de sal, até ficar transparente. Junte a água, misture e retire do fogo. Deixe amornar.

Barta as cebolas com o creme de milho. Despeje em uma tigela.

Adicione o fubá e o fermento em pó. Misture. Junte as claras batidas em neve, incorpore e junte o queijo ralado.

Leve ao forno médio, em forma untada, até dourar. Fica um bolo úmido e macio. Preferi assar em duas formas descartáveis de alumínio.

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Hoje, na Liberdade

Fui lá encontrar com a Adriana, a Bia, a Marcia e a Diulza me achou por lá. Precisava comprar vinagre preto, feito de arroz e molho de ostras. Mas acabei comprando muito mais. Vi esse molho de abalone e fiquei curiosa. Não tenho a menor idéia de como é usado, mas vou provar, pesquisar e cozinhar.

Minha mãe achou as sementes de shiso. Cada bandeja custou R$2,60. Confesso que não me lembro se foi no Marukai ou na Casa Bueno, ambas na Galvão Bueno. Destacados do caule, são curtidos em sal. Já senti o cheiro pungente deles. Confesso que nunca comi, mas vou provar. Quem conhece isso é a mãe. Aliás, confesso, shiso não é o meu item favorito…

Matei a curiosidade e comprei a massa de arroz, recheada com cubinhos de porco. Basicamente, é massa de macarrão de arroz, enrolada. Gostei! Chineses e vietnamitas comem essas panquecas cozidas no vapor, cada um de um jeito.

Comprei na Towa, na praça da Liberdade. Aí em cima, detalhe da etiqueta.

Também passei na Adega de Sake. Hoje não bebo, ou raramente bebo. Creio que bebi demais a minha vida toda e, em dado momento da minha vida, deixou de ser prazer. E, bem, já cultivo péssimos hábitos demais, preciso administrar isso melhor. Mas mesmo quem não bebe, como eu, precisa passar por lá. Os bentôs e porções bem-feitos…

Choux…

Unagi (enguia)…

Tirashizushi, tomate momotaro, conservas, ovas…

Ganhei da Bia broinhas de fubá, como nunca comi. Não tão doces, com perfume de erva-doce e…

… como carolinas, ocas por dentro!

E eu, que ando mais atrapalhada que de costume, esqueci completamente de tirar fotos das pessoas. Acho que ando pensando muito em comida. Esses biscoitinhos também ganhei da Bia. E eu esqueci de levar alguma coisa daqui de casa. Espero que ela me entenda. Nos dois últimos dias, acordei de madrugada, dirigi muito e lidei com papéis demais.Na próxima, levo alguma coisa daqui da horta ou uma compota caseira…

Claro que compramos muitas outras coisas: nabo redondo, togan, macarrão de arroz para comer com um caldo leve de galinha, duas revistas, um par de chinelos com a palmilha cheia de bolotas que dizem que massageiam a sola dos pés (eu não aguento usar mais que quinze minutos, minha mãe acha relaxante). Devo estar esquecendo alguma coisa.Vi rambutan (parente da lichia), pensei em comprar um pacote de preparado para hot cake, comi um rolinho primavera numa barraquinha e esqueci de ver se encontrava miyoban (um produto usado em conservas de beringela, preserva a linda cor roxa).

Ainda na volta parei na estrada, entrei em uma padaria, encarei um picolé de chocolate, entrei também em um supermercado chamado “Escolhido” (na Bunjiro Nakao) porque não resisti ao anúncio de pepino japonês e pimentão (verde, amarelo e vermelho) a R$1,99 o quilo. Enfim, passei o dia todo fora de casa. Amanhã volto a cozinhar.

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Amanhã, na Liberdade

Estou carregando a bateria da máquina fotográfica. Amanhã vou à Liberdade, em São Paulo. Pretendo comprar vinagre, molho de ostras e batatas para fazer konnyaku. Mas nunca se sabe…

Se encontrar algo curioso, interessante ou uma pechincha, comento aqui.

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Manjar de Leite

A foto ficou horrível. Não consegui tirar colheradas mais bonitas do manjar, que fiz em uma tigela. Na verdade, fiz, mas não achei que renderia lá grande coisa. Foi uma idéia que tive para sobremesa sem creme, mais leve e rica em cálcio. Usei adoçante mas, se preferir, use açúcar.

1300 ml de água

24 gramas de gelatina em pó sem sabor

250 gramas de leite em pó

Açúcar ou adoçante à gosto

Aqueça meio litro de água. Hidrate a gelatina em um pouco de água.

Dissolva o açúcar ou adoçante na água quente. Dissolva a gelatina hidratada na água quente.

Dissolva o leite em pó na água restante. Misture tudo.

Eu adicionei pedacinhos de abacaxi em calda. Poderia ter utilizado outra fruta. Ou não usado nenhuma e servido com uma calda de frutas ou caramelo.

Usei leite em pó porque com ele, poderia ter um sabor mais acentuado de leite. Na verdade, um sabor que lembra mais o leite evaporado, que não encontro.

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Yokan de Castanhas

Já falei sobre esse doce em barra, endurecida com gelatina de algas. Pode ser feito com pasta de feijão azuki, favas, batata-doce e… castanhas. O processo é, basicamente, o mesmo. Só que castanhas dão trabalho extra. É preciso tirar a pele fina e de gosto desagradável, cozinhar, transformar em purê. E para dar uma certa graça na textura, vão uns pedaços de castanhas cozidas dentro. É um doce que outono, mas por aqui a safra de castanhas está um pouco adiantada.

Aqui vão os links para as outras receitas de yokan:

Yokan de azuki: http://marisaono.com/delicia/?p=81

Yokan de favas, com chá verde: http://marisaono.com/delicia/?p=531

Yokan de Batata-doce: http://marisaono.com/delicia/?p=615

Mizu Yokan: http://marisaono.com/delicia/?p=83

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Meu Sumiço…

Ando escrevendo pouco. Mas não é por motivo de doença, nem por problemas de conexão. Agora (finalmente!) estou com uma banda larga via rádio, que funciona bem. Só me deixa na mão nos dias de chuva.

Mudei-me, tenho trabalhado muito na casa, na horta. Sim, tenho calos nas mãos, ando pegando na enxada, pá, etc.

E, claro, tem o alho negro.

Para minha alegria, o Empório Santa Maria (Av Cidade Jardim, 790) passou a comercializar os meus alhos, em cabeças individuais e em pacotes de 200 gramas. Era uma comodidade que há muito eu queria oferecer aos consumidores de São Paulo.

E viram o anúncio de página inteira do Kinoshita? Big close no alho negro. Saiu na última revista Gula.

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Cogumelo Alienígena

De vez em quando a Natureza consegue ser mais criativa que os roteiristas de filmes de ficção científica. Topei com esse cogumelo estranho. Além do “chapéu” cheio de nervuras, ele tinha uma “saia” amarela, toda rendada.

Tem ou não tem uma cara esquisita, enfezada? De qualquer forma, nem toquei. E depois de algumas horas, estava murchinho, derrubado no chão. Eu acho que é venenoso…

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