Pad Thai

Pad Thai

Estava namorando a receita da Chez Pim. Inventei de fazer justo hoje. Faltava broto de feijão (moyashi), amendoim torrado e tofu. Bem, ela admite que existem várias versões. Acabei fazendo uma adaptação com o que tinha em casa, mesmo. Para quem quiser seguir a receita original, veja aqui (em inglês). Vai para a categoria “Cozinha do Desespero” porque fica pronto em instantes, se tiver tudo à mão. E rende 2 porções.

Pad Thai

Molho:
1/2 xícara de molho de peixe (nampla)
1/2 xícara de molho de tamarindo
1/4 xícara de açúcar mascavo
Pimenta vermelha à gosto

Você vai precisar também:
100 gramas de bifun (macarrão de arroz)
1 punhado de camarões descascados
1 dente de alho esmagado
1 mão cheia de nira (lembra cebolinha, mas as folhas são achatadas), cortadas com 5 cm de comprimento
6 vagens de Okinawa cortadas em pedacinhos (ou brolho de feijão, um bom punhado)
1 ovo
Castanha-do-Pará picada (ou amendoim torrado e picado)

Pasta de Tamarindo e Nampla

Prepare o molho. Leve ao fogo o molho de peixe, o molho de tamarindo e o açúcar. Espere ferver, confira o sabor e adicione pimenta à gosto. Garanto, é melhor ter um molho menos adocicado, porque diminuir o açúcar no prato final é bem complicado. Cozinhe por 1 ou 2 minutos. Não se assuste com o cheiro de peixe fermentado. Deixe de lado até a hora de preparar o prato. Pode também guardar em um pote bem fechado, na geladeira, por alguns dias.

Hidrate o bifun. Basta mergulhar na água e esperar. Quando estiver firme, mas mastigável, escorra bem.

Esquente uma frigideira ou wok. Coloque umas 4 colheres de óleo (de amendoim é melhor, vi no Mambo por um preço camarada). Deixe o óleo aquecer bem, frite o alho, junte os camarões e refogue. Antes que fiquem completamente cozidos, junte as vagens e o nira. Se for usar broto de feijão, deixe mais para o final. Junte algumas colheres de molho, adicione o macarrão hidratado e mexa tudo. Se ficar muito seco, junte um pouco de água.

Pad Thai 1

Empurre o macarrão para o lado e no espaço que sobrar, quebre um ovo. Quando começar a cozinhar, mexa-o para que se quebre em pedacinhos. Misture tudo novamente. Confira o sabor. Se usar o broto de feijão, é a hora de adicioná-lo. Junte a castanha-do-pará ou amendoim picado e mexa. Verifique se o macarrão está cozido.

Sirva imediatamente. O macarrão de arroz tende a amolecer muito rapidamente, então é melhor preparar pequenas porções de cada vez e come-las enquanto estão quentes.

E o que posso dizer mais? O sabor é incrível. O molho de peixe confere uma profundidade que eu desconhecia. Combinado ao alho e ao nira, o cheiro nem incomoda. O molho de tamarindo entra com uma acidez equilibrada. Definitivamente, é um prato que pretendo repetir.

Eu coloquei o macarrão quase no final da preparação porque usei do tipo bem fino, que cozinha em 1 minuto ou 2. Se for usar o tipo talharim, mais largo, creio que precisará entrar antes na frigideira.

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Dedais de Sinhá

dedais de sinhá

Fiz esses biscoitos por conta de uma ida à loja de ferragens. Enquanto comprava fios, tomadas e outras coisas, ofereceram-me um biscoitinho de nata e goiabada que um senhor vendia. Acabei comprando dele um pacote, tirado de dentro de uma sacola, onde também haviam potinhos de mousse de maracujá e chocolate. Comi o pacotinho quase que inteiro, a caminho de casa.

Chegando em casa, fui ver o pote de nata que estava me assombando no congelador há muitos dias. Não fiz os biscoitos de goiabada, porque não tinha goiabada, mas com geléia (também outra coisa que estava me incomodando muito, 3 potes pelo fim, mas que nunca terminavam). Não sei se alguém ainda ferve o leite e guarda a nata. Talvez só quem tem gado. Para quem está fora do Brasil, talvez o clotted cream funcione bem. Ainda vou tentar fazer um clotted cream caseiro e experimentar. De qualquer forma, fica aqui a receita, que é fácil, registrada. Nem que seja só para eu mesma.

dedais de sinha1

220 gramas de nata
180 gramas de açúcar
50 gramas de manteiga
1 ovo
200 gramas de amido de milho
6 gramas de fermento em pó
Farinha o suficiente para formar uma massa que não grude nas mãos
Geléia

Bata a nata, o açúcar, a manteiga e o ovo. Junte o amido de milho e bata mais um pouco. Adicione o fermento em pó e a farinha e misture, sem amassar muito.

Modele em rolinhos, corte toletinho e coloque-os em pé na assadeira. Com a ponta de um dedo, faça uma cavidade no meio e, com a ajuda de uma colherzinha, encha-as com geléia.

Asse em forno pré-aquecido, bem quente (220-230 graus) até começar a corar. Espere esfriar antes de guardar. Ou comer.

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Molho Char-Siu

Char-shu

Comprei na Liberdade e resolvi experimentar. Não tenho nada contra molhos prontos, na verdade, minha curiosidade sobre produtos novos é quase patológica. As instruções eram bem simples: besuntar a carne de porco com o molho e deixar marinar por algum tempo antes de grelhar ou assar. Usei algumas tiras de barriga de porco e assei no forninho elétrico.

Char Siu sauce

O molho é vermelho, doce e tem anis estrelado. A cor que dá ao assado é linda. Eu não abusaria na quantidade do molho para não errar na doçura e no aroma de anis. Mas acho uma boa opção para variar o churrasquinho.

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A Horta do Verão

Vegetais de verão

Beringelas, vagens de Okinawa (shikaku ingen no Japão), nigauri (ou goya), chuchu, pepino, alho-porro. Apesar da chuva constante e falta de sol terem estragado boa parte das pimentas, judiado dos aspargos e acabado com o salsão, ainda sai alguma coisa da horta.

Vagem de Okinawa

A vagem de Okinawa promete. Os pés ainda estão cheios de flores azuis. Apesar da aparência estranha, ela é macia e delicada.

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Miso – Diferenças

miso-diferenças

Miso (pasta de soja) não é tudo igual. Na verdade, podem ser tão diferentes quanto queijos, por exemplo. Embora alguns queijos sejam feitos para serem consumidos frescos, o miso artesanal pode ser envelhecido e consumido depois de 2 anos ou mais.

Na foto acima, de cima para baixo: miso de 4 meses, 1 e 2 anos.
O miso claro, jovem, é mais adocicado e tem um aroma mais de fermento. É mais leve e eu prefiro para a sopa (misoshiru) e alguns molhos.

O miso maduro, de 1 ano, já tem um aroma mais alcóolico. Gosto também dele em sopas e em refogados. Como uma pastinha para acompanhar palitos de pepino ou gengibre bem macio e novo, é uma delícia.

Já o miso com 2 anos ou mais, é mais ácido, com sabor bem marcante. Não é todo mundo que gosta, mas tem lá sua legião de fãs. Eu gosto de usar em marinadas, sobretudo carne de porco, se bem que ficam bons com peixes gordos.

Todos foram feitos da mesma maneira. O único fator que os difere é tempo. O frio retarda o processo e, para quem não quer ver o seu miso avermelhar, a solução é manter na geladeira.

Qual o melhor? Eu acho que é uma questão de gosto, de uso, de hábito.

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Cumaru, Prazer em Conhecer.

Cumaru

LP pescou do fundo da mochila uma fava preta e disse para eu cheirar. Imediatamente reconheci o cheiro do fumo para cachimbo de um ex-colega de trabalho. É uma mistura de chocolate, amêndoas e um tico de cravo. O curioso é que não me lembro mais do nome desse senhor. Isso foi há algum tempo. No outro dia ele se lembrou de perguntar se havia cumaru em uma loja de ervas medicinais. Comprei o pacotinho com vinte e tantas sementes.

A Neide Rigo já tinha falado dela, mas eu ainda não conhecia. Bem, bom, tem aroma bem doce, lá fora usam para aromatizar fumos, perfumes e até mesmo chocolates,mas chamam de Tonka Bean. Como ia presentear uns amigos, arregacei as mangas e fui fazer um biscoito de preguiçosa. A massa foi enrolada como um pão comprido e levemente achatado e assado. Cortei diagonalmente com uma faca bem afiada, depois de frio e passei em uma calda açucarada de chocolate. Quem comeu, achou que o aroma vinha do chocolate.

Para quem resolver testar o cumaru, um aviso: se for usa-la ralada, misturada à massa, use pequenas quantidades. Ela é amarga. Enfiei as outras sementes em um pote fechado, com açúcar, como se faz com fava de baunilha. Vamos ver se pega o cheiro e dispenso o sabor amargo.

A receita nem é nova. É a mesma receita das Bolachas de Melado e Malte, só que sem especiarias e com umas amêndoas inteiras.

Biscoito com Cumaru

100 gramas de manteiga
1 xícara de açúcar cristal
2 colheres de sopa de extrato de malte (comprei na Central do Sabor, na Paula Souza)
2 ovos
1/2 xícara de melado
1/2 xícara de água
1/2 cumaru ralado fino
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de fermento em pó
Farinha de trigo

Bata a manteiga com o açúcar até formar um creme. Adicione os ovos, um a um, batendo a cada adição. Junte o melado e o extrato de malte e misture.

Dissolva o bicarbonato na água e adicione à mistura. Junte os demais ingredientes. Misture e junte farinha o suficiente para formar uma massa macia.

Deixe descansar na geladeira, coberto, por duas horas.
Misture amêndoas inteiras e divida a massa em 2 ou mais porções (conforme o tamanho de seu forno). Enrole em rolos compridos e não muito grossos, levemente achatados. A massa cresce bastante, portanto, não exagere. Leve para assar em forno médio, até corar embaixo. Espere esfriar para cortar com uma faca bem afiada. Passe uma das pontas na calda e deixe secar.

Glacê:
1 1/2 xícara de açúcar
1/4 xícara de Karo
2 colheres de manteiga
1/2 xícara de água
180 gramas de chocolate picado

Leve o açúcar, o Karo, a água e a manteiga ao fogo. Deixe ferver e abaixe o fogo. Cozinhe por 2 minutos. Retire do fogo, adicione o chocolate picado e mexa. Se o glacê ficar consistente demais, adicione uma colher de água por vez, retorne ao fogo baixo e misture bem. Banhe os doces. Se necessário, reaqueça o glacê em fogo baixo, porque ele engrossa conforme esfria. Deixe os doces banhados secarem sobre uma bandeja ou grade antes de embalar.

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Bolo de Milho Verde e Coco

Bolo de Milho Verde

Eu adoro milho verde. São várias lembranças boas. Verões com céu claro e sem nuvens, passeios pelo interior, beiras de estradas. Mas aqui não plantamos milho. Tentamos, mas descobrimos que as capivaras e outros animais fartam-se dele antes de nós. O jeito é ir na feira e comprar. Eu não sei como anda o preço do milho verde no resto do país, mas por aqui, compro 6 espigas por apenas 2 reais. Essa receita surgiu da improvisação. Fui juntando ingredientes lembrando-me de outras receitas de outros bolos. E deu certo! Rende uma assadeira grande.

2 xícaras de milho ralado – foram 6 espigas pacientemente raladas no ralador

150 gramas de manteiga

2 xícaras de açúcar

6 gemas

3 xícaras de farinha de trigo

1 colher de sopa de fermento em pó

6 claras

1 xícara de coco fresco ralado, mais ou menos (não medi)

Bata a manteiga com as gemas e o açúcar até ficar claro e leve. Junte o milho ralado, bata mais um pouco.

Junte a farinha e o fermento. Bata mais um pouco, em velocidade baixa na batedeira, até misturar. Junte as claras em neve e misture delicadamente. Junte o coco ralado e misture.

Asse em forma untada ou forrada com papel impermeável, em forno médio, até corar. Espere amornar e corte em quadrados.

Ficou um bolo fofo e bem amarelinho.

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Sorvete com Calda de Shoyu

sorvete com shoyu

Eu já tinha provado essa combinação antes, mas só agora tirei foto.

Sei que a idéia do shoyu, tão salgado, em um doce parece absurda. No entanto, no Japão, existem alguns doces onde o salgado e o doce são combinados. No caso do shoyu, lembro-me do mochi assado e comido com shoyu e açúcar, dos dangos, bolinhas de massa de arroz espetadas em um palito e cobertas com uma calda e das batatas-doces fritas e carameladas. O miso (pasta de soja) vai também em biscoitos e bolinhos (manju). Estranho? Bem, só experimentando para saber.

Para a calda, misturei melado com shoyu. Como a quantidade de sal varia muito de marca para marca, o jeito é ir provando, até chegar em uma combinação doce e salgada. Aliás, o melado não é muito comum em todo o Japão, mas é consumido sobretudo na parte mais ao sul. Com um sabor tão forte, usei só umas 2 colheres de chá sobre uma bola de sorvete de rum com passas. A calda acentuou o sabor do rum. Agora é experimentar para saber se fica bom com baunilha ou outros sabores de sorvete. Eu gostaria de provar com nozes ou amendoim…

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Rolinhos de Papel de Arroz

rolinho de papel 6

Este é outro assunto sobre o qual estou para escrever há muito, muito tempo. Com o calor que tem feito nestes últimos dias, resolvi fazer essa salada enrolada. Não chamo de rolinho vietnamita por conta de tantas mudanças que fiz. Sim, eu já comi rolinho vietnamita, feita por vietnamitas e não gostei da enorme folha de oba (shiso) que colocaram dentro.

papel de arroz1

O papel de arroz é encontrado em discos de tamanhos variados. Duram uma eternidade no armário, se mantidos em ambiente seco. Não me lembro do preço, mas da última vez que vi nas lojas da Liberdade, não achei caro, não. Também já vi em alguns supermercados e lojas de produtos orientais em cidades do interior.

papel de arroz 2

Eles são secos, parecem feitos de plástico e translúcidos. Não parecem apetitosos quando saem do pacote.

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O harusame, também chamado de vermicelli, é uma massa feita com um feijão pequeno, verde. O mesmo feijão que vira o broto chamado moyashi. Esse já veio convenientemente cortado em pedaços pequenos. Existe uma variedade grande de espessuras. Não tem sabor, mas tem uma textura interessante, firminho, parecendo alguma cartilagem. Ele tem que ser cozido em água fervente, até ficar transparente e amaciar. Em seguida, lave em água fria e escorra;
rolinho de papel 1

Para fazer os rolinhos, hidrate os discos de papel de arroz em uma bandeja com água. Espere alguns segundos e retire. Coloque-o sobre um pano limpo e espere mais um pouco. Logo ele ficará maleável. Outra opção é pulverizar água com aqueles pulverizadores que encontramos na seção de jardinagem ou utilidades domésticas

rolinho de papel 2

No recheio, usei harusame cozido, pepino cortado em tirinhas, alface e um embutido de peito de frango defumado. Não tinha cenoura, nem moyashi, camarão estava congelado. As opções são muitas; frango cozido ou assado, cortado em tiras ou fatias finas, presunto, rosbife, camarão cozido, broto de nabo, folhas de coentro ou shiso… enfim, use o que gostar.

rolinho de papel 3

Enrole como um rocambole até mais ou menos a metade. Dobre as laterais para o centro e continue enrolando. Se quiser uma aparência melhor, lembre de colocar uma folha ou uns camarões na ponta final do rolinho. Ficará aparecendo por debaixo do papel.

rolinho de papel 5

Quando comi no restaurante vietnamita, ofereceram dois molhos: um era picante e doce e outro era à base de uma pasta de soja escura, com amendoim. Acabei fazendo uma mistura dos dois molhos. Misturei em uma tigelinha miso (pasta de soja fermentada), açúcar, vinagre, pasta de amendoim, pasta de pimenta e água até chegar na textura e sabor que eu queria. Na falta de pasta de amendoim, poderia ter usado um pouco de pasta de gergelim ou amendoim picadinho
rolinho de papel 4

Como eu tinha beliscado pão à tarde, isso acabou sendo meu jantar. Caiu bem, sem pesar muito. E ainda pude tomar um sorvete sem sentir-me culpada.

Gostou dessa receita? Talvez queira conhecer a versão frita:

Cha Gio ou Rolinhos Vietnamitas Fritos

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Yakiniku

Yakiniku1

Esse é um post que eu estava devendo há muito tempo. Para quem pensa que japones não gosta de carne, lamento dizer que não é verdade. Restaurantes de yakiniku são muito populares por lá e é possível fazer em casa. Nos supermercados de lá encontramos várias marcas e tipos de molho para esse prato, mas não é difícil fazer um em casa. Mas vamos do começo: yakiniku, ao pé da letra, é carne assada ou grelhada. Existem dois tipos de restaurantes que servem esse prato: os a la carte e os self-service. Eu costumava muito ir nesse último, embora não goste de buffets em geral.

Nos yakiniku-ya self-service oferecem vários tipos e cortes de carne: boi, porco, frango e frutos do mar (alguns até tinham vieiras!), vegetais, saladas, arroz, sopa, frutas e até sushi. Era só chegar, sentar, pedir a bebida e ser servir. A funcionária acendia um fogareiro (as melhores casas tinham um sistema de exaustão em torno da grelha, diminuindo a quantidade de fumaça no ambiente) e ia embora. Cada um escolhe a carne, assa no ponto preferido, mergulha no molho da casa e come. Pimentão, cebola, cogumelos, abóbora e beringelas também vão para a grelha. A carne pode ser comida com arroz ou embrulhada em uma folha de alface. Comia-se à vontade por algo entre 11 a 17 dólares. Havia um limite de tempo, que não me lembro de quanto era.

Sim, porque apesar do nome, o prato tem origens na Coréia.

Também ofereciam opções de molho. Tudo isso tinha um preço, claro, mas dava para comer razoavelmente bem por 32 dolares.

Yakiniku

Quem tiver uma churrasqueira com grelha e espaço, pode fazer ao ar livre. Quem tiver uma chapa elétrica, cada vez mais comum hoje em dia, pode fazer sobre a mesa, dentro de casa. Arrume travessas com fatias de carne macia (alguma gordura é bem-vinda) e vegetais fatiados. Arrume folhas de alface lisa ou crespa, bem lavadas e bem enxutas. Ofereça a cada convidado uma tigelinha com molho e, para quem não fica sem arroz, sirva arroz branco. As carnes podem ser sem tempero algum ou temperadas, como preferir. Eu prefiro sem tempero. Como podem ver, aproveitei as pimentas shishito da horta, das quais falei no post anterior.

Molho para Yakiniku

200 ml de água

200 ml de shoyu

40 gramas de cebola (meia cebola média)

10 gramas de gengibre picado (um pedaço de mais ou menos 5×2 cm)

100 gramas de maçã descascada e picada (uma unidade)

40 gramas de alho (uma cabeça inteira)

200 gramas de açúcar

1 colher de sopa cheia de pasta coreana de pimenta; se não tiver, use pimenta vermelha à gosto. A cor será um pouco diferente, já que a pasta tem uma cor intensa e textura que lembra goiabada cascão

50 ml de sake

20 gramas de sal

Bata tudo no liquidificador e leve ao fogo por 5 minutos. Se preferir um molho espesso, adicione amido diluído em um pouco de água. Conserva-se na geladeira bom um bom tempo, em um pote fechado.

Na hora de usar, misture e adicione óleo de gergelim, gergelim torrado, cebolinha-verde picada ou qualquer tempero que gostar. Se quiser um sabor ácido, junte vinagre. Se preferir mais salgado, junte mais sal ou misture um pouco de miso. Ou seja, as possibilidades são muitas. Divirta-se com a experiência.

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