Biscoitos Para o Natal

petit-four

Ainda está cedo para faze-los, mas é uma idéia para presentear. Resolvi experimentar essa receita, fiz umas alterações e…

Bom, aí estão.

120 gramas de manteiga

60 gramas de açúcar

180 gramas de farinha

2 gemas

1 pitada de sal

Essência de limão ou baunilha

Bata a manteiga com o açúcar e as gemas até formar um creme leve e claro. Adicione a farinha e sal misture bem. Por fim, a essência. Se a massa ficar muito dura, adicione algumas colheres de leite, uma de cada vez. Deverá formar uma massa que pode ser espremida em um saco de confeiteiro.

No caso, usei um bico grande. Coloquei meia cereja no centro e assei. Mas também podem ser moldados à mão (leve à geladeira para firmarem um pouco).

Forno médio até corar embaixo.

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Minha Dispensa

Perguntaram-me o que eu tinha na dispensa. Bem, a intenção era de listar o básico em uma cozinha oriental. E eu tive que coçar a cabeça para listar os ingredientes possíveis e necessários. Não tirei fotos dos alienígenas guardados na geladeira (fermentos de arroz, pão, soja e outras coisas mais assustadoras…

 

Curries e Masalas. Da esquerda para direita: Árabe, japonês (da House, no vidro) e os dois, da lata e da caixa azul são indianos.

 

Se pudesse, faria uma vez por semana. Mas alguém em casa diz que enjoou.

 

 

Pimentas em pasta e XO.

 

Da esquerda para direita: Kotyenjan (o vidro e em tubo, na caixa) de origem coreana.

 

XO, que é pasta de vieiras, camarões e ostra.Tobanjan, pasta de pimenta de origem chinesa. Adoro em um prato chamado Mabo Tofu. Guardo na geladeira, duram bem.

Shoyus japoneses.

 

O da esquerda foi feito com soja preta.

O da direita, Kikkoman, produzido em Singapura e importado pela Sendai.

 

É comum eu ter mais de uma garrafa em casa. Ao menos uma do claro e uma do escuro. Gosto também das versões light, com menos sal.

Shoyu Chinês.

 

Denso, escuro, forte. Existe uma outra versão, mais leve, menos viscosa.

 

 

 

Comparação dos dois shoyus. Acima, escuro e opaco, é o chinês. Abaixo, translúcido e claro, é o da Kikkoman.Cada um para uma utilização e com suas características próprias.

 

 

 

Acima:Bonito seco e laminado, chamado também de Katsuo bushi ou Hana katsuo. Uso para caldos. Mas é caro. Não uso sempre, mas de vez em quando, é bom sentir o verdadeiro sabor de um bom caldo (dashi).

Abaixo: Caldo de alga kombu industrializada (kombu dashi). Basta dissolver em água quente.

 

 

 

Alga Kombu. No caso, esta é para fazer caldos (dashi)

 

São mais largas e grossas que as utilizadas para cozidos. Costumam ser mais baratas, também Uso com certa frequência.

 

 

 

Óleo de Gergelim. No caso, está turvo porque mantenho sempre na geladeira. Oxida facilmente em contato coma luz e ar. Este é da

Kadoya.

 

Na Liberdade encontrei da Ajinomoto. Prefiro, é mais clara, leve.

 

 

Anis Estrelado e Pimenta Szechuan.

 

Uso em alguns cozidos de inspiração chinesa. Tem uma receita de frango que estou louca para experimentar…

Não vou usar muito, mas é sempre bom ter. De qualquer forma, não estragam se guardados em potes bem fechados e em local seco.

 

Misso. No caso, feito em casa.

Misso é uma pasta feita com soja, arroz maltado e sal. Leva seis meses para ficar pronto (ou mais, depende da temperatura) e poder ser consumido.

Para comprar, existem os artesanais e os industrializados. Dos industrializados, recomendo o da marca Marukome.

 

E, para finalizar, claro, um chá…

Este é da província de Shizuoka. Notem como as folhas são pequenas e finas – e, se pudessem sentir – são sedosas ao tato. Esse chá foi feito com folhas do início da primavera, quando são mais tenras e delicadas.

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Reinaugurando…

Eu comecei com um blog no Blogger, mas resolvi começar tudo de novo com outro visual, outro servidor e tudo mais.

Bem-vindos ao novo Delícia!

Marisa Tiemi Ono

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Choux

Choux

Bem, há uns dias me perguntaram sobre esse doce, muito popular no Japão, embora de origem européia. O choux à la crème ou, simplesmente, “shuu” para os japoneses, é um doce feito com massa de carolina, recheada com creme de baunilha ou, em algumas confeitarias, baunilha e creme de leite batido.

E eu nunca tinha feito um, na minha vida toda. Sempre preferi comprar, algumas confeitarias fazem maravilhosamente. Até em lojas de conveniência eu podia comprar! Mas resolvi encarar o forno. Afinal, com vários livros e receitas, décadas de cozinha de experiência e algum tempo livre, não seria tão difícil assim. Eu fiz a receita abaixo, multiplicada por 3. Renderam uns 40 choux pequenos, errei no tamanho, deveria te-los feito maiores.

Pâte à choux

100 ml de água
45 gramas de manteiga
60 gramas de farinha
1 pitada de sal
2 ovos médios.

Leve ao fogo a água, o sal e a manteiga, até ferver.
Adicione a farinha de uma vez só. Misture, ainda no fogo, até formar uma bola. Continue mexendo, até formar uma casquinha no fundo da panela. Retire do fogo.
Vire em uma tigela, deixe abaixar um pouco a temperatura (algo em torno de 80 graus) e vá incorporando os ovos, um a um, misturando a cada adição, até obter uma massa lisa, que forma uma tira quando cai da espátula. A massa não cai de uma vez, numa pelota pesada da colher. Outra maneira de conferir o ponto é molhar o dedo e passa-lo na massa, formando um sulco. Esse sulco se mantem por algum tempo, perdendo o formato devagar. Se estiver ainda dura, junte mais uma colherada ou duas de ovo batido, até atingir o ponto.
Neste site tem todas as fotos do passo-a-passo.

Coloque a massa em um saco de confeiteiro, com bico redondo e faça bolas com a massa. Trabalhe sempre com o bico próximo da assadeira. É importante que a massa ainda esteja morna, porque do contrário os choux não crescerão tão bem. Pincele com ovo batido e leve ao forno quente (200 graus) por 15 minutos ou até corar e crescer bem. Reduza para 160 e deixe ficar mais meia hora, até ficar bem leve e seco. No Japão, eles preferem o choux mais macio. Então assam menos, deixando-o um pouco úmido.

Custard Cream

500 ml de leite
100 gramas de açúcar cristal
4 gemas
40 gramas de farinha de trigo
Baunilha à gosto

Ferva o leite com o açúcar.
Bata as gemas até ficarem claras e ficarem muito leves. Junte a farinha. Despeje o leite quente sobre a mistura, misturando sem parar. Retorne ao fogo até formar um creme consistente. Retire do fogo e acrescente bauninha. Vire em uma tigela, passe uma barra de manteiga gelada na superfície, para unta-la e impedir a formação de película quando esfriar. Leve à geladeira, para gelar.
Com um saco de confeiteiro, recheie os choux frios, com o creme gelado. Polvilhe açúcar de confeiteiro.
Não sei bem porque, mas é muito comum cortarem o choux meio de viés, rechea-los e deixar o corte meio entreaberto. Há quem diga que é para eles ficarem com uma aparência “risonha”. Mas há quem faça um buraco no fundo e recheie o choux por lá.
Algumas confeitarias misturam creme de leite batido ao creme de baunilha, na proporção de 100 ml de creme para cada 300 de creme de baunilha até meio-a-meio.

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Pão de Aveia

Pão de Aveia

A intenção era de fazer um pão macio e leve.
Peguei a receita de um pão branco. Branco mesmo, ele costuma ser assado menos que o habitual e é, praticamente, cozido no vapor. E fiz minhas alterações.
O pão não ficou exatamente branco, mas ficou claro. Não formou casca crocante porque foi assado em forno bem quente e não recebeu ovos ou qualquer cobertura, exceto um pouco de farinha.

600 gramas de farinha de trigo
1 xícara de aveia fina
350 ml de leite
80 gramas de manteiga derretida
10 gramas de sal
30 gramas de açúcar
40 gramas de glucose
1 ovo médio
5 gramas de melhorador
6 gramas de fermento seco

Misturei tudo e bati na batedeira, com o gancho para massas, por cerca de 15 minutos.
Deixei crescer uma vez, coberto. Cortei em tiras, dei nós e coloquei na assadeira para crescer novamente. Polvilhei com farinha de trigo e levei ao forno bem quente, até corar ligeiramente.
Renderam 24 pães pequenos.

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Muffin do Fábio

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Há uns tempos Fábio Boehl me perguntou a respeito de receitas com pouco carboidrato. De lá para cá, várias outras pessoas me pediram receitas sem açúcar. Por fim, no hospital onde a mãe estava internada, havia uma senhora com a doença celíaca. Conversei com ela e fiquei sabendo melhor da dieta e das limitações.
E fiquei pensando em umas receitas sem farinha de trigo, sem açúcar e que fossem gostosas, sem cara de comida de hospital.
Hoje saiu esse muffin. Eu gostei. Apesar de não levar farinha nem açúcar, ficou com uma cor linda, muito leve e macio. Porém, como é feito com castanhas de caju, é altamente calórico. Apesar de não ser exatamente uma receita low-carb como o Fábio queria (banana tem 27 gramas de carboidratos em cada unidade e castanhas também), a receita vai para ele, que gosta de muffins e de bananas.

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Muffin do Fábio

1 1/2 xícara de castanha de caju moída (xerém) ou castanha do Pará ou amêndoas
3 bananas médias
4 ovos
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 pitada de sal
1/3 de xícara de mel ou adoçante a gosto

Em um processador, triture as castanhas de caju com os ovos. Junte as bananas e processe mais um pouco. Por fim, junte o sal, o adoçante e o bicarbonato e bata só por alguns segundos.
Distribua em 12 forminhas de muffins e leve ao forno quente (200 a 220 graus) até corar.
Espere esfriar para consumir.

Se gostar, use baunilha. Eu esqueci de acrescentar. Canela e noz-moscada (pouca) combinam também muito bem com bananas.

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Gerúndio

A seguinte notícia foi publicada nos jornais:

“Decreto nº 28.314, de 28 de setembro de 2007.

Demite o gerúndio do Distrito Federal, e dá outras providências.

O governador do Distrito Federal, no uso das atribuições que lhe confere o artigo
100, incisos VII e XXVI, da Lei Orgânica do Distrito Federal, DECRETA:

Art. 1° – Fica demitido o Gerúndio de todos os órgãos do Governo do Distrito Federal.
Art. 2° – Fica proibido a partir desta data o uso do gerúndio para desculpa de INEFICIÊNCIA.
Art. 3° – Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 4º – Revogam-se as disposições em contrário.

Brasília, 28 de setembro de 2007.

119º da República e 48º de Brasília
JOSÉ ROBERTO ARRUDA”

(Folha On Line)

Comentando essa lei, meu amigo Caio Leonardo enviou-me, por e-mail:

“Numa só penada, foram demitidos todos os Armandos, Arlindos,
Dilermandos, Rosendos, Nirlandos, com ou sem eira ou beira de que
tamanho fosse – beirinha ou beirão, demitidos. Assim como demitidos
estão e foram os Orlandos, Rolandos ou não; Ermindos e Evandos, que
também há esses sem r, mas com gerúndio, e que se percam pelo metaplasmo.

Mundo, mundo, vasto mundo
Se eu me chamasse Raimundo,
seria uma rima ou uma demissão?”

Bem, não sei como categorizo este artigo. Curiosidades? Por via das dúvidas, fica com sem categoria, mesmo…

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Flan de Pêssegos

O que fazer com pêssegos não muito bons? Bem, poderia fazer compota, mas eram só meia-dúzia e não eram grandes. Não valia a pena fazer geléia também.
Então fiz um flan, sem açúcar. Quase diet, diria, se não fosse pelos dois ovos e pela colherada de açúcar que usei para formar a crosta dourada. Receita de índice glicêmico baixo.5 ou 6 pêssegos médios frescos.
200 ml de leite
2 ovos
Adoçante (o equivalente a 3/4 xícara de açúcar, mais ou menos)
Baunilha
1 colher de sopa de açúcar cristal.

Descasque os pêssegos. Afervente-os rapidamente, a pele se soltará facilmente. Corte ao meio, elimine as sementes, fatie e coloque em um refratário.
Bata os ovos, junte o adoçante, o leite e a baunilha.
Despeje sobre os pêssegos e leve ao fogo, em banho-maria.
Asse até que as bordas fiquem firmes e o meio, um pouco cremoso.
Deixe esfriar, leve à geladeira para gelar. Um pouco antes de servir, salpique açúcar e queime a superfície com um maçarico.
Rende umas quatro porções.

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Caixa de Surpresas

Hoje o veículo da Correios e Telégraphos estacionou em frente de casa. O funcionário entregou-me uma caixa branca, com uma etiqueta amarela e um logo do Qatar. Caixa aberta, fui tirando hibiscus secos, botões de rosas, chá de rosas, pacote de masala, cardamomo, açafrão em uma caixinha (e eu estava economizando, mesquinhamente, miseravelmente, uma pitada que tinha em um vidrinho), sabonete artesanal, café e um glitter comestível para usar na decoração de bolos e doces (prata, ouro e pérola), além de caixa trabalhada, doce, jarrinho de metal.
A minha cozinha, quase sempre muito discreta, sutil, foi invadida com aromas, cores, formas, vindas do outro lado do planeta, de uma terra quente.
E depois de ter passado alguns dias não muito bons, fiquei me perguntado se mereço os amigos que tenho…

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Vagens…


Estão começando a crescer no nosso jardim de inverno.

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