Quero elogiar 3 empresas. Não, não estou recebendo nada por isso, já deixo claro. É a minha palavra de consumidora.
Antes dos agradecimentos, queria expor uma questão. Notaram que o que antes chamávamos de “bens duráveis” andam durando cada vez menos tempo? Tive que me desfazer de um microondas porque não existia peça para consertá-lo. A garantia havia expirado mas não era tão velho, não, creio que não tinha 4 anos de uso. Isso já aconteceu com um aparelho de DVD também. Aliás, aparelhos cheios de recursos, sensores, etc podem ser práticos mas também têm muito mais peças para dar defeito. Outra questão é a falta de peças para reposição. Trabalhei muitos anos em uma indústria que produzia peças para a indústria automobilística. Eventualmente eu era designada para tirar uma quantidade pequena de peças. Perguntei o porquê desse lote tão pequeno, explicaram-me que o automóvel em questão já havia deixado de ser fabricado, mas o fabricante tinha a obrigação de ter peças de reposição durante pelo menos 10 anos.
Bem, em parte essa é a questão. Geramos muito lixo por vários motivos, mas poderíamos gerar menos se pudéssemos continuar usando o mesmo produto por anos. Isso teria um preço, claro. A indústria venderia menos. Fica aqui a questão: será melhor vender para alguém que ficará satisfeito por anos e que voltará a comprar outros produtos da mesma marca ou vender apenas uma vez para ele?
A primeira empresa que quero elogiar é a R Baião. Há um tempo uma embaladora que tenho dessa marca apresentou problema. Como é um equipamento relativamente simples, entrei em contato com eles e encomendei uma placa com circuitos novo. Fui atendida por um técnico, tirei minhas dúvidas e enviaram-me a placa. E ainda disseram-me que eu poderia enviar de volta, iriam ver o conserto. Fiquei surpresa, sim. Ainda não enviei, deveria.
A segunda empresa é a Layr. Já tive um desgosto com um fogão com sensor que se foi e que não teve mais jeito. Estava à procura de um fogão sem forno. É, porque eu já tenho um forno muito grande. E também um bem pequeno, elétrico. Parecia (ou melhor, é) bobagem gastar mais dinheiro para ter um forno que não vou usar. E, creiam, não há muita opção, tirando os cooktops, que não me serviriam por falta de balcão, etc. Acabei encontra do Maxy da Layr, com 4 bocas, 2 menores, 2 maiores, todo em inox, sem sensores, simples e que está funcionando lindamente e por um preço que é uma fração de um fogão comum, bem básico. E também um elogio à empresa da qual comprei, a Lothus Distribuidora. Paguei, recebi e está tudo bem.
Por fim à Brastemp. Ou melhor, um elogio à Assistência Técnica Master Service (Rua dos Manacás, 58 Granja Viana – Cotia). Duas prateleiras de plástico da geladeira se foram, entrei em contato, telefonaram-me quando as peças chegaram. É bom saber que a Brastemp produz e mantem em estoque peças de reposição. O ruim é que as prateleiras não são tão resistentes, menos de 2 anos depois e eu vou ter que encomendar outras. Se não fossem de plástico ou de um plástico mais resistente…
























