Soup Kare

Sopa de Curry. Essa versão é típica de Hokkaido, mas é coisa recente. Um restaurante resolveu lançar um prato de sopa à base de curry, com pedaços grandes de vegetais e uma coxa de frango assada. O fato de ser rápido para ser servido, ser nutritivo e com não muito gordo, ganhou seguidores. Confesso que não me lembro do nome do restaurante, mas é curioso como um prato novo pode surgir e tornar-se muito popular em poucos anos.

Nem é receita. Passo a idéia para esquentar o corpo (principalmente o estômago) nesses dias frios.

Fiz um caldo de frango. Escaldei carcaças, lavei e coloquei de volta à panela com mais água limpa. Juntei alho e cebolas picados. Em um daqueles cestos para chá (dos grandes), coloquei uns cravos, umas sementes de cardamomo, fatias de gengibre e um anis estrelado. Queria minha sopa perfumada. Cozinhei lentamente na Shuttle Chef (que, de quebra, economiza gás) e quando as carcaças estavam quase desmanchando, separei as carnes desfiadinhas e coei o caldo.

Cozinhei nesse caldo pedaços de batata, cenoura e couve-flor. Quando estava tudo cozido, temperei com curry em pó.

Refoguei beringelas e cebolas – era o que tinha na horta, mas poderia ter colocado brócolis, cogumelos, ervilhas tortas, etc, acho que vocês já entenderam, é uma questão de gosto de disponibilidade – e deixei de lado. Também cozinhei ovos.

Na hora de montar o prato, era uma colher cheia de arroz cozido, o caldo com pedaços de frango e vegetais e um punhado de beringelas e cebolas refogadas.

Os ovos foram picados grosseiramente. Poderia ter deixado em metades.

Em um prato só tinha arroz, caldo, cozido, refogado e tudo muito cheiroso. Em si, uma refeição completa.

PS: Os vegetais ficam mais bonitos se fritos. Brócolis, pimentões ficam com cores brilhantes. Mas aí são outras tantas calorias.

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Mini Cucas de Goiabada

Cuca, kuchen. Resolvi brincar um pouco com esse bolo da comunidade alemã (pronto, vou levar pedrada dos gaúchos e descendentes de alemães) e faze-los tamanho mini.

Para a massa, fui buscar nos meus livros uma receita de “sandkuchen”, ou seja, bolo amanteigado alemão. É um bolo mais rico, um pouco denso. Como estamos no Brasil, coloquei pedacinhos de goiabada. Creio que o pessoal da agências de Correios aguentou bem, não soube que nenhum funcionário tenha faltado alegando mal-estar…

4 ovos

2 gemas

130 gramas de açúcar

150 gramas de manteiga

200 gramas de farinha

3 gramas de fermento em pó

Baunilha, raspas de limão à gosto

Bata os ovos com a manteiga e o açúcar.

Adicione a farinha e o fermento e misture.

Aromatize à gosto.

Despejei em forminhas para cupcakes e coloquei pedacinhos de goiabada em cima.

Para a farofinha, misturei 1 parte de farinha, 1 parte de farinha de amêndoas, 1 parte de açúcar e manteiga até que formasse uma massinha esfarelenta.

Distribuí essa farofa sobre os bolinhos e assei em forno médio, pré-aquecido.

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Passada Rápida no Ceagesp

Sábado, bem cedo (cedo mesmo, lá pelas 7 da manhã) fui dar uma passada no Ceagesp. Não tinha muito o que comprar, fui mais é ver. Com o tempo corrido, passei voando pelas bancas. Parei só para tirar fotos das pimentas.

Lindas e tantas, das quais, muitas eu desconheço o nome. Amarelas, verdes, vermelhas.

E eu não sei quem perguntou quando é época de hibiscus. Não sei se é época, creio que não, parente do quiabo, creio que dá no verão. Acho que esses vieram da região nordeste. Para quem não sabe, é com ele que a colônia japonesa faz a conserva chamada de “hana ume” ou “Pará ume”.

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Pizza, Prato Típico de São Paulo

Há algum tempo estou querendo escrever sobre a pizza.

Tenho aqui em casa um exemplar da revista “O Cruzeiro”, datada de 12 de maio de 1945. É uma raridade, claro, que encontrei em um sebo. Quando o comprei, estava à procura de propagandas antigas, em uma pesquisa sobre os hábitos brasileiros e não me dei conta do valor desse exemplar. A rendição alemã havia ocorrido haviam poucos dias.

Mas, por enquanto, quero escrever sobre a pizza e explicar esse título aí em cima.

Da coluna de Helena B Sangirardi, tiro o seguinte texto:

Pizza Alla Napolitana

Conforme prometemos na última semana, hoje vamos apresentar a receita de “pizza alla napolitana”. Levado para São Paulo pelos imigrantes, êsse prato napolitano é popularíssimo na capital. Nos bairros onde é mais numerosa a colônia italiana – Braz, Moóca, Belenzinho, etc. – é ele servido pelo menos uma vez por semana. É menos um prato doméstico do que de restaurante. Aos domingos, principalmente, as famílias proletárias ou da classe média sentam-se à mesa dos restaurantes que apresentam pratos típicos italianos, rodeando com entusiasmo gastronômico, alguns círculos de massa decorativa, rescendente e enfeitada de tomates. É que, além de deliciosa, a “pizza” é barata e nutritiva, bastando duas de tamanho médio, para satisfazer o apetite de uma pequena família.

A “pizza” tem na capital paulista, uma aceitação tão grande quanto a dos demais pratos de massa da península: “spagueti”, “tagliarini”, “ravioli”, etc. Os restaurantes populares e as cantinas espalhadas por todos os cantos da cidade, fazem da “pizza” o seu prato diário e obrigatório. Para isso, instalam no fundo, um forno especial para fabricá-las em série, como os automóveis Ford ou os “bambini” da velha Nápoles. As “pizzas” são servidas em bandejas circulares de fôlhas de Flandres e podem ser só de “alicci” (anchovas) ou só de “muzzarela” (queijo cavalo). As mais comuns, entretando, são chamadas “mezzo a mezzo”, isto é – metade anchovas, metade queijo. A massa também pode ser coberta com outros ingredientes: camarões, linguiça calabresa, etc. Há variante toscanas e “à marináia”. Todavia, essas constituem exceções que correm por conta da vontade do freguêz e da imaginação do “pizzaiôlo”. (Cozinheiro que as prepara).

À noite ou de madrugada – depois dos cinemas, teatros, bailes, etc – ir a um dêsses restaurantes comer uma “pizza” constitui um dos hábitos da capital paulista. E não só no Braz, na Móoca e no Belenzinho, mas ao lado do Butantan, da reprêsa de Santo Amaro ou Jardim Europa, o paulistano costuma mostrar aos forasteiros – como uma das “atrações” de sua cidade – a famosa “pizza alla napolitana”. Ei-la:

Ingredientes para a massa – meio copo de leite – meio copo de água – Meio tablete de fermento Fleishmann – 2 colheres (chá) de açúcar – Um ovo – Sal a gôsto – Meia xícara (café) de azeite – Farinha de trigo o quanto baste

Ingredientes para a cobertura – 250 gramas de anchovas (alicci) – 250 gramas de queijo fresco – Meio quilo de tomates – Um pouco de oregão

Maneira de fazer – Dissolva o fermento no leite, junte o açúcar e a água e misture be. Adicione a farinha de trigo até formar um creme com consistência de panqueca. (Não se precipite: o sal vem depois). Cubra bem essa mistura, enrole a vasilha com um pano grosso e deixe descansar duante 2 horas. Depois, junte o ôvo inteiro, o azeite, o sal e misture bem. Vá adicionando entao mais farinha até a massa se desprender das mãos. (A massa de pizza não deve ficar nem sêca nem dura). Em assadeiras untadas com azeite, estenda essa massa com as maos numa espessura de meio centímetro. Arrume então numa parte da massa, pedaços de queijo fresco (na falta de muzzarela) e rodelas de tomates. Na outra parte da massa ponha anchovas e rodelas de tomate. Polvilhe tudo com oregão e regue com azeite. Deixe descansar mais meia hora para a massa acabar de crescer. Asse entao em forno forte. Sirva bem quente.

Bem, de lá para cá, muita coisa mudou. Inclusive a ortografia. Quanto à pizza, então, deixou de ser uma curiosidade de São Paulo para conquistar outras tantas cidades brasileiras. Tanto que no dia 10 de julho comemora-se o dia da pizza no Brasil. Mesmo assim, São Paulo ainda é a cidade que mais consome pizza no Brasil. Fala-se em algo entre 800 mil a 1 milhão de pizzas por dia, o que faz com que ela seja uma das cidades do mundo onde ela é mais consumida.

A primeira pizza que lembro de ter comido foi servido pela minha madrinha, que comprou não sei onde. Também me lembro das pizzas da padaria – uma massa de pão macio, coberta com mussarela, tomate e orégano, nada de molho – na volta da escola. Depois, as pizzas da lanchonete das Lojas Americanas e a pizza frita (quase um pastel, na verdade) da cantina da escola. A primeira vez que fui a uma pizzaria mesmo foi já adulta, universitária, na década de 80. Comi pizza em NY (nada glamouroso, aeroporto JFK, aguardando o vôo para Anchorage) e no Japão. E  meu conhecimento sobre esse prato pára por aí.

Os napolitanos podem até reclamar, mas o fato é que a pizza deixou de ser um prato italiano. Em todo o globo surgem versões, coberturas diversas, originais. Há limites para o que vai em cima de uma pizza? Não sei. Na minha singela opnião, acho estranho amido na pizza. Mas já vi pizza com rodelas de batata em cima, com massa de arroz glutinoso (mochi). E as pizzas doces? E as pizzas cm frutas? Há quem chamem de aberração, mas não dá para negar que existem fãs. Como Helena Sangirardi disse, depende do gosto do fregues e da criatividade do pizzaiolo. E há pizzas para todos os gostos. Tem até pizza de alho negro

PS: Classifiquei como “Goela Abaixo” porque pizza é uma das coisas que como há muito tempo, quase nunca penso na origem e o que vale mesmo é a vontade do momento.

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Comentários no Blog

Estou tendo dificuldades em aprovar alguns comentários no blog. Aprovo e o wordpress “desaprova” em seguida. Não sei qual é o problema, mas estou tentando resolver o problema. Peço paciência e, se alguém souber a solução, agradeço a ajuda.

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Cozinha Sem Vergonha – Galinha de Cabo a Rabo

Graças à Neide Rigo e a Ana Soares, fui assistir ao workshop “Cozinha Sem Vergonha – Galinha de Cabo a Rabo”, no Paladar – Cozinha do Brasil, que aconteceu no Grand Hyatt.

As três falaram do fato que a galinha (frango,ovos), estão presentes nas nossas vidas, faz parte da nossa cultura. Até hoje é muito comum haver um galinheiro mesmo em pequenas propriedades rurais. “É comida no pé”- disse Ana. “A galinha morre mas que sua morte não seja em vão” – disse Neide, contra o disperdício. Os órgãos foram apresentados, para quem nunca viu uma galinha por dentro.

Nina Horta estava quase do meu lado e foi a homenageada. Nesta foto, até parece que está aprovando a ave, não?

Acompanhava melhor nas telas, distribuídas pelo auditório. E veio o caldo perfumoso, a canja voadora, feita com as asas, canjica e quiera, a gordura da galinha (da qual eu tenho um trauma de infância), o coranchim (sobre, sobrecu) confitado, servido com uma pimenta biquinho.

A crista, a coroa da galinha, veio sobre um curau adocicado, dentro de uma colher de palha de milho.

Confesso, foi a primeira vez que comi sangue de galinha. Sangue é um tabu em casa. Cozido e servido frio, como uma salada, ganhou o nome de “Sangue Frio”. Impossível negar que tem o sabor de algo altamente nutritivo.

Assim como o mocotó, o pé de galinha rende uma gelatina natural. O colágeno entrou em vários pratos. Neide explicou que toda a gordura poderia ser retirada, depois de fria, da superfície.

O pé de galinha rendeu. Não rendeu rugas, mas entrou nessa feijoada de cortar, feito um salame, sobre um ninho de couve frita, crocante.

E também deu consistência a esse manjar. Elas explicaram que o manjar antigamente era feito com peito de frango. Também virou uma bala com açúcar mascavo: “Bala Perdida”. O pé também rendeu uma moqueca, numa versão meio tailandesa. De fato, provando, lembrava um curry asiático, mais herbal que condimentado.

As peles foram secas e servidas como torresmo, fritinhas. Aí é até covardia, porque todo mundo adora um torresmo. Eu adorei a idéia da Mara, que se inspirou nas galinhas recheadas dos dias de festa. Fez trouxinhas com a pele do peito, recheadas com uma farofa de miúdos, bem rica. Resolveu o meu problema de comer um franguinho assado sem assar o frango inteiro.

Outro tabu em casa são as tripas de galinha. Secas, fritinhas, ficaram crocantes, um petisco. Ana Soares também disse que rendiam um tempura.

Das poucas vezes que abri uma galinha, lembro de ter limpo a moela. Dentro dela haviam pedrinhas, areia e o resto da última refeição. Elas puseram de volta o milho que eu tirei…

Quando a Ana disse que iria servir a chouriça no gogó sobre uma torradinha com alho negro e disse meu nome, automaticamente acenei. Bem, acho que devo ter feito uma cara meio de idiota, com tanta gente olhando para mim. Melhor ficar com a foto do prato.

A galinha rendeu muito. Rendeu macarrão, rendeu torrada com miolos e, segundo elas, renderam muito mais, só fico esperando o livro com as outras tantas receitas.

E era a galinha dos ovos de ouro. Se fosse frango, teríamos testículos…

No final, pude agradecer à Ana pelo convite e pelo belo prato que tinha criado com meu alhinho. Troquei umas palavras com a Nina Horta, que admiro desde que li “Não é Sopa”.

Por fim, os ovos “Natureza Horta”, eram cozidos, para levar para casa. Ovos são um ingrediente quase mágico, forma e conteúdo, com milhares de possibilidades. E pena que acabou…

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Blog do Alho

Publiquei mais alguns textos no blog do alho negro:

http://marisaono.com/alho_negro

Tem pizza, bruschetta…

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Tortinha de Morango

Prometi, cumpri. Prometi duplamente. Prometi à Carmelina que faria torta de morangos. E prometi aos leitores, via Twitter, que publicaria a receita hoje. Na verdade, é uma receita quase banal. Aproveitando o preço bom dos morangos – comprei 2 caixas por R$5,00, pus a mão na massa, coisa que não fiz nos últimos dias. Mas não se assustem, é fácil.

Massa

60 gramas de manteiga

2 colheres de sopa de açúcar

2 gemas

2 xícaras de farinha de trigo

Cerca de 1/2 xícara de leite ou creme de leite

1/2 colher de chá de fermento em pó

Recheio

3 gemas de ovos de pata (ou umas 5 ou 6 gemas de ovos de galinha)

150 gramas de açúcar

1/2 litro de leite

25 gramas de farinha de trigo

25 gramas de amido de milho

Essência de baunilha ou raspas de limão, para aromatizar

Um pouco de chocolate derretido

Morangos

3 gramas de kanten (agar-agar, gelatina de alga)

150 ml de água

Um pouco de geléia de morango

Açúcar à gosto

Para fazer a massa, misture no multiprocessador a manteiga, as gemas, açúcar, farinha e o fermento. Vai formar uma farofa. Adicione o leite ou creme e bata mais um pouco, até formar uma massa macia.

Pegue pequenas porções de massa e abra com os dedos, forrando forminhas pequenas. Pique o fundo com um garfo e leve ao forno quente até corar.

Depois de assadas, espalhe um pouco de chocolate no fundo das tortas. Isso vai impermeabilizar a massa e ela não vai amolecer em contato com o creme. Eu simplesmente espalhei o chocolate com as costas de uma colherzinha.

Para o creme:

Bata as gemas com o açúcar, até formar um creme leve, claro. Junte a farinha e o amido e bata mais um pouco.

Aqueça o leite até quase ferver e despeje quente sobre a mistura de ovos, batendo em velocidade baixa. Passe por uma peneira, leve ao fogo brando e cozinhe, mexendo sempre, até engrossar. Tire do fogo, aromatize e cubra com um filme plástico para não formar película. A mistura de farinha e amido dá uma consistência cremosa, agradável. Se quiser algo mais rico, use uma mistura de leite e creme de leite, meio-a-meio. Recheie as tortinhas com esse creme depois de frio.

Para cobrir os morangos, misturei o kanten com açúcar, juntei água e geléia. Adocei um pouco mais, porque os morangos, infelizmente, não são tão doces quanto eu gostaria. Depois de tudo misturado, levei ao fogo, mexendo até ferver. Continuei cozinhando por mais 2 ou 3 minutos. O kanten, ao contrário da gelatina, precisa ser cozida por algum tempo. Usei kanten ao invés de gelatina porque ela endurece rapidamente e não escorre. Cobrir os morangos com gelatina é para dar brilho, uma doçura extra e, cobrindo os morangos, eles não vão perder água, ressecar tão rápido.

Cortei os morangos em leques. Poderia ter cortado em metades, ou colocado inteiro. Enfim, foi uma questão de gosto. Passei os morangos na mistura de gelatina ainda quente, acomodei sobre o creme e foi o tempo exato de terminar e servir.

Renderam 14 tortinhas.

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Neide Rigo Tinha Uma Horta

Assisti a palestra da Neide no Grand Hyatt ontem. Ela começou falando sobre a história das hortas no Brasil. Há registros já no começo da nossa colonização. E partindo do comentário que muita coisa crescia sem trato, ela passou a explicar sobre verduras que crescem, literalmente, em qualquer lugar, como vãos de calçadas e nas praças de São Paulo.

Muita coisa, eu só tinha ouvido falar. Alguns nomes eram familiares, não das panelas, mas de papéis. Nem me lembro porquê, mas houve uma época que li muito sobre plantas medicinais. A erva de santa maria, em casa, era usada para espantar pulgas e piolhos; sabia que era usada como vermífugo. Mas não havia a idéia que poderia ser usada como tempero. O jacatupé – o tubérculo à esquerda – foi uma surpresa. Fatiado, tem uma textura crocante, lembrando um pouco a maçã, mas com um saborzinho de algum amido. E, para meu espanto, é a raiz de um feijão.

E tinha  chuchu verde-escuro, verde-claro, amarelado. Ora-pro-nobis, que eu nunca tinha visto uma rama. Araruta, praticamente desaparecida. Taioba, eu ainda vejo em algumas feiras.

O fruto do jiquiri não é comestível. Mas é bonito, lembrando uma melancia rajada. Também falou da orelha-da-padre, coisa que na minha infância e pré-adolescência era muito comum. Via em quintais, beiras de cerca das casas. Fico pensando quando as pessoas pararam de cultivar algo de comestível em casa. Não me lembro.

Jambu está crescendo loucamente nos fundos de casa, sem que eu use, é verdade. Já o dente-de-leão (tampopo, em japonês) aparece aqui e ali, no meio do gramado. Sempre lembro de minha amiga Lissa, quando vejo um pé. Uma vez, ela disse-me que achava as folhas apetitosas, uma maluquice. Não, não é maluquice, o dente-de-leão é comestível. Pelo que sei, há quem cultive na Europa, enquanto em tantos lugares cresce sem exigir o menor cuidado.

Quase do nosso lado, os animados Beto Pimentel e Edinho Engel. Muito bem-humorados, entusiasmados. Roberta Sudbrack estava nos fundos, quietinha. E eu, ainda me recuperando da virose, tentava abafar a tosse…

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Tinha Uma Horta Aqui

Hoje e amanhã estarei em São Paulo, mas prometo voltar a escrever no domingo.

Vou ver a Neide Rigo na palestra “Tinha Uma Horta Aqui” e na aula dela, da Ana Soares e Mara Salles no sábado.

Na sexta à noite fui convidada para conhecer as pizzas do André na Presto (Rua Esmeralda, 39 – Aclimação).

Só peço que me desejem sorte, porque não conheço bem São Paulo e detesto dirigir. Espero não me perder e nem chegar atrasada a nenhum compromisso.

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