Fipan

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Fui à Fipan com olhos de curiosa, apenas. A feira, direcionada às padarias e confeitarias, juntou empresas de alimentos, equipamentos e embalagens. Confesso que o que mais me impressionou foram as cores.

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Cores nos chocolates e bombons…

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Cores nas coberturas e enfeites…

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As cores dos macarons…

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Cores nos bolos decorados…

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E nos cupcakes.

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Uma coisa que eu gosto de ver são embalagens. Sério.

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Embalagens para refeições…

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Embalagens para doces…

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Embalagens para docinhos e bombons…

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E embalagens para tortas e bolos.

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E, claro, formas, moldes, utensílios.

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Muitos moldes em silicone, em diversos formatos

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E essas curiosas tiras, para fazer assados com relevo.

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Gostei da Escola Móvel de Panificação e Confeitaria.

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Mas não era o único veículo da feira; a Zimaze trouxe um calhambeque cheio de pães.

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Quanto aos equipamentos, coisas gigantescas, como esse forno. Não havia nada para uso doméstico.

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Uma empresa (sinto, não anotei o nome) teve a ousadia de apresentar panetones sem conservantes, completamente mofados…

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E, bem, eu achei esse ovo de chocolate, todo decorado bem estranho. Mas é algo para mostrar as possibilidades dos produtos. Ou será que alguém encomendaria um ovo de páscoa assim?

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Será que a idéia da Fini pega? Decorar bolos com marshmallows e jujubas…

Bem, o resumo é que teremos mais um ano muito colorido, com muito cupcake e muito mousse de amarena. Pelo que vi, diria que teremos mais opções de pães especiais (muitos preparados para pão de trigo integral, aveia, etc). E as padarias estão definitivamente caminhando para se tornarem lojas de conveniência.

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Furokuki Daikon (Nabo com Molho de Misso Branco)

É uma receita simples e bem popular. Aproveitando que o nabo do inverno é bem melhor do que o resto do ano – o sol menos intenso faz com que ela desenvolva mais sabor – fiz essa receita. Mas o molho pode ser aproveitado em outra receita, sobre batatas cozidas, porém ainda firmes, por exemplo.

Corte o nabo em rodelas com cerca de 2 dedos de altura. Descasque. Tire uma tira relativamente grossa em torno de todo o nabo. Essa parte, mais branca, é fibrosa.

Cozinhe as rodelas de nabo em caldo de kombu (kombu dashi) ou simplesmente coloque um pedaço de alga kombu em uma panela com água, aqueça e retire a alga. Acrescente o nabo e cozinhe em fogo brando. Se tiver um otoshi-buta, use; senão, cubra com uma folha de papel alumínio ou impermeável. Cozinhe até que ele fique bem tenro e ligeiramente transparente.

Para o molho, misture cerca de 1/2 xícara de misso branco (branco porque ele tem a cor mais pálida que o misso comum; é menos fermentado e o sabor dele é mais suave. Se não encontrar, use misso comum) com 2 a 3 colheres de sake, 1 colher de açúcar e 1 gema. Leve ao fogo em banho-maria, mexendo sempre. Adicione água ou dashi, para deixar o molho um pouco mais fluido. O molho será um pouco puxado no sal, já que o nabo não tem sal algum. Aromatize com raspas de yuzu, se tiver. Se preferir, use gengibre ralado, pimenta vermelha moída ou sancho para aromatizar.

Com cuidado, distribua um pouco de molho sobre cada rodela de nabo cozido e sirva. Ou, se tiver uma salamandra ou grill, toste a parte de cima. Eu, como tinha pressa, apelei para o maçarico. Isso é opcional, mas o cheirinho de misso tostado é muito bom.

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Yuzu

Encontrei yuzu no Festival do Japão, na barraquinha de Shizuoka. Custavam apenas 2 reais o pacote. O tamanho variava, alguns pacotes continham 2, outros 3. Não haviam muitos e creio que acabaram logo, porque começou a juntar gente interessada. Uma senhora japonesa (creio que era, porque não falava português) demonstrou uma grande surpresa. Esse limão é ainda pouco conhecido no Brasil e apreciado na culinária japonesa pelo seu aroma. Com o caldo faz-se um molho com shoyu, chamado ponzu. A casca pode ser ralada e misturada ao miso (pasta de soja) e empregado em um peixe grelhado, por exemplo.

Quando cheguei com eles em casa, o interesse maior, no entanto, era pelas sementes. Minha mãe não demorou para abri-las e separar as sementes, que já foram plantadas. Espero que brotem. Talvez daqui uns 4 anos teremos alguns pés de yuzu, embora esta região não seja exatamente a mais feliz para os cítricos em geral.

Como dona M foi muito rápida, ralei com cuidado as cascas dos limões que ela já tinha partido e misturei com sal. O aroma não é o mesmo, mas ainda assim é interessante. Também fiz uma receita simples – posto amanhã – com miso.

E desculpo-me pela falta de receitas. O fato é que ando cozinhando pouco. A gripe tirou meu apetite e ando sobrevivendo à canja e chá…

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Festival do Japão – Parte 5

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Okayama servia espetinho de shimeji, kibi (milheto) com arroz e…

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lindas bandejas de matsuri sushi.

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A barraca da Kibo no Ie estava concorridíssima. Infelizmente, a fila e a espera eram longas demais e ficamos sem provar o sonho.

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Em Oita tinha uma sopa chamada dango-jiro que eu confesso não conhecer ainda. Também tinha tori-meshi (arroz com frango), caqui seco e tataki de carne.

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Tokushima tinha takoyaki, temaki, onigiri (aliás, vi muita gente comendo onigiri) e morango com chocolate.

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A barraquinha de Nara estava enfeitada com fileiras de origamis. Em letras garrafais, yakisoba. Também tinha sushi embrulhado em folhas de caqui e sopa doce de feijão (oshiruko).

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Saitama tinha karê (curry), tanto com arroz como dentro do pão (kare-pan). Comfort food total.

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Okinawa tinha pratos curiosos, pelo menos, para mim. Não conheço o yagi-jiru (sopa de cabrito).

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Guardei o apetite para o okinawa soba. Parecido com o lamen, com porco, tirinhas de ovos, kamaboko e conserva de gengibre. Mas ainda estou curiosa quanto ao okinawa soba feito pela comunidade em Campo Grande.

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E também tinha sata andagui, um bolinho de chuva típico. Só que, pelo que eu conheço, ele costuma ser feito com açúcar mascavo. No mais, estava parecidíssimo com o que eu tinha comido em uma feira de produtos de Okinawa, no Japão.

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O harumaki (rolinho primavera) da barraquinha de Miyazaki acabou cedo. Também pudera, acho que todo mundo gosta de harumaki. Também tinha okowa (arroz glutinoso cozido no vapor) e conserva de ume.

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Iwate tinha udon, gyoza e sake.

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A barraca de Tokyo apostou no yakisoba.

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Mas também tinha um frango frito muito apetitoso (tori no karaage).

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Mas acabamos ficando com o yakisoba especial, com camarão, carnes e verduras.

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Confesso que fiquei pouco no pavilhão coberto, onde ocorriam apresentações e eventos, além de abrigar stands de empresas como Toyota, Honda, etc. Mas é que era muita coisa para uma tarde apenas…

Bom, a conclusão é que o Festival foi um sucesso, tinha muita coisa gostosa, bonita e barata. Mais uma vez provou-se que comida de rua nem sempre significa comida ruim. Também foi bom ver três, quatro gerações participando do evento. No meio disso tudo, conversei com uma senhorinha que veio da mesma região que meu pai, com a mesma idade e ela tinha a idade que meu pai teria, se ainda estivesse vivo. E ri da coincidência de que ela, como meu pai, tinha horror a frio. Também dou parabéns para os organizadores, que pensaram nos visitantes da terceira idade. Apesar de ter sido cansativo até para mim, não haviam degraus e vi muitos cadeirantes.

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Amo Uma Porcaria…

torresmo na banha

Sim, aqui em casa sempre tem porco. Até mais do que eu realmente gostaria. Minha mãe não passa sem um porquinho e dispensa as outras carnes. Sabendo disso, a Bia do Voilaà (www.voilaa.com.br)  mandou-me de presente um baldinho.

torresmo na banha 2

Eu já vi pururuca seca, mas na banha, em balde, nunca. Ainda não fritei para confirmar se realmente pururuca bem, mas eu creio que sim. O produto é de Maringá (PR) e distribuído pelo Armazém Dona Luiza.

E porque ainda não fritei? Bem, esta semana foi especialmente corrida e, para completar, estou gripada, o que tira boa parte do meu apetite.

Obrigada, Bia!

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Festival do Japão – Parte 4

festival do japao niigata

A barraca de Niigata trouxe mochi, anpan (pão com doce de feijão) e uma coisa bem curiosa:

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Kibi dango (bolinho de milheto), embrulhado em folha, amarrado e cozido no vapor.

festival do japao hiroshima

Hiroshima servia okonomiyaki e foi bem concorrido!

festival do japao nagano

Quando morei me Nagano, achei curioso que ainda havia muita gente que fazia conservas em casa. Existiam casas que vendiam exclusivamente verduras, sal, potes e tudo que seria necessário para fazer as conservas caseiras. E a barraquinha de Nagano trouxe uma conservinha de uma planta parecida com a mostarda, levemente picante: Nozawa-na zuke. Uma delícia. Além de natto (soja fermentada), missô (pasta de soja) e conserva de wasaki na borra de sake.

festival do japao ehime

Ehime servia bebidas à base de sake, espetinhos, arroz com alga hijiki e rocambole recheado com pasta de feijão que no Japão chamam de an-taruto, o que confundiu LP; expliquei que taruto era de tart, tarte… Aqui em casa a gente chama de tora-maki.

festival do japao fukushima 

Na barraca de Fukushima tinha fila para os espetinhos e bolinhos de arroz (onigiri)…

festival do japao nagasaki

Nagasaki servia udon e espetinhos. Lamentei que não tivesse pão-de-ló (kasutera) nem o champon (lamen de frutos do mar)…

festival do japao shizuoka

Enfim, Shizuoka, província onde morei, entre indas e vindas, mais de 10 anos. Dessa província posso falar um pouco mais.

festival do japao shizuoka cha

Um dos orgulhos da província é o chá. Claro que existem chás e chás. O que eles chamam por lá de shin-tcha é o chá das primeiras folhas do ano. Como receberam pouca luz, o aroma e sabor são bem mais suaves. Tomei um copinho de chá por um real.

festival do japao shizuoka unagi

Enguia (unagi) é um dos produtos mais conhecidos da cidade de Hamamatsu, no extremo oeste da província. Grelhada, laqueada e servida com arroz, é muito procurada sobretudo no verão. E, para minha surpresa, tinha também yuzu. Comprei 2 pacotinhos com 3 limões cada.

festival do japão hokkaido

Hokkaido, terra de meu pai, trouxe arenque.

festival do japao hokkaido bento

Mas, apesar da aparência dos bentôs de arenque, lula e anchova estarem bons, a fila era imensa. Também tinha morango com chocolate e tirashi zushi. Só faltaram batatas cozidas no vapor com manteiga com ovas salgadas e milho assado…

E amanhã termino a série Festival do Japão.

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Kohaku Namasu

Antes que alguém reclame que eu só falo em comida e não cozinho nada, vai aqui uma receita. Que, aliás, nem é cozida, é crua. Trata-se de uma conserva rápida, prima da salada, feita com nabo e cenoura, chamada de Kohaku Namasu.

É muito, muito fácil de fazer. Pegue um pedaço de nabo e corte em tiras finas e não muito longas. Fiz isso com um descascador de legumes. Fiz o mesmo com uma cenoura. Vai parecer muito, mas creia, vai encolher no final.

Tempere com um pouco de sal. Misture e deixe descansando por uns 15 minutos, para soltar água.

Esprema entre as mãos, retirando o máximo de água possível.

Despeje um pouco de sambaizu e misture. Pode ser consumido após meia hora de descanso, mas prefiro deixar ao menos uma noite. Acompanha qualquer coisa ou pode ser servido como aperitivo.

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Festival do Japão – Parte 3

Na barraca de Yamanashi, Houtou (que eu ainda vou experimentar), udon e arroz com curry.

Fiquei com vontade de tomar o amazake na barraquinha de Tochigi, mas por conta de um medicamento que estou tomando, achei melhor não arriscar, apesar de quase não conter álcool. Também tinha yakisoba, gyoza e kampyo-maki.

Na barraquinha de Saga, tinha pastel, sanduíche de pernil (porque afinal das contas, é uma festa da comunidade brasileira no Brasil e nós adoramos pernil e pastel)…

…e tempura de sorvete, que fez muito sucesso. Mas eu, sinceramente, não gostei…

Kyoto apresentou doces: mitarashi dango (bolinhos de massa de arroz), sorvete de matcha, rocambole de chá e de chocolate, além de conserva de ume.

Para quem não comeu o rocambole da barraquinha de Kyoto, ainda tem a chance de provar algo parecido na Doceria Alteza, na Liberdade.

Kagawa trouxe massa do Japão para fazer o famoso Sanuki Udon.

Há pouco tempo eu assisti o filme “Udon”, que trata exatamente sobre o fato de existir tantas fábricas e restaurantes que servem udon em Kagawa. Esse era um kitsune udon – massa branca com caldo à base de katsuo e servido com abura-age (tofu frito), kamaboko (pasta de peixe cozida), tirinhas de kombu (alga) e cebolinha. A massa estava firme e o caldo, bem satisfatório. Por R$12,00, valeu a pena.

Aomori é sempre lembrada por suas maçãs – famosas até no exterior. Na barraquinha da província, maçãs frescas, suco de maçã, doce de maçã…

Amanhã volto a escrever sobre outras províncias.

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Festival do Japão – Parte 2

A barraca de Ibaraki oferecia pratos à base de castanhas: arroz, okowa (feito com arroz glutinoso), sopa e uma conserva.

Já em Shimane tinha bandejas de inarizushi e makizushi.

Na barraquinha de Yamaguchi tinha ichigo daifuku (massa de arroz recheada com pasta de feijão e morango), além de yakisoba e tempura.

Não provei o takoyaki da barraquinha de Hyogo. A fila desanimou…

Gifu oferecia ayu – um pequeno peixe de água doce – assado com sal. Espetinho de peixe e de shimeji com bacon são pratos muito comuns em izakayas.

Fukuoka trouxe um peixe que adoro – o sanma – para ser servido grelhado. É um peixe de outono, gordo, de corpo longo e cabeça bem triangular com a ponta do bico amarela.

Kagoshima tinha tonkotsu lamen (lamen com caldo de porco), espetinhos, conserva de takana, manju. Já Chiba – província onde morei por 2 anos – servia gyoza, yakisoba e sushis.

Em Ishikawa tinha sakura mochi – mochi embrulhado em folha de cerejeira e ohagi -arroz glutinoso amassado, que pode ser coberto com pasta de feijão ou farinha de soja torrada.

Lá na barraca de Ishikawa comi um nikuman – pão no vapor recheado com carne – pequeno, comparado com os que eu pegava nas lojas de conveniência. Mas estava quentinho e macio.

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Neide Rigo e o Paladar do Brasil

Neide Rigo estará no Paladar – Cozinha do Brasil, realizado no hotel Grand Hyatt, em São Paulo.

No dia 30, às 16 horas: Tinha uma Horta Aqui – Do jacatupé ao jiquiti.

No dia 31, às 11 horas: Cozinha Sem Vergonha: Galinha de Cabo a Rabo, com Mara Salles (Tordesilhas) e Ana Soares (Mesa III)

A programação completa em:

http://paladardobrasil.com.br

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