Biscoitos de (quem me dera) Nata

Bem, hoje em dia eu não fervo leite (esquento na caneca, no microondas), não vou juntando metodicamente a nata (que nata???) do leite em um copo de requeijão, no congelador. A não ser que arrume uma vaca, vou continuar na saudade dos biscoitos de nata. Mas dá para quebrar o galho com creme de leite. Usei creme espêssa , da Frimesa, que vem em potes de 300 gramas. Mas acho que dá para fazer com creme de lata, mesmo. O resultado foi um biscoito pouco doce, mais para macio que crocante.

1/2 kg de farinha de trigo

4 colheres de açúcar

1 colher de fermento em pó

Creme de leite até dar o ponto (usei umas 400, 450 gramas)

Misture tudo e vá adicionando o creme de leite, misturando sem amassar muito.

Forme rolinhos, passe-os em açúcar cristal, corte em bocadinhos, como nhoques. Coloque-os em uma assadeira e asse em forno médio, até corar ligeiramente. Como crescem bastante, acho melhor que os rolinhos tenham menos de 2 cm de espessura.

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Chuchu com Camarão

Quem é carioca me entende. Chuchu com camarão, para muita gente, é um prato de torcer no nariz. Afinal, chuchu quase não tem gosto. Estragar camarão com um ensopadinho de chuchu? – dizem. Mas por ser tão neuto, o chuchu absorve todos os sabores. Bem cozido, tem uma textura delicada. Acompanhei com uma farofinha de cebola e manteiga, bem simples. A farinha de mandioca liga o arroz e o caldo, nesse nosso hábito bem brasileiro, da “mistura” no prato. Sabores da infância.

2 chuchus médios, picados em cubinhos

1 cebola pequena

1 ou 2 dentes de alho

4 a 5 tomates maduros

Camarão limpo e descascado ( não medi, usei um punhado)

Sal, pimenta do reino e salsa

Refogue a cebola em azeite, até ficar macia, sem dourar. Junte os tomates picados, sem sementes e deixe “suar” um pouco. Junte os chuchus. Deixe cozinhando em fogo baixo, juntando água aos poucos (se tiver, use caldo feito com as cabeças e cascas de camarão), para que o caldo não resseque. Quando o chuchu estiver macio, junte os camarões. Cozinhe o mínimo necessário – alguns poucos minutos. Tempere com sal, pimenta do reino e salsa.

Eu não usei pimenta vermelha, prefiro servir o molho de pimenta à parte. Dois chuchus foram suficientes para duas pessoas com muita fome.

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Pudim de Arroz

Não é raro eu pensar em certas incoerências dos nossos hábitos alimentares. Vivemos em um país tropical mas nossas sobremesas, carregadas em cremes e açúcar, seriam mais apropriadas para lugares de clima mais ameno…

Pensando um pouco nisso e em outras coisas, fiz esse pudim de arroz. Como muitas receitas de arroz-doce levam muito açúcar e consomem muito tempo até o leite evaporar e o arroz liberar amido, parti para alterações.Muita gente reclama da textura de cremes e molhos engrossados com amido. Nem sempre são ruins. O problema é usar o amido de maneira correta.

1/3 xícara de arroz cru, lavado e deixado de molho por uma hora

1 1/2 xícara de água

3 xícaras de leite

5 a 6 colheres de açúcar

2 a 3 colheres de farinha de arroz mochi (comprei na Liberdade como “Glutinous Rice Powder” – o pacote de 1 kg custou R$6,00)

Cozinhe o arroz com a água, em fogo médio, até quase evaporar toda a água. A essa altura, o arroz deverá estar bem macio.

Adicione o leite, deixe levantar fervura e cozinhe em fogo baixo por 5 minutos, mexendo eventualmente.

Adicione o açúcar e a farinha de arroz mochi dissolvida em um pouco de leite. Misture. Continue mexendo até o creme engrossar.

Sirva frio.

Aromatizei com casca de laranja e servi com um pouco de caramelo e lascas de amêndoas tostadas. Mas, se você é como o Fábio, para quem casca de laranja lembra sempre anestésico odontológico, use canela ou baunilha.

Não experimentei com farinha arroz comum. Não sei se ficaria bom. Seria uma questão de experimentar…

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Sorteio

Tem uma sugestão para este blogue ou uma receita favorita? Publique seu comentário aqui e concorra a um conjunto de tigelinhas para molho em formato de pétalas de cerejeira…;-)

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Polvo

Eu só conheço duas maneiras de cozinhar polvo. A primeira, é um cozimento muito rápido e interrompido antes que ele enrijeça. A técnica, comentei há um bom tempo, aqui.

Já a outra técnica envolve um cozimento lento, suave e demorado. O resultado, a meu ver, é melhor.

Antes, é preciso limpar o polvo (peça para o peixeiro tirar as vísceras do polvo). Coloque-o em uma tigela e junte um bom punhado de nabo ralado e esfregue-o em todo o polvo, como quem lava roupa, mesmo. Depois de algum tempo, o nabo vai ganhar uma cor meio acinzentada e o polvo vai perder aquela gosma exterior. Lave-o bem.

Coloque-o aos poucos, em uma panela com água fervente. Os tentáculos vão encurvar. Segurando-o pela cabeça, coloque-o e tire-o da panela, repetidas vezes. Por fim, quando os tentáculos enrolarem, coloque-o todo na panela e deixe por uns 3 minutos.

Tire-o e separe os tentáculos de 2 em 2.

Se você tem uma panela térmica shuttle chef, para cozimento lento, esta é a hora de usa-la. Coloque os pedaços de polvo dentro dela, cubra-a com dashi ou água (ou água com hondashi), um pouco de shoyu e outro de sake. Leve-a ao fogo até romper fervura. Coloque-a no compartimento térmico e deixe por duas horas, mais ou menos. Teste com um palito. Se não quiser prejudicar a aparência da pele, retire os pedaços de polvo com muito cuidado. Use uma escumadeira ao invés de uma pinça. Teste com um palito, para ver se está macio o suficiente. Então é só corta-lo da maneira que preferir e servir com molho (geralmente ácido, que combina muito bem, como o ponzu).

Se você não tem a panela que citei, basta colocar o polvo em uma tigela grande o suficiente, cobri-lo com caldo, shoyu e sake. Coloque essa tigela na parte de cima de uma panela de cozimento no vapor ou improvise uma base com uma lata. Dessa maneira, o caldo não atingirá uma temperatura muito alta, que comprometeria a aparência, a cor do polvo. Cozinhe por uma hora e meia a duas horas. É conveniente usar o otoshi-buta, para mante-lo submerso.

Para terminar, só mais umas dicas na hora de comprar o polvo: Observe se as ventosas são de tamanhos regulares e escolha os menores, com um quilo e meio, aproximadamente. Os maiores tendem a ser mais duros.

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Kama

Uma grande cozinha tem como fundamento ingredientes de qualidade. Já a cozinha doméstica tem que se contentar com a disponibilidade e ainda preocupar-se com nutrição, economia… Mas isso não significa que grandes clássicos da cozinha japonesa sejam, totalmente, inacessíveis. Muito pelo contrário. Paradoxalmente, alguns produtos que encontramos aqui, baratos, são considerados iguarias em outros países. Como é o caso do “kama” de atum. Esse corte, que fica junto à guelra (seria algo como o “ombro” do peixe, apesar da expressão parecer estranha) custou apenas R$3,90 o quilo.

Como podem ver, um kama vem com bastante carne. E a diversão é que são dois tipos de carne: uma, marmorizada, gordurosa (que fica suculenta, quando assada) e outra mais irrigada, fibrosa (que fica com uma consistência firme, muito parecida com a da coxa de galinha ou peru). Pode ser que seja necessário comprar a cabeça toda do atum. Mas isso nem chega a ser problema, porque as bochechas do atum (e quase toda a cabeça) também são saborosas.

E uma maneira clássica de prepara-lo é, também, a mais simples. Basta lava-lo bem (é uma região muito irrigada e o sabor de sangue poderia prejudicar o sabor), colocar sobre uma boa brasa, com o osso voltado para baixo e sal grosso por cima. Só. Vire-o somente nos instantes finais, para ganhar uma corzinha. Sirva com shoyu com limão ou gengibre à parte. Ou coma-o assim mesmo, apreciando essa carne saborosa, saudável (dizem que é rica em ômega 3), leve e… barata.

A peça em questão, alimentou bem duas pessoas adultas. Acompanhei com uma porção de horenso (espinafre japonês) aferventado, escorrido e frio, temperado com shoyu e um pouco de gergelim torrado e moído e algumas fatias de gengibre em conserva (gari) para ir refrescando o paladar. E arroz, claro!

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Yakisoba

É impressionante como a culinária chinesa é popular no Japão. O yakisoba que comemos no Brasil é bem diferente dos que comi no Japão. Primeiro, é que costuma ser feito com massa com ovos, fresca. Segundo é que nem sempre é preparado com aquele molho escuro e adocicado. Existem várias versões, algumas bem simples, outras mais elaboradas. Uma, que eu gostava muito, era do macarrão frito em um disco, corado de ambos os lados, quase como uma panqueca grossa, coberta com um molho de frutos do mar, vegetais e engrossado com amido. Outra é sem molho, ou quase sem molho e, como o tempero era muito suave, diziam que era “sabor sal” (shio-aji), para indicar que não ia shoyu ou molho escuro.

O da foto acima, fiz com massa fresca (mas como é difícil de encontrar no Brasil, restam duas opções: fazer a massa em casa ou usar a massa seca; de qualquer forma, não cozinhe-a demais, tire-a um minuto ou dois antes de ficar no ponto). É uma versão muito simples. Refoguei um dente de alho, um pouco de gengibre ralado, uma cebola em cubos e adicionei camarões (poderia ser frango em tiras ou porco), brócoli, cenoura (também poderia ter adicionado cogumelos pretos, broto de bambu fatiado ou outros vegetais). Quando tudo estiver cozido porém crocante, adicionei o macarrão cozido. Sal e óleo de gergelim completam o prato.

Normalmente eu gosto do meu yakisoba com muita verdura, na mesma proporção (em volume) de massa. E tomo o cuidado de variar cores, para que o prato fique mais apetitoso. Uma wok é uma boa opção, mas se não tiver uma, não se desespere. Dá para fazer porções menores em uma frigideira. Só evite fazer uma quantidade muito grande de uma vez, porque a temperatura vai baixar e é possível que passe do ponto.

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Produtos da Estação

Vi alcachofras a 1 real cada (estas da foto, eu ganhei). Brotos de bambu, tanto do tipo hachiku como do mooso. Eu comprei o hachiku (confesso que não sei distinguir bem um do outro; ambos são grandes, mas o mooso tem uma penugem irritante) que tem sabor mais delicado e não possui amargor. Basta fervê-lo por meia hora e deixar de molho em água limpa por mais algumas horas que está pronto para consumir.

Alcachofras, pequenas, cozinhei e coloquei no óleo. Tenho 2 vidrinhos guardados para uma emergência. Bem fechados e esterelizados, duram meses, sem problemas.

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Frango com Pudim

É um prato muito fácil, descompromissado e satisfatório. O pudim yorkshire fica mais bonito se assado separadamente, em forminhas. Mas despejado em torno do frango, não fica mau, não.

Tempere coxas e sobrecoxas de frango com algumas horas de antecedência. Leve ao forno em um refratário, em forno moderado, até ficar macio. Recolha o caldo que se formar. Separe a gordura e devolva à forma. Aumente a chama do forno e deixe o frango corar.

Meça e coe o caldo. Complete com leite, até obter 1 1/4 de xícara. Em uma tigela, misture 2 ovos e 1 xícara de farinha. Adicione o líquido aos poucos, mexendo sempre. Verifique o sal. Despeje em torno dos pedaços de frango. Asse até as bordas dourarem. Se preferir um pudim mais macio, aumente a quantidade de líquido.

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Presente de Natal

As tigelinhas para molho (ou shoyu) são pequenas, um pouco maiores que uma colher de sopa e delicadíssimas. Imitam as pétalas da flor de cerejeira.

Vou sortea-las aos leitores do blog. Para concorrer, basta colocar um comentário nesta página, publicando uma sugestão ou dizendo qual é a melhor receita do Delícia. Até o dia 10/12/2008, um leitor será sorteado. Mas, por motivos práticos e técnicos, só vale para residentes dentro do território brasileiro.

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