An-pan

an-pan

Já falei de pães japoneses e esse, com certeza, é o mais conhecido pela comunida japonesa no Brasil. Trata-se de um pão de massa macia, recheada com doce de feijão em pasta (anko). Não é difícil fazer. A receita que passo, certamente não é a original, que provavelmente levava fermentos naturais.

An-pan (20 unidades)

400 gramas de farinha de trigo

12 gramas de fermento para pão, seco, granulado

90 gramas de açúcar

1 xícara de leite morno

40 gramas de manteiga

1 ovo

4 gramas de sal

600 a 800 gramas de anko

Dissolva o fermento no leite morno e misture tudo (exceto o anko) na batedeira, com o gancho para massas. Bata até atingir o ponto de véu (pegando um pouco de massa, ela se estica até ficar transparente, sem rasgar).

Deixe descansar até dobrar de volume.

An-pan modelado

Divida a massa e o anko em porções. A quantidade de anko varia muito. Há quem prefira pães com bastante recheio e outros, com menos. Eu gosto de ambos. Deixe descansar 15 minutos, pincele com gema e faça um furo em cada um, para que o vapor escape e o pão não fique oco.

Forno bem quente, até dourar, tomando cuidado para não queimar embaixo.

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Hoje

Hoje o avô de um amigo faleceu. Ele já não estava bem há algum tempo e, embora eu não o conhecesse, lamento pelo que meu amigo está passando. Infelizmente, todos nós temos que encarar a perda.

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Torta Feita Na Corrida

Torta na Corrida

Hoje precisei correr com o jantar. Fiz uma torta rapidinha, com sobra de um franguinho assado. Não ficou maravilhoso, mas ficou bom foi bem melhor que requentar o almoço…

Torta de Frango

Massa:

3 1/2 xícaras de farinha de trigo

200 gramas de manteiga

3 ovos médios (na verdade, usei 2 pequenos e um grande)

1 colher de sobremesa de sal

Bata no multiprocessador a manteiga com a farinha e o sal, formando uma farofa grosseira. Junte os ovos. Misture. A massa será macia e um pouco grudenta.

Forre uma forma rasa. Recheie e cubra com o resto da massa. Pincele com gema. Eu fiz uns desenhos com a ponta de uma faca pequena.

Forno quente por meia hora, mais ou menos.

Para o recheio, usei uma cebola média picada, bem refogada com 1 colher de cebola. Juntei 2 colheres de sopa de farinha, misturei e fui juntando leite aos poucos, mexendo com o fouet (aquele batedor de arame), até formar um creme bem denso. Restos de frango assado, algumas ervilhas aferventadas, pimenta do reino, sal.

PS: Até a foto foi feita às pressas. Composição terrível.

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Chá de Goya (Nigauri)

Nigauri

Está na época desse pepino amargo. Ganhei uma boa porção de um parente, que planta. Lembrei que não comentei sobre o chá dele. Se faz bem ou não, não garanto. Há quem diga que emagrece. Eu não acredito em superalimentos nem em dietas milagrosas. Mas houve uma época que era febre no Japão e é provável que ainda venda bem.

Para fazer o chá de goya (ou nigauri), basta tirar as sementes, raspando com uma colher, cortar em fatias finas e secar. Alguns finalizam tostando levemente em uma frigideira seca. E então, fazer o chá, como qualquer outro, colocando uma porção em água quente e deixando descansar por 3 a 5 minutos.

O gosto não é bom, não…

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Do Quintal

pimenta no vaso

Pimenta plantada em vaso dá. E deu muito, este ano. Encheu um vidro enorme e ainda tem mais para colher. Tão vermelhas e bonitas que não resisti e tirei foto.

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Defumando em Casa

Defumador Portátil

Eu já falei da técnica de defumar pequenas porções de carne usando uma frigideira. No entanto, quando é algo maior ou quero um resultado melhor, uso um pequeno defumador doméstico. Esse seria algo para ser usado ao ar livre, em um acampamento, por exemplo. Não dá para usar em peças grandes, mas funciona bem com linguiças, fatias grossas de carne, peixe (embora não tenha feito ainda). Esse tipo de defumação é a defumação a quente, ou seja, a carne vai cozinhar e ganhar um aroma da fumaça. No entanto, é um equipamento pouco sofisticado e tem suas limitações. Existem modelos (um dia ainda terei um) com termômetro e a possibilidade de controlar a temperatura.

Serragem para defumação

Nesse defumador, uso barras de serragem prensada (de madeira de árvores frutíferas, como maçã, nogueira, cerejeira ou pecan). Não faço idéia de onde comprar essas barras e, quando as minhas acabarem, eu precisarei encontrar outra alternativa. Basta atear fogo nelas, que elas queimam lentamente, liberando bastante fumaça (óbvio). Coloco na parte de baixo, dentro de um pratinho de metal, fecho tudo e deixo lá, de 30 minutos a algumas horas, dependendo do quê estou defumando.

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Bolo Salgado de Milho

Sopa Paraguaia

Existe um prato chamado Sopa Uruguaia, que não é sopa, é um bolo salgado feito com milho. Um amigo meu, ao telefone, disse que fez, passou as orientações meio que vagas e hoje, vendo milho verde na feira a 25 centavos cada um, resolvi encarar.

Não ficou mau, ficou um bolo macio, úmido. Sem farinha (uma boa para os celíacos) e sem gordura (ótimo para quem, como eu, tem que controlar a ingestão de óleos e afins). E rico em fibras. Não coei, usei o milho com bagaço e tudo.

2 espigas grandes de milho, debulhado (basta passar a faca rente ao sabugo)

1 cebola grande

1 colher de óleo

1/2 xícara de água

3/4 de xícara de leite

2 ovos – claras batidas em neve

4 colheres de fubá fino

1 colher de sobremesa de fermento em pó

Sal e queijo ralado à gosto

Refogue a cebola picada no óleo. Quando ficarem transparentes, junte a água e deixe cozinhar em fogo baixo por uns 5 minutos. Coloque no liquidificador junto com o milho, o leite, as gemas. Bata até formar uma pasta. Tire do liquidificador, junte o fubá e o fermento e misture. Por fim, claras em neve e sal.

Despeje em uma assadeira pequena (20 por 30 cm, algo assim) bem untada e, se quiser, cubra com queijo ralado. Leve ao forno médio, pré-aquecido, até dourar. Sirva como acompanhamento ou lanche.

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Bairro da Liberdade

yakiimo

Fui algumas vezes lá. Poucas, é verdade. Mas é um lugar bom para compras e passeio. Mas nem tudo é japonês, muitos comerciantes são chineses. Garimpando, encontro pechinchas (da última vez voltei para casa com um pacotão de cogumelos shiitake desidratado e outras coisinhas por um preço muito bom).

Mas procurem por uma velhinha com uma caixa de isopor. Ela costumava ficar numa esquina, mas me disseram que agora ela faz ponto na ponte da Galvão Bueno. É a única pessoa que conheço, no Brasil, que vende batata doce assada na pedra, “ishiyaki imo”. A batata doce assada na pedra é mais doce, devido à amilase, temperatura exata e outras coisinhas das com as quais não tenho a menor intimidade (sempre fui péssima em Química). O fato é que japonês ama batatas doces assadas e toda semana passava uma caminhonete pelo meu bairro, tocando uma musiquinha: “Ishiyaaaaki imo, yaki imo, yaki imoooo”. Se quer ter um contato com uma parte da culinária japonesa pouco conhecida, procurem essa senhorinha e comprem uma batata dela. Juro que não é parente e não estou ganhando comissão!

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Imigração Japonesa

Este ano é o ano do centenário da imigração japonesa no Brasil.

Dizem que São Paulo está se preparando (e não é de hoje) para a festa. Curiosamente, não ouço nada aqui em Londrina, o que é uma pena. Seria uma boa, tanto para o comércio, como para comunidade, com a divulgação da cultura japonesa de um modo geral.

A Folha está com um site dedicado a isso, publicando matérias a respeito. Só não gostei da idéia de sake em drinques. Prefiro o meu, puro.

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Essência da Culinária Japonesa

Perguntam-me sobre o que é comida japonesa e o que não é. O sushi e sashimi se popularizaram, em parte pela moda americana, em parte pela idéia de que se trata de uma refeição saudável. No entanto, seria ingenuidade resumir a culinária de um país a dois pratos. Ingredientes também não servem como referência. Hoje em dia, é possível encontrar ingredientes de todo o planeta, em qualquer grande centro.

Eu definiria a cozinha em uma palavra: simplicidade.

As receitas que publiquei da culinária japonesa são todas simples, poucos ingredientes. E não é por acaso. A culinária japonesa é assim. Ingredientes puros, frescos. E técnicas para se tirar o máximo de sabor, aroma e textura de cada um. Não há uma confusão de aromas e sabores. Simples nem sempre significa fácil. É preciso conhecer o ingrediente e as técnicas. Acertar o ponto de fritura de um tempura é um desafio. A tecnologia pode até garantir temperatura do óleo constante, mas só a prática nos dirá quando é hora de tirar o camarão do fogo. Cozinhar arroz parece banal, mas o problema começa na escolha do grão, passando pela lavagem e quantidade de água. Enfim, são muitos os detalhes da perfeição. Mesmo em algo que possa parecer banal. Contenha a vontade de acrescentar algo.

Sazonalidade. Repeite a Natureza, coma o que é fresco, o que é da época. E fique atento às bancas das feiras se quiser comer gengibre novo, broto de bambu ou mioga. Quem ama comer, sabe que esperar pela melhor época. Não complique. Procure o que a estação tem de melhor a oferecer e desfrute. No Brasil temos oferta de produtos o ano inteiro, embora nem sempre de qualidade. Eu prefiro ir à feira, uma vez por semana. Eventualmente, compro direto do produtor.

E outra coisa que conta muito é a apresentação. A louça é o quimono da comida. Embeleza, complementa. A cerâmida japonesa de qualidade, é suave ao toque e leve. Segure-a com a mão. Há um encaixe, a textura é agradável. Ao contrário do que alguns andam cometendo, todos os enfeites precisam ser comestíveis e estão lá por algum motivo. Para não ficar com uma apresentação monótona, é comum colocaram um pedaço de tofu quadrado em uma tigela redonda. Dê-se esse prazer. De usar uma louça bonita, em uma refeição elegante.

Bem, esta é a minha opnião.

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