Pão Sírio ou Pita

Outro dia soube que minha mãe jamais tinha comido pão sírio (conhecido como pita) fresco, feito em casa. Quando avisei que faria esse pão, ela torceu o nariz, pensando no pão seco e sem gosto que se compra pronto. Na verdade, eu estava insegura quanto à esse pão, não faço há uns vinte anos.

400 gramas de farinha de trigo

4 colheres de chá de açúcar

1 colher de chá de sal

2 colheres de chá de fermento biológico seco instantâneo

300 a 350 ml de água morna

2 colheres de azeite

Misture a farinha, o sal, o açúcar e o fermento.

Adicione a água aos poucos, misturando bem. A massa deverá ser pegajosa.

Sove por cerca de 10 minutos. Conforme sova, a massa vai ficando mais elástica e não gruda tanto nas mãos.

Adicione o óleo, sove apenas para misturar e deixe descansando em uma tigela coberta com um filme até dobrar, quase triplicar de tamanho.

Abaixe a massa com o punho fechado. Corte a massa em 8 porções. Enrole cada porção em uma bola e deixe descansar por 10 minutos.

Aqueça o forno com uma assadeira dentro. É que para esse pão, a assadeira também tem que estar bem quente.

Abra cada porção de massa em um disco com mais ou menos 20 cm de diâmetro.

Deixe descansar por 10 a 15 minutos em uma assadeira ligeiramente polvilhada com sêmola de trigo.

Coloque cada disco de massa na assadeira quente. Mantenha o forno na temperatura máxima.

Em poucos minutos o pão vai estufar como um balão. Vire (cuidado para não amassar o pão nem se queimar) o pão e deixe cozinhar por um minuto, mais ou menos. O pão não fica corado e sim bem clarinho.

Retire do forno e coloque sobre um pano e abafe com um outro pano ou toalha, para que não resseque. Guarde em saco plástico bem fechado para que não resseque. Pode ser consumido em alguns dias, mas o ideal mesmo é comer logo.

Como eu gosto de comer esse pão? Cortando ao meio (forma uma bolsa) e enchendo-o com alface, tomate, pepino em fatias finas, talvez queijo, rosbife…

Share This Post
Publicado em lanches, massas, receita | Tags | 2 Comentários

Carne de Cabrito

Estou para escrever sobre essa carne. Tenho algumas experiências para contar.

A primeira vez que comi carne de cabrito foi na casa de uma vizinha. A carne foi cozida com muitos temperos (e muita pimenta). Era uma carne fibrosa, com pouca gordura. O gosto deveria ser bom, mas com tantos temperos, não posso afirmar com tanta certeza

A segunda vez foi no Japão. Sim, lá  come-se  carne de cabrito (e outras tantas carnes, até algumas que a gente rejeitaria por aqui).  Em uma época essa carne ganhou destaque. É que é uma carne magra e protéica. Ou seja, atraiu atletas e mulheres que queriam emagrecer sem deixar de consumir carne vermelha. Comi em um gengiskan (sim, é prato japonês e é feito, geralmente, com carne de carneiro). A carne era cortada em fatias bem finas, marinada e feita na grelha em formato de capacete. Desta vez a carne era macia, suculenta e muito saborosa.

Durante a  Semana Mesa SP, no ano passado,  provei cabrito premium cozido. Era macio e suculento como o que comi no Japão e o sabor era bem agradável. Conversando com o Rod da Apris, entendi um pouco o porquê da diferença entre a carne que comi há 3 décadas e a de agora. Um cabrito de qualidade exige cuidados, é abatido com idade e peso específicos.

E aí fica a coisa curiosa. Cabrito, pelo que sei, sempre foi consumida no Brasil. Apesar disso, é uma carne que pouco conheço, talvez por sempre ter vivido nas regiões Sul e Sudeste. E pelo que vi no Emiliano Market Day, muita gente também desconhece, muitos confundiram com cordeiro e pararam para provar a linguiça de carne vermelha.  Onde estão as receitas de cabrito? Onde estão os pratos com cabrito? Eu penso em um curry com cabrito (é, não consigo fugir da Ásia mesmo).

Por enquanto, só posso dizer que carne de cabrito e linguiça de cabrito podem ser encontrados no Empório Santa Maria e Empório Santa Luzia. Para outras cidades além de São Paulo, é melhor entrar em contato com a Apris:  http://www.apris.com.br/index

 

 

Share This Post
Publicado em carnes., curiosidades | 8 Comentários

4 Molhos Para Salada ou Agite Antes de Usar

O calor continua e por causa da Myrna lembrei-me de escrever sobre molhos para salada. Durante o tempo que morei no Japão, com o tempo curto – às vêzes tinha apenas 8 horas para tomar banho, cozinhar o jantar e dormir – eu tinha o hábito de deixar uma garrafa de molho pronto. Aliás, chegava a levar a garrafa para o trabalho, para temperar a salada do almoço.

Molho Oriental com Gergelim (à esquerda, de cor amarronzada)

50 ml de vinagre (usei de arroz) – talvez não use tudo

50 ml de molho de soja (shoyu)

100 ml de óleo

2 colheres de sopa de pasta de gergelim (tahine)

1 pedaço de gengibre fresco, limpo, picado; digamos que usei algo do tamanho do meu dedão

Bata tudo em um mixer (usei um de mão, daqueles que a gente usa com um copo) ou liquidificador, sendo o vinagre no final, aos poucos,  até ficar tudo bem misturado e o gengibre bem triturado. Corrija se necessário.  Por isso é melhor colocar o vinagre aos poucos porque pode ser que fique ácido demais, dependendo do tipo de vinagre usado.

Coloque em uma garrafa e guarde na geladeira por até uma semana. Agite antes de usar.

Variação: Diminua um pouco o shoyu e o vinagre e substitua a pasta de gergelim por duas colheres de chá de óleo de gergelim. Nesse caso o molho será mais líquido, não será cremoso, já que a pasta de gergelim age como um emulsificante. Se gostar, também pode adicionar pimenta-d0-reino ou pimenta vermelha.

Molho de Cenoura (ao centro, amarelo)

100 gramas de cenoura limpa e picada em pedaços grandes

2 a 3 colheres de vinagre

1 colher de sopa de mel

50 ml de óleo

Sal e pimenta-do-reino

Cozinhe a cenoura até ficar macia. Bata no mixer com 150 ml de água (pode usar  a água do cozimento) até ficar bem liso.

Adicione o vinagre, o óleo, o mel, sal e pimenta. Bata mais um pouco

Confira o sabor. Adicione mais vinagre caso queira. Guarde em um recipiente fechado na geladeira por alguns dias. Agite antes de usar.

Esse molho talvez agrade mais as crianças. O sabor é mais suave e a cor é atraente.

Molho “French” Com Cebola (à direita, branco)

Para ele fiz uma “moinese” de leite:

50 ml de leite

150 ml de óleo

1 colher de chá de gelatina em pó sem cor e sem sabor

2 colheres de sopa de água

2 colheres de sopa de vinagre branco

Sal e pimenta-do-reino

Hidrate a gelatina, polvilhando sobre a água, em um recipiente pequeno. Depois de alguns minutos, aqueça no microondas por 15 segundos.

Bata o leite e vá adicionando o óleo. A mistura vai engrossar um pouco. Adicione o vinagre, o sal, pimenta e a gelatina. Bata mais um pouco.

Leve à geladeira para firmar um pouco.

Esse creme vai dar corpo e estabilizar os dois molhos seguintes.

Para o molho:

100 ml de “maionese” de leite

30 a 50 ml de vinagre de arroz, de vinho branco, um vinagre de cor clara- talvez não precise de tanto

50 ml de óleo

1/2 cebola média picada

Sal e pimenta-do-reino à gosto

Bata tudo no mixer até que a cebola fique bem triturada, sendo que o vinagre é incorporado aos poucos. Talvez não precise usar tanto vinagre por conta do tipo usado, confira o sabor. Coloque em uma garrafa ou recipiente e guarde na geladeira por até 1 semana. Agite antes de usar.

Variação: Adicione um pouco de ketchup. Ficará parecido com o “Thousand Islands Dressing” que eu comprava já pronto, no Japão.

Molho de Laranja, Mostarda de Mel

100 ml de “maionese” de leite

100 ml de suco de laranja

50 ml de óleo

1 ou 2 colheres de sopa de mel

2 colheres de sopa de suco de limão

Mostarda em pasta (usei o “karashi” japonês que vem em tubo;  é forte, com sabor bem característico)

Sal

Bata no mixer a “maionese” de leite com o suco de laranja, suco de limão, óleo e mel. Vá adicionando a mostarda e provando. Como é muito forte, é melhor ir devagar, 1/3 de colher de chá para começar.

Tempere com sal e verifique o sabor. Guarde na geladeira em um recipiente que feche bem e use em uma semana. Agite antes de usar.

PS: Antes que alguém diga que o molho “French” não tem nada de francês, explico: um molho semelhante é comercializado no Japão com o nome de “French Dressing”. Não sei porquê, mas fica assim mesmo.

Na “cozinha do desespero” eu usava esses molhos com saladas-refeição: folhas, cenoura cortada bem fininha, milho cozido, pepino em fatias, tomate, uma pequena porção de frango assado ou presunto ou ovos cozidos ou atum em lata, alguns grãos de cevada cozida, dependendo da inspiração, brotos de nabo ou alfafa ou brócoli. Ou então com vegetais cozidos, frios, com alguma proteína. No verão é um almoço que não dá aquela sonolência depois.

Ah, claro, contém óleo então não é bom abusar da quantidade de molho, certo? Uso apenas o necessário para dar um sabor extra à salada.

 

 

Share This Post
Publicado em Cozinha do Desespero, Fácil, receita, Saladas | Tags , , | 10 Comentários

Emiliano Market Day 2ª Edição

Hoje o tempo estava agradável para uma feira. E foi com esse clima que aconteceu o segundo Emiliano Market Day. A intenção foi a de apresentar ao público em geral os produtos que fazem os pratos do restaurante do Hotel Emiliano. Os visitantes puderam ter informações sobre origem de produtos, saber o que faz um produto ser “premium”

Logo na entrada, uma amostra do que é feito no restaurante do Emiliano: Pães e patês.

Para os carb lovers, uma variedade de pães de dar água na boca.

A Família Orgânica estava presente com ovos, vegetais, iogurte, queijos, sucos e outros tantos produtos. O site deles é: www.familiaorganica.com.br

A Toscana veio com trufas negras, mel de trufas, açafrão…

A Cimsal estava presente com sua flor de sal. E essas pedras de sal são lindas.

As cervejas Caravelle também estava lá. Eu já conhecia de outro evento. Uma das cervejas pretas deles é muito boa com algumas sobremesas.

Espumantes Mumm.

Favo de mel da Novo Mel. Eu provei o mel de laranjeira, suave, delicado.

A C-trade trouxe presunto, pasta de pistache, farinhas, polenta, azeites.

Presunto Ibérico “Pata Negra” Josep Llorens não é tão salgado, a gordura derrete na boca. A Casa Flora também trouxe embutidos, azeites, frutas secas, vinhos.

A Valrhona estava com chocolate caramelado, 40%, 70%.

Sabores do Pará estavam presentes no doce de cupuaçu, farinhas diversas, frutas, biscoito de castanha, cumaru, açaí e outras tantas coisas que eu sequer desconfio que sejam. Vieram pelas mãos da Antonia Padvaiskas.

Morangos californianos enormes, macios e perfumados vieram com outras tantas frutas nacionais e importadas, comercializadas pelo Antonio Mitne. O site dele é: www.antoniomitne.com.br

Já falei algumas vezes sobre o wagyu (kobe beef). Este é argentino, importado pela Royal, empresa de Porto Alegre. O site deles é: www.nwroyal.com.br

Também já comentei sobre o cabrito Apris que é uma carne nobre, sem cheiro fote, suculenta, saborosa e com menor teor de gordura. O site deles é: http://www.apris.com.br/old/cabritoapris.html

A Illy estava lá com seus cafés que eu tanto gosto. Só que a foto ficou terrível.

Mais fotos eu vou publicar no Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?id=524438482  Estou lá como Marisa Tiemi Ono.

 

 

 

 

 

 

Share This Post
Publicado em Lugares, produtos. | 5 Comentários

Bolinho de Abobrinha e Especiarias

Eu não gosto de abobrinha. Estou tentando aprender a gostar de algo que me parece não ter gosto algum. Mas como há muito tenho o interesse em fazer doces com vegetais, resolvi experimentar um bolo com abobrinha. Resolvi colocar os sabores do Panforte do Ângelo Perrela, da confeitaria Asti: canela, noz-moscada, pimenta-do-reino, chocolate  e um pouco de cítrico foi no glacê porque eu não tinha laranja cristalizada em casa. O resultado foi um bolinho macio, úmido, cheiroso e sem gosto de abobrinha.

A receita eu adaptei do David Lebovittz (Zucchini Cake with Crunch Lemon Glaze), mas não usei outra receita de glacê, substituí parte do azeite por óleo e juntei umas coisinhas. Enfim, para facilitar, aqui vai a receita com todas as modificações:

170 gramas de ovos sem as cascas  (estava com ovos caipiras, de tamanho irregular; acabei pesando para facilitar as coisas, dariam talvez 3 ovos grandes)

350 gramas de açúcar

150 ml de óleo vegetal neutro, como milho ou canola

50 ml de azeite extra-virgem

50 gr de chocolate em pó

1 colher de chá de canela

1/2 colher de chá de noz-moscada

1 pitada de pimenta-do-reino moída

280 gramas de farinha de trigo

1 colher de chá de fermento em pó

1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio

300 gramas de abobrinha ralada em fios finos

Amêndoas tostadas e picadas (confesso que isso eu não medi, devia ter dado cerca de 1 xícara)

Bata os ovos com o açúcar. Vá adicionando o óleo e o azeite, batendo bem. Adicione o chocolate, as especiarias e bata mais um pouco.

Peneire a farinha com o fermento e o bicarbonato. Adicione à mistura e bata apenas para misturar.

Junte a abobrinha. Eu espremi levemente a abobrinha apenas para tirar o excesso de líquido. Adicione também as amêndoas picadas. Misture bem e coloque em forminhas para cupcakes ou muffins, forradas com forminhas de papel. Asse em forno pré-aquecido em temperatura média para quente, até dourar.

Cobri com um glacê simples: açúcar de confeiteiro onde fui pingando suco de limão e umas gotas de água até formar um creme espesso. Empreguei sobre os bolinhos quentes. O glacê endurece conforme o bolinho esfria.

Renderam cerca de 30 bolinhos.

 

 

 

Share This Post
Publicado em Doces, Fácil, receita | Tags , , , | Comentários fechados em Bolinho de Abobrinha e Especiarias

Pinhão de Bunia ou de Ibiúna?

Hoje topei com esse estranho pinhão, que era anunciado como “Pinhão de Ibiúna”. Tentei segurar o riso, já que moro em Ibiúna e é claro que essa semente não é uma coisa nativa da região. Trouxe o pacote para casa, curiosa em saber se o sabor dele é diferente. O vendedor avisou que seriam necessários 45 minutos de cozimento na panela de pressão. “Ela racha na ponta quando cozinha” – avisou.

De fato racha na ponta mas não quer dizer que fica mais fácil de descascar. A casca é dura, resistente, não entrega os pontos fácil, não. Nada que um alicate de bico não resolva. O sabor lembra pinhão, embora mais macio, um pouco mais adocicado.

Pesquisando um pouco, vi que se trata de pinhão de bunia (Araucaria bidwillii), parente da nossa araucária, só que é uma parente de longe: é comum na Austrália.

As diferenças são muitas. Ao contrário do nosso pinhão, a parte externa da casca não é lisa, é um pouco áspera. É grande. Não tem aquela “asinha” na parte mais arredondada. Na verdade, se estivesse distraída, pensaria que é uma amêndoa com casca.  Na foto acima, da esquerda para a direita: pinhão cru, cozido, cozido e descascado e cozido, descascado e partido no meio.

 

Share This Post
Publicado em curiosidades | Tags | 4 Comentários

Emiliano Market Day

Tem curiosidade em saber mais sobre os ingredientes da cozinha de um grande hotel?

E que tal assistir a duas palestras com o chef José Barattino e chef patissier Arnor Porto, sendo uma delas com dicas para a Páscoa?

Ou saber mais sobre mitos e verdades sobre champagnes?

Então vá ao segundo Market Day do hotel Emiliano, próximo dia 4, no edifício Antonio Carlos, Rua Oscar Freire, 379, bem em frente ao Emiliano, a partir das 12 horas.

Mais detalhes desse evento na página do Hotel Emiliano no Facebook:

https://www.facebook.com/emilianohotel

 

Share This Post
Publicado em Lugares, produtos. | Comentários fechados em Emiliano Market Day

Sakana Kasu-zuke

Um leitor escreveu-me pedindo a receita de peixe marinado na borra de sake. Desculpe-me se perdi o e-mail em algum lugar. Nos últimos tempos tenho pensado em opções mais baratas e acessíveis. Nesta receita, por exemplo, optei pela tilápia, barata e que pode ser encontrada mesmo nas cidades distante do litoral. Aliás, pelo que sei, criações de tilápia se espalham pelo Brasil.

Só um aviso: se você é sensível ao álcool (sim, existe gente alérgica ao álcool ou que não se sente bem com ele), é melhor desistir da idéia. A borra do sake contém álcool e, pelo que senti, não é pouco e parte é absorvida pelo peixe. Sim estou sentindo uma leve embriaguez neste exato momento.

Filés de tilápia

1 colher de sopa bem cheia de  sal para cada 300 gramas de borra de sake (comercializada como Sakeko, creio eu).

Lave os filés. Salgue levemente e deixe descansando em uma travessa por 1 ou 2 horas. O peixe irá soltar um pouco de água. Lave novamente.

Misture o sal à borra de sake. Eu preferi fazer camadas com o peixe e a pasta. Coloquei tudo em um saco plástico bem fechado. Deixe marinar por 3 a 7 dias. Quanto mais tempo passar, mais acentuado ficará o sabor.

Retire os filés da massa de borra, lave, enxugue bem e asse no forno elétrico, grelha ou mesmo em uma frigideira untada. Para uma cor e sabor mais adocicado, pincele com mirin os dois lados.

O peixe vai ficar com uma textura mais firme e, claro, um sabor característico. Usei a tilápia, mas pode ser substituído por peixes de carne mais firme.

Quanto à sobra de pasta de borra de sake, não jogue fora. Pode ser usada mais umas 2 ou 3 vezes.

Share This Post
Publicado em Fácil, Prato principal, receita | Tags , | 3 Comentários

Biscoito de Castanha e Goiabada

Minha mãe queria biscoitos com geléia. Eu olhava para um pote de goiabada que estava sobrevivendo aqui em casa há muito tempo. Ela insistia que queria o biscoito de geléia porque o recheio fica “puxento”. Bem, resolvi os dois problemas. Usei farinha de castanha-de-caju porque ela dá uma textura mais macia e farelenta ao biscoito.  Ganhou esse formato que lembra um certo biscoito industrializado porque sou preguiçosa e não queria modelar mini-pastéis ou micro disquinhos. Funcionou bem.

3 1/4 de xícara de farinha de trigo

300 gramas de manteiga

3/4 xícara de açúcar

1 gema

200 gramas de farinha de castanha de caju

Um pouco de leite (certa de 1/4 de xícara)

Goiabada (eu usei uma goiabada cascão caseira, que não chega a ser cremosa, mas também não corta fácil, é consistente, pegajosa)

Bata a manteiga com o açúcar e a gema. Adicione a farinha de castanha e o leite e bata mais um pouco. Junte a farinha de trigo e misture. A massa será macia. Leve à geladeira por horas, para firmar.

Abra porções de massa entre duas folhas de filme plástico. Espalhe goiabada ao longo de uma das bordas, em uma tira de pouco mais de 1 cm de espessura. Enrole. Corte um pouco além da emenda da massa.

Com cuidado, role a massa em uma bandeja com açúcar cristal. Coloque o rolinho em uma assadeira levemente untada e achate um pouco. Faça cortes ao longo da massa, formando bocados com mais ou menos 2,5 cm de lado. Não separe, apenas passe a faca.

Faça isso com o restante da massa. Leve ao forno pré-aquecido não muito quente, até dourar levemente.

Separe os biscoitos enquanto ainda estão mornos, com cuidado, porque a massa é muito frágil enquanto quente. Espere esfriar para guardar.

 

Share This Post
Publicado em Doces, receita | Tags , | Comentários fechados em Biscoito de Castanha e Goiabada

Ora-pró-nobis, Taioba e Coentro do Norte

Hoje ganhei uma muda de ora-pró-nobis. Essa planta espinhuda é mais conhecida em certas regiões de Minas Gerais. Como sei muito pouco sobre essa planta, fui consultar a Neide Rigo:

http://come-se.blogspot.com/2008/04/ora-pro-nbis.html

Bem, já sei que vou ter comida na cerca e que preciso tomar cuidado para não perder bananeira, goiabeira e outras plantas da pequena chácara onde moro. Ótimo. É só escolher um lugar e esperar.

Também ganhei uma muda de taioba. A folha se parece um pouco com o do inhame, mas cuidado! A folha do inhame provoca irritações.

Também ganhei coentro-do-norte. Depois minha mãe lembrou-me que chegamos a ter, mas acabou mirrando e morrendo. Vamos ver se esta cresce vigorosa.

E de quem eu ganhei todas essas mudas? Do André Cotta, da Presto Pizzas. Eles foram os primeiros a fazer pizza de alho negro, mas quem provou antes de mim foi o Marcelo Katsuki:

http://marcelokatsuki.folha.blog.uol.com.br/arch2010-07-01_2010-07-31.html

Com o ora-pró-nobis eles fazem um nhoque. Ainda não provei, preciso ir um dia lá experimentar…

http://marcelokatsuki.folha.blog.uol.com.br/arch2011-12-01_2011-12-31.html

 

 

 

Share This Post
Publicado em cotidiano, dicas | Tags | 13 Comentários