Bolo de Chocolate “Sintético”

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Fiquei com vontade de comer bolo de chocolate. No entanto, a manteiga estava no congelador, meu microondas está quebrado e não tenho chocolate em barra em casa. Ótimo, vamos improvisar. Descartei a receita de bolo Nega Maluca, que por um motivo obscuro, detesto. Resolvi partir de ingredientes considerados “trash” – achocolatado extra-doce e óleo vegetal – para fazer algo que adoçasse minha boca. Para melhorar um pouco a textura, adicionei liga neutra (é, aquela que se usa para fazer sorvete; contém goma guar ou xantana). O resultado? Para minha surpresa, ficou bom (não ficou ótimo, excepcional, maravilhoso, só bom). Classifiquei como “Cozinha do Desespero” porque, de fato, foi um ato desesperado.

4 ovos

150 ml de óleo vegetal

100 gramas de açúcar

100 gramas de achocolatado

10 gramas de liga neutra (lembrando que a marca que usei recomenda 20 gramas para cada litro de sorvete)

50 ml de água

60 gramas de farinha de trigo

10 gramas de amido de milho

2 gramas de fermento em pó químico

Castanhas-do-Pará picadas (opcional)

Bata os ovos com o açúcar até espumarem. Vá adicionando o óleo aos poucos. Junte a liga neutra, a água e o achocolatado e bata mais um pouco. Adicione a farinha, o amido e o fermento e bata para mais um pouco, para misturar. Misture as castanhas picadas, se fo usar.

Despeje em uma assadeira pequena, retangular, forrada com pappel manteiga ou untada.

Forno pré-aquecido, temperatura moderada, até assar

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Yukimi Daifuku

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Falei sobre esse sorvete, popular e tão tipico. Como resolvi escrever sobre as farinhas e amidos japoneses, resolvi fazer algumas experiências com eles. O resultado disso foi um sorvete coberto com uma massa macia e um tanto quanto pegajosa, como o mochi. No caso, usei sorvete de rum com passas, mas poderia ser de creme, chocolate, morango, etc.

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100 gramas de farinha de arroz mochigome (glutinous rice flour ou shiratama mochi-ko)

200 gramas de açúcar

200 ml de água

Amido de milho

Sorvete

Misture a farinha de arroz mochigome com o açúcar. Adicione água e misture. Leve ao microondas por 6 minutos, coberto por um filme plástico. Misture a cada 2 minutos.

Despeje em uma superfície coberta de amido de milho. Não economize amido; ele vai impedir que  a massa, bem pegajosa, grude na bancada. Ele também vai dar o aspecto “nevado” do doce. Polvilhe com mais amido e espalhe a massa com a ajuda de um rolo, abrindo o mais fino possível.

Recorte com um aro. Leve os discos de massa ao congelador, até gelar bem.

Recheie os discos com sorvete. Para um formato mais regular, coloque os bolinhos em forminhas de empada geladas.

Trabalhe rápido e leve ao congelador. Retire do congelador alguns minutos antes de servir. A massa externa vai amolecer ligeiramente.

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Costelinha Marinada no Kimchee

Costelinha Kimchee

Sempre achei o kimchee um ótimo tempero. Bem, na verdade, não só eu, mas o coreanos e, nos últimos anos, japoneses.  É rico em sabores e aromas, picante, estimulante!  Os japoneses usam kimchee em sopas, refogam com arroz (em um yakimeshi ou tcharam), ensopados, refogados com carne… Mas, no caso da receita das costelinhas, usei o preparado pronto para kimchee, que eu uso, de vez em quando, para fazer um asazuke.

Nem chega a ser bem uma receita. Peguei dois pedaços consideráveis de costelinha de porco, besuntei com o preparado, juntei um pouco de sake (podia ser vinho branco),  uma colher de pasta de soja (misso), por conta do aroma delicioso que dá a qualquer assado. Fechei tudo em um saco plástico para alimentos, grosso, forte.  Deixei um dia nessa mistura, virando o saco de vez em quando.

Levei ao forno coberto, até ficar cozido e macio.  Descobri e deixei corar, regando eventualmente. Não deixei tostar muito por receio de que ganhasse um sabor amargo.

O resultado? Uma costelinha macia, suculenta, com um certo aroma defumado, um sabor extra (chamo de umami?) do kombu picado do preparado…E, afinal de contas, não parece ser um prato tão asiático assim.

Acho que ficaria bom também com frango. Mas isso é outra história.

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Kare – Preparados Industrializados

Muita gente faz kare – curry à moda japonesa – usando preparados prontos. Os mais comuns são tabletes, que vêm em caixinhas (são vários fabricantes, como a S&B e House). A aparência deles é de um grande tablete de chocolate.

O que eu costumo usar são flocos. Uso por achar mais prático que partir um tablete em pedaços. Vou adicionando colheradas do preparado ao ensopado já pronto até chegar na consistência que desejo. Esses preparados – tanto os tabletes como os flocos – já contém farinha, sal e condimentos.

Quanto ao ardor, alguns exibem uma classificação de 1 a 5 (do mais doce ao muito picante). A cor da também pode ser indicativo. Geralmente, os de tons claros são mais suaves e a embalagem preta é a mais forte.

Ou seja, para fazer um kare, faço um ensopado como descrito aqui, mas não acrescento sal, nem preparo o roux com farinha e curry. Simples e fácil. E, embora eu prefira cozinhar com o mínimo de produtos industrializados, esses preparados são bons e convenientes em um dia mais apressado.

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Asazuke de Nabo e Kimchi

Muitas vezes eu preparo pratos praticamente a partir do zero. Mas, como todo mundo, também uso produtos industrializados. São práticos, alguns são muito bons e, muitas vezes, mais baratos do que comprar diversos ingredientes e fazer em casa.

Para essa conserva, usei um preparado pronto. Conserva-se muito bem, mesmo depois de aberto, na geladeira. Este tem um sabor pronunciado de algas e, claro, pimenta vermelha. Mas não é tão picante quanto outros preparados prontos.

O preparado acima, da Momoya, costuma aparecer nas lojas de produtos orientais. A minha mãe prefere esse. Esses preparados não servem apenas para fazer kimchi. Também podem entrar em marinadas, temperar carnes, ensopados.

Asazuke de Nabo e Kimchi

Usei um nabo grande e redondo. Ele foi cortado em bastões de 1 cm de espessura. Ele foi salgado e deixado descansar até ficar bem macio e perder uma quantidade considerável de água. Enxaguei rapidamente, escorri e adicionei o preparado à gosto. Tive cuidado com o sal – o preparado já contém um tanto de sal. Deixei curtir por mais algumas horas e fui comendo com arroz branco.

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Massas para Gyoza

gyoza taichi

Nos dias que estive em São Paulo, aproveitei para testar duas massas para gyoza que comprei na Liberdade. Ambas foram compradas na mesma loja e pelo mesmo preço e continham a mesma quantidade de discos: 20. A acima, é da Tai-chi e contém ovos.

gyoza huang

Esta é da Huang Guiyao e é feita apenas de sal, farinha e água.

A primeira era mais macia e obtive resultados melhores, depois de cozida (na verdade, assada-frita no vapor, como fazem os japoneses: em uma frigideira untada, arruma-se os gyozas e deixe que fritem até corar o fundo; depois acrescenta-se água, tampa-se e deixe que cozinhem no vapor).

A segunda era mais seca e mais difícil de trabalhar. A cor não ficou muito bonita. Talvez se saísse melhor se feita apenas no vapor ou frita.

Sobre como fechar os gyozas, eu já escrevi aqui.

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