Ramune

Como resistir a uma bebida que vem em uma garrafa de formato diferente, de cor verde e nos sabores melão e kiwi?

Outra característica dos ramunes é a bolinha de vidro. Ela impede que a bebida escorra muito rapidamente.

Porquê dessa bolinha? Confesso que não pesquisei e aceitei a explicação dada pelo meu pai, há muitos  anos: essa bolinha era para impedir que o refresco escorresse de uma vez e alguma criança engasgasse com a bebida gasosa. Aliás, nem tão gasosa, assim. Pálida de sabor, com menos gás, adocicada é bem sem-graça.

Mas talvez outros sabores sejam mais interessantes, como o sabor curry ou wasabi, da Kimura:

http://www.kimura-drink.co.jp/index1/ramune-toku/

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Jardim Meio Hectare

Há muito eu queria conhecer o restaurante Jardim Meio Hectare (R Thomaz Gonzaga, 65 , Liberdade). Afinal, uma casa que tem coragem de colocar “intestino grosso de porco frito” no cardápio, merece meu respeito. Primeira surpresa: atendimento em português (uma das funcionárias é brasileira).

Começamos com gyoza de porco grelhado. À primeira mordida, uma alegria: o gyoza deles é suculento. Sem excessos de alho, gengibre ou temperos fortes, estava muito bom. Mas aviso que tem bastante nirá (uma verdura parecida com a cebolinha, porém com as folhas chatas, com um aroma que lembra o alho). Não é todo mundo que gosta dessa verdura.

O macarrão frito deles também não abusava de temperos fortes. Levemente adocicado, com macarrão bem firme e com alguns pontos crocantes, muita verdura, levava carne bovina e frango. Há muito tempo que não comia um tão bom.

Mas o prato que eu mais gostei mesmo foi a massa branca com frutos do mar. Não conhecia esse macarrão largo, sem ovos. A textura, bem mais macia que a massa do macarrão frito, veio em tiras largas e finas, com muito broto de feijão. O tempero também era bem suave. Depois é que descobrimos que um dos potes em cima da mesa continha óleo de pimenta. Aí ficou melhor ainda!

E o famoso intestino grosso de porco frito? Bem, esta não foi a primeira vez que provei. Já tinha comido salteado, com um molho muito condimentado. No Jardim Meio Hectare, ele é bem mais macio, o tempero era meio carregado no Five Spices (anis estrelado, pimenta Szechwan, cravo, canela, fennel). A textura lembrava dobradinha. Sim, tem um cheirinho meio estranho, não foi a coisa mais gostosa que já comi, mas também não foi a mais infame. Não voltaria a comer, já satisfiz minha curiosidade. Mas certamente voltarei ao Meio Hectare para provar de outras coisas. Vi que em outra mesa pediram siris e umas panquequinhas…

Só mais uma dica: não vá lá sozinho. As porções são grandes, para 2 pessoas com fome.

E até lá, outro restaurante ganhou meu respeito:

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Programa de Sábado

Amanhã vou à Liberdade, comprar umas coisas para a tia que mora em Londrina. Aproveito para ver o que há de diferente, encontrar amigos e almoçar. Aliás, ainda não sei o quê ou onde vou almoçar. Mas aguardem post novo por estes dias.

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Manjar de Castanha do Pará

O nosso manjar de coco parece que caiu em desgraça, não? Não vejo ninguém mais fazendo essa sobremesa, antes tão querida. Mas manjar também não é sinônimo de fina iguaria? É, mas o manjar branco ficou “manjado” demais…

Dessa vez eu fiz uma versão com castanha do pará. Assim como o coco, extrai-se dele um leite, muito delicado.

250 gramas de castanha do pará, descascadas

500 ml de leite

Leite suficiente para completar 900 ml

Açúcar à gosto (eu usei cerca de 1 xicara)

7 a 8 gramas de gelatina em pó branca, sem sabor

Bata as castanhas do pará com 500 ml de leite no liquidificador até ficar bem triturado.

Leve ao fogo, mexendo sempre, até ferver. Coloque em um saco de pano e esprema ainda quente. Eu preferi colocar porções dentro de um saco pequeno, dentro de um espremedor de batatas.

Meça o leite e complete 800 ml. Adicione o açúcar e ferva.

Em 100 ml de leite, dissolva a gelatina em pó. Deixe hidratar e adicione ao leite quente, mexendo até dissolver bem.

Divida em potes e leve à geladeira até firmar.

PS: A quantidade de gelatina varia conforme a textura. Para um manjar quase cremoso, só usei 6 gramas.

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Musicalidades

Sabem o que é isto? É parte de um tradicional instrumento musical japonês, o shakuhachi. É feito de bambu (embora existam até versões baratas, feitas com outros  materiais), com apenas 5 buracos, geralmente laqueado no interior.

O da esquerda não é uma flauta shakuhachi no padrão tradicional. Foi feita sob encomenda, com uma escala diferente. Os dois à direita são tradicionais, feitos artesanalmente.

Só que eu mal consigo tirar algumas notas nelas. O shakuhachi, pelo menos para mim, é um instrumento dificílimo, embora muito melodioso.

Um dos músicos contemporâneos que se destaca com este instrumento chama-se Dozan Fujiwara. Certamente há algo dele no Youtube…

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Chá com Emburana

Passei por uma loja que vendia ervas, chás, pomadas, óleos, argila, xarope de guaraná. Vi essas sementes e me perguntei de onde tinha ouvido falar. O dono disse que era bom para sinusite (oba, eu preciso disso, pensei). Comentei que eu tinha ouvido falar dessas sementes mas era em algo ligado à comida. “Experimenta colocar em um chá ou chocolate, é outra coisa!”

Bem, voltei para casa e vi que tinha lido no blog da Neide Rigo. Resolvi fazer um xarope com as favas e canela. E é gostoso! Se vai funcionar para a minha tosse ou rinite, não sei. Mas para esse frio que tem feito, combina bem com chá preto, gengibre, canela e um pouco de leite, em uma versão tupiniquim do tchai latte.

Para o xarope usei 10 favas de emburana, 1 xícara de água e cerca de 1/2 xícara de açúcar. Também juntei 1 pedaço pequeno de canela. Fervi até a calda ficar dourada e um pouco espessa.

Para o chá, usei 1/2 xícara de água quente para 1 saquinho de chá preto. Deixei descansando por algum tempo, até obter um chá forte, mas não amargo. Temperei com a calda de emburana, 1 fatia fina de gengibre e um pouco de leite quente.

Da próxima vez vou experimentar com chocolate…

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Que Flor É Esta?

Que  flor é esta? Já ouvi chamarem de “ninjin bana”  ou seja, flor de cenoura, já que as folhas lembram ligeiramente a da cenoura. Uma amiga chamava de “coelhinho”, por conta dessa porção central, que lembra a cabeça de um coelho, com orelhinhas.

A reprodução se dá por sementes, que se formam em uma pequena vagem. As sementes são pretas. As flores variam do rosa ao roxo. Não sei o nome. Gostaria de comprar sementes e plantar – pelo que me lembro, floram no final de outubro, começo de novembro.

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Jiló?!

“Que é isso?” – perguntei quando deparei com esse fruto verde, arredondado e enorme. “Jiló”. “Jiló?! Eu nunca vi um desse tamanho!”

Claro que comprei, não iria resistir a experimentar uma variedade tão diferente. Além do mais, gosto de jiló. A feirante até comentou: “O pessoal acha estranho e não compra…”

Em casa, cortado em fatias e fritinho, mostrou-se jiló de fato. Menos amargo, um pouco mais firme e gostoso.Foi só jogar um sal e atacar.

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Frango com Cebolinha e Gengibre

Mais uma receita da Cozinha do Desespero: gostoso, rápido, sem sujeira e alimenta duas pessoas, se servida com arroz e talvez um caldinho ou verduras cozidas. Eu confesso que não gosto de peito de frango, porque acho sem sabor, tende a ficar seco, farelento, se cozido demais. Nem mesmo o apelo da proteína com pouca gordura me atrai. Mas deste jeito, ele fica suculento, macio e saboroso.

1 peito de frango

3 colheres de sake

Sal

Cebolinha (eu usei a parte branca, cortada em tiras, mas se preferir, use cebolinha verde picada)

1 pedaço de uns 5 cm de gengibre cortado em tirinhas finas

Gotas de óleo de gergelim

1/4 de xícara de óleo (de preferência, de amendoim)

Tempere o peito de frango com sake e sal. Deixe tomar gosto. Aproveite para tomar banho ou conferir os e-mails.

Coloque em um prato que possa ir ao microondas. Dobre a ponta para baixo, para que toda a peça fique mais ou menos a mesma espessura. Cubra com um filme plástico e leve ao microondas por 1 minuto e meio. Deixe descansar por cerca de 1 minuto. Vire o peito e leve novamente ao microondas por outro minuto e meio. Deixe descansando por alguns minutos.

Enquanto isso, aproveite para picar a cebolinha e o gengibre. Retire o peito do prato, corte em fatias finas (eu acho mais fácil seguir o sentido das fibras). Arrume o frango em uma travessa. Cubra com tiras de cebolinha e gengibre. Pingue umas gotas de óleo de gergelim.

Aqueça o óleo até ficar bem quente. Despeje com cuidado sobre as cebolinhas. O óleo vai chiar. Sirva-se, aproveitando a cebolinha e o óleo aromático e o caldo que se forma no fundo da travessa.

PS: O frango em si pode ser aproveitado de outras formas. Como fica com uma textura parecida com os embutidos de frango (blanquete, “presunto” de chester, etc), vai bem em sanduíches, saladas ou com um molho cítrico ou à base de vinagre.

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Porco Marinado no Miso

Vi em algum lugar que chefs internacionais estão usando a pasta de soja em seus pratos – não necessariamente de inspiração asiática. Devido ao seu sabor complexo e à grande variedade de tipos e pontos de maturação, posso dizer que existe miso próprio para quase tudo. Eu prefiro os mais claros com vegetais e peixe, os mais escuros com gengibre, carne de porco e em alguns refogados com repolho e pimenta.

Esse porquinho é um prato quase banal, feito com certa regularidade aqui em casa. Na verdade, não tem receita. É só pegar um pedaço bonito de carne (no caso, costelinha de porco), besuntar com uma mistura de pasta de soja e sake, deixar uma noite ou mais na geladeira e retirar o excesso antes de coloca-lo no forno. Assamos coberto com papel alumínio até que fique bem tenro. Depois deixamos corar. A carne fica suculenta, macia, sem excesso de sal, rosada (por conta da cura do miso)  e com um aroma característico.

Quando quero uma cor mais viva, puxada para o vermelho, acrescento um pouco de mirim à marinada. De quebra, dá uma doçura sutil ao prato.

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