A @nathy2 foi a terceira contemplada no sorteio de 3 cabeças de alho que realizei no Twitter.
http://sorteie.me/6A3

A @nathy2 foi a terceira contemplada no sorteio de 3 cabeças de alho que realizei no Twitter.
http://sorteie.me/6A3

A segunda contemplada com 3 cabeças de alho negro é a @gesiane
O sorteio foi realizado pelo sorteie.me que escolheu um dos meus “followers”:

Também estou no Twitter: http://twitter.com/marisaono
Ontem sorteei 3 cabeças de alho negro para um dos meus “followers”. O contemplado foi o Losnet:
Para os próximos dias sortearei outras amostras.

Resolvi fazer essa torta porque encontrei maçãs verdes em uma promoção. 6 por apenas R$3,00. Mas pode ser feita com bananas, pêssegos, abacaxi, pera ou outra fruta que possa ser cozida ou até mesmo geléia.
Massa:
300 gramas de farinha de trigo
50 gramas de açúcar
12 gramas de fermento em pó
150 gramas de manteiga
2 ovos
Leite até dar o ponto
Misture a farinha, o açúcar e o fermento. Adicione a manteiga e misture até formar uma farofa. Junte os ovos e misture, adicionando leite até formar uma massa bem macia, um pouco grudenta.
Para o recheio usei 6 maçãs verdes, descascadas e picadas. Coloquei em uma panela com uma boa colherada de manteiga e açúcar demerara. Usei esse açúcar porque ele é douradinho, tem um gostinho caramelado. Poderia ter usado açúcar cristal. Deixei cozinhar até reduzir bem a calda. Juntei passas, deixei cozinhar mais um pouco e terminei com canela em pó e um pouco de amido de milho diluído em um pouco de água, para obter um recheio mais consistente, que não escorra. Se eu tivesse nozes ou pecans em casa, provavelmente teria usado um punhado também.
Usei pouco mais da metade da massa para forrar uma assadeira pequena, retangular. Abri com as mãos, mesmo. Coloquei o recheio e abri o restante da massa entre duas folhas de filme plástico. Cobri a torta com essa folha. Poderia ter deixado a massa na geladeira por algum tempo, ela ficaria mais firme e mais fácil de trabalhar, mas a pressa era grande porque o forno já estava quente por conta de outra coisa que eu já tinha assado.
Salpiquei açúcar cristal por cima e levei ao forno. O açúcar cristal é opcional, mas eu gosto da textura bem crocante que ele dá.
Depois assado e bem douradinho, deixei esfriar. Gosto dessa torta morna ou fria, nunca gelada. A massa fica entre um bolo e uma torta.

Para saber como o alho negro de Aomori chegou aqui em Ibiuna, leia lá no meu outro blog:
http://marisaono.com/alho_negro/?p=50

A primeira vez que ouvi falar de tomate negro foi há alguns anos, através da tv japonesa. Diziam que era uma febre na Espanha. Comprei umas sementinhas, creio que na Tabutin Sementes. Apenas 1 pé vingou. O tomate não é exatamente negro, é bem escuro, tanto por fora quanto por dentro.
Com receio de perder a única muda que vingou, dona M plantou-o em um vaso, que vai mudando de endereço conforme as condições do clima. Tem morado na lavanderia.
E, claro, como todo tomate, no início ele é verde. A cor só vai vir com o tempo.
Quanto ao sabor? Não é ácido e tem um sabor de tomate superlativo. Tomatecíssimo. É firme, mas não é duro, nem tampouco é muito aguado.

Conversando com a Neide Rigo resolvi criar o blog do Alho Negro e publicar lá os links, receitas e comentários a respeito desse bulbo que anda conquistando fãs.
O endereço é:
http://marisaono.com/alho_negro
E acompanhem-me no Twitter. Em alguns dias testarei um sistema de sorteio para os que me seguem lá.

Para Daniela Doduti.
Esta é uma versão bem simplificada de um prato de verão popular no Japão. Trata-se de uma massa sem ovos, servida gelada, com um molho à base de shoyu, óleo de gergelim e vinagre. Em cima, vale o gosto pessoal e a imaginação. Restaurantes capricham na aparência e variedade de itens, mas em casa, pode ser algo bem mais modesto. Fiz com o que tinha na geladeira.
Massa:
300 gramas de farinha de trigo
200 ml de água
6 gramas de kansui
3 gramas de sal
Molho
1 xícara de caldo de frango ou dashi; pode ser até mesmo um caldo industrializado diluído em um pouco de água quente e acrescido de água fria
Vinagre e shoyu à gosto; as marcas variam e algumas marcas são mais intensas que outras. Lembre-se apenas que a massa não leva nenhum outro tempero, é melhor que fique um tico mais ácido e salgado
Gotas de óleo de gergelim
Para a massa:
Misture farinha com metade da água. Esfregue a massa entre as mãos, formando uma farofa cheia de fiapos de massa.
Dilua o kansui na água restante, junto com o sal. Acrescente à massa e misture. Se necessário, junte mais água. O importante é que fique uma massa muito duro. Na verdade, é impossível formar uma bola com ela. Embrulhe com um filme plástico e deixe descansar cerca de 2 horas. Nas estações mais frias talvez seja necessário deixar descansar mais.
Passe pequenas porções da massa no cilindro de macarrão, dobre e continue passando pelo cilindro até que a massa tenha uma aparência lisa. Afine na espessura que preferir e passe pelo cortador, obtendo um espaguete. Separe a massa em porções, polvilhe com bastante farinha e amasse ligeiramente, para que formem-se as ondas características desse tipo de massa. Deixe secar por algumas horas antes de cozinhar.
Pouco antes de servir, cozinhe a massa em bastante água. Deixe pronta uma tigela com água bem gelada. A massa cozinha rapidamente. Escorra, lave-a e mergulhe na água gelada. Mexa para que fique fria por igual e escorra novamente. Divida a massa em 2 ou 3 porções.
Para o molho, basta misturar tudo. Divida o molho entre as tigelas e cubra toda a massa com tiras de frango, omelete fina, feita com ovos, açúcar e uma pitada de sal, tiras do talo da cebolinha, pepino em tiras, broto de feijão aferventado, pontas de aspargos, tiras de vagens cozidas, gengibre em conserva, enfim. quase tudo que você gostaria de encontrar em uma salada.
Coma rápido, enquanto está frio!
Obs: O kansui é uma solução alcalina muito utilizada na preparação do macarrão para lamen. É ele que vai conferir a cor mais amarelada e um sabor característico (um fundo de bicarbonato, na minha opnião). Encontrei na Liberdade, em uma daquelas lojas com atendentes “bem gentis”. Mas como sei que nem todo mundo pode vir à Liberdade ou tem acesso a produtos químicos e fazer o seu próprio kansui, sugiro usar 1 ou 2 ovos na massa (e, obviamente, diminuir a quantidade de água). Ou nem fazer a massa e usar somen – macarrão fino de origem japonesa, mais fácil de ser encontrado em mercearias e supermercados. Abaixo, a foto da embalagem, uma garrafa de 600 ml, para quem resolver tentar fazer o seu chuka men caseiro.

O baiano que trabalha aqui estava se lamentando porque ninguém por aqui conhece o doce de leite baiano. E eu, curiosa, perguntei como era. “Lá para os meus lados, pode não ter nada na casa, mas tem esse doce”. Segundo ele, um “doce de pobre, só com leite, ovos e calda; colocam cravo e canela para dar um cheiro”. Pergunta vai, pergunta vem, segundo ele fica melhor se feito com ovos de galinha caipira, para ficar bem amarelinho e leite gordo de vaca.
Fui para a cozinha com os ovos caipiras que compro de uma senhora a uns quilômetros daqui e com o leite das vaquinhas, tirado naquele dia. Açúcar à beça, é costume bem brasileiro, o doce bem doce e com muito açúcar para não estragar. Ofereci para ele, no almoço, geladinho. Segundo ele, era aquilo mesmo. Mas, oras, em outras regiões do Brasil chamam isso de Ambrosia!
Ambrosia ou Doce de Leite Baiano, tanto faz. A ambrosia costuma ir mais gemas. O tal doce de leite baiano, só ovos inteiros. Fiquei no meio-termo. Juntei umas gemas a mais por conta da cor e do sabor. Particularmente, eu prefiro com bem menos açúcar. Essa versão é para ser comida com moderação.
1 1/2 kg de açúcar cristal
800 ml de água
Cravo e canela em pau à gosto (gosto com bastante canela)
10 ovos
5 gemas
2 litros de leite
3 colheres de vinagre branco
Leve o açúcar e a água ao fogo. Junte o cravo e canela. Deixe ferver por uns 10 minutos, até que se forme uma calda não muito rala. Com uma escumadeira, retire os cravos. Eu deixei os paus de canela. Também retirei a espuma que se formou na superfície.
Bata os ovos com as gemas. Junte o leite. Passe por uma peneira. Adicione o vinagre e despeje tudo na panela. Cozinhe, mexendo de vez em quando. Os ovos vão talhar, formando grânulos.
Continue cozinhando até que a calda fique em ponto quase de mel. Mexa de vez em quando para não pegar no fundo e queimar. Isso leva tempo, mais ou menos 1 hora.
Deixe esfriar e coloque em uma compoteira ou pote fechado. Eu prefiro comê-lo gelado, em porções bem pequenas.

Fui ver os pés de castanha do sítio. São pequenos, ainda mas começaram a produzir. Tirei a foto porque muita gente não conhece o “ouriço” que as envolve. É lindo, com tons de dourado. No entanto, é preciso muito cuidado. Conta a lenda que meu tio-avô ficou cego de um olho por conta dessa bolota cheia de espinhos.
Aqui no Estado de São Paulo já começou a safra. Há produtores em Ibiuna e São Roque. No Paraná, se não me engano, costuma aparecer no mês que vem. Fiquem de olho nas feiras-livres.
