O Melhor Bolo de Chocolate (Por Enquanto)

Ainda acho que essa receita pode ser melhorada. Mas já está muito  boa.  É para quem é realmente apaixonado por chocolate. Talvez não seja um bolo, poderia ser chamado de “pudding”,  já que é assado no banho-maria. É úmido, cremoso, com uma casquinha crocante e muito rico.

210 gramas de chocolate

100 gramas de manteiga

100 gramas de creme de leite

6 gemas

100 gramas de açúcar

40 gramas de cacau ou chocolate em pó

6 claras

40 gramas de açúcar

1 colher de chá de fermento em pó
Corte o chocolate em pedacinhos. Misture à manteiga e ao creme e leve ao banho-maria, mexendo até derreter. Deixe amornar.

Bata as claras em  neve. Adicione as 40 gramas de açúcar e bata até formar um merengue.  Reserve.

Bata as gemas com as 100 gramas de açúcar até ficar claro e fofo. Junte o chocolate ou cacau em pó e bata mais um pouco. Adicione a mistura de chocolate derretido e misture.

Adicione 1/3 das claras e misture. Prefiro  usar o batedor de arame (fouet)  para isso. Junte outro  terço das claras e misture até que fique bem incorporado. Por fim, o restante das claras e o fermento em pó.

Despeje em uma forma untada e asse em forno moderado, em banho-maria, por  cerca de 1 hora. No meio-tempo, cubra com uma folha de papel alumínio. Se pretende desenforma-la, forre a forma com papel manteiga para facilitar a tarefa de retira-lo depois.

Sirva à temperatura ambiente ou gelado.

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Bolo de Fubá Cozido

Há algum tempo ganhei um pacote de fubá moído em moinho de pedra da Diulza. Mas ainda não tinha feito nada com ele. Quando abri o pacote, um cheiro gosto de milho veio. Resolvi fazer o bolo de fubá (ou bolo de polenta) que publiquei há muito tempo atrás e que faltou foto. Por sentimentalismo, assei em forma de buraco no meio. Lembro-me de bolos assados nesse tipo de forma, na minha infância. Eram bolos para o lanche, diferentes dos bolos de dia de festa, para serem comidos ainda quentinhos.

Não usei nada, mas poderia ter adicionado queijo, coco ou erva-doce.  Ficou muito bom.

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Dadinhos de Tapioca

Tanta gente falando e fazendo esses dadinhos do Mocotó que eu tive que experimentar. A receita original leva queijo de coalho. Como não tinha, usei queijo minas curado ralado.

Como ficou? Ficou muito bom! Lembra um pouco mochi frito (massa de arroz glutinoso). Crocante por  fora, massinha por dentro. Rende muito e é um petisco ultra fácil de se fazer. Dá para deixar na geladeira por alguns dias e ir cortando e fritando conforme der na veneta.

A receita e o video estão no UOL:

http://receitas.uol.com.br/ultimas-noticias/multi/2010/01/07/04023570CC8153C6.jhtm?dadinhos-de-tapioca-com-queijo-coalho-04023570CC8153C6

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Caponata com Alho Negro

Finalmente a chuva diminuiu, temos tido dias de sol e noites com pancadas de chuva. Faz calor e as beringelas estavam dando sopa no balcão da pia. Lembrei de  uma receita do Chef Ochiai, mas não procurei. Lembrava-me que ele ia juntando ingredientes em uma frigideira grande e mexia eventualmente. Se não quiser chamar isto de caponata, tudo bem. Que seja um refogado de beringelas com alho negro.

Não é bem uma receita, porque não tomei medidas. Espremi dois dentes de alhoe refoguei em um pouco de azeite até levantar cheiro. Juntei uma cebola picada e uma pitada de sal. Deixei  que amaciasse um pouco antes de juntar um alho-porro (daqui do quintal), várias beringelas pequenas cortadas em cubinhos e 1 lata de anchovas no óleo, picadas.

E fui refogando. Quando achei que a mistura toda parecia estar muito seca, juntei uns 2 tomates picados e 1 pimentão. Deixei refogando mais até que tudo ficasse macio. Por fim, o restinho de um vidro de alcaparras, devidamente escorridas e alguns dentes de alho negro picados. Para completar, sal, pimenta-do-reino, pimenta vermelha moída e folha de manjericão.

Aliás, uma vez perguntaram para um professor de culinária do porquê de rasgar as folhas de manjericão e não picar. Ele respondeu: para eu me deleitar com o aroma.

Depois de frio, coloquei em um pote e cobri com azeite. Coloquei pouco, mas depois lembrei que azeite é gostoso e muito azeite, deve ficar muito mais gostoso. Além do mais, comprei-o  em uma promoção…

Comi com pão francês, também comi com pão pita, em sanduíches, acompanhando umas fatias de carne assada e poderia  até mistura-la a uma pasta, fazendo um macarrão de verão. É uma boa coisa para se ter na geladeira, ainda porque fica melhor no dia seguinte.

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Culinária Japonesa de Harumi Kurihara

Livro Harumi-Capa

O livro não foi lançado agora. Na verdade, foi lançado em setembro do ano passado. Apesar disso, foi ansiosamente esperado por mim. Recebi-o hoje, pelo correio.

Porque a ansiedade? Não, não posso dizer que sou fã da Harumi, na verdade, sei pouco sobre ela. Sei que  é popular, apresentou ou ainda apresenta programas de tv e parece que se especializou em cozinha  doméstica contemporânea.

O motivo da ansiedade estava na última página…

Livro Harumi

“A editora agradece à atenciosa ajuda de Marisa Tiemi Ono, que administra um site com textos bem escritos e divertidos e com receitas de dar água na boca, o Delícia (www.marisaono.com/delicia). ”

Eu é que agradeço à Editora Larousse pela gentileza em mandar-me um exemplar e pelas palavras tão generosas por conta de uma pequena dúvida sobre nome de pratos em japonês…

PS: Sim, fiquei orgulhosa de ver meu nome impresso em um livro. Até agora, só em jornais, em lista de aprovados em concursos e numa nota mínima sobre um concurso de contos, lá em 1981. Mas também fiquei um tanto encabulada, porque eu sou jeca, mesmo.

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Paciência, Marisa, Paciência

Viver na zona rural tem suas delícias. Ar puro, muito espaço, nenhuma campainha, milhares de metros quadrados para plantar, ter bichos, dezenas de colibris no jardim e a liberdade de andar o dia inteiro de jeans e camiseta velhos.

Por outro lado, é preciso paciência com certas coisas. Uma delas é a tal da conectividade.

Até outro dia a minha conexão com a internet estava funcionando. Devagar, mas funcionava. O modem USB ganhou um cabo mais longo, ele ficava pendurado na parede e tudo estava bem. De repente, nada. Procurei todos os pontos e nada.

Depois de várias horas, oba, sinal. A alegria durou 15 minutos.

E foi-se uma noite sem um suspiro.

Acabei levando o aparelho à loja onde comprei. Testaram. Tudo ótimo. Para tentar melhorar a recepção, saí com um trambolho de lá. Uma antena, que foi fincada em um bambu e que está lá em cima. Tudo parece um estandarte que fazem por aqui, para santos padroeiros em épocas de festas religiosas. Talvez até eu pregue alguma imagem, na esperança da coisa melhorar.

Com tudo isso, um sinal mínimo. Paciencia…

O engraçado é que o celular, da mesma operadora, tem sinal de dar e sobra. Não vou pesquisar os motivos disso. Não por enquanto, que eu tenho dezenas de e-mails para responder de gente que deve de estar fula comigo.

Paciência…

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Alho Negro no UOL

Mais uma matéria sobre o alho negro, desta vez no Receitas do UOL, fruto do trabalho, esforço, inspiração ou demência desta que vos escreve. A foto do Spaguetti que ilustra a matéria da Ailin Aleixo é do chef Carlos Bertolazzi.

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Brincando de Fazer Requeijão

requeijão cremoso

As vaquinhas tiveram bezerros e, consequentemente, temos leite. Não muito, porque os filhotes precisam ser alimentados. Mas uns 4, 5 litros por leite são mais do que damos conta por aqui. Não tenho nenhuma experiência com queijos. No início, achei que seria como aprender a andar de patins – nunca andei e, analisando minhas habilidades, provavelmente nunca aprenderei a andar com eles. Mas fui pedir informação com quem tem mais experiência. No caso, o baiano que trabalha aqui, que ajudava o pai a fazer requeijão lá na Bahia.

Segundo ele, o leite usado era o cru, apenas coado, do jeito que sai da vaca. Separa-se o creme, que fica por cima e deixa o resto em um balde, até talhar. Depois, aquece-se, separa o coalho, pendura em um saco e deixa escorrer. Isso se vai repetindo durante toda a semana. Bem, eu horrorizei com essa parte, fiquei imaginando a cozinha com sacos cheios de leite coalhado pendurados e toda a sorte de insetos em volta. No final de semana, o coalho era aquecido com mais leite cru, que é para baixar a acidez da massa. O creme de leite vira manteiga, que é frita no tacho com sal. Junta-se a massa de queijo e vai mexendo, mexendo muito, até formar uma massa pegajosa, que depois vai para a forma.

requeijão2

Bem, fiz minhas alterações. O leite não foi fervido, azedou naturalmente. No dia seguinte, aqueci em fogo moderado, mexendo eventualmente, até coagular. Separei o coalho do soro. Juntei ao coalho mais leite cru, sempre tudo morninho, até que parou de soltar soro. Escorri.

requeijão 3

Aqueci creme de leite que tinha separado do leite. Juntei a massa de queijo e sal. E fiquei cozinhando, mexendo, cozinhando e mexendo, até tudo ficar homogêneo.

requeijão 1

Precisei juntar mais creme de leite (comprado, de garrafinha), para que ficasse em uma consistência de mingau. Despejei em potes e deixei esfriar. O resultado foi um requeijão quase cremoso, numa textura parecida com o Catupiry. Bom para comer com pão ou torrada.

requeijão

Se a massa for cozida até ficar mais firme, quase formando uma bola, ela pode ser enformada. Depois de fria, ela vira um queijo não muito firme.

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Bonitinho, Mas Ordinário

chá flor1

É o que penso desse chá que comprei na Liberdade. É uma bolinha que vai se desdobrando dentro da água e formando uma flor. Ótimo, bonito, impressiona. Mas o sabor não é nada excepcional. Digo até que é pálido, bem sem-graça e quase sem cheiro. Era de se esperar, encontrei-os em um pote, atrás do balcão do caixa. Chás são sensíveis à quase tudo. Ideal mesmo é mantê-los em um pote fechado, escuro e com o menor contato com o ar. Um produtor de chá garantiu-me que aguentam bem o congelamento. Enfim, não era para ser bom mesmo.

Chá flor

Conversando com a Nice, ela contou-me que tomou esse chá lá na China e que era perfumado. Ambas chegamos à conclusão que o que vem para cá não é da melhor qualidade ou não daria para ser vendido a R$3,00 cada um. O mesmo acontece com os chás japoneses. Eu pagava sorrindo algo como U$100,00 o quilo, com menor frequência o triplo disso e só ouvia falar de um chá que poderia custar até U$1.000,00! Aqui no Brasil não temos o hábito do chá e nem damos importância a ele. Muitos só o tomam quando estão gripados ou seguindo alguma dieta que saiu na revista. Enfim, a procura regula a oferta. Enquanto isso, vamos bebendo uns chás ordinários…

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Banana Roxa

banana roxa

Oh, yes, nós temos banana! Conhecem? Até hoje não tinha visto desta cor, meio amarronzada. Já vi uma mais vermelha e parecia com a banana-da-terra, era boa para fritar ou cozinhar. Agora é esperar o cacho amadurecer e ver se é doce.

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