Peras em Massa Folhada

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Poderia chamar essa sobremesa de “Tatin de Pera”? Bem, o fato é que é uma sobremesa fácil, muita coisa pode ser feita com muita antecedência e finalizada pouco antes de servir. E é quente, que combina com o friozinho que tem feito nos últimos dias.

Descasque e corte ao meio peras não muito maduras. Retire as sementes e leve para cozinhar em uma calda feita com açúcar, água e um pouco de suco de limão, até ficarem bem macias. Escorra da calda depois de frias e leve as metades ao congelador, em uma travessa ou assadeira. 

Pouco antes de servir, abra massa folhada em uma lâmina bem fina (pouco mais de 1 milímetro). Coloque as metades de peras congeladas com o lado cortado para baixo em uma tábua e cubra com a massa.

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Corte à volta, deixando uma pequena borda. A massa tende a encolher enquanto assa.

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Faça algumas pregas em torno, para acentuar o formato.

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Arrume as metades de cobertas com massa sobre uma assadeira forrada com calda de caramelo. Para a calda, leve ao fogo açúcar cristal com um pouco de água até ficar dourada. Acrescente um pouco de água (cuidado, pode espirrar) e deixe que ferva, até dissolver. Deverá resultar em uma calda não muito espêssa. Eu aromatizei com brandy, porque gosto do aroma.  Coloque a assadeira sobre outra chapa ou assadeira, para protegê-la do calor excessivo. Caso contrário, a calda poderá queimar antes da massa assar. Leve ao forno quente, até dourar.

Retire do forno, aguarde um minuto e, com cuidado, retire com uma espátula. Sirva quente. Se preferir, sirva com sorvete ou um creme de baunilha.

 

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Festival do Japão

Rapidinho. Evento programado para os dias 17, 18 e 19 de julho, no Centro de Exposições Imigrantes, vai contar com diversos estandes de gastronomia. Mais detalhes no site do próprio Festival: http://www.festivaldojapao.com/

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Bebida à Base de Leite Fermentado

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É possivel produzir uma bebida à base de iogurte como o Calpis Water? LP fez essa pergunta por telefone, há algum tempo. Para quem não conhece, Calpis (Cow Piss?) Water é uma bebida popular no Japão, à base de leite fermentado, levemente ácida, adocicada, não-alcóolica e, para muitos, tem gosto de água de mamadeira. É um gosto adquirido e eu cheguei a consumir um litro por dia dessa bebida.

Depois de algumas experiências, cheguei à uma cujo resultado achei satisfatório. Não é Calpis. Mas é uma bebida com sabor que lembra iogurte, mas não é tão denso.

500 ml de leite desnatado

1 frasco de Yakult

O ideal é usar a iogurteira do LP. Aqueça o leite e misture ao Yakult e mantenha aquecido, com temperatura entre 38 e40 graus. As opções, além da iogurteira, são uma garrafa térmica escaldada ou um pote com tampa, dentro de uma Shuttle Chef com água quente. Ou ainda dentro de um recipiente térmico. Mantenha aquecido e tampado por cerca de 24 horas. O leite vai talhar, mas não se assuste com a aparência.

Retire da iogurteira, deixe esfriar e passe no mixer ou liquidificador. Para beber, dilua em água e adoce. A diluição fica à gosto. Eu tentei 1 de leite fermentado para 4 de água. Com menos, achei muito densa. A bebida pode ainda ser aromatizada à gosto ou misturada a suco de frutas.

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O Básico – Parte 2

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Continuando a série sobre itens básicos em uma cozinha: Eu simplesmente não sei viver ser uma espátula. Pode ser de borracha, plástico, silicone. Cara ou barata, não importa muito. As de silicone aguentam calor, é verdade. Mas para misturar massas ou raspar o restinho de uma massa da tigela, pode ser a de plástico mesmo. A menor é boa para tirar o finalzinho de maionese, mostarda ou outra coisa de um pote de boca mais estreita.

peneiras-e-escorredores

Peneiras e escorredores. As peneiras de nylon são baratas e funcionam bem. Só não resistem a altas temperaturas. Escorredores não precisam ser de metal, os de plástico cumprem a função e aguentam água fervente. Eu já escorri muita comida usando a tampa da panela e um pano de prato atravessado sobre ele. Garanto, até que funciona, mas já me queimei dezenas de vezes também. Usar um escorredor evita que eu encha de macarrão a pia e algumas queimaduras. O coadorzinho de chá também serve como peneira, uso para polvilhar açúcar sobre alguns doces. Para fazer anko (pasta de feijão doce) uso uma peneira de metal, que não consta na foto, que aguenta o tranco de amassar e espremer feijão e segurar a casca (pele, película) do grão.  E como é grande, uso também para peneirar amendoim torrado e tirar a pele (bem, faço isso umas duas vezes por ano).

cortador

Cortador de legumes: sim, dá para cortar tudo com uma faca afiada, mas eu não faço isso há décadas. O cortador de legumes fatia pepinos, rabanetes fininho para as conservas (asazuke). Prefiro o Benrinder, que uso há muitos anos (o primeiro modelo que tive era de madeira, há quase duas décadas). O modelo acima tem regulagem para espessura e vem com 3 lâminhas para cortar em tirinhas. Fácil de usar e de limpar. Não é o mais barato do mercado, mas dos modelos que usei, é o que é mais funcional e eficiente. Bem, nunca usei aquelas mandolinas caríssimas… Para obter tiras finas e não forçar os dentes das lâminas, é melhor ir trabalhando sempre na diagonal, girando a cenoura (por exemplo) e formando “pontas”, obtendo tiras não muito longas.

batedeiras

Não sou romântica na cozinha. Não acredito que um bolo batido à mão vai ser melhor que um batido na batedeira. Há 30 anos eu batia suspiros à mão e sei que não é uma tarefa agradável. Hoje, na maioria das vezes, uso a batedeira de mão. A batedeira com pedestal é útil quando vou fazer maria-mole ou algumas massas pesadas (usando o gancho para pão). A minha favorita é a branca, da Braun. Comprei em uma loja de usados e paguei, na época, apenas 10 dólares. Eu a tenho já há quase 10 anos.

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O Básico – Parte 1

LP teve a idéia, mas começo escrevendo eu. Nos próximos dias vamos listar itens que consideramos básicos em uma cozinha, além do fogão, geladeira e colher de pau.

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Uma balança digital faz falta. As medidas-padrão (xícaras, colheres) não são precisas. É um equipamento que mantenho sempre por perto. Não é garantia de receita perfeita, mas o risco de errar é bem menor. A mais barata que encontrei é parecida com a minha e custa R$50,00: http://www.quebarato.com.br/classificados/balanca-digital-5kg-cromada-graduacao-1g-kc-01-western__3404063.html

Mas certamente LP sabe de algum lugar que venda mais barato…

Batedor de arame ou fouet. Outro utensílio barato, durável e indispensável. Para bater alguma massa, misturar o molho branco, preparar o molho da salada (uso o menor). Existem dois formatos: o redondo e o em pêra. Eu prefiro o redondo, mas é uma questão de gosto.

Pincel. Sim, eu já usei os dedos para pincelar empadinhas. Mas o pincel faz menos bagunça e sujeira, é barato, dura muito e cumpre a função muito bem.

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Descascador de legumes. Existem vários modelos e preços. Alguns perdem o fio em pouco tempo. Outros são desconfortáveis. O meu favorito é o de baixo. Tenho-o há pelo menos 7 anos (ou seria mais?)  e ainda descasca coco.

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Tesoura: É bom ter uma na cozinha, seja para abrir um pacote, separar os gomos de linguiça ou cortar as pétalas de uma alcachofra. Conheço uma senhora que aderiu às tesouras e corta as cabeças e tira as vísceras dos peixes com elas.

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Pedra para amolar facas: Se você tem facas, um dia terá que refazer o fio. Existem vários tipos de pedras. Algumas, como as japoneses, precisam ser hidratadas antes de usar. Outras usam óleo para lubrificar a superfície. Informe-se na hora da compra. As japonesas costumam não ser baratas mas mesmo assim levam anos para gastar. Mesmo assim, talvez seja necessário mandar as facas para um amolador profissional de vez em quando.

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Gravatar

Sabe aquela foto ao lado dos comentários (e não só neste humilde blogue, mas de quase todos)? Crie o seu no Gravatar (http://en.gravatar.com/) e pronto. O programa se encarrega de reconhecer e apresentar a imagem.

Bem, acho que está na hora de atualizar o meu… Esta foto tem pelo menos dois anos!

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Rare Yogurt Cheese Cake

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No Japão conheci um doce chamado “Rare Cheese Cake”. Trata-se de uma torta de queijo cremoso. Uma delicada mousse de queijo vinha sobre uma base (que poderia ser uma fatia fina de bolo-esponja ou biscoito). Pois desta vez resolvi fazer uma versão ainda mais leve, com um “queijo de iogurte”.

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O primeiro passo é fazer o iogurte caseiro do LP. Pegue meio quilo desse iogurte e coloque em um escorredor forrado com um pano finou ou um coador de café com um filtro de papel. Coloque uma bacia ou jarro embaixo para conter o soro e mantenha na geladeira por algumas horas. O iogurte ganhará uma consistência bem mais firme, próxima ao do queijo cremoso. Irá reduzir bastante, também.

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Vai render o equivalente a um copinho de iogurte natural.

Queijo de iogurte – como explicado acima

200 ml de leite

6 gramas de gelatina em pó (meio envelope)

100 gramas de creme de leite

Açúcar à gosto

100 gramas de biscoitos de leite, maria ou o que preferir

2 colheres de sopa de manteiga

Primeiro, monte a base: Bata os biscoitos no processador até virar uma farofa. Adicione a manteiga e bata apenas para misturar. Coloque essa farofa no fundo de uma forma de fundo removível. Aperte com as pontas dos dedos e leve à geladeira.

Coloque a gelatina para hidratar em cerca de 2 colheres de sopa de água fria. Enquanto isso, aqueça o leite. Adoce à gosto. Quando o leite ferver (pode aquece-lo no microondas), retire do fogo e dissolva a gelatina hidratada nela. Deixe esfriar um pouco.

Bata o iogurte, para que fique mais liso. Adicione a gelatina. Coloque a tigela sobre gelo e um pouco de água, para que esfrie rapidamente. Misture até que adquira uma consistência mais firme. Passando a espátula no fundo da tigela, ela forma um rastro.

Bata o creme de leite com 2 colheres de açúcar, até virar chantilly. Adicione o creme de iogurte aos poucos, misturando bem, sem bater. Despeje sobre o fundo de biscoitos e leve para gelar.

Na hora de servir, cubra com geléia (no caso, usei geléia de amora).

Outra opção é misturar geléia à massa, dando um efeito marmorizado.

Também pode dispensar o fundo e despejar em taças ou potes. Cobrir com frutas, caldas, geléia…

E ainda há a opção de aromatiza-lo com casca de limão ralada, baunilha, alguma essência ou xarope.

Se tiver tempo, use uma fatia de bolo-esponja ou pão-de-ló como fundo.

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Alface Cozida

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Essa experiência eu credito ao Gordon Ramsay. No livro “Segredos de Gordon Ramsay” (Editora Globo), ele diz: “Se você nunca comeu alface cozida, eu ordeno que experimente!” Sim, senhor. Sempre achei que alface cozida seria o supra-sumo da falta de sabor. Testei a receita de “Fondue de Alface”, muito simples. Embora ele recomende alface americana, fiz com alface romana, por conta das folhas mais firmes e talos grossos. É, alface tem um sabor muito brando, mas ficou bom com caldo de galinha e tomilho. Por mim, a manteiga seria dispensável. Embora ela entre para dar corpo ao molho, não sou fã de tanta gordura em prato de vegetais. O bom disso é que comi meia alface, brincando.

4 pés de alface

2 colheres de óleo de oliva

75 gramas de manteiga em cubos

200 ml de caldo de galinha

1 ramo de tomilho

Sal e pimenta do reino

Corte as alfaces ao meio, no sentido do comprimento, sem separar as folhas. Lave cuidadosamente e enxugue.

Aqueça o óleo em uma frigideira. Acomode as alfaces com a face cortada para baixo. Tempere e cozinhe por 2 minutos.

Adicione o caldo e a manteiga. Salpique tomilho. Cubra com uma folha de papel manteiga ou alumínio amassada. Cozinhe em fogo brando por cerca de 8 minutos, regando eventualmente, até que a alface esteja tenra, mas sem perder a forma.

O líquido deverá reduzir, formando um molho. Deixe descansar por 5 minutos antes de servir.

PS: Usei uma alface romana. Achei difícil de conseguir uma frigideira que comportassem 4 alfaces (8 metades). Em vez de papel, usei uma tampa, um pouco menor que a frigideira, formando uma cúpula sobre as alfaces. Servi meia alface por pessoa. Classifiquei como “Cozinha do Desespero” por ser muito fácil, levar poucos ingredientes e ficar pronta em muito pouco tempo.

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Vi na Feira

Hibiscus ou vinagreira, sendo vendido como Groselha (aliás, na verdade, estava escrito “groselia”). Para quem gosta do chá, é só secar e guardar. Para quem gosta da conservinha chamada de Hana Ume ou Pará Ume, esta é a hora de limpar e curtir em casa.

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Aromatizantes e Corantes

Aromatizantes e Corantes

Nem todos os aromatizantes são infames. Infelizmente, as marcas mais populares no Brasil, pelo menos para mim, não são satisfatórias. Bons aromatizantes são como perfume: são agradáveis, deliciosos e precisam ser usados com moderação. As melhores essências e óleos essências não são baratos.Já importamos chocolates, frutas secas, utensílios e outras tantas coisas, porque não essências e aromatizantes?

Não uso muitos corantes. O vermelho vai em uma conserva de gengibre chamado beni-shoga e em massas de arroz glutinoso (mochi). O verde também pode ir no mochi e em alguns doces, como o sorbet de melão. Uma quantidade mínima de qualquer um deles, diluída em um pouco de água, é suficiente para tingir uma boa quantidade de alimento, os dedos e todos os panos de prato próximos.

Na foto acima, da esquerda para direita: óleo de amêndoas tostadas, óleo de melão, essência de baunilha e óleo de baunilha, além de corantes verde e vermelho.

Para quem está no Japão, a JHC (Japan Home-made Cake) vende pela internet e aceita pagamento por cartão ou contra-entrega.

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