A Arte Imita a…Comida

Imã de Geladeira

A foto acima não é de um sushi. É de um imã de geladeira. No Japão, a imitação é uma arte. Muitos restaurantes exibem uma vitrine repleta de pratos – todos falsos. Imagine o que quiser – sorvetes, frutas, carne, tudo que for comestível. Provavelmente a Maiduru (na verdade, acho que a grafia correta seria “Maidzuru”, mas é assim que aparece na home page deles, enfim…) tem uma cópia em plástico.

Vitrine de restaurante

No entanto, a imitação em plástico atrai o olhar e tem muito mais apelo que as letras do cardápio, não é mesmo? Bem, para mim, nos primeiros tempos de Japão, essas vitrines foram muito úteis. Ao menos sabia o que o restaurante oferecia e o preço.

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Pão com Fermento Shirakami Kodama

Pão Shirakami Kodama

Outro dia comentei sobre o fermento Shirakami Kodama.  Resolvi experimentar a receita básica de pão francês com a qual fiz os Epi Pan de outro dia, para poder fazer uma comparação. Usei a mesma receita, o mesmo método (máquina de fazer pão, no programa para fazer massas). Só não tinha anotado temperatura ambiente nem o tempo de fermentação de ambos e, ao contrário daquela vez, usei farinha comum (com 10%) de proteína. Assei da mesma maneira – alguns recheei e deixei um sem recheio, para poder conferir a textura. Epi com fermento shirakami kodama

O resultado foi um pão com bolhas bem menores, textura firme, sabor e aroma característicos. Não usei melhorador, nem qualquer aditivo. Mesmo com a baixa porcentagem de proteína, a textura ficou boa. Só a côdea é que não ficou tão crocante quanto à primeira receita, mas isso pode ser por conta do forno. E, só para conferir, estou deixando uma amostra no congelador, já que dizem que a massa pode ser congelada. Vejamos se faz tudo o que promete.

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Goya com Porco

Goya com Porco

Talvez seja o último goya (ou nigauri) que como este ano. O verão passou e a safra acabou por aqui. Nesta foto, a minha maneira preferida de comê-lo: com tiras de carne de porco refogadas e temperado com um pouco de miso e pimenta vermelha. Simples, saboroso (amargo, claro).  Acompanha bem arroz branco.

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Tiras de Carne com Pimentão e Broto de Bambu (Qīngjiāo Niúròu)

Jinjao Rossu

Ou Jinjao Rossu (como eu conhecia no Japão). A maioria dos restaurantes chineses ofereciam uma versão desse prato. É muito simples, satisfatório e o único cuidado é não cozinhar demais o pimentão. Ele deve continuar crocante.

250 gramas de carne bovina em bifes finos

1 colher de sake

1/2 colher de shoyu

1 colher de amido de milho ou fécula de batata

1 pimentão verde grande, cortado em tirinhas

1/2 cebola, cortada em tiras

1 pedaço de broto de bambu, cortado em tiras

1 colher de molho de ostras

2 colheres de sake

Caldo de frango ou galinha, bem neutro

Shoyu à gosto

Óleo de gergelim

Corte o bife em tiras finas. Tempere com shoyu e sake. Misture, junte o amido ou fécula e deixe descansando por uns 15 minutos.

Aqueça óleo e frite as tiras de carne por instantes, até ficaram cozidas mas não ressecadas. Escorra. Se preferir, refogue em uma frigideira com pouco óleo; o prato ficará mais leve, menos gorduroso.

Refogue as cebolas, junte o broto de bambu e, por fim, o pimentão. Não deixe o pimentão cozinhar demais. Junte a carne refogada, tempere com sake, molho de ostras e shoyu. Adicione um pouco de caldo de galinha. O amido da carne irá engrossar ligeiramente o molho.  Tire do fogo e adicione um fio de óleo de gergelim, só para dar um aroma e brilho ao prato.

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Flor de Gengibre

Flor de Gengibre

Gengibre dá flor. E ele é indicativo que está na hora de colher, se a intenção é fazer o Gari.  Depois da florada, o gengibre tende a ficar mais picante eduro. Nem sempre os maços são vendidos com a folhagem. Mas a flor é interessante e eu achei que a foto ficou legal.

🙂

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Máquina de Mochi e Pão

SPM-MP2 Sanyo

A que temos é uma Sanyo. É elétrica e serve tanto para fazer mochi quanto pão. Eu ainda não assei um pão nela, prefiro só fazer a massa e modela-la à mão e assar no forno convencional.  A mãe usa para fazer mochi (massa feita com arroz glutinoso). Para quem gosta de ambos, vale a compra. Antigamente fazíamos mochi pelo método convencional: cozimento no vapor e em seguida, era amassado no pilão de madeira. Isso exigia força, espaço e muita disposição. Por isso, só fazíamos mochi uma ou duas vezes por ano.

Quanto aos pães, garanto, a máquina sova a massa muito bem, deixando-a lisa e elástica, sem fazer sujeira. Melhor ainda que a batedeira. Deixei de ser romântica e parei de sovar à mão. Ligo o aparelho e ele faz todo o serviço pesado por mim.

Para quem estiver interesse em comprar uma, creio que vi na Liberdade, em São Paulo.

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Síndrome da Pedrada

Uma sacola um pouco pesada e um pé em falso. Isso bastou para eu perder o equilíbrio e sentir uma dor aguda na panturrilha. Pensei – sou otimista – que passaria logo. Não passou. Acabei indo parar no Pronto Socorro da Santa Casa, passear de cadeira de rodas.

O médico explicou para dois jovens – suponho que eram residentes – que aquilo se tratava de uma síndrome da pedrada. A pessoa costuma relatar que estava correndo ou praticando alguma atividade e sente uma dor aguda, como se fosse uma pedrada. Alguns, surpresos, chegam a conferir se não há ninguém atrás. Então se dá conta que algo está errado.

Voltei para casa com a explicação que eu tinha sofrido um trauma na panturrinha, mas que não havia nada nos tendões. E que eu deveria tomar medicamentos, usar compressas e repousar. Em caso de notar enrijecimento do músculo ou aumento da dor, era para voltar. Uma mancha roxa iria aparecer no pé ou tornozelo, seria normal, em função da força da gravidade.

No mais, em uma semana estarei bem melhor e, em um mês, poderei retornar às minhas atividades rotineiras.

Um obrigado à equipe do Pronto-Socorro da Santa Casa de Londrina.

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Eu estou indo…

Para Ponta Grossa. Desejem-me boa viagem. Não sei quando volto mas, se der, publico alguma coisa de lá.

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Minchi Katsu (Hamburguer Empanado)

Minchi Katsu

Minchi Katsu é um hamburguer empanado, feito com carne de porco. Há quem use uma mistura de carne de porco e boi. Aparece nos cardápios de muitos restaurantes populares e é muito simples de fazer. Existem várias receitas (algumas incluindo vegetais picados à massa de carne, por exemplo) e creio que seja impossível dizer qual é a receita original.

Eu não tenho medidas certas para essa receita. Apenas refogo cebola picada com um pouco de óleo e sal. Deixo esfriar. Adiciono à carne de porco moída, sal, pimenta do reino, um pouco de shoyu. Poderia temperar com gengibre, cebolinha picada ou cogumelos picados.

Modelo os bolinhos do tamanho da minha mão, levemente achatados, passo na farinha de trigo, ovo e panko.  Frito em uma panela com muito óleo, fogo médio, até que fique bem dourado. Evito furar o empanado porque, para mim, a graça desse prato é o suco que escorre assim que ele é partido.

Sirvo com molho para Tonkatsu e é comum come-lo com repolho fatiado fino e arroz.

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Linguiças Caseiras

Aprenda a Fazer Embutidos - Editora Três

Recomendo o livro “Aprenda a Fazer Embutidos”, da Editora Três. O que tenho é de 1986 e foi comprado em um sebo por cinco reais. Não é uma bíblia sobre o assunto, mas já é um começo. Mais do que receitas, fala equipamentos, ingredientes e técnicas. Alguns embutidos apresentados, por não conterem conservantes ou passarem por um processo de cura ou defumação, devem ser consumidos em 24 horas, segundo recomendação do próprio manual.

Eu faço linguiças eventualmente, aproveitando o preço baixo da carne suína. Usei o preparado para linguiças do Laboratório Exato, o Unilig, que já contém sal, sal de cura, antioxidante e estabilizante, segundo as instruções do próprio fabricante. A carne e gordura do porco é picada, acrescento o mix que é diluído em certa quantidade de água, acrescento especiarias e o emulsificante (ligatari), misturo e levo à geladeira por pelo menos 12 horas antes de moer e embutir. A carne deve ser manipulada gelada, sempre. O motivo é evitar a proliferação de micro-organismos. Vale lembrar que higiene é fundamental, já que se trata de um produto cárneo e o risco de contaminação é grande.

O tempo de 6 a 12 horas em que a carne é resfriada (sempre coberta) na geladeira, depois de receber as especiarias e aditivos é para que a carne absorva o tempero e que ocorra a cura da carne, garantindo o tom róseo homogêneo. Uso emulsificante porque o resultado é uma linguiça mais úmida, com a gordura estável (ela não escapa toda durante o processo de cozimento), que é o que eu espero em uma linguiça do tipo fresca. Talvez não utilizasse se a intenção fosse de preparar uma linguiça seca ou defumada. De qualquer forma, a linguiça feita com mix também deverá ser mantida sob refrigeração depois de pronta, consumida em poucos dias ou congelada.

Para a moagem e embutimento, uso um moedor elétrico com funil próprio para linguiças. Existem moedores manuais também, movidos a manivela.

PS: Voltei a falar sobre as linguiças caseiras, apresentando uma receita bem básica.

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