Tamago Dofu

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Errei no tempo de cozimento, o tamago dofu ficou com bolhas mas fica a foto. Serve de registro de como não deveria ficar.

Tamago dofu, ao pé da letra, seria “queijo de soja de ovo”. Não vai soja, não é queijo mas vai ovo. É um flan salgado, parente do tchawan-mushi, mas sem coisinhas dentro. Costuma ser feito em uma forma retangular, com divisórias, para render porções quadradas. Mas como quase ninguém tem isso em casa, pode ser feito em potinhos ou formas pequenas.

É muito simples de ser feito:

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1 xícara de dashi (caldo feito à base de bonito seco e algas; pode ser também feito com água fervente e o dashi industrializado, seco) frio

2 ovos (se forem caipiras, a cor será mais bonita)

1 colher (de chá) de mirim (bebida licorosa à base de arroz ou, na falta, um pouco de açúcar); além da doçura, o mirim proporciona um aroma melhor e cor mais viva

1 1/2 colher (de chá) de shoyu

Sal à gosto

Quebre os ovos dentro do caldo frio. É importante que o caldo tenha sido fervido para eliminar o oxigênio livre; caso contrário o tamago dofu formará muitas bolhas. Misture bem para dissolver os ovos. É melhor bater os ovos dentro do caldo, eles irão misturar melhor. Se bater os ovos antes de adicionar o caldo eles também formarão bolhas. A intenção é ter um creme liso.

Tempere com o mirim, o shoyu e sal. Não exagere no sal, há quem prefira adicionar umas gotas de shoyu na hora de comer, lembre-se disso.

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Divida em 2 porções e cozinhe no vapor. Mas tome cuidado: assim que a água levantar fervura, abaixe, deixe por uns 2 minutos e desligue o fogo. Vapor quente demais e por muito tempo irá também… formar bolhas. Deixe por uns 4 minutos a mais e não tire a tampa de imediato.Apenas deixe uma pequena fresta para escapar o ar quente aos poucos.

Há quem goste dele até gelado. Eu prefiro morno para quente. Um pouco de sansho em pó por cima ou cebolinha picada ou gengibre irá deixar com um aroma bom.

 

 

 

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Moromi e Champonzu

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Creio que todo mundo conhece o shoyu mas ele só é a parte líquida de uma mistura de soja, trigo, água e sal. A parte sólida que sobra depois da filtragem é o moromi que, creiam, é saboroso.

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É salgado, claro, mas o sabor é mais intenso e rico em “umami”. Uma pontinha dele em um pepino ou mesmo sobre o arroz branco deixa tudo mais gostoso. Não sei se as importadoras irão trazer, eu ganhei esse potinho.

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Este também é outro produto que não sei se irão importar. Trata-se de um molho à base de shoyu com yuzu, sudachi e outros cítricos. É perfumado, refrescante e levemente ácido. Gostei com carne grelhada. Quem disse que um molho precisa de óleo ou azeite para ficar gostoso?

 

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Panquecas de Brócoli

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Outro dia publiquei uma receita de panquecas bem fofas com queijo. Gostei tanto que experimentei com brócoli cozido e picado. O resultado foi muito bom como acompanhamento.

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Só dispensei o cream cheese, aumentei o creme de ricota para 100 gramas e adicionei 1 xícara de brócoli cozido e bem picado.

Experimentei fritar. Renderam bolinhos bem fofos mas um pouco engordurados demais para o meu gosto.

 

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Agenda: Miso e Yokan

Dia 12/03, às 19 horas,  falo sobre o miso e levo alguns para provarem, além de apresentar o poder transformador dessa pasta de soja em duas receitas bem fáceis.

No dia 19, às 19 horas, conto um pouco da história de um doce muito tradicional japonês: o yokan. Faço uma receita e todo mundo prova.

Mais informações pelo e-mail marisaono@gmail.com

 

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Steam Cheese Cake + Pancake= Cheese Pancake

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Gosto do Steam Cheese Cake e gosto das panquecas fofas japonesas. Resolvi a questão criando um híbrido (aliás, doces híbridos estão na moda no Japão: criaram um tai-yaki com massa de croissant, um donuts envolto em massa folhada e outras coisas engraçadas).

O fato é que as panquecas ficaram muito, muito fofas mas com uma textura mais úmida, lembrando o steam cheese cake, com um sabor bem leve de queijo e elas ficam boas até o dia seguinte, podendo ser feitas com antecedência e reaquecidas na hora de comer. Comi com goiabada derretida mas ficaria boa também com compota de abacaxi, mel ou alguma calda de frutas.

3 gemas

110 ml de leite

90 gramas de creme de ricota (usei a light)

90 gramas de cream cheese

130 gramas de farinha de trigo peneirada

2 colheres (chá) bem rasas de fermento em pó

3 claras

2 colheres de sopa (rasas) de açúcar

Um pouco de manteiga, para untar a frigideira

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Misture as gemas com o leite. Amassa o creme de ricota com o cream cheese e misture ao leite com gemas. Não se importe que fique granuloso, não é preciso bater para ficar liso.

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Junte a farinha com o fermento e misture bem devagar. Não bata, não tenha pressa e não misture demais. É para ficar um pouco carocento e com pontos de farinha nã0-misturada.

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Bata as claras em neve bem firme. Junte o açúcar e bata mais até formar um merengue brilhante e com picos bem firmes. Adicione 1/3 desse merengue à massa e misture com movimentos de baixo para cima. Assim que tudo estiver bem misturado e a massa mais leve, adicione as claras restantes. Misture com muito cuidado, para não amassar demais as claras. Procure manter a leveza. Não se importe se ficarem alguns pontos com as claras aparentes.

Nesse ponto, pode ser guardada na geladeira por 1 hora. Recomendo deixar descansar por pelo menos 15 minutos na geladeira. Enquanto isso, prepare a calda, arrume os pratos, etc.

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Unte ligeiramente uma frigideira com manteiga. Leve ao fogo e aqueça. Usando uma daquelas colheres para sorvete (ou uma concha), despeje uma porção sobre a frigideira aquecida. Não alise, não achate. Deixe que ela naturalmente se espalhe um pouco. Cozinhe em fogo baixo até dourar de um lado e vire. Para testar se estão cozidas, apalpe o centro com o dedo: deve de estar tão firme quanto as laterais.

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Sirva com calda, geléia, mel, frutas. Rende 10 panquecas fofas e macias. As minhas ficaram bem amarelas por conta dos ovos caipiras que uso.

 

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Salada de Sashimi e Pasta de Pimenta Coreana

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Comi uma salada com peixe cru no Seok Joung que gostei. Era fresca, levemente picante, aromatizada com gergelim. Resolvi fazer algo parecido em casa, mais ao meu jeito. Ficou bom e, na verdade, serve como uma refeição. A porção serve 2 pessoas.

1 pedaço de peixe preparado para sashimi (usei atum)

Shoyu

1 porção de harusame (compro um pacote que vem com umas cinco porções amarradas por um barbante; um pacotinho basta)

Folhas verdes (usei acelga em tiras, alface em tiras); poderia ter acrescentado pepinos em tiras finas, se tivesse, assim como tomates e outros vegetais.

1 colher de sopa de pasta de gergelim

1 a 2 colheres sopa de vinagre – depende do seu gosto

1 a 2 colheres de chá de pasta de pimenta coreana (Gochujang) – depende do gosto

1 colher de sopa de shoyu

Sal à gosto

Gergelim tostado

Regue o pedaço de peixe com shoyu e deixe marinando por uma hora. De vez em quando vire, para que marine por igual. Mantenha na geladeira até a hora de usar.

Enquanto isso, deixe o macarrão harusame de molho em água fria por uns 15 minutos. Feito isso, cozinhe em água fervente até ficar transparente. Escorra e lave sob água corrente, até esfriar. Escorra.

Para o molho, misture a pasta de gergelim com a pasta de pimenta e vá adicionando vinagre e shoyu aos poucos, misturando sempre. A quantidade poderá variar, conforme seu gosto, tanto de um com de outro. O molho será cremoso, denso e não muito picante.

Coloque as folhas e vegetais em uma tigela ou prato, faça um monte com o harusame no centro.

Enxugue bem o pedaço de peixe marinado e, com uma faca afiada, corte em fatias. Quanto mais macio o peixe, mais grossas precisarão ser as fatias, senão irão rasgar. Então, a espessura dependerá do peixe utilizado.

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Arrume as fatias sobre a salada. Despeje o molho. Para comer, misture tudo e sirva-se.

 

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Defumados

Algumas pessoas perguntaram – desculpem-me, não me lembro de todos e não sou tão organizada assim – sobre como fazer defumados. Estou pensando reservar o dia 8 de março para isso, grupo de 5 a 6 pessoas, apenas. Quem vier, irá acompanhar todo o processo de preparo do bacon e de um pernil defumados (salga, cura e defumação) e, em seguida, almoçar: pão, defumados, uma salada ou talvez alguma verdura da horta, sobremesa, chá e água.

Começaria às 10 da manhã e terminaria aproximadamente às 14 horas.

Mais informações pelo e-mail marisaono@gmail.com

 

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O Koji de Ontem

Eu sempre fico um tanto quanto tensa quando falo para um público. Principalmente depois que parei de beber.

Mas ontem foi uma noite agradável. Estourei completamente o tempo combinado, perguntas surgiram sobre questões que não pensei (e foi ótimo, aliás, isso me obriga a estudar ainda mais) e sugestões vieram.

A internet permite uma troca rápida de informações mas o contato face-a-face ainda é importante. A conversa pode tomar um rumo diferente mas que, não raramente, nos abre os olhos para outros ângulos do cenário.

Obrigados a todos que compareceram, obrigado Lucio pela oportunidade e já estou pensando nos próximos encontros.

 

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Milk Pan

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No post de ontem apresentei a receita de um pão de forma de leite à japonesa. Mas quando recebi o e-mail e li o artigo sobre ele, senti que havia alguma coisa errada. Depois, conferindo em uns livros que tenho por aqui, entendi o que era. É que o pão de leite japonês que eu conheço é um pão moldado, bem dourado, que recebe um pouco de manteiga em toda superfície assim que sai do forno, para que a casca seja brilhante e macia. O pão tem uma textura bem diferente do pão de leite daqui. É macio, mas firme e úmido. Bom para o café da manhã (aguenta uns 2 dias, pode ser congelado) com manteiga ou até mesmo para acompanhar uma refeição, apesar de ser adocicado. O leite em pó confere um aroma de leite e ajuda a manter a massa macia por mais tempo.

400 gramas de farinha de trigo

40 gramas de açúcar

40 gramas de leite em pó

50 gramas de creme de leite

6 gramas de sal

6 gramas de fermento biológico instantâneo seco

Leite o quanto baste

30 gramas de manteiga e mais manteiga para pincelar a superfície

1 gema, para pincelar

Misture a farinha, o açúcar, o leite em pó, o sal e o fermento. Acrescente o creme de leite e leite, misturando até formar uma massa macia. Unte a tábua com manteiga e sove por uns 10 minutos. A massa é um pouco pegajosa e bem elástica.

Forme uma bola, coloque em uma tigela, cubra com filme plástico e deixe crescer até dobrar de volume.

Depois desse tempo, abra a massa com um rolo e dobre em 3. Repita a operação algumas vezes, para retirar as bolhas de ar maiores.

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Dê o formato cilíndrico e deixe crescer até dobrar de volume.

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Pincele com gema e faça 5 cortes profundos ao longo do pão.  Leve ao forno quente pré-aquecido por 10 minutos. Abaixe um pouco a temperatura e asse até dourar. Assim que retirar do forno, pincele com manteiga toda a superfície. Deixe esfriar antes de servir.

 

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Milk Shoku Pan

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Um amigo passou um link de um artigo estrangeiro, falando do pão de forma com leite japonês. Parece que os pães japoneses estão agradando pessoas de outros países. No caso dos pães de forma, entendo completamente. São pães macios e úmidos, mas que não esfarelam, são ótimos para sanduíches ou para serem tostados ligeiramente e comidos no café da manhã com um pouco de manteiga.

Bem, a receita que testei não ficou tão boa e tentei fazer à meu modo. O resultado foi bom, apesar de ter sido sovada na batedeira. Certamente ficaria melhor numa máquina de pão. Funcionou com farinha comum, dessas que a gente encontra no supermercado, mesmo. É preciso ter uma forma para pão de forma, com tampa. O pão é macio, com aroma de leite e manteiga.

500 gramas de farinha de trigo

30 gramas de leite em pó

30 gramas de açúcar (se bem que eu achei que ficou um pouco doce, poderia tentar com apenas 20 gramas)

6 gramas de sal

8 gramas de fermento biológico seco instantâneo

Leite

60 gramas de manteiga, mais para untar a forma

Misture a farinha com o leite em pó, açúcar, fermento e sal. Vá adicionando leite até formar uma massa macia. Se for usar a batedeira com o gancho para as massas pesadas, trabalhe a massa por uns 10 minutos antes de adicionar a manteiga. A massa será um tanto pegajosa.

Se for sovar a massa à mão, misture todos os ingredientes menos a manteiga. Unte a tábua com manteiga e sove. A manteiga irá impedir que a massa grude na tábua. Sove a massa por uns 10 minutos.

Deixe crescer até dobrar de volume.

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Coloque a massa em uma tábua enfarinhada e abra com um rolo. Dobre em 3 e torne a abrir e dobrar por algumas vezes. É para tirar todas as bolhas grandes de dentro da massa. Enrole o pão e coloque em uma forma para pão de forma untada com manteiga. Deixe crescer até quase atingir a borda da forma. Coloque a tampa e leve ao forno pré-aquecido até dourar bem.

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Retire da forma e deixe esfriar antes de cortar. É que esse pão é muito macio e pode amassar se cortado ainda quente.

PS: Quando topei com o artigo sobre o Milk Shoku Pan alguma coisa me incomodou na hora. Depois lembrei o que era. Outro dia conto essa história.

 

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