Vídeo: Karê

Tem vídeo novo no YouTube: Karê ou curry à moda japonesa, sem usar o famoso tablete pronto. Se você gosta de sabores intensos, dobre a quantidade de especiarias. Se não quiser comprar esse monte de especiarias, compre um vidro de Garam Masala, disponível em lojas especializadas (tem muitas que vendem pela internet). O que sobrar de roux (mistura de farinha, manteiga e especiarias) pode ser tranquilamente congelado. A pimenta vermelha fica à gosto, eu usaria até mais.

E se achou a receita muito trabalhosa, espere um pouco que em breve farei um vídeo sobre um karê rápido, fácil, gostoso, que vai menos ingredientes e que também não apela para o tablete industrializado (nada contra, aliás, mas com a pandemia, tem coisa sumindo ou ficando muito caro).

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Dry Kare

Nos últimos anos, esse prato tornou-se muito popular, principalmente entre as crianças japonesas. Aliás, soube outro dia que kare está presente nas refeições escolares de lá. De todas as escolas! Ou seja, ao menos uma vez por mês servem algum tipo de curry. E o curry hoje é o segundo prato mais internacionalizado do planeta. O primeiro é a pizza.

O Dry Kare difere do Kare porque é feito com carne moída (de frango, boi ou porco), legumes picadinhos e porque tem menos molho. Ou seja, é quase seco, como diz o nome. Geralmente é acompanhado de um ovo frito por cima ou rodelas de ovos cozidos.

Segundo explicação de minha amiga Luciana Farah, Keema ou Qimah tanto em farsi como em urdu significa “carne moída”. Pode ser um prato de origem persa (como afirma este site) quanto paquistanesa.

Sem pensar nisso tudo, eu fiz um Dry Kare porque estava cansada, com fome e é um prato rápido e satisfatório. Comi em frente da tv, de colher.Não tive crise moral em comer um prato adaptado da adaptação da adaptação… Porque é bom! Mas um dia desses vou experimentar a receita que a Luciana me passou, com coentro e suco de limão.

300 gramas de coxa de frango picada (fiquei com preguiça de tirar o moedor do armário e piquei bem fino na ponta da faca, mas poderia ter usado carne bovina)

2 cebolas médias

1/2 cenoura

Um punhado de vagens cortadas em rodelinhas

3 tomates

Curry à gosto (usei um árabe, presente da Luciana)

1 colher de sopa de shoyu

Gengibre e alho à gosto

Refoguei a cebola com um pouco de óleo e um pouco de sal, até ficar dourada, sem queimar.

Juntei o alho, gengibre e deixei que levantasse um cheiro bom.

Acrescentei o frango picado e continuei refogando até mudar de cor.

Juntei os tomates picados, a cenoura e as vagens (poderia ter usado também ervilhas, abobrinha e até batata picada)

Acrescentei um pouco de água e deixei cozinhando.

No final, quando restava um pouco de caldo, temperei com o curry em pó e uma colherada de shoyu. Esperei que o molho ficasse um pouco espesso e servi sobre arroz, acompanhado de um ovo frito.

Depois que comi, pensei se não seria uma boa idéia usa-lo como recheio de um kare-pan (massa de pão recheada com kare e frita).Share This Post

Kare – Preparados Industrializados

Muita gente faz kare – curry à moda japonesa – usando preparados prontos. Os mais comuns são tabletes, que vêm em caixinhas (são vários fabricantes, como a S&B e House). A aparência deles é de um grande tablete de chocolate.

O que eu costumo usar são flocos. Uso por achar mais prático que partir um tablete em pedaços. Vou adicionando colheradas do preparado ao ensopado já pronto até chegar na consistência que desejo. Esses preparados – tanto os tabletes como os flocos – já contém farinha, sal e condimentos.

Quanto ao ardor, alguns exibem uma classificação de 1 a 5 (do mais doce ao muito picante). A cor da também pode ser indicativo. Geralmente, os de tons claros são mais suaves e a embalagem preta é a mais forte.

Ou seja, para fazer um kare, faço um ensopado como descrito aqui, mas não acrescento sal, nem preparo o roux com farinha e curry. Simples e fácil. E, embora eu prefira cozinhar com o mínimo de produtos industrializados, esses preparados são bons e convenientes em um dia mais apressado.Share This Post

Kare

Kare

Só hoje me dei conta que ainda não publiquei nenhuma receita de kare. Os primeiros currys datam de 1872. Era quase uma sopa, de cor amarela. O tempo passou e o curry virou kare, mais espesso, escuro, adocicado, que pouco lembra o curry indiano. A paixão do japonês pelo curry é tão grande que existe até um museu, em Yokohama, o Curry Museum. É um dos pratos mais populares do país e estima-se que o japonês coma-o uma vez por semana, ao menos. Não é um prato bonito. Existem inúmeras receitas, que vão do kare suave ao insuportavelmente forte. Esta aqui é só mais uma, entre tantas.

Receita para 2 a 3 pessoas

120 gramas de carne bovina cortada em tirinhas ou cubinhos

2 cebolas médias picadas ou fatiadas finamente

2 colheres de sopa de manteiga

2 dentes de alho

1 colher de chá de gengibre ralado

1 talo de salsão fatiado finamente

1 pitada de tomilho

1 colher de sopa de purê de tomate

1 colher de sopa de shoyu

2 colheres de sake

1/2 cenoura média, picada em cubos pequenos

1 batata média, picada em cubos um pouco maiores

2 colheres de sopade farinha de trigo

2 colheres de sopa de curry em pó (a quantidade varia de marca para marca; a que usei, da Sun, é muito suave)

Leve as cebolas e 1 colher de sopa de manteiga ao fogo. Deixe que refoguem lentamente, até ganhar uma cor amarronzada. Mexa e tome cuidado para não queimar e amargar. Retire da panela. Acrescente um pouco de óleo e refogue a carne, até dourar bem. Junte o alho, o gengibre, o tomilho e o salsão e refogue, sem queimar. Junte água até cobrir e cozinhe até amaciar a carne.

Junte as cenouras. Deixe ferver. Adicione o sake e as batatas (o sake ajuda a impedir que as batatas se desfaçam). Adicione as cebolas e o purê de tomate. Deixe cozinhar em fogo brando.

Enquanto isso, derreta a segunda colher de manteiga em uma frigideira anti-aderente. Junte as duas colheres de farinha e misture, até dourar ligeiramente. Junte o curry e mexa. Retire do fogo.

Kare Roux

Quando as batatas estiverem cozidas, junte a mistura de farinha aos poucos, mexendo. Espere engrossar e, se necessário, vá juntando mais, até formar um molho espesso. A quantidade vai variar conforme o volume de água.

Junte o shoyu, deixe ferver por uns instantes e sirva

Obs: Eu costumo variar e acrescentar 1 folha de louro e/ou: anis estrelado, fennel grego, canela, pimenta vermelha, coentro em pó, cominho em pó, cardamomo e até maçã ralada.

Também costumo acrescentar ervilhas verdes ou vagem ou grãos de soja verde. Posso substituir a carne de boi por frango ou porco, aumentar a quantidade deste (se quero um kare mais rico) ou até mesmo fazer uma versão vegetariana. Acompanha arroz, salada e alguns gostam de come-lo com picles de cebolinha branca, uma colherada de iogurte e pimenta à parte.Share This Post