Fispal – Equipamentos

Confesso que fiquei um tico desapontada com a Fispal. Havia muito mais equipamentos que alimentos. Não que eu deteste tecnologia, muito pelo contrário. Mas eram soluções para indústrias de alimentos e que eu provavelmente nunca terei a oportunidade de usar, testar ou ter. Muito equipamento para açougues, embalagens de todos os tipos, refresqueiras, balcões frigoríficos, câmaras frias, aquecedores de ambiente, fogões industriais, churrasqueiras e até caminhões refrigerados.

Dentre tantos stands, o da Rational chamou muita atenção. É o tipo de equipamento que eu veria na cozinha de um hospital, por exemplo, com a necessidade de produzir mais de 200 refeições por dia. Vi prepararem arroz, salmão, batata frita no forno sem óleo, grelhados, vegetais no vapor. Realmente impressionante. Conversando mais um pouco, soube do sistema de limpeza automática, economia de espaço, facilidade de operação, isolamento térmico que proporciona um certo conforto térmico à equipe da cozinha e o treinamento oferecido. E o pernil pururucado, no balcão, não me saiu da cabeça.

Os fornos combinados da Pratica até que seriam mais “possíveis” em uma cozinha doméstica. Mas certamente seriam melhor aproveitados em um restaurante ou padaria.

Há muito que não via de perto um equipamento desse tamanho. Essa batedeira (ou masseira, confesso que não sei o nome correto) é para uma quantidade absurda de pão. Eu caberia dentro e ainda sobraria espaço…

Eu já tinha visto uma modeladora parecida com essa, fazendo mochi recheado com anko (pasta de feijão) em funcionamento. Essa faz até 3.500 coxinhas (ou bolinhas, quibes, croquetes, brigadeiros) por hora. Outro modelo é capaz de fazer salgadinhos maiores. A Indiana também apresentou uma linha contínua, com modeladora e empanadora.

E essa máquina me deu saudades. Durante anos consumi de 2 a 3 bebidas compradas em máquinas automáticas, diariamente. Elas são parte da paisagem da maioria das cidades japonesas. Elas estão nas ruas, próximos à fábricas, em frente de lojas de conveniência e até dentro de refeitórios. E não vendem apenas bebidas geladas; o café em lata (horroroso, na maioria das vezes) vem quentinho.

E ainda pude experimentar o IPad de um amigo, durante a feira. Para quem ainda não me conhece, sou essa velhota de cabelo dessarrumado que engordou alguns quilos nas últimas semanas, por conta da distenção que me impediu até mesmo de andar.

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Fispal

Esta é a primeira vez que visito a Fispal, que está sendo realizada no Center Norte, até o dia 10.  Recebi o convite da FMB Alimentos.  Não é uma feira voltada ao consumidor final. São produtos alimentícios na linha Food Service, ou seja, para indústrias, restaurantes, padarias, confeitarias, lanchonetes, sorveterias.

A FMB é distribuir exclusivo da MEC 3, fabricante de bases, pastas e pastas para marmorização (variegatos) feito com produtos naturais e voltado para a produção de sorvetes premium.

Bem, a maioria de nós não vai comprar uma lata de pasta com 2,5 kg, mas muitos, sem saber, já provaram um sorvete de pera ou pistache feito com pastas desse fabricante. Eu testei uma pasta de morangos não em sorvete, mas em mousse e em um bolo (que não fotografei, mas foi devidamente devorado).

Outra coisa que me impressionou foi o fato de que a MEC 3 enviou um mestre sorveteiro, para preparar os “gelati”. E ele deu conta de encher o balcão em umas 2 horas…

Outro produto que apresentaram foram os xaropes Torani. Alguns são melhores em bebidas quentes, como café ou chocolate. Outros, para drinques e sodas. Mas também podem ser usados em sobremesas.

Eles também produzem o Chocon’up, chocolate cremoso quente. Eu vi os sachês para fazer em casa na Central do Sabor, na Paula Souza. Também comercializam o equipamento para manter aquecido e servir.

Também produzem o mix para a bebida à base de yogurt Yogomais, que pode ser feita em uma granizadora, além de um preparado para frozen yogurt, frozen capuccino, ice chocolate, ice tea e chai latte.

E, por fim, a linha de mixers da Vita Mix. O modelo mais potente tem 3 cavalos de força. Obviamente tritura gelo, grãos secos, o cartão de crédito, o celular…

Por fim, não, este não é um post pago. Mas como fui convidada por eles e porque foram gentis em terem dado amostras de produtos para testar (e que gostei), acho natural escrever sobre a presença deles na Fispal.

Amanhã conto mais sobre o que vi na feira.

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Espontaneidade

A gente limpa a terra, tira pedras, cava, planta, rega. No entanto, algumas plantas daqui foram disseminadas por pássaros. Essas framboesinhas são um exemplo. Em vários pontos sombreados do sítio tem esses arbustos espinhosos.

Não adubo, não podo, mas também, raramente desfruto. Os pássaros acordam mais cedo e devem de ter bons olhos, porque eu raramente encontro uma frutinha no ponto de comer.

Outra planta que nasceu sozinha foi esse tomatinho, que cresce, dá frutos sem que eu precise tratar contra pragas e doenças. Resistente, se espalha e dá frutos em cachinhos.

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Suzu Kasutera

Alguém tem uma forma para takoyaki que usa pouco? Eu tenho. E raramente uso. No entanto, é uma bela forma, de ferro, que pode ir ao forno. E me lembrei de uns bolinhos que comprava no supermercado, por apenas 100 yenes. Eram menores, mas dourados de um lado e branquinhos de outro. São os Suzu Kasutera, por conta do formato que lembra um pouco um guizo.

5 ovos

100 gramas de açúcar

100 ml de leite

300 gramas de farinha de trigo

1 colher de chá cheia de fermento em pó

Óleo para untar.

Bata os ovos com o açúcar até ficar bem leve, bem claro e crescer bem.

Adicione o leite e misture.

Peneire a farinha com o fermento e acrescente à mistura de ovos. Misture sem bater.

Ligue o forno e preaqueça. Ele deve ficar quente (200-210ºC).

Aqueça a forma para takoyaki. Unte com óleo. Despeje massa até à borda. Eu usei um saco de confeitar, porque acho mais prático. Mas pode ser despejado com uma colher, por exemplo. Mantenha a forma sobre o fogo baixo.

Confira a cor, empurrando um pouco a massa com um palito. Ela deverá ficar levemente dourada.

A parte de cima continuará crua. Leve a forma ao forno, até secar, mas não corar.

Desenforme e passe a parte branca, que estará levemente pegajosa, em açúcar refinado.

Renderam mais de 50 bolinhos. Caem bem com chá ou café.

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Torrone de Amendoim

Há muito tempo eu tinha um pacotinho de hóstias, compradas no Empório Chiappetta. Foi uma compra por impulso. Quando voltei para casa, não tinha idéia do que fazer com elas.

Hoje, vendo um punhado de amendoins torrados que já estavam rendendo, mais uma receita de torrone em uma edição da revista Cucina Italiana, resolvi fazer uns “torrones”. Bem, a receita pedia amêndoas, pistaches, casca de laranja, mel de flor de laranjeira, baunilha em fava e açúcar. Só aproveitei a “base”, um merengue cozido com mel e açúcar.

400 gramas de amendoim torrado e sem pele. Eu usei o amendoim cavalo, que é mais macio

40 gramas de claras

100 gramas de mel silvestre

100 gramas de açúcar cristal

30 ml de água

1 pacote de hóstias Host Toasts

Pique metade do amendoim com uma faca, irregularmente. Deixe a outra metade inteira.

Leve a clara e o mel ao banho-maria, em fogo baixo e bata com uma batedeira, até crescer e espumar. Enquanto isso, leve ao fogo a água e o açúcar até formar uma calda espessa. A calda escorre lentamente da colher e forma um fio grosso, pastoso. Despeje quente sobre a clara, sem parar de bater.

Junte o amendoim. Ainda no banho-maria, cozinhe até que a mistura fique mais pesada, colando um pouco os pedaços de amendoim. Em caso de dúvida, pingue um pouco da massa em uma superfície fria. Forma uma massa macia, pegajosa e não deforma.

Deixe esfriar um pouco e com ajuda de uma colher ou espátula, coloque um pouco dessa massa sobre uma hóstia. Coloque outra por cima e aperte um pouco, só para colar. Deixe que esfriem completamente e guarde em um pote bem fechado. Renderam mais de 40 docinhos.

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Gyunyu Tofu

Japonês não consome leite, certo? Em parte. Muitos asiáticos têm intolerância à lactose, exceto esta aqui que tranquilamente beberia um litro por dia. Gado há, embora não tanto quanto por aqui. Produz-se queijo e manteiga. Embora o leite ainda seja usado quase que exclusivamente em pratos ocidentais, há alguns pratos regionais onde ele entra. No caso de Hokkaido, além do gyunyu tofu, há o lamen com milho e manteiga e um cozido (nabe) onde o leite faz par com a pasta de soja.

Mas tofu de leite não é queijo? Não exatamente. É queijo coalhado. Sem a acidez do ácido láctico, fresco, quase adocicado. Por ser tão simples, é preciso que o leite seja gostoso. Como posso, dou-me ao luxo de usar leite fresco das vaquinhas.

O leite tem que ser pasteurizado ou, se cru, aquecido a 65 ºC de temperatura por 20 minutos. Depois é resfriado até uma temperatura em torno de 36, 38ºC. O coalho é adicionado conforme as instruções do fabricante e então descansa, até formar uma massa gelatinosa.

Essa massa é cortada em cubos de mais ou menos 2 cm de lado e deixado dessorar por alguns minutos. Então é só colocar em um molde e prensar. Quanto mais tempo for prensado, mas firme ficará. Isso é uma questão de gosto.

E, apesar de parecer estranho para nós, que combinamos queijos frescos com pão ou goiabada, ele fica muito bom com um pingo de shoyu, um pouco de suco de gengibre e cebolinha picada.

Mas aviso: esta é uma receita REGIONAL. Não significa que todos os japoneses consomem tofu de leite. Na verdade, muitos nunca comeram e outro tanto sequer sabe que exista.

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Oden

Entre tantas sugestões de pratos para o blog, surgiu o pedido da Myrna. O oden é um popular no inverno, que você não vai encontrar em um restaurante no Japão. Existem casas especializadas em oden, bares (izakaya) costumam servir e também pode ser comprado – para levar para casa quentinho ou comer na hora, em lojas de conveniência. Por lá usam uma panela com divisórias – já vi algo na Liberdade – mas em casa, usa-se uma panela comum ou de cerâmica, mesmo.

Li em algum lugar que existem mais de 60 itens que podem entrar em um oden. Confesso que não gastei pensando nas opções. Por outro lado, cada região tem lá sua maneira de fazê-lo. Em algumas regiões o caldo é claro, quase sem cor. Em Shizuoka (onde morei por muitos anos) o caldo é escuro e leva caldo de carne e pedaços de carne bovina. Em alguns lugares você vai encontrar asas de frango, noutros, pedaços de polvo e até tripa de porco. E para dar um sabor extra ao prato, na hora de comer, servem mostarda forte (karashi), misso (pasta de soja, que pode ser clara ou escura) ou gengibre.

A receita que passo não é original nem é invencionice. É um oden com itens que gosto e que estavam disponíveis. Se for fazer, faça-o no final de semana, porque é prato um tanto quanto trabalhoso. E tome cuidado com a quantidade. Eu pretendia fazer só com 6 itens, mas a mãe achou que deveriam ser ao menos 7 (número dos deuses da felicidade) e nessa de colocar 2 disso, 2 daquilo, acabou sobrando um bocado.

O primeiro passo é preparar os ingredientes. Os ovos são cozidos e descascados. O chikuwa (massa de peixe modelada, cozida no vapor e assado) é cortado em pedaços não muito pequenos.

Da esquerda para a direita: roll kiyabetsu  – que se parece com o charuto de repolho mas não é. As folhas do repolho são destacadas e aferventadas para que fiquem maleáveis. Recheei com um pouco de carne de porco moída, temperada com um pouco de sake e shoyu. Bati bem a massa, usando os dedos como uma pá. Não sei se consegui explicar direito. Mas o fato é que a massa de carne moída fica mais pegajosa. Depois de cozida, ela terá uma textura mais consistente, que lembra um pouco a da salsicha. No centro, o kombumaki. A alga kombu é hidratada e cortada em pedaços. Em casa gostamos de enrola-lo com um pedaço de bardana (gombô), que foi cozido para amaciar um pouco, mas não demais. Por fim, o kinchaku, que é o tofu frito (agedofu), escaldado para eliminar o excesso de óleo, cortado em uma das laterais e recheado com um pedaço de mochi branco. Todos eles são amarrados com tiras de kampyo (uma cabaça, que é cortada em tiras longas e finas e seca) que foi hidratado.

À frente, gyusuji. Ou seja, tendões de boi. Sei que muita gente vai se horrorizar, mas é um dos tantos itens opcionais do oden. Ele precisa ser limpo da gordura e cozido em água até amaciar. Depois, espetei nos palitos. Se preferir, use a parte central das asas de frango, por exemplo. O nabo, ao fundo, foi cortado, descascado e cozido na água usada para lavar o arroz. Essa técnica, comum no Japão, suaviza o sabor e o cheiro. Ele deve ser cozido até ficar macio e translúcido. Para que ele absorva mais sabor do caldo do oden, faça cortes rasos em forma de cruz em cada face.

A quantidade de caldo vai variar conforme a quantidade de ingredientes. É importante que cozinhem em muito caldo, a ponto de ficarem boiando. As medidas são:

1 litro de caldo de frango bem leve (afervente carçacas de frango e escorra, eliminando a espuma escura que se forma; adicione água e cozinhe em fogo muito brando por meia hora. Se preferir, use só dashi)

1 litro de dashi (ou, se não tiver bonito seco e alga, use o hondashi industrializado; eu usei 2 colheres de extrato de bonito seco e 2 de extrato de alga)

1/2 xícara de mirim

Shoyu e sal à gosto (como falei antes, existem lugares onde o caldo é bem claro e noutros, bem escuro; fiquei na média)

Aqueça os caldos até quase ferver. Adicione o mirim  e o shoyu. Acrescente os ingredientes, de preferência agrupados. Deixei o kinchaku para juntar ao prato mais no final, porque exigia menos cozimento. Continue aquecendo até quase ferver, abaixe bem o fogo e cozinhe por 11/2 a 2 horas. Na verdade, cozinhei por 3 horas, a 75 graus, graças ao meu fogareiro IH (fogão de indução). Se tiver um com boa regulagem de temperatura, use. Se tiver uma panela térmica, use. Se tiver uma panela de arroz grande o suficiente, também pode ser usada, mantendo na opção “aquecer”. O fato é que o oden fica melhor quando não é fervido, mantido naquele limite antes da ebulição.Confira o sal.

Retire a espuma que se formar na superfície com uma colher. Não tampe. O caldo vai reduzir para mais ou menos 2/3 do inicial. Uma hora antes de comer, adicione os saquinhos de tofu frito e mochi.

Outros ingredientes que gosto de colocar no oden são: Tofu frito em fatias grossas (atsu-age), konnyaku (um tipo de gelatina de batata), shirataki (gelatina de batata em filamentos que parecem um macarrão translúcido), bolinhos à base de tofu ou massa de peixe (no Japão existe uma variedade enorme; por aqui, ainda são poucas as opções), pedaços de polvo cozido.

E apesar de tê-lo comido como prato único, ele é mesmo um bom petisco, para ir comendo sem pressa. Para quem gosta, uma cerveja cai bem. Eu terminei a refeição com chá.

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Presentes que Vieram de Longe

Hoje fui à agências de Correios enviar uma encomenda e ver a correspondência. Geralmente, são contas. Mas desta vez veio uma caixa bem pesada, do Japão. Minha amiga Lissa, uma das pessoas que mais amo neste planeta, mandou-me muita coisa, a doida. Uma panela de pressão de inox, de 3 litros, no tamanho ideal para as necessidades de 2 pessoas. E ainda por cima vai para o fogão de indução (IH)!

Fermentos, muitos fermentos, para pão, em sachê ou empacotado à vácuo. Fermento químico com uma composição um pouco diferente da que temos por aqui. Segundo li, bons para panquecas americanas e bolos feitos no vapor. Nham!

Óleo de baunilha, laranja, melão e limão, além de corantes para alimentos azul, roxo, rosa, amarelo, vermelho e verde, da JHC. Aliás, eu adoro os produtos dessa empresa. Comprava pela internet algumas coisas, quando não achava nas lojas da cidade. Têm praticamente tudo para confeitaria. Amo esse óleo de melão. Se pudesse, andaria com um vidrinho dele debaixo do nariz, o dia todo.

Discos de papel de arroz para fazer enroladinhos vietnamitas, tabletão de preparado de curry e algas mistas para salada (kaiso sarada). Comida boa e, dependendo como for feita, saudável!

Kabocha é abóbora japonesa? Sim. Mas não se limita a uma única abóbora. Aqui, 4 tipos diferentes, incluindo as apreciadíssimas Ebisu e Kuri kabocha. Eu prefiro esta última, na foto, a mais “bicuda” de todas; é sequinha e tem uma doçura que lembra a das castanhas portuguesas, daí o nome – kuri significa castanha, em japonês.

Vagens. A duas da esquerda são chamadas de snack endo, para alguns, sweet peas, creio eu. Apesar da aparência de ervilha, come-se inteira, como vagem, apenas aferventadas. São docinhas e vingam por aqui. Já vi em algumas feiras. As da direita, são as vagens “Moroco”, que mesmo quando “passadas”, ou seja, grandes, continuam completamente comestíveis. Os grãos são graúdos e saborosos. Também crescem bem na região sul-sudeste, desde que não recebam água em demasia. Fica a dica para as empresas que importam sementes do Japão. A produtividade é menor, mas o produto é diferenciado.

Sementes e a pimenta vermelha mais popular no Japão: Taka no Tsume (que significa unhas de falcão). Além dessas, vieram também sementes de nabo, de beringela, tingensai, tatsai, komatsuna… Nem sei onde arrumaremos espaço para plantar tudo isso!

Obrigada, Lissa. Mas você não devia ter feito isso…

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Mentirinhas ou Esquecidos

Ainda sobre food service. Não gosto de pão-de-ló feito com esses preparados. E muitos bolos e rocamboles são feitos com essas misturas, tanto em supermercados, quanto em padarias e, pelo que constato quando faço compras em atacadistas, por doceiras. Bem, tenho que reconhecer que é algo que não exige técnica e reduz o risco de dar errado para quase zero. Mas não gosto pelo gosto, mesmo. Mas funciona para fazer uns biscoitinhos. Claro que poderia fazê-los com farinha, ovos e açúcar. Mas ganhou a praticidade de só pesar os ingredientes e bater tudo.

Para fazer esses biscoitinhos, usei um décimo da receita que constava na embalagem, algo como 500 gramas de preparado, 350 gramas de ovos e 150 ml de água. Peneirei a pré-mescla (porque ela estava encaroçada), bati e despejei porções de massa sobre papel vegetal.

A massa se espalha imediatamente.  Levei ao forno quente e deixei até corar. Mas é preciso cuidado, porque eles queimam com facilidade. Deixei que esfriassem na assadeira mesmo. Descolam do papel com facilidade. Depois é só guardar em um pote bem fechado.Fiz alguns com gergelim preto por cima e outros com um pouco de suco de gengibre. O de gengibre ficou melhor, salvou o cheiro meio estranho da essência que usam.

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Mousse de Iogurte e Morangos

Quando eu era criança queria ganhar um conjunto de Quimica de presente do dia das crianças. Como nasci próximo a essa data, nunca ganhei presente do dia das crianças. Bem, também não ganhei o tal conjunto no Natal. Hoje me divirto transformando minha cozinha em um laboratório. Na verdade, tem uma aparência bastante normal, exceto pela quantidade de elementos mantidos em hibernação na geladeira e umas coisas que andam evoluindo debaixo do balcão ou na dispensa. Se as experiências derem certo, publico. Senão, vão virar adubo.

Bem, o que a mousse tem com tudo isso? O iogurte foi feito a partir de umas cepas liofilizadas. Mas pode ser substituído por iogurte industrializado. O chantilly é industrializado, até que cumpre bem o seu papel e vem em caixas tetrapack, dispensando geladeira para armazenamento. E o purê de morangos também é industrializado, ganhei outro dia um copo de requeijão cheio dele. A calda que servi junto também é industrializada…

Aliás, alguém tem algo contra produtos industrializados? Claro que tenho ressalvas a uma série deles, como umas mistura para pão de queijo sem queijo, iogurte de beber sem iogurte (confira na etiqueta: se não for leite fermentado, não é iogurte, é bebida láctea), refrescos à base de soja quase sem soja, chocolate que parece que estou comendo a vela do sétimo dia. Bem, a lista é longa.

Por outro lado, admito que uso algumas coisas que simplificam a vida de qualquer mortal: alguns caldos industrializados (dashi, caldo de frango oriental – o torigara soup), melhoradores para pães, emulsificantes, alguns molhos prontos (maionese, ketchup, mostarda, molho hoisin, preparado para kimchee, etc).

Agora, entre os industrializados, há a categoria do food service. Geralmente não são encontrados no varejo, só no atacado. Vão para as cozinhas, lanchonetes, padarias, sorveterias. A gente só consome depois do produto pronto. Pois bem, esta pasta de morangos, importada, é dessa categoria. Originalmente desenvolvida para sorvetes, ela pura não é doce, tem um aroma forte e tem uma textura de geléia. Mas 20 a 30 gramas dela são suficientes para meio litro de líquidos. E quanto ao resultado final? Bom. Eu gostei, minha mãe gostou e até a gata, que é avessa à doces, aprovou e repetiu…

200 gramas de creme de leite para chantilly – a da Parmalat funciona bem, assim como o preparado da Fleischmann

200 gramas de iogurte natural

100 ml de água

4 gramas de gelatina em pó sem cor

Adoçante à gosto – eu prefiro usar um adoçante em pó, com redução de apenas 50% por cento das calorias, por conta do gosto; existem adoçantes culinários também

30 gramas de purê de morangos (bem, como é um produto que não se encontra no varejo, acho que poderia ser substituído por geléia de morango)

Bata o creme de leite em chantilly. Reserve.

Misture a gelatina com a água, deixe hidratar e leve ao microondas para que ela derreta. O tempo vai variar conforme o aparelho, entre 45 segundos a 1 minuto.

Misture a gelatina ao iogurte. Adoce à gosto, lembrando que sobremesas frias precisam de um pouco mais de doçura.

Despeje a mistura de iogurte sobre o chantilly, misture com cuidado e paciência.

Pegue umas colheradas dessa mistura e dilua o purê de morangos. Acrescente à mousse.

Despeje em forminhas untadas com algum óleo de sabor neutro. Leve para a geladeira até a hora de servir.

Para desenformar, precisei passar o fundo da forminha em água quente por alguns segundos.Outra opção seria já servir em tacinhas.

Servi com calda de chocolate meio amargo. Minha mãe e a gata preferiram sem.

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