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Pão de Hokkaido Sem Sova
Ebi Chili Sauce
Este prato é bastante popular no Japão. Existe até preparados prontos para ele. De origem chinesa, embora camarão com pimenta me pareça ser comum em quase todo lugar, é uma mistura de picante e adocicado. O único detalhe é não cozinhar demais os camarões para que não fiquem borrachudos. Esta receita rende duas porções.
Como exige poucos ingredientes, fica pronto em minutos e com um pouco mais rende uma refeição, vai para a categoria “Cozinha do Desespero”
180 gramas de camarões limpos. Eu prefiro os pequenos
1 colher de sopa de sake
Sal à gosto
1 colher de sopa de polvilho ou fécula de batata (katakuri-ko)
2 colheres de chá de gengibre bem picado
1 dente de alho bem picado
1 colher de chá de tobanjan (pasta de pimenta vermelha chinesa; se não encontrar, use pimenta vermelha à gosto)
Cebolinha verde picada. Se encontrar do tipo que tem o talo branco longo, use só a parte branca
2 colheres de sopa de ketchup
1/4 xícara de água ou caldo de galinha
2 colheres de chá de polvilho ou fécula de batata diluídos na água ou caldo
1 colher de sopa de shoyu
Óleo de gergelim
Tempere os camarões com sake e sal. Deixe que tomem gosto por alguns minutos. Escorra e misture o polvilho.
Aqueça cerca de 1 xícara de óleo até que fique bem quente. Frite os camarões rapidamente, ou seja, até que mudem de cor. Retire-os e escorra o excesso de óleo. Reserve.
Descarte o excesso de óleo e deixe apenas cerca de 2 colheres de sopa na frigideira. Junte o alho, o gengibre e a cebolinha picada. Refogue até levantar cheiro. Adicione a pasta de pimenta e mexa. Junte o ketchup e o polvilho diluído na água ou caldo. Misture e cozinhe até engrossar. Junte o shoyu e confira o tempero. Adicione os camarões, misture e deixe que aqueçam. Retire do fogo, junte algumas gotas de óleo de gergelim e sirva.
PS: Conheço uma versão onde os camarões são empanados em uma massa e fritos. A massa é muito simples: Para cada xícara de farinha, junte 1/4 de xícara de fécula de batata e um ovo. Adicione água e vá misturando até formar uma massa que cubra o dedo, sem formar uma camada muito grossa. Adicione 1/2 colher de chá de fermento em pó, sal e 1 colher de sopa de óleo. Misture. Adicione os camarões escorridos e pingue-os, um a um, em óleo quente. Escorra e prossiga com o molho.

Publicado em Cozinha do Desespero, Prato principal, receita
Tags cozinha oriental, frutos do mar, gengibre
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Guo Tie (Gyoza Aberto)
Finalmente cheguei à uma massa que realmente gostei. Ela pode ser aberta um pouco grossa sem ficar muito pesada e forma uma crosta bem crocante. O detalhe é a farinha de arroz glutinoso (farinha de mochigome). Essa receita é menos trabalhosa que o gyoza, já que não exige as dobrinhas. Como as extremidades ficam abertas, não forma aquele caldo que dá a impressão de que está mal cozido.
Massa
75 gramas de farinha de arroz motigome (encontrado em lojas de produtos orientais como glutionous rice powder)
75 ml de água mais quente que morna
200 gramas de farinha de trigo
120 ml de água mais quente que morna
1 pitada de sal
Um pouco de óleo ou banha
Recheio
300 gramas de carne de porco moída
O dobro em volume de repolho picado (piquei no multiprocessador e espremi para retirar o excesso de água)
Um pouco de nira (parece com cebolinha, mas as folhas são achatadas; se não encontrar ou não gostar, use cebolinha verde picada)
2 colheres de chá de gengibre ralado
1 dente de alho
1 colher de sopa de sake
1 clher de sopa de shoyu
Sal, pimenta-do-reino e óleo de gergelim à gosto
Misture a farinha de arroz com a água até formar uma massa.
Misture a farinha de trigo com a água. Adicione a massa de farinha de arroz e sove bem. Unte a mão com um pouco de óleo e sove bem. Embrulhe com um filme plástico e deixe descansar por cerca de meia hora.
Divida em porções e abra os discos. O tamanho pode variar e a espessura também. Eu prefiro mais grossa.
Para o recheio, misture tudo. Para provar, frite uma pequena porção em uma frigideira.
Coloque o recheio no meio do disco, dobre dois lados e dê um beliscão para fechar. As duas extremidades ficam abertas.
Unte uma frigideira anti-aderente com óleo. Acomode os pastéis lado a lado e leve ao fogo até que fiquem dourados por baixo. Despeje cerca de meia xícara de água, tampe imediatamente e mantenha em fogo alto, até a água evaporar e tornar a fritar.
É melhor fritar os pastéis assim que terminar de modela-los. Com o recheio, a massa tende a amolecer e fica difícil manipular.
Sirva com shoyu ou um molho feito com shoyu, vinagre e pimenta vermelha.
PS: Recentemente notei que se eu processar a carne moída com os temperos até formar uma massa, o recheio fica melhor: não há acúmulo de água, fica uma textura mais homogênea. Depois é que acrescento o repolho espremido e nirá. E fazer com uma hora ou mais de antecedência e trabalhar com o recheio gelado também ajuda.

Publicado em Fácil, lanches, massas, receita
Tags cozinha oriental, massas orientais, petiscos, porco, vegetais
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Pissaladière com Alho Negro
Alguém se lembra das pizzas de cebolas e sardinha em festinhas e bailes de garagem nos anos 80? Ou só eu sou tão velha e suburbana assim? Bem, enfim, era uma versão simplificada e com ingredientes mais baratos da pissaladière. Aqui vai a minha versão. Resolvi usar alho negro no lugar as azeitonas, por seu aroma e cor.
260 ml de água
15 gramas de açúcar
6 gramas de sal
25 gramas de leite em pó
400 gramas de farinha de trigo
4 gramas de melhorador
30 gramas de banha ou manteiga
8 gramas de fermento biológico seco instantâneo
Cobertura
4 cebolas grandes
Azeite
1 lata de filés de anchova em óleo (50 gramas)
Sal e pimenta-do-reino
1/2 cabeça de alho negro (ou azeitonas fatiadas)
200 gramas de queijo gruyère ou gouda, ralado grosso
Primeiro, descasque e fatie as cebolas. Prefiro usar o fatiador de legumes. Leve ao fogo com um pouco de azeite e uma pitada de sal. Vá refogando e cozinhando em fogo baixo, mexendo de vez em quando, até que fique muito macio, doce e levemente amarronzado. Isso leva ao menos meia hora. Cuidado para não queimar e amargar. Junte as anchovas picadas, misture, prove o sal e adicione pimenta à gosto. Deixe esfriar.
Para a massa, misture a água, o açúcar, leite em pó e sal. Misture à farinha o melhorador, a gordura e o fermento. Adicione os líquidos e sove. Ou use a máquina de fazer pão, ela faz esse trabalho de sovar muito bem.
Deixe descansar até dobrar de volume.
Aqueça o forno. Abra a massa fino em uma assadeira retangular untada com azeite. Leve a massa ao forno por 5 minutos.
Espalhe as cebolas sobre a massa, espalhe pedacinhos de alho negro (ou azeitona) e o queijo. Leve ao forno até que a massa fique bem dourada. Corte em retângulos e sirva.

Comida Dekasegui
Fui ao Japão pela primeira vez em 1991. Era também a primeira vez que saía do país. Não preciso dizer o quanto tudo era diferente. Aprendi muita coisa, adotei vários hábitos novos e provei novos sabores. Naquela época só havia uma loja de produtos brasileiros em Hamamatsu, chamada Tsuruya Saketen. Vendia apenas feijão, café, palmito e guaraná. Hoje, nas cidades com maior concentração de brasileiros, existem lojas que vendem um pouco de tudo que consumimos no Brasil. Até o pãozinho francês!
Creio que todos imigrantes sentiram ou sentem saudades de algum prato. Não creio que seja diferente de sentir saudades de algo que comi na infância. O porém é que, morando em um outro país, nem sempre os ingredientes estão acessíveis. Para mim, era por uma questão de gosto, mesmo. Gosto de feijão, gosto de feijoada. Pode até ser que tenha uma relação com segurança, identidade, o conforto de comer algo que conhecemos bem.
E nos anos que passei, muitas vezes fiquei frustrada, tive que fazer adaptações em receitas e substituições. Não posso dizer que sou uma cozinheira ortodoxa. Agora, de volta ao Brasil, acontece coisa parecida. Ou parto do zero e faço miso, doburoku sake, anko, amanato ou contento-me com algo que não me deixa de todo satisfeita.
Feijoada era o prato que mais dava trabalho. A carne bovina brasileira não entra no Japão, então nada de charque ou carne-seca. Eu tinha que salga-la em casa. Para desespero de meus vizinhos, defumei costelinhas de porco, linguiças, dentro do apartamento. Bem, foram poucas vezes, depois percebi que era mais conveniente fazer isso ao ar livre, nas margens de rios ou na praia.
E o pão de queijo? Bem, era difícil achar polvilho azedo. Nunca gostei do pão de queijo com polvilho doce. De vez em quando comprava um pãozinho em uma padaria na loja de departamentos Matsubishi. A loja faliu, a padaria desapareceu. E o pãozinho era uma versão do gougère… Fiz essa receita pensando nos brasileiros que estão no Japão.
Gougère Adaptado
60 gramas de manteiga
240 ml de água (cerca de 1 xícara)
120 gramas de farinha de trigo
Sal
4 ovos médios, gelados
130 gramas de queijo ralado. Usei o queijo prato porque é o mais parecido com o que é comercializado no Japão.
Leveo ao fogo a água, o sal e a manteiga. Espere ferver. Adicione a farinha de uma vez. Misture e continue misturando por alguns minutos, até a massa formar uma bola e formar uma fina crosta na panela. Vire em uma tigela e deixe esfriando por alguns minutos.
Com a massa ainda quente, adicione os ovos um a um, batendo à cada adição. Cuidado com o último ovo. Talvez seja melhor bate-lo separado e ir adicionando colherada por colherada. A massa não deverá ser muito mole, agarrando um pouco na espátula e fazendo uma tira larga.
Adicione o queijo e misture.
Modele porções do tamanho de uma bola de pingue-pongue. É mais fácil com um saco de confeitar e um bico redondo, liso, grande.
Leve ao forno bem quente até dourarem ligeiramente. Abaixe o forno e deixe que sequem um pouco.
São mais gostosos se comidos ainda quentes, crocantes por fora e ainda um pouco úmidos por dentro. Depois de frios, ficam macios. Podem ser reaquecidos no forno.

Empório Sírio
Não resisiti e comprei uma bandeja desses doces lindos no Empório Syrio (rua comendador Abdo Schahin 136. 11/3228-3640). Nougat com mel e pistache, doce de gergelim, de figo, de damasco… Tudo muito doce, é verdade, mas com sabores intensos, ricos. Também comprei um delicioso Raha, mas não tirei foto…

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Nikuman, Novamente
Ainda não cheguei à receita que me satisfaça completamente. As estou perto. À massa dos pães no vapor, acrescentei 40 gramas de polvilho e o resultado foi uma massa muito macia e que se mantém assim mesmo depois de fria.
Mas as fotos de hoje são da dobradura que formam as pregas tão características do pão. Com a prática, ficaram melhores que as da outra vez.
Depois da massa fermentada, evite sovar ou manipular demais. Apenas estique em um rolo.
Corte em 8 porções.
Abra com um rolo na espessura desejada.
Coloque o recheio no centro e comece as pregas com um beliscão na massa.
Com o polegar, empurre mais massa em direção do indicador e vá prosseguindo com os beliscões.
Quanto mais regulares as pregas, mais bonito vai ficar. Mas isso, só com a prática. No final, dê uma torcida no topo da massa para fechar.

Sorvete de Matcha com Azuki
A Adriana Simizo do blog Kanten fez o sorvete de matcha, mas acrescentou azuki. Pelo visto, ela está curtindo bastante a sorveteira…

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Flan de Manga
A primeira vez que comi o mango pudding foi em um restaurante vietnamita, na cidade de Iwata. Não me lembro do nome do restaurante, mas lembro bem da louça, com estampa de libélulas. Eu prefiro chamar de flan, por conta da gelatina e da textura, bem mais macia. Normamente prefiro comer frutas in natura, mas neste caso, a sobremesa é leve, fresca e gostosa. No Japão essa sobremesa podia ser encontrada em lojas de conveniência e supermercados. A que comi era feita com leite evaporado. Como não encontro por aqui, fiz uma adaptação com leite em pó.
750 ml de polpa de manga
250 ml de água
120 gramas de leite em pó
12 gramas de gelatina
Açúcar ou adoçante à gosto
Se usar uma manga que tenha fiapos, passe pela peneira.
Coloque no liquidificador a polpa de manga, o leite em pó, água e açúcar ou adoçante. Bata até que tudo esteja misturado.
Em meia xícara de água, polvilhe a gelatina. Mexa e leve ao microondas por 20 segundos. Mexa para dissolver (se não dissolver bem, leve ao microondas por mais alguns segundos e mexa novamente).
Despeje a gelatina, bata para misturar e despeje em potinhos. Leve à geladeira até gelar.

Kombu e Katsuo-bushi Sake
Já escrevi muito sobre esses dois ingredientes muito importantes da culinária japonesa: a alga kombu e o bonito seco chamado de katsuo-bushi. Eles são usados no caldo básico (dashi) que vai em quase todos os preparados. Mas algo sempre me incomodou: o fato de jogar fora tanto um quanto outro no final do preparo. O bonito seco não costuma ser barato e devia haver um meio de aproveitar ao máximo esse ingrediente nobre.
No dia 18/05/2009 o canal de tv NHK apresentou um programa interessante sobre conservas no álcool. Uma senhora, autora de 2 livros sobre o assunto, tem centenas de garrafas em casa. Ela conserva quase de tudo e há décadas observa a evolução desses extratos. O nome dela é 秋本由紀子 (creio que se leia Akimoto Yoshikiko, mas o meu japonês não é tão bom). O problema é que nem no site da NHK eu encontrei a receita que ela deu do extrato de kombu e de katsuo-bushi…
Mas fiz, mesmo assim. Ela recomenda destilados com teor alcóolico acima de 20%. É muito simples. Para cada litro de vodka (o destilado com menos cheiro e mais acessível para nós, na minha opnião), usei 80 gramas de kombu ou 120 gramas de katsuo-bushi. Fiz uma bola de filme plástico e coloquei na superfície da “licor” de flocos de bonito, para que não tivessem contato com o ar. Com o kombu não foi necessário, ele ficou totalmente submerso no álcool.
Depois foi guardar durante 3 meses em local escuro (no fundo do armário da cozinha) e esperar.
Puro, o sabor de kombu e de peixe chega a ser quase insuportável. Uso uma colherinha de chá ou pouco mais em sopas, cozidos, molhos. Para eliminar o álcool, adiciono ao prato que estou fazendo e deixo ferver. O resultado tem sido bom, prático e econômico. Tem complementado o sabor sem interferir no conjunto, ou seja, é o tal do “umami” tão falado na cozinha japonesa.

Publicado em conservas, Culinária japonesa, curiosidades, Fácil, Fundamentos, receita
Tags dashi
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