Pastel Assado

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Há muito tempo fiz um pastel assado que tinha queijo na massa. Perdi a receita e nunca mais fiz. Desta vez, resolvi tentar com os ingredientes que tinha à mão.  Ficou muito bom, delicado e não ficou tão gorduroso.

225 gramas de queijo cremoso (usei, na verdade, iogurte caseiro dessorado; basta deixar o iogurte escorrer em um saco de pano ou um coador)

50 gramas de manteiga amolecida

Sal

1 colher de chá de fermento em pó

Farinha o quanto baste

Misture todos os ingredientes. A massa deverá ser bem macia, fácil de abrir com um rolo.

Abra a massa fino (mas não tão fino quanto um pastel frito) e corte em rodelas. 

Recheie à gosto e feche bem as bordas com um garfo.

Pincele com gema e leve para assar em forno quente, até dourar bem.

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Liberdade Goela Abaixo

Estive em São Paulo, no bairro da Liberdade. Passei correndo, não fiquei mais que 2 horas lá, pois tinha que voltar logo para Ibiúna. Com pouco tempo, algum dinheiro e nenhum critério, o resultado foram quilos de compras e algumas guloseimas a mais que o previsto.

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Chamam de “Pão de Lua”, mas creio que são os “mooncakes”. Estes eram recheados com pasta doce de grão-de-bico e uma gema de ovo salgado.

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Aviso: É altamente calórico. Senti muita manteiga na casca, gema de pata contém mais gordura que o de galinha e todo esse açúcar pesa na balança. Mas é bom!

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Aproveitei e experimentei as mini madeleines da Bourbon, sabor manteiga e chocolate.

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Lindas, mínimas mas… São industrializadas. O aviso de que contém 2,5 % de manteiga não chega a ser mérito. O triste é que não foram também as piores que comi. A pior madeleine foi de uma “boulangerie” e,  ainda por cima, foi bem cara.

PS: Eu tenho a mania terrível de dar pitacos nas compras alheias. Se fui inconveniente, peço desculpas.

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Salada de Mizuna e Bardana Crocante

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A primeira vez que fui a um “izakaya”, pensei que iria apenas beber. Tratava-se de uma confraternização entre colegas de trabalho. Mas, para minha surpresa, havia comida. Digo, comida, mesmo, não apenas petiscos:  peixes grelhados e saladas, alem de espetinhos, sashimi, frango frito (tori no karaage), conservas… Demorei para entender porquê não poderia ser chamado de restaurante: não havia arroz (goham) no cardápio.

Achei curioso também o fato de servirem pratos leves. Aqui no Brasil quase sempre combinamos bebidas com alimentos gordurosos. A salada de mizuna é um exemplo. A verdura, ainda pouco popular no Brasil, cresce bem e rápido. Ligeiramente amarga, com textura pouco mais firme que a alface romana, serve para saladas e cozidos. Pode ser escaldada e servida com um molho. No caso, usei folhas jovens, que são mais tenras.

Lave e escorra bem as folhas de mizuna. Corte em pedaços irregulares.

Raspe uma raiz de bardana (gobô) e corte em tiras finas (ou use um cortador; é bem mais fácil). Deixe em uma bacia com água até a hora de preparar. Mantenha a bardana em água porque ela escurece.

Escorra as tiras de bardana e salpique amido de milho ou polvilho. Frite em óleo quente até dourar e secar bem. O resultado será um monte de tiras crocantes.

Tempere as folhas de mizuna com shoyu, vinagre e óleo de gergelim. Adicione ingredientes que preferir. Eu experimentei juntar atum em lata. Comi uma salada com cubinhos de tofu e tiras de nabo também.

Arrume em um prato uma porção das folhas temperadas e coloque uma porção de bardana frita por cima. Sirva imediatamente.

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Pizza do Bem

Recebi através do Facebook o convite do Chef Carlos Bertolazzi, do Zena Caffè e do blog Cucinando, para o evento “Pizza do Bem”: “O Zena Caffè e a Turma do Bem promovem nesse domingo a Pizza do Bem. Na compra de uma Pizza individual você colabora com a ONG que vem ajudando crianças de todo o Brasil a sorrirem.”

Data: 30 de agosto

Horário: 18:00 – 23:55

Local: Zena Caffè – Rua peixoto gomide, 1901, São Paulo.

Preço:R$ 18,50 a R$ 22,50

Infelizmente não vou poder ir. Fico devendo uma visita, com calma.

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Bolo de Mandioca Puba

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Há muito leio sobre a mandioca puba ou massa puba. Trata-se de mandioca fermentada, esfarelada, lavada e espremida. É ingrediente do famoso bolo Souza Leão, um dos orgulhos da cozinha pernambucana. No entanto, nesta região do país, é pouco conhecido.

Encontrei a mandioca puba em uma loja de produtos típicos do nordeste e resolvi testar em uma receita de bolo. Não tentei o bolo Souza Leão com seus 18 ovos e meio quilo de manteiga porque pareceu-me uma receita para um enfarte. Este ficou parecendo um pudim, com uma crosta dourada e com uma linda cor amarela que lembra o quindim.

500 gramas de mandioca puba

400 ml de leite de coco

4 ovos

200 gramas de manteiga

500 gramas de açúcar

400 ml de água

Misture o açúcar e  a água em uma panela e leve ao fogo, sem mexer. Ferva por 3 minutos.

Enquanto isso, misture a mandioca puba com os ovos, acrescente o leite de coco e misture.

Adicione a manteiga à calda fervente, misture e espere que ela derreta. Despeje quente sobre a massa de mandioca. Misture tudo bem.

Despeje em uma forma redonda com 22 cm de diâmetro, bem untada. Leve ao forno moderado até corar. Sirva frio.

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Biscoito de Flor de Fubá

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Fubá nem sempre é igual em todo lugar. Há pouco temp0 encontrei um, mais fino que o habitual, de cor bem clara e que, apertando o pacote, fazia aquele barulhinho parecido com o do pacote de amido de milho; é a flor de fubá, mais delicado que o fubá mimoso.  A marca é Ibiúna.

Os biscoitos de flor de fubá guardam o sabor do milho, uma cor amarela e são durinhos.

300 gramas de manteiga

200 ml de leite de coco

4 xícaras de açúcar

Fubá bem fino, até dar o ponto; cerca de um quilo

Bata a manteiga com o açúcar. Adicione o leite de coco e bata mais. Adicione a flor de fubá até formar uma massa que não grude nas mãos. Enrole em bolinhas e asse em forno médio, até que a parte de baixo fique dourada.

PS: Da próxima vez irei diminuir a quantidade de açúcar. Acho que o biscoito ficará mais farelento assim.

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Tchahan (Yakimeshi) de Alface

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Um japonês chamaria esse prato de “retasu tchahan”. No Brasil viraria yakimeshi de alface. Fiquei no meio. Estamos acostumados a comer alface em saladas mas em muitos países ela é cozida ou refogada também. Com o arroz, além da cor, confere um sabor interessante e uma crocância extra. Vale a pena experimentar. Classifiquei como “Cozinha do Desespero” porque é rápido, aproveito sobras e serve como uma refeição.

2 owans de arroz (ou seja, 2 porções de arroz, medidas em uma tigela)

3 colheres de sopa de óleo

2 colheres de sopa de cebolinha picada (se puder, use só a parte branca)

1/2 xícara de bacon magro em cubinhos, ou porco assado ou cozido em cubinhos ou salmão grelhado em lascas pequenas

1 ovo

1 colher de sopa de shoyu

2 xícaras de alface picada em pedaços irregulares (eu prefiro a romana ou, na falta dela, a americana)

Aqueça o óleo em uma frigideira funda ou wok. Frite a cebolinha, até murchar e “soltar cheiro”. Adicione o bacon, porco ou salmão e frite. Adicione o ovo e mexa. Junte o arroz antes que o ovo cozinhe completamente.

Deixe o arroz fritar. Evite mexer. O ideal é sacudir a frigideira e tombar o arroz. Mas se você não tem muita prática em saltear, use uma espátula para virar o arroz de vez em quando.

Quando o arroz estiver bem aquecido, adicione o shoyu e misture. Deixe no fogo mais um pouco, até dourar ligeiramente. Junte a alface bem escorrida, misture e deixe que cozinhe por poucos minutos, até murchar. Os talos continuarão crocantes.

Sirva imediatamente. Se gostar, salpique um pouco de gergelim branco, torrado.

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Tofu na Manteiga com Gergelim

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Não sou vegetariana, porém eventualmente dispenso carne. Gosto muito de tofu, apesar dele não ter muito sabor. Por isso mesmo, ele vai bem com muita coisa. Se quiser um prato com visual perfeito, procure fazer com tofu bem firme. O da foto é tofu caseiro, não tão firme e deformaram durante o cozimento.

Na verdade, nem é receita. É um modo de preparo. Corte fatias grossas de tofu. Polvilhe amido de milho, de batata ou polvilho. Aqueça um pouco de manteiga em uma frigideira e acomode as fatias de tofu lado a lado, com o lado polvilhado com amido para baixo. Tenha pacîência, espere dourar bem.

Polvilhe mais amido e gergelim (branco ou preto ou os dois, é uma questão de gosto). Para isso uso um peneira pequena, daquelas de coar chá.

Vire e deixe dourar. Se necessário, adicione mais manteiga enquanto frita.

Servi com um molho feito com shoyu e suco de limão. Mas poderia também só ter salpicado sal e pimenta-do-reino.

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Carne de Cavalo

Saiu no caderno Paladar do Estadãoda última quinta-feira um artigo sobre carne de cavalo. Eu não sabia que existiam abatedouros de equinos e que o país é o terceiro produtor mundial. Claro que, como quase todo mundo, ouvi histórias (ou estórias?) a respeito disso, quase sempre em tom de lorota.

A primeira vez que comi carne de cavalo foi totalmente acidental. Fui ao Japão sem saber nada do idioma. Nos primeiros anos, as coisas mais banais eram difíceis, custosas. Fazer compras era uma delas. Eu levava algum tempo tentando decifrar rótulos. Não confundi açúcar com sal, não comprei ração para peixe pensando que era farinha de rosca e nem confundi mirim com vinagre. Mas comprei carne de cavalo, achando que era carne bovina. Só fui perceber o engano quando comi. A carne era adocicada.

Depois comi carne de cavalo – ou pelo menos, garantiram-me que sim – na forma de uma mortadela.

O que posso dizer da carne de cavalo? Não conheço os corte, nem preparo específico. Gostei da mortadela mas não correria para comer um bife de cavalo.

Só para finalizar, no Japão a carne de cavalo costuma ser consumida crua, como sashimi (basashi).

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Pâté de Campagne com Alho Negro

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Pâté de Campagne é sempre bom, pode ser feito com muita antecedência, aguenta alguns bons dias na geladeira (imporante para mim, já que a família é pequena) e existem tantas receitas, com tantas possibilidades de combinações, que nem eu corro o risco de estar cometendo um atentado. Acabei acrescentando o alho negro. O sabor doce porém complexo do alho combinou bem.

600 gramas de carne de porco magra

250 gramas de gordura de porco (que retirei de um pedaço de toucinho cru)

160 gramas de peito de frango

50 gramas de manteiga sem sal

1/2 cebola grande, bem picada

1 dente de alho moído

50 ml de conhaque

50 ml de creme de leite

1 ovo

Sal, pimenta-do-reino

1 pitada de canela, outra de cravo e um pouco de noz-moscada

1 folha de louro

200 gramas de fígado de frango

12 dentes de alho negro, descascados

Fatias de bacon

Refogue a cebola e o alho em 20 gramas de manteiga, até ficarem macias. Reserve.

Na mesma frigideira, aqueça o restante da manteiga. Doure os fígados, já limpos, em fogo alto. Retire-os da frigideira e despeje o conhaque. Deixe ferver. Reserve.

Moa a carne de porco, a gordura e o peito de frango (tudo cortado em cubinhos) no moedor, com o disco médio.

E uma tigela, misture as carnes, o refogado de cebola e alho, o conhaque, o creme e o ovo batido. Tempere e misture.

Forre um forma para bolo inglês média com fatias de bacon. Despeje parte da mistura e distribuia pedaços de fígado e 6 alhos inteiros. Cubra com mais mistura, distribua o restante do fígado e alho e cubra com o resto da massa.

Coloque a folha de louro por cima. 

Cubra com papel alumínio e leve ao forno, em banho-maria, por cerca de 2 horas.

Encaixe um pedaço de madeira ou pedra sobre a forma e coloque um peso por cima (algumas latas de conserva, por exemplo). Deixe esfriar com o peso e leve à geladeira com ele em cima.

Desenforme só no dia seguinte.

Corte em fatias e sirva com pão.

Teste o tempero levando uma pequena porção ao fogo, em uma frigideira. Doure e prove. Se necessário, corrija.

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