Happosai

haposai

É bem provável que esta versão seja diferente do original chinês. Mas é um prato popular no Japão, existem até obentôs (bandejinhas de comida) com ele.  Apesar dos muitos ingredientes, depois de tudo cortado, fica pronto em instantes.

100 gramas de carne de porco fatiada (uso a barrigada, parcialmente congelada; com uma faca afiada, fica fácil cortar em fatias finas)

100 gramas de lula limpa, cortada em quadrados

100 gramas de camarão limpo

1/3 de uma cenoura média, cortada em fatias finas

60 gramas de broto de bambu fatiado

30 gramas de kikurage (cogumelo seco, preto; se não encontrar, use shiitake)

4 folhas de acelga; corte o talo em bastões e as folhas em tiras largas

Cerca de 6 ervilhas-tortas, cortadas em pedaços

6 a 8 ovos de codornas cozidos, descascados

1 xícara de caldo de galinha; use o mais neutro possível.

Suco de gengibre (rale e esprema entre os dedos), sake, shoyu, sal, óleo de gergelim e fécula de batata (ou polvilho, ou amido de milho)

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Tempere o porco com um pouco de suco de gengibre, sake e shoyu.

Tempere o camarão e a lula com suco de gengibre, sake e sal.

Hidrate o kikurage com um pouco de água morna. Deixe inchar e corte em pedaços pequenos.

Adicione 1 colher de sopa de fécula à carne. Misture. Aqueça uma wok ou frigideira grande com 2 colheres de óleo. Adicione a carne e refogue até mudar de cor. Junte as cenouras. Refogue até que fiquem quase macias. Junte os talos da acelga, as folhas, o broto de bambu, o cogumelo kikurage, nessa ordem.

Adicione os camarões e as lulas. Junte o caldo de galinha. Cozinhe por cerca de 2 minutos.  Confira o tempero. Adicione sal e 1 colher de shoyu. Engrosse com fécula dissolvida em um pouco de água. O molho não deverá ser muito espesso.

Finalize com gotas de óleo de gergelim e os ovos de codorna.

Rende cerca de 4 porções. Acompanhe com arroz branco.

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Pão de Torresmo e Pão Enrolado

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Uma receita rende 2 outras. Usando a mesma massa do Pão Sovado, fiz Pão de Torresmo e Pão Enrolado.  Separei metade da massa, cilindrei, distribuí 100 gramas de torresmo e enrolei dois pães. Deixei que crescessem, pincelei com gema e fiz cortes. Forno quente nos primeiros 10 minutos e depois abaixei um pouco, até assarem.

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Para os pães enrolados, cilindrei e abri em uma tira longa e não muito estreita. Distribuí o recheio (que foi de salsicha com cebola refogada e queijo, mas poderia ter sido presunto, atum, milho, etc) e enrolei. Cortei em zigue-zague. Rolei para que a parte mais larga ficasse na base e achatei um pouco. Deixei fermentando, pincelei com gema e assei em forno alto.

E assim, com uma única receita, 3 pães com características diferentes foram feitos…

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Amendoim Descascado

amendoim-descascado

Descascar amendoim torrado em casa não chega a ser um problema. Mas para quem mora em um apartamento ou não dispõe de um quintal, abanar o amendoim em uma peneira é um transtorno.

Há algum tempo vi esse amendoim cru e descascado nos supermercados. Comprei, testei e a aprovei. E fiz novamente os Feios-porém-gostosos de amendoim.

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Pão Sovado

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Conheci o Pão Sovado em Londrina, mais exatamente na padaria do extinto supermercado Fuganti. Há pouco tinha saído do Rio de Janeiro e muita coisa no Paraná era estranha para mim. Acostumada com a bisnaga leve e de côdea crocante ou a broa de milho redonda, com miolo denso, achei curioso o formato e a textura desse pão. Só muito tempo depois fui saber que não era nada novo. Um amigo da família contou-me que na infância dele, passada na zona rural do Paraná, pão era um luxo. O único pão que aparecia – e nem era com muita frequência – na loja do patrimônio próximo, era o pão sovado, (também chamado de “pão tatu” em alguns lugares). O pãozinho só foi conhecer anos mais tarde, na cidade. Outro pão que consumiam, sobretudo no período da Segunda Guerra Mundial era o pão seco. Este, na História do Brasil, é mais antigo ainda; consta que faziam parte da ração dos marinheiros que vieram nas caravelas do Descobrimento.

Da década de 40 até hoje, muita coisa mudou. A panificação não ficou de lado. Técnicas, equipamentos e produtos foram desenvolvidos. Embora ainda existam padarias que trabalhem com os fornos de lenha e com um processo artesanal, a grande maioria prefere não correr riscos. Fornos à gás ou elétricos permitem um controle melhor da temperatura enquanto estufas otimizam o tempo de fermentação. Batedeiras e masseiras fazem o trabalho pesado de sovar a massa. Aditivos como melhoradores e emulsificantes garantem textura e  aumentam a vida de prateleira. Cada vez menos um padeiro se submete aos caprichos do clima. A exemplo de outros países, a indústria da panificação cresceu. Da década de 70 para cá, várias marcas surgiram e graças a um sistema de distribuição cada vez mais eficiente, seus produtos chegam a diferentes estados do país. Isso implicaria em uma uniformização do paladar? Difícil dizer.

Foi na década de 80 que ouvi, pela primeira vez, a palavra “boulangerie”. Referia-se a uma boutique de pães, aberta no hall de um hotel em Curitiba. Foi lá que vi, pela primeira vez, pães cobertos com gergelim, outros feitos com centeio, lindos. E o Brasil descobriu que o brasileiro queria mais. Queríamos brioches, croissants, ciabattas, focaccias. E elas vieram, bem ou mal feitas, em boulangeries ou padarias, em supermercados e em cafés, lanchonetes, restaurantes. Eu não acompanhei esse crescimento, já que passei a década de 90 no Japão. Soube, através de poucas revistas que chegavam a mim, que um moço muito bonito estava fazendo sucesso no Rio, fazendo pães. Chamava-se Olivier Anquier. Hoje temos pães de origem francesa, italiana, inglesa e até chinesa e japonesa convivendo lado a lado na nossa mesa. Sem dúvida, nunca tivemos tanta variedade de opções quanto agora.

E o pão sovado sobreviveu a tudo isso. E o que há de especial nele? É um pão denso, que dá uma sensação de saciedade, dura alguns dias sem ressecar e é saboroso. A origem? Eu realmente não sei. Não afirmo com segurança que é de origem francesa ou portuguesa. Na verdade, não há nada da especial na massa, e sim no método. Para conseguir essa textura firme, é preciso cilindrar a massa até que ela fique bem lisa. Abrir a massa com um rolo não funciona tão bem.

400 ml de leite

8 gramas de sal

40 gramas de açúcar

3 ovos

40 gramas de banha

8 gramas de melhorador

6 gramas de fermento biológico granulado

750 gramas de farinha de trigo

Misture os ovos, leite, sal, açúcar e banha. Misture o melhorador e o fermento à farinha. Adicione a mistura de leite e sove bem. A massa deverá ser firme, que não gruda nas mãos. Ou use a máquina de fazer pão ou uma batedeira com o gancho para massas.

Deixe fermentar até dobrar de volume. Divida a massa em duas porções e passe cada porção pelo cilindro, polvilhando com farinha a cada volta, tornando a dobrar e cilindrar quantas vezes necessário, até que a massa fique com uma aparência lisa.  Abra então em 1 cm de espessura e enrole bem apertado, evitando que fiquem bolhas de ar no interior.

Deixe crescer até dobrar de volume. Pincele com gema de ovo batido com um pouco de açúcar. Faça cortes transversais e um ao longo do pão, dando o formato característico. Leve ao forno pré-aquecido, bem quente.  Depois de 10 minutos abaixe um pouco a temperatura e termine de assar.

Rende 2 pães grandes, com cerca de 600 gramas cada.

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Dez Contos de Terror e

Bia Braune está com um conto publicado na antologia Dez Contos de Terror da Editora Mirabolantes. O lançamento do livro será no dia 28 de julho (terça-feira), às 19 horas, no Bar Desacatto (Leblon). Para quem não a conhece, ela é também autora do Almanaque da TV.

Flávio Medeiros está também lançado um livro novo, escrito a várias mãos: Steampunk. O lançamento será no dia 26 de julho, às 11:00hs, na Biblioteca de Literatura Fantástica Viriato Correa, rua Sena Madureira 298 – Vila Mariana – SP. Já a venda pela Tarja Livros.

 

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Goela Abaixo

Ninguém nasce gourmet. A maioria das pessoas vai viver muito bem sem se preocupar com modas gastronômicas. No entanto, ninguém sobrevive sem comer. Criei essa categoria no blogue por sugestão da Bia Braune, co-autora do livro Almanaque da TV. Depois de uma curta conversa, comecei a pensar sobre tudo que comi e como o meu paladar foi modificando ao longo das décadas.

Não pretendo justificar o meu gosto (ou falta dele). Quero falar sobre as influências que tive e experiências que vivi diante de um prato. Escrever sobre isso é escrever sobre a minha família, amigos, lugares e até acontecimentos históricos. Mas está longe de ser um relato gastronômico. Por isso mesmo o título “Goela Abaixo”: coisas que comi por estarem disponíveis e sobre as quais não pensei muito antes de me servir. Espero que seja divertido.

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Cavala com Molho Agridoce

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Dá para fazer um prato atraente em menos de 15 minutos? Dá. E usando poucos ingredientes. A idéia veio de um livro sobre culinária étnica que eu tenho, o Chuka, Etnic Ryori Bible (algo com Bíblia da culinária chinesa e étnica) da ESSE.

2 filés de cavala, limpos

1 pouco (cerca de 15 gramas) de harusame

gengibre, sal, pimenta do reino e polvilho

Molho:

4 colheres de ketchup

2 colheres de vinagre

2 colheres de açúcar

1/2 colher de shoyu

1/2 xícara de caldo de galinha

Polvilho

Corte os filés de cavala, salgue e tempere. Deixe pegar gosto por alguns minutos. 

Enquanto isso, aqueça o óleo e frite pequenas porções de harusame. Para facilitar, corte-o com uma tesoura, para obter filamentos um pouco mais curtos. Frite em pequenas porções porque eles estufam, como se fosse mandiopã. Retire do óleo e deixe escorrendo sobre papel absorvente.

Passe os pedaços de cavala no polvilho e frite até ficarem dourados.

Enquanto isso, prepare o molho: misture o ketchup, vinagre, shoyu e açúcar. Adicione o caldo de galinha. Leve ao fogo até ferver. Confira o sal. Adicione polvilho dissolvido em um pouco de água, misturando. A quantidade pode variar um pouco, mas o resultado deverá ser um molho não muito espesso.

Arrume em um prato o harusame frito, acomode os bocados de cavala no centro e despeje o molho.

Ajuste as quantidades de vinagre, shoyu e açúcar a seu gosto. Também fica bom com outros peixes de carne firme.

Sim, é um tanto quanto gorduroso.

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Feios-Porém-Gostosos de Amendoim

feios-porem-gostosos

Tomando um expresso no Zena Caffé do Carlos Bertolazzi, topei com um docinho que há muito não via : o feio-porém-gostoso. É quase um suspiro, feito com pedaços de avelãs tostadas. Estava delicioso, crocante. Voltei 35 anos no tempo e espaço (pois é, estou ficando velha). Na mesma hora me veio a idéia de fazer uma versão com um ingrediente brasileiro, tão saboroso e intenso quanto a avelã: o amendoim. Renderam mais de 100 docinhos, que logo sumiram. O pessoal aqui adorou.

500 gramas de amendoim

450 gramas de açúcar cristal

150 gramas de claras

Torre o amendoim, tire a pele e triture ligeiramente no multiprocessador. É para ficar alguns pedaços maiores, mesmo. Apenas alguns pulsos serão suficientes.

Bata as claras em neve. Junte o açúcar e o amendoim. Misture.

Leve ao fogo baixo em uma panela de fundo grosso. Misture até que a massa ganhe uma cor ligeiramente amarelada e forme uma crosta no fundo. Deixe esfriar um pouco e faça montinhos com uma colher de chá, sobre papel-manteiga, deixando um bom espaço entre eles, porque crescem.

Leve ao forno pré-aquecido, temperatura baixa (cerca de 140 graus). Deixe que assem até crescerem e ficarem dourados. Ainda estarão meio pegajosos no centro. Deixe que esfriem na própria assadeira. Destaque do papel e guarde em um pote bem fechado.

Quanto à crosta no fundo da panela, não se desespere. Deixe de molho em água que ela se dissolve com facilidade.

PS: Sim, o Zena Caffé é um lugar quase tão simpático quanto o dono. Espero voltar outro dia, com mais tempo. Dessa vez foi uma passagem bem rápida mesmo, só para um café.

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Musashi

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A fome era grande e já eram 3 horas da tarde. Resolvemos encarar o fast-food da Liberdade.

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Pedimos um yakisoba premium com carne,frango e legumes ( 820 gramas por R$8,99),  tonkatsu acompanhado de arroz, macarrão  por R$10,99, harumaki (2 unidades por R$2,99) e gyoza (3 por R$ 2,99).

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Bem, o yakisoba não é nada parecido com o que se costuma comer no Japão. Veio com muito molho (que eu não gosto) e muita verdura (que achei bom). O macarrão estava frito demais para o meu gosto. O gyoza estava com um recheio bem temperado, puxado para o alho. Já o harumaki, infelizmente, tinha uma massa grossa e borrachuda. Mais equilibrado foi o tonkatsu, com arroz branco, umeboshi, macarrão e salada, embora eu não tenha entendido o porquê do macarrão alho-e-óleo. O par frequente do tonkatsu é o repolho cortado finíssimo e um misoshiru.

É barato, rápido e até que satisfatório.

O Musashi fica na rua dos Estudantes, 28 e o site deles é este:

http://www.mussashi.com.br

PS: Inauguro a categoria “Goela Abaixo”, com minhas experiências no que costumam chamar de “baixa gastonomia”.

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Gâteau Danichef

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Nem sempre uma sobremesa precisa ser muito complicada para agradar. O da foto nada mais é que um bolo aromatizado com casca de laranja, recheado com creme de pasteleiro (leite, gemas, açúcar e farinha) também aromatizado com laranja e coberto com merengue italiano.

Depois, é só passar um maçarico rapidamente por cima, só para dar uma cor.

Para o merengue italiano usei a seguinte proporção:

50 gramas de claras de ovos

100 gramas de açúcar

30 ml de água

Bata as claras em neve. Enquanto isso, leve ao fogo o açúcar misturado com a água, até o ponto de bala mole. Despeje um pouco da calda em uma xícara de água fria. Teste entre os dedos, vai dar para enrolar em uma bolinha, mas ela não mantém a forma.

Despeje a calda quente sobre as claras, com a batedeira ligada. Sem parar de bater, continue despejando a calda. Bata o merengue até que ele esfrie ligeiramente, fique sedoso.

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