Até dia 10 de Dezembro!

Falta pouco para terminar o prazo do sorteiozinho que estou promovendo. Para concorrer à essas tigelinhas de molho, basta deixar uma sugestão ou eleger sua receita favorita aqui. Infelizmente, só vale para quem mora no Brasil…

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Canudinhos Assados

Um limão temporão, solitário, no pé, trouxe-me lembranças da infância: limonadas em dias de verão, sonhos e pães doces, bolo com glacê e canudinhos. Uma vizinha costumava fazer canudinhos com massa assada, mais grossa porém macia, recheados com creme. Nunca deu a receita e não insisti. Aliás, alguém fica chateado quando uma pessoa nega uma receita? Eu não. Principalmente se a pessoa viver da cozinha. Lamento que, talvez, coisa boa talvez se perca por falta de publicação. Mas receitas secretas também rendem histórias bem engraçadas. Como da senhora que passou a vida toda mantendo segredo da massa de macarrão dela. Bem, aos 97 anos ela contou o segredo aos filhos, netos e bisnetos: Ela usava corante para obter uma massa mais amarelinha…E a receita secreta, só tinha esse segredo.

Por outro lado, não saber a receita torna-se um desafio. E, talvez por causa  da idade ou, como dizem, experiência adquirida, dessa vez, acertei na primeira. O resultado ficou idêntico, apesar da única dica recebida: a massa contém sal amoníaco.

1 xícara de açúcar

1 ovo

1 colher de sopa não muito cheia de manteiga

1 colher de chá rasa de bicarbonato

1 colher de chá rasa de sal amoníaco

1 colher de sopa de mel ou glucose (Karo)

3/4 xícara de leite

Suco de meio limão

Farinha até dar o ponto (cerca de 4 xícaras)

Recheio

1 lata de leite condensado

1 1/2 medida de leite

3 gemas

Raspas e suco de um limão

2 colheres cheias de amido de milho

Para a massa:

Bata o ovo com o açúcar e a colher de manteiga, até ficar liso. Junte o bicarbonato e o sal amoníaco. Misture bem. Junte o leite, parte da farinha e o suco de limão. Misture. Vá adicionando farinha, até formar uma massa macia mas que forme uma bola.

Unte com manteiga canudinhos de metal. Abra a massa com um rolo, enfarinhando a superfície, na espessura de meio centímetro. Corte em tiras e enrole em torno do canudinho, sem chegar até a borda. Pincele com gema e leve ao forno bem quente para assar, até corar.

Para o creme:

Bata ligeiramente as gemas. Junte o leite condensado, o leite (reserve 1/4 de xícara), as raspas de limão e leve ao fogo até começar a ferver. Junte o amido de milho dissolvido no leite reservado. Cozinhe, misturando sempre, para não formar grumos. Retire do fogo, junte o suco de limão e misture bem.

Ainda quente, com a ajuda de uma colher, despeje o creme dentro dos canudos. Coloque-os em uma tigela ou forma, inclinados, com a boca para cima, até o creme esfriar um pouco e endurecer.

Podem ser comidos ainda mornos, mas eu prefiro depois de algumas horas, porque a massa amolece um pouco, por causa da umidade do creme, ficando bem macia.

Em vez de limão, o creme pode ser feito com baunilha, coco, chocolate…

Renderam 18 canudinhos (só que os que eu tenho são daqueles, maiores, com quase 20 cm de comprimento)

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Barrinhas com Geléia

Não é bem um biscoito, nem é bem uma torta. Esse docinho cai bem na hora do lanche. Fiz umas alterações da receita original, tirada da Boa Mesa – Ed Nova Cultural.

120 gramas de amêndoas moídas (ou castanha do pará)

1 ovo

2 xícaras de farinha de trigo

1 xícara de açúcar

3/4 xícara de manteiga

Geléia

Misture todos os ingredientes, exceto a geléia. Com um pouco mais da metade, forre uma assadeira retangular pequena. Cubra com geléia. Pegue a massa restante e abra pequenas porções entre os dedos, irregulares, e vá distribuindo sobre a geléia, formando torrões.

Leve ao forno médio até corar bem. Corte depois de frio.

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Dumplings

Lembrei desse prato outro dia, conversando com um amigo. Para quem nunca foi ao Japão, acho que vale uma explicação: As casas e apartamentos costumam ser pequenos. As cozinhas, na maioria das vezes, só comportam um fogão de duas bocas. E o ritmo das grandes cidades é idêntico em qualquer parte do planeta. Gasta-se muito tempo no trânsito, no trabalho, etc. Sobra muito pouco tempo para limpar a casa, cozinhar e descansar.

Ao longo dos anos fui procurando maneiras de encurtar o tempo de todas as tarefas. E aprendi a fazer refeições usando só uma panela ou, no máximo, duas. Chamo isso de “cozinha do desespero”. Esse prato junta tudo em uma panela só: Carne, vegetais e amido. Não é nada original, dumplings são comuns no Reino Unido e nos Estados Unidos. Bolinhos cozidos no caldo de um ensopado também são comuns em outros países, com outros nomes.

Nem chega a ser uma receita. É só fazer um ensopado de carne ou frango com legumes e, quando estiver quase pronto, fazer uma massa com a mistura para pão de minuto e água. A massa deverá ser consistente mas um tanto quanto pegajosa. Não bata ou amasse, apenas misture. Com um colher de chá, coloque porções de massa sobre o ensopado e tampe a panela. Em alguns minutos, os bolinhos estarão crescidos, fofos e a parte de baixo, úmida com o caldo do ensopado. Eles são macios, por isso, não misture, retire-os com algum cuidado da panela na hora de se servir.

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Ovos Quentes

Já contei que a primeira coisa que aprendi a cozinhar foram ovos quentes (ou ovos de 3 minutos)? As peças da foto acima foram presente de duas pessoas que sabem o quanto eu amo ovos. O da esquerda, é para os ovos quentes, cozidos por apenas 3 minutos. A clara fica cremosa e a gema, crua. Para comer, corta-se um tampo e eu uso uma colherzinha. De tempero, umas gotas de shoyu (embora o comum seja sal e pimenta do reino). Já o da esquerda, é um egg cloddler. A porcelana é untada com um pouco de manteiga e um ovo é quebrado dentro. Leva-se para cozinhar em banho-maria por 7 a 8 minutos. Variações com cogumelos, presunto ou queijo são possíveis.

Agora, para quem não tem nenhum dos dois e quer ovos quentes (ou mesmo cozidos) com uma apresentação diferente? Folheando meus livros, vi uma receita de mizu manju (uma bolinha de doce de feijão – anko – envolvida com uma camada transparente de kudzu), que era feita em forma de trouxinha. Veio a idéia do ovo.

Use sempre ovos bem frescos. O sabor é diferente e a textura da clara é mais firme. Pegue um pedaço de filme plástico e pingue algumas gotinhas de óleo. Unte-o e coloque o filme em uma forminha, com a parte untada para cima. Quebre um ovo, com cuidado, dentro.

Junte as pontas e feche o pacotinho usando uma borracha. De preferência, não deixe ar dentro, porque formarão bolhas e comprometerão o resultado.

Coloque a trouxinha em uma panela com água fervente. Cozinhe de 3 a 4 minutos, dependendo do ponto que preferir. Com 3 minutos, a gema ainda estava bem líquida, como aparece na foto (abri um pouco para exibir a gema). Dê um mergulho rápido em água fria, para que a clara fique um pouco mais firme e fácil de manusear. Corte o filme com cuidado e coloque em uma tigelinha.

Daí, é só regar com manteiga derretida, temperar com sal, pimenta, adicionar cogumelos ou aspargos refogados, cebolinha picada, enfim, as opções são muitas. Eu gostaria de come-lo sobre uma salada de batatas, ainda morna.

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Cozinheira Sem Fome…

Enquanto muita gente reclama de imenso apetite, eu ando com problema inverso. Hoje, estou completamente sem fome. Não, não estou doente. Mas não é raro eu não ter a menor vontade de comer, embora pense todos os dias em receitas que gostaria de testar e pratos que gostaria de reproduzir.

Hoje, só quero água e um sofá.

Enquanto a fome não volta, que tal vocês escreverem o que gostariam de ver publicado por aqui? O tempo está passando e só falta um mês para a final do sorteio das tigelinhas

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Acelga com Camarão e Molho Cremoso

Há anos comi um prato parecido com esse em um pequeno restaurante. Os pratos foram sugeridos pelo Chef e acatamos. A princípio, achei estranho um prato oriental com leite. Mas era ingenuidade achar que não existiriam pratos com creme ou leite na China, um país tão grande e com tantas cozinhas. Não sei de que região esse prato é.

6 a 8 folhas de acelga

150 a 200 gramas de camarão

1 xícara de caldo de camarão ou de galinha ou água

5 colheres de creme de leite

3 colheres de amido de milho

Sal, pimenta do reino

1 colher de chá de suco de gengibre ralado

Lave e separe as folhas dos talos. Corte os talos diagonalmente, obtendo fatias largas, porém finas. Cozinhe tanto as folhas quanto os talos com o caldo de camarão até amaciarem.

Junte os camarões. Tempere com sal e pimenta do reino. Junte o creme de leite. Adicione o amido de milho dissolvido em 3 colheres de água, aos poucos, mexendo. Talvez não seja necessário usar todo o amido. Deverá formar um creme não muito consistente. Junte o suco de gengibre e misture. Sirva com arroz.

PS: A versão que comi era com vieiras. Pesquisando, vi versões com camarão seco, com kikurage (cogumelos pretos ou black fungus) e até trocando a acelga pelo tingensai (outra verdura, de folhas mais escuras).

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Fast Food Japonês

Li no caderno Paladar do Estadão que a franquia Go-go Curry vai vir para o Brasil. Não, nunca comi em um restaurante dessa franquia, mas garanto que comi em muitas outras. Mas vamos com calma. Para quem pensa que no Japão todas as refeições são uma experiência e que o japonês come com calma e serenidade, só posso dizer que isso é um lamentável engano. Em tempos de mega-cidades, trem-bala e estações que recebem 6 milhões de passageiros por dia, é claro que a comida também é rápida. Existem muitos restaurantes de comida fast-food no Japão: casas de curry (kare), gyudon, udon, lamen e até sushi. Sem falar em casas de espetinhos (yakitori), além das lanchonetes, pizzarias e cafés.

E o que posso falar desses restaurantes? São rápidos, baratos, porções de tamanhos variados (que cabem no bolso ou no estômago), satisfatórios. E claro que tem muita coisa “trash”, mas acho que isso faz parte. Reconheço  que, quando estou com muita fome e cansada, uma das primeiras coisas a ir embora é o critério. Nessas horas, acabo achando que muito de algo bom é ótimo. Como kare com porco empanado, ovo estrelado e queijo… 😛

Para quem quer conhecer o cardápio do Go-go Curry, em japonês:http://www.gogocurry.com/menu.html

ロースカツカレー é Curry com porco empanado

ゴーゴ カレー é a versão mais simples

チキンカツカレー acompanha frango empanado

ウインナーカレー creia, é com salsichas

エビフライカレー é com camarão empanado

E o cliente pode pedir à parte ovos (crus ou cozidos), natto (soja fermentada), queijo…

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Pitangas

Para quem é fã da fruta, está na época. Colhi muita pitanga esta semana. Fiz xarope (para usar em alguma sobremesa ou sorvetes) e estou experimentando fazer licor. Por conta do aroma forte, não é muito fácil de gostar dessa frutinha…

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Pão de Minuto e Mistura Pronta

Pelos comentários neste post, fiquei com a impressão que as receitas rápidas e de lanches, belisquetes & afins agradam. Hoje, com 3 ovos quebrados na caixa, precisava fazer algo urgente com eles. Bem, eu já tinha biscoitos de (quase) nata e outras guloseimas doces. Resolvi fazer algo salgado. Relembrando tempos muito agitados, quando eu não tinha tempo para quase nada, resgatei a receita de mistura pronta para pão de minuto.

Mistura para pão de minuto

4 xícaras de farinha de trigo

3/4 xícara de leite em pó (se preferir, use desnatado)

2 colheres de sopa de fermento em pó químico

1/2 colher de sopa de sal

100 gramas de manteiga (ou, se estiver controlando o colesterol, creme vegetal; talvez funcione com óleo mas não testei)

Misture tudo, formando uma farofa. Mantenha na geladeira, em um pote fechado.

Para os pães de minuto:

Para cada xícara de mistura, junte 1 ovo e 1/3 de xícara de leite. Não bata, apenas misture rapidamente.

Pingue colheradas em uma assadeira, espaçando, porque crescem bastante. Se gostar, salpique queijo ralado. Asse em forno pré-aquecido, quente, por cerca de 15 minutos. Variações podem ser feitas usando bacon frito esmigalhado, ervas, gergelim ou substituindo o leite por suco de tomate.

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