Lamen em Casa

Para quem não veio ou não pode vir até aqui em casa no último domingo, algumas fotos do Shoyu Lamen, do Hokkaido Miso Lamen, dos ovos marinados e da massa feitas aqui no domingo passado.

Fiquem de olho no blog (ou Facebook) para as próximas datas.

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Agenda

Dá para fazer lamen em casa. Dá um certo trabalho, sim, mas o resultado pode ser surpreendente e você terá a liberdade de criar o seu com as dicas que apresento. Serão duas massas – uma mais tradicional e outra mais fácil – um caldo rico, o chashu (o porco cozido que acompanha muitos lamens) e sugestões de “cobertura”. No fim, almoço com dois lamens, chá, água, sobremesa surpresa. Aqui em casa, no próximo domingo, dia 4, a partir das 10 horas, até umas 15 horas da tarde.

Fazer pão de fermentação natural parece ser um desafio, não? Parece ser complicado. Mas não é. No dia 18 explico como manter o fermento natural, sovar e fazer crescer os pães de maneira bem descomplicada. Quem vier, traga um avental porque vai ter mão na massa e uma caixa de isopor ou recipiente para levar o fermento para casa. Enquanto a massa cresce, enchemos linguiça – literalmente. Faço uma linguiça bem fácil e que permite variações e que dá para fazer até para quem não tem um moedor em casa (embora com moedor seja bem mais rápido). Depois tem o almoço com os pães, linguiças, chá, água e uma sobremesa.

Dia 18, domingo, a partir das 10 horas da manhã, aqui em casa, próximo ao Haras Setti.

Bacon em casa? Também dá para fazer, se os vizinhos não reclamarem de um pouco de fumaça. É fácil, seguro e o resultado surpreende qualquer um. Serão 3 carnes: bacon, pernil e pastrami, usando técnicas diferentes de salga e cura. Depois tem o almoço com as carnes defumadas, pães de fermentação natural, chá, água, sobremesa.

Dia 2 de julho, a partir das 10 horas, aqui em casa, próximo ao Haras Setti.

Interessados entrem em contato comigo pelo messenger (é mais rápido) do Facebook ou pelo e-mail marisaono@gmail.com

 

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Hayashi Rice E O Falso Demi Glace Sem Carne

Hayashi Rice é um prato japonês, embora não pareça. A origem é incerta, uns afirmam que a receita original era feita com frango e não com carne. Há quem diga também que a receita original não ia demi glace e sim sauce américaine, que é à base de tomates, cebolas e brandy. Enfim, o fato é que não há um consenso. A versão contemporânea é feita com fatias finas de carne bovina, cebolas e demi glace. É um prato rápido de ser feito e por isto talvez seja tão popular nas casas japonesas e presente em cafés e restaurantes.

A ideia do prato surgiu depois que vi que o chocolate se tornou um ingrediente popular em pratos salgados japoneses. O motivo? O tal do kokumi, do qual falei aqui:

Kokumi

O fato é que chocolate amargo, utilizado em pequena quantidade, confere um sabor encorpado e intenso que remete ao molho de carne. Sério. Claro que com a ajuda de outros ingredientes. É uma receita que vale a pena experimentar. Se não conseguir encontrar carne fatiada em fatais finas, experimente corta-la em tiras finas, como para estrogonofe. Dê preferência a um corte de carne macio, como alcatra, coxão mole, etc.

Para 2 porções generosas:

300 gramas de carne em fatias finas

1/2 cebola em fatias

1/2 pacote de cogumelos portobelo, em fatias

2 colheres de mirepoix (refogado de cebola, cenoura e salsão que costumo ter congelado; falei dele aqui: http://marisaono.com/delicia/2010/09/19/sopa-de-abobora-do-desespero/)

 

1/2 xícara de vinho tinto

2 colheres de sopa de purê de tomate

2 colheres de chá de molho inglês

Um pouco de tomilho

30 gramas de chocolate amargo picado

Óleo, sal, pimenta do reino

1 colher de sopa de manteiga

Refogue a cebola em fatias em um pouco de óleo, até começar a ficar transparente. Junte os cogumelos em fatias e refogue um pouco mais um pouco.

Adicione a carne em fatias e refogue (sem mexer muito, porque as fatias podem se partir) até mudar de cor. Junte o vinho e mantenha em fogo alto por alguns minutos, para evaporar o excesso de álcool. Junte o mirepoix, o molho inglês, o tomilho, o purê de tomate e uma xícara de água. Cozinhe por alguns minutos, até que engrosse ligeiramente.

Junte o chocolate bem picado ao molho e misture. Tempere com sal e pimenta.

Junte a manteiga, misture bem para que seja incorporada ao molho e retire do fogo.

Sirva com arroz branco. Pode acrescentar uma colherada de creme de leite por cima.

 

 

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Kushi Katsu

Não acredito que ainda não falei do kushi katsu, o espetinho empanado japonês!

No Japão existem casas especializadas nisto. Praticamente tudo que pode ser espetado e empanado, entra no cardápio. Alguns lugares exibem dezenas de itens. Outros preferem oferecer produtos de qualidade e menos opções.

No caso eu comi com molhos à base de maionese, que é um pouco heterodoxo. No Japão acompanham de um molho parente do molho inglês e, dependendo da região, de um molho à base de miso.

Para o kushi katsu, usa-se palitos de bambu não muito longos. E a parte comestível vai só na ponta. A ideia é comer algo em uma bocada ou pouco mais. Deixe os palitos prontos em uma bandeja, até a hora de comer. Tempero, muitas vezes não vai nenhum ou, no máximo, sal e pimenta.

Organize uma bandeja com farinha, farinha de rosca grossa (panko). Faça uma massinha com ovo, água e farinha, como uma massa de panqueca, um pouco mais líquida.

Passe a carne ou o que quiser empanar na farinha, depois na massa e por fim no panko.

Para fritar, é melhor usar uma panela pequena, caso contrário os espetos irão escorregar até o fundo. A ideia é manter apenas a parte empanada sob o óleo. Frite até dourar.

Escorra sobre uma grade ou papel toalha e sirva.

Além da carne, podem ser empanados: berinjela, raiz de lótus em rodelas, pedaços de batata doce ou abóbora, cogumelos, ovos de codorna cozidos, flores de brócolis, pimentão, cebola. E outras coisas que a imaginação permitir. Pode ser apenas um petisco ou uma refeição, se acompanhado de arroz e sopa de miso (misoshiru).

Poderia ser uma opção para variar o fondue de carne, não?

 

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Yuzu de Várias Formas

Yuzu é um limão que tem cheiro entre limão, tangerina e grapefruit. Como só produz uma vez por ano, há uma corrida nesta época para garantir o suficiente para o resto do ano e conserva-lo.

Comecei ralando as cascas de um tanto. Foram empacotados e congelados. Poderia misturar ao sal, assim teria um sal aromático. Mas como não decidi o que fazer, congelei para ganhar um tempo.

Espremi e separei o suco, que foi também congelado. Conserva bem no congelador e poderei usar aos poucos em molhos como o ponzu, saladas, etc.

A parte branca cortei em tiras finas, deixei de molho em água, troquei algumas vezes, deixei passar uma noite assim, escorri, aferventei, escorri novamente e cozinhei com açúcar (mesmo peso das cascas escorridas) e cozinhei até formar um doce mais denso. Fica bom com pão mas tem outras aplicações.

Outro tanto, cortei as cascas em tiras, juntei as polpas sem sementes .

Coloquei em um pote, intercalando com açúcar (usei o Cristalçúcar porque ele é mais claro, grãos maiores). Usei o mesmo peso das cascas e polpas em açúcar. Guardo em um lugar escuro. Depois de uma semana já está aromático, fica melhor com mais tempo.

Depois de algum tempo o açúcar irá se dissolver e formar uma calda.

A maneira mais simples é dissolver um pouco dessa calda em água quente. É uma bebida perfumada, doce, ácida. Também é usado em drinques, misturado a shochu ou outro destilado e club soda.

E, por fim, pode ser congelado inteiro. Para quem tem uma banheira ou ofurô, pode perfumar o banho com esse limão. Eu nunca experimentei.

Muitos me perguntam onde encontrar yuzu. Ouvi falar de um produtor em Atibaia e outro em Piedade, mas não sei o nome nem o contato deles, nem se comercializam a produção com alguma mercearia. Tive a impressão que fornecem mais para restaurantes.

A Ciprest possui mudas para comercializar.

https://www.ciprest.com.br/citricas

 

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Introdução e Utensílios

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Virada Cultural no Sesc Belenzinho

O tema da próxima virada cultural no Sesc Belenzinho será o Japão. A programação inclui apresentações artísticas(dança, teatro, taiko, etc), exibições de filmes do Kurosawa, oficinas e esta que vos escreve, falando sobre fermentados, desta vez dando um pouco mais de ênfase nas bebidas. É um assunto que gosto muito.

Vai ser no dia 21, às 10. É gratuito mas não haverá ingressos antecipados. Os interessados terão que chegar mais cedo e pegar o ingresso na hora. São 30 vagas.

O link para informações é este:

https://www.sescsp.org.br/programacao/121695_FERMENTADOS+BEBIDAS+E+CONSERVAS

E para a programação completa da virada cultural no Sesc, o link é este:

https://www.sescsp.org.br/programacao/121621_SESC+NA+VIRADA+CULTURAL+2017#/content=programacao

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Aproveitando Bem O Salsão

Um salsão aqui para nós é muito. Não costumo come-lo em saladas. Quando compro, geralmente é para ser utilizado em caldos ou molhos. Sim, uso mais como tempero.

Separo os talos das folhas mais escuras. Os talos, os talos centrais e as folhas mais tenras são picados. Costumo refogar com um pouco de óleo e congelar. Também posso refogar com cebolas e cenouras, até tudo ficar macio e congelar. Esse refogado vai para sopas, molhos, carne ensopada. Dá um toque extra quando a gente enjoa do velho sabor de sempre e agiliza a sopinha da noite. Não é raro eu fazer uma sopa só com um pouco de salsão, cebola refogados e um pouco de repolho e tomate.

As folhas também congelo. Quando sinto que quero um sabor um pouco mais profundo, junto uma folhinha ou duas. Não fica com gosto de salsão, é algo suave. Muita gente não usa as folhas ou só usa em tempuras. Mas as folhinhas dão um certo “kokumi” ao prato. Falei sobre essa “sensação” aqui: http://marisaono.com/delicia/2015/12/06/kokumi/

 

 

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O Lado Visceral da Cozinha Japonesa

Me dei conta que pouco falei sobre vísceras. Muita gente ainda pensa que os japoneses só comem peixe. Não é verdade. Atualmente, em cidades como Tokyo consome-se mais carne (de frango, porco ou boi, nesta ordem) que pescado, 90 gramas diárias por pessoa do primeiro contra pouco mais de 50 gramas de pescado. Os dados são deste artigo:

Tokyo Drifts from Seafood to Meat Eating

Parte dessa carne vem dos fast-foods, restaurantes de comida popular e rápida como as casas de yakiniku (grelhados) ou de tigelas de arroz e carne (gyudon). Coisas desses tempos corridos em cidades com moradias cada vez menores. O Japão não é auto-suficiente na produção de carnes, em geral. Boa parte é importada de diferentes países.

Mas e quanto às vísceras?

Falei da língua bovina, apreciadíssima por lá, aqui:

Gyu Tan (Língua de Boi)

 

Mas esqueci de falar do resto. Sim, resto, o que é descartado. Curiosamente, as vísceras, peles e outras partes dos animais que não são músculo e ossos, são chamados de “Horumon”, que deriva do “Horu” (放る), que é o verbo para descartar, jogar fora. Por “Horumon” se entende coração, rins, fígado, estômago, pulmão, intestino delgado e grosso, pele. É mais frequente vê-los já cortados e temperados, em porções, no supermercado ou comê-los em uma casa especializada, onde são grelhados sobre brasa ou chama. Em algumas casas de “yakiniku” (costumam chamar de churrasco coreano; é um tipo de restaurante bem popular no Japão, são casas especializadas em carnes que são grelhadas pelo próprio cliente, sobre chama ou brasa de carvão) também oferecem cortes de vísceras.

Até pouco tempo também era costume consumirem fígado de porco cru, como sashimi, mas devido ao risco de contrair hepatite, acabaram proibindo restaurantes de servirem esse prato. Além de cru, o prato de tiras de fígado de porco refogado com nirá (chamado de alho japonês, uma folha chata e longa, que lembra cebolinha, mas de aroma pungente) é bem popular.

O fígado, moela, coração de frango e pele de frango são servidos em espetinhos.

A esta altura, muita gente já ficou com nó na cabeça, não? Mas além da cozinha elegante e sofisticada, há outra cozinha, povera, despretensiosa. Em algumas localidades, o consumo de vísceras é popular entre pescadores. Faz sentido, quem passa a vida pescando, uma hora enjoa de comer peixe, não? E vísceras continuam baratas. O curioso é que de um tempo para cá, as vísceras ficaram populares entre as mulheres. O motivo? Colágeno. Muita gente ainda acredita que consumir colágeno vai fazer bem à pele (desculpem-me, mas não é bem verdade, a produção de colágeno no organismo humano vai por outras vias, é mais complexo que isto). E, por fim, há os que comem porque gostam e ainda aqueles que querem consumir uma proteína barata e muito nutritiva.

Quanto a mim? Bem, eu consumo miúdos com moderação. Não sou uma grande fã mas não desgosto.

 

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Sriracha Mayo e Wasabi Sauce

Fui conhecer há pouco esses dois molhos à base de maionese da Kikkoman. O vermelho é à base de pimenta, alho e não é tão picante. Fica ótimo em sanduíches. O verde, é à base de wasabi e gostei tanto em sanduíches como com peixe à milanesa, no lugar do molho tártaro. Gostei muito dos dois, encontrei vendendo na Liberdade. A Kikkoman entrou com produtos novos no mercado, inclusive o tamari, que é um molho de soja premium, sem trigo.

 

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